A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) divulgou nota pública no dia 1 de setembro sobre a importância da vacinação regular da população brasileira. O comunicado surgiu em virtude da declaração do presidente da República, Jair Bolsonaro, de que “ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina”. A SBIm destaca que a “vacinação está entre os instrumentos de maior impacto positivo em saúde pública em todo o mundo, contribuindo de forma inquestionável para a redução de mortalidade e o aumento da qualidade e da expectativa de vida.” Além disso, reafirma que a “graças à vacinação, foi possível erradicar a varíola e praticamente erradicar a poliomielite, presente, hoje, em apenas dois países.” A SBIm lembra ainda a relevância do Programa Nacional de Imunizações (PNI) brasileiro. “É considerado um dos mais bem‐sucedidos do mundo. Além da varíola e da pólio, foram eliminadas do território nacional a rubéola, a síndrome da rubéola congênita, o tétano materno e o tétano neonatal,” esclarecendo que “estas e outras tantas conquistas estão atreladas à adesão do brasileiro à vacinação e ao reconhecimento por estes da importância das vacinas na prevenção de graves danos à saúde. Por fim, a nota conclui: “A SBIm entende que é dever das autoridades públicas e dos profissionais da saúde conscientizar a população acerca da importância da vacinação, independentemente da obrigatoriedade, sob pena de vivermos retrocessos como a volta do sarampo devido às baixas coberturas vacinais. Entende também que é dever de cada pessoa buscar a vacinação com o objetivo não apenas da proteção individual, mas também coletiva. É essencial lembrar que o artigo 14 do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990) define a obrigatoriedade da vacinação para este grupo, cabendo a aplicação de penalidades pelo descumprimento.” Veja o PDF da íntegra da nota. nota-sbim-obrigatoriedade-vacinar-200901
Níveis dos anticorpos das primeiras oito pessoas testadas foram semelhantes aos das amostras de sangue das que se recuperaram da Covid-19

RIO - Em velocidade sem precedentes na história e numa boa notícia em meio à pandemia, os primeiros resultados do teste em seres humanos de uma vacina genética contra o coronavírus foram anunciados ontem nos EUA. A empresa de biotecnologia Moderna afirmou que oito voluntários vacinados desenvolveram defesas contra a Covid-19 e que o imunizante se mostrou seguro.

Embora o teste seja pequeno, marca o início do desenvolvimento de uma vacina, única forma de controlar a pandemia de Covid-19, além do distanciamento social. Uma vacina pode não só controlar o vírus como dar segurança à economia ao promover a chamada “imunidade de rebanho”, quando pelo menos 65% da população estão imunizados e o coronavírus não pode mais se espalhar. Pelo menos outras oito vacinas devem apresentar resultados de testes até o fim de junho.



A Moderna afirmou, em comunicado, que poderia ter um imunizante pronto para a produção ainda no fim do ano, mas não forneceu detalhes sobre os testes nem sobre o produto.

Sua vacina é especial não só por ser a primeira a chegar na fase de estudo em humanos quanto por ser feita de mRNA, uma tecnologia genética considerada extremamente segura, barata e simples de fazer. Porém, não existe ainda uma vacina licenciada com essa tecnologia, e o coronavírus será o seu batismo de fogo.









Akira Homma, assessor científico sênior de Bio-Manguinhos/Fiocruz e um dos maiores especialistas em vacinas do Brasil, se diz cautelosamente otimista.

— Essa é uma notícia que todos queríamos ouvir. Vejo com muita simpatia, mas com cautela —afirma.

Vacinas como essa se baseiam na inoculação do chamado RNA mensageiro do próprio vírus, sintetizado por meio de engenharia genética. Como somente um trecho específico do RNA viral é injetado, a pessoa recebe material genético do vírus, mas não desenvolve a doença.

Esse RNA tem instruções para que as células produzam proteínas específicas do coronavírus. No caso, cópias da proteína S, ou espícula. Ela é a “chave” que o Sars-CoV-2 usa para invadir as células humanas.

As proteínas são “exibidas” ao sistema imunológico, que então produz anticorpos em resposta. Em tese, se a pessoa for infectada, terá anticorpos de prontidão para repelir o coronavírus e não adoecerá.

Continue lendo no site O GLOBO.



1ª - A sua proteção

2ª - A proteção das pessoas ao seu redor




Sobre a proteção da sua saúde é fácil entender, né?


Sobre a proteção coletiva, funciona assim: quando a maior parte da população está com a vacinação em dia, a circulação de vírus e bactérias que podem ser prevenidos pela vacinação fica muito reduzida, bem como o risco de pessoas não vacinadas ficarem doentes.




Essas pessoas podem ser, por exemplo, bebês ainda sem vacinação ou com vacinação incompleta, crianças, adultos ou idosos que devido a uma doença grave ou tratamento apresentam contraindicações para determinadas vacinas. Ou ainda idosos que, pelo processo natural de envelhecimento, já não têm o sistema imunológico tão eficiente quanto antes. Ou seja, pode ser seu filho, irmão, seus pais, tios... Pode ser alguém que você nem conhece...




Todas dependem da vacinação de outras pessoas para garantir que também estejam protegidas por meio de vacinas.



Fonte: SBIm
A Organização Panamericana da Saúde (OPAS) criou, em 2002, a Semana Mundial da Imunização, com o objetivo principal de divulgar a vacinação como ferramenta de promoção de saúde para toda a população. Em 2012 a Organização Mundial da Saúde (OMS) referendou a iniciativa, estendendo a campanha para todo o planeta.

Neste ano, os temas são “#VaccinesWork” e “Ame, Confie Proteja”, que buscam, justamente, demonstrar o valor das imunizações e suas conquistas. Os avanços e os desafios nos dias de hoje. Após ampla utilização de vacinas, em todo o mundo, vimos erradicar a varíola, estamos em vias de eliminação da pólio, controlamos o sarampo, a febre amarela, a difteria e tantas outras doenças que eram responsáveis por elevadas taxas de mortalidade infantil em todo o mundo.

Infelizmente, temos observado uma queda nas taxas de vacinação em quase todos os países, colocando em risco todos estes avanços. Estas conquistas não podem e não devem retroceder. Falsa sensação de proteção, desconhecimento dos benefícios da vacinação, medo de eventos adversos, dificuldade de acesso aos imunobiológicos e as chamadas “fake news”, têm sido apontadas, em vários estudos, como as principais causas dessa queda nas coberturas vacinais.

A OMS estima que dois a três milhões de crianças sejam salvas no mundo, anualmente, graças às vacinas, e outras dois milhões poderiam ainda ser salvas se aumentássemos a utilização de vacinas. Segundo Tedros Adhanom, Diretor-geral da OMS, o maior impacto da subutilização das vacinas recai justamente sobre as regiões mais pobres do planeta.

No Brasil, nosso Programa Nacional de Imunizações (PNI) é reconhecido como um dos melhores programas de vacinação do mundo, não só pelo número de vacinas oferecidas, mas também por sua capilaridade, num país continental como nosso, tão cheio de desigualdades e dificuldades de acesso; são mais de 35.000 salas de vacinas espalhadas por todo país. Porém são enormes os desafios que ainda enfrentamos: frequentes irregularidades no abastecimento de vacinas, horários pouco flexíveis de funcionamento das unidades de saúde, deficiente capacitação dos profissionais da saúde além de insuficiente comunicação com a população sobre os benefícios e segurança das vacinas.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) tem participado ativamente das discussões a cerca das melhores práticas em imunizações, colaborando intensamente na divulgação da importância da vacinação, sempre destacando o papel protagonista do Pediatra como fonte confiável de informação!

É tempo de comemorar, mas também de agir!

Luciana Rodrigues Silva – Presidente da SBP
Renato Kfouri – Presidente do Departamento Científico de Imunizações da SBP

Leia o documento na integra aqui.
Por Rodrigo Fonseca Martins Leite, médico psiquiatra e diretor de relações institucionais do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP

O instinto de sobrevivência é certamente o conjunto de comportamentos e reações fisiológicas mais ancestral da espécie humana: na reação de “luta ou fuga”, o organismo aumenta o rendimento cardiovascular e muscular e “pernas pra que te quero” para fugir do terror de uma ameaça grave à vida. Por isso, já adianto: minimizar a pandemia e desqualificá-la utilizando termos como “paranoia” ou “histeria coletiva” não contribui para o manejo adequado de um cenário inusual. Não é loucura se preocupar com a autopreservação.

A última pandemia foi a da gripe espanhola nos idos de 1918 e 1919 e não há ninguém vivo para contar a história. Temos que lidar com o medo e a incerteza e estes são os ingredientes da angústia coletiva que vivemos agora mais nitidamente no Brasil. Não se deixe conduzir pela negação. É preciso estar atento e forte. Os arautos da pós-verdade e os anticientíficos estão calados frente às evidências.

A redução do orçamento do Sistema Único de Saúde repercute negativamente na política pública de saúde mental. Em torno de 60% dos 5.570 municípios do País não têm um CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) sequer e nem terão. A desassistência em saúde mental nos países em desenvolvimento é apontada pela Organização Mundial da Saúde desde sempre. Infelizmente, este diagnóstico não motiva suficientemente os gestores que, por conta de outras demandas críticas e a limitação orçamentária no setor, seguem encarando a política de saúde mental como algo secundário a despeito da elevação das taxas de suicídio, do uso problemático de álcool e drogas e do sofrimento psíquico geral advindo do desemprego, da falência financeira, da violência e dos lutos cotidianos. Somos o primo pobre e estigmatizado da saúde e recebemos a menor parte do bolo de recursos. Simples assim.


Espero que você já esteja sensibilizado pelo cenário que descrevi. Agora, imagine uma pandemia sobreposta: quem vai se lembrar dos portadores de transtornos mentais? Tivemos recentemente uma crise no abastecimento do carbonato de lítio em todo o território nacional. Essa medicação é a principal ferramenta farmacológica na estabilização de pessoas com transtorno bipolar em todo o mundo. Os motivos para tal não foram esclarecidos o suficiente: falta de matéria-prima? Desinteresse comercial pelo medicamento? Ficou realmente vago compreender por que uma medicação barata e corriqueira, cuja eficácia é comprovada desde os tempos hipocráticos, desapareceu das farmácias públicas e privadas.

Mais calamidades como terremotos, furacões, guerras, Brumadinho, Mariana e epidemias geram invariavelmente uma ruptura na logística de produção e distribuição de medicamentos essenciais. É um dos primeiros sintomas do colapso da saúde. O produtor não produz, o distribuidor não distribui e o paciente não acessa.

Os pacientes crônicos, incluindo os portadores de transtornos mentais graves e persistentes, fazem uso de medicação por tempo indeterminado. Ainda não foi divulgado nenhum plano de contingência para tal. Pensemos nos programas para pacientes com hipertensão, diabetes e HIV, por exemplo. O foco de todo o sistema será compreensivelmente voltado para a pandemia, mas os programas de saúde pública já instituídos não poderão ser negligenciados. É conhecido o fato de que portadores de transtornos mentais morrem precocemente por causas cardiovasculares como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. São condições potencialmente evitáveis na presença de um sistema de saúde funcionando em condições normais de temperatura e pressão.


As epidemias em geral elevam as taxas de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), diretamente relacionado a experiências catastróficas. Em Hong Kong, a epidemia do vírus da síndrome respiratória aguda (SARS) em 2003 trouxe cicatrizes psiquiátricas: 40% das pessoas que adoeceram de SARS grave estavam sofrendo de TEPT dez anos depois! Os transtornos mentais surgem de causas multifatoriais e o estresse é a gota d´água de uma tempestade perfeita neurofuncional que pode evoluir sob a forma de sintomas duradouros e incapacitantes e risco de suicídio.

Já que o debate nacional gravita basicamente em torno da economia, nunca é demais ressaltar que os transtornos mentais, em particular a depressão, os transtornos ansiosos e o uso problemático de substâncias são uma importante causa de incapacidade transitória ou permanente para o trabalho no mundo. Em 2015, os transtornos mentais corresponderam a 9,5% do montante de anos vividos com incapacidade definidos pela sigla DALY (disability adjusted life years) no Brasil.

Para simplificar, essa medida é a soma dos anos de vida perdidos por morte prematura e dos anos vividos com incapacidade. Alguns estudos epidemiológicos reportam que a primeira causa de anos vividos com incapacidade no Brasil se deve aos transtornos mentais. Vide o índice de afastamentos no trabalho relacionados à psiquiatria – o popular “CID-F”, muitas vezes prolongados ou definitivos. Com a pandemia, é plausível pensar num aumento significativo na quantidade de indivíduos com problemas de saúde mental. Investir nessa área é um dinheiro bem gasto em tempos de uma retração econômica em curso. Menos gente trabalhando é menos gente consumindo.

Vivemos uma discussão no meio médico e jurídico do País sobre as implicações éticas da telemedicina. Pois bem. A saúde mental tem inúmeras experiências bem-sucedidas com uso de tecnologias a distância no mundo e no Brasil. Estudos acadêmicos em telessaúde mental do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP trouxeram resultados promissores e seguros para o tratamento de pacientes com transtornos depressivos com essa ferramenta.


Com a limitação na circulação livre de pessoas, a possibilidade de quarentena e um cenário preocupante na saúde e na sociedade brasileira, para dizer o mínimo, a telemedicina terá um papel fundamental na manutenção e ampliação do acesso ao cuidado dos pacientes do sistema público ou privado. Crises trazem oportunidades.

Além disso, agora estamos incluindo o risco ocupacional dos profissionais de saúde. Somos uma população de risco e linha de frente assistencial num contexto de pandemia. Os conselhos, associações e sociedades profissionais juntamente com o Poder Judiciário poderiam catalisar a implantação definitiva da telessaúde no Brasil, além de outras reivindicações igualmente sensatas. Não podem faltar sabão, álcool-gel e equipamentos de proteção individual para médicos, enfermagem, pacientes e acompanhantes nos hospitais, por exemplo. Afastamentos e vidas de médicos, enfermeiras e outros profissionais seriam poupados e o acesso à saúde para a população, assegurado de uma forma mais inteligente.

As notícias da China, Itália e restante da Europa não nos deixam numa posição confortável. Temos que cuidar de quem cuida e rever o modo analógico de atuar na saúde. Os desafios do século XXI não permitem mais delongas.

Os três poderes, elaboradores e gestores de políticas públicas, formadores de opinião e os profissionais de saúde, da tecnologia da informação e do direito têm o dever de acelerar o debate social e concretizar planos para a grande crise que paira sobre o setor da saúde ao longo dos próximos meses. Não se trata de alarmismo. Trata-se de proatividade e responsabilidade ética e sanitária. Muito cedo para pensar nisso tudo?

Fonte: Jornal da USP
A PARTIR DE SÁBADO (11/4) ESTARÁ DISPONÍVEL EM NOSSA CLÍNICA A VACINA DA GRIPE QUADRIVALENTE.

A nossa unidade Matriz localizada na Rua Prefeito Frederico Busch Junior, 255, sala 2, Garcia, Blumenau – SC terá expediente estendido para melhor atender você e também não fecharemos para almoço. Aos sábados somente esta unidade estará aberta.

Serão distribuídas senhas a partir das 8h, até as 16h.

Não fazemos agendamento de vacinas e nem reservas. Por favor, pedimos que evitem aglomerações em frente a clínica. Os valores da vacina estão na imagem!

MATRIZ


(47) 3326-6705

Horário:

Segunda à Sexta: 8h as 18h (sem fechar para o almoço)
Sábado: 8h as 12h

Rua Prefeito Frederico Busch Junior, 255,
sala 2, Garcia, Blumenau – SC

UNIDADE CENTRO CLÍNICO


(47) 3322-0208

Horário: 

Segunda à Quinta: 8h as 12h / 13h as 18h

Sexta: 8h as 12h / 13h as 17h

Rua Armando Odebrecht, 70
sala 2 – Garcia, Blumenau – SC

UNIDADE CELPINHO


(47) 3327-3030

Horário:
Segunda à Sexta: 
8h50 as 12h / 13h as 18h50

Rua Engenheiro Paul Werner, 1197, Itoupava Seca, Blumenau – SC

 
1) A vacina da gripe pode causar gripe?

Não. Por ser inativada, ou seja, sem vírus vivo, não existe possibilidade de a vacina da gripe causar gripe.

2) Quem pode se vacinar gratuitamente?

Devido ao maior risco de adoecimento e complicações, os seguintes grupos foram considerados prioritários pelo Ministério da Saúde em 2020: pessoas de 55 a 60 anos; crianças de 6 meses a menores de 6 anos; gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto); trabalhadores da saúde; professores; povos indígenas; portadores de determinadas doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais; forças de segurança e salvamento; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas; população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

3) Não faço parte dos grupos de risco. Posso/devo me vacinar?

Tanto pode como deve. Mas, se não pertencer aos grupos de risco, precisará recorrer à rede privada. A SBIm recomenda a vacina para todas as pessoas a partir de seis meses de idade.

4) A vacina contra a gripe previne o coronavírus?

Não. A vacina contra a gripe e as pneumocócicas — também citadas em alguns boatos — são extremamente importantes, mas não conferem proteção contra qualquer tipo de coronavírus.

5) Já tomei vacina de H1N1 ano passado. Estou protegido? Não preciso mais tomar?

A revacinação anual contra a gripe é fundamental por dois motivos. O primeiro é que a proteção conferida pela vacina cai progressivamente seis meses depois da aplicação. O segundo é a variação dos subtipos de influenza circulantes. Como eles mudam com frequência, mesmo que o efeito da vacina durasse mais tempo, ela poderia não proteger contra os vírus do inverno seguinte.É importante esclarecer que não há atualmente uma vacina somente contra o H1N1: ele é um dos três ou quatro tipos de vírus influenza contidos nas vacinas disponíveis e, apesar de ter ficado famoso na pandemia de 2009, oferece os mesmos riscos que os demais.

6) Quem já teve H1N1 há dois anos já está imune?

Infelizmente, não. Os vírus que causam a gripe sofrem mutações com alguma regularidade, o que significa que um mesmo tipo pode adquirir características diferentes com o passar do tempo. Por exemplo, o H1N1 de um ano não obrigatoriamente será o mesmo no ano seguinte.Além disso, durante o inverno, circulam outros tipos, como o influenza H3N2, o influenza B etc. Todos podem levar a quadros graves, com risco de internação e até mesmo de morte, dependendo da condição de saúde da pessoa. Vacinar-se contra a enfermidade a cada ano é sempre a melhor proteção.

7) Como vou proteger meu bebê que acabou de nascer e só pode receber a vacina da gripe aos 6 meses de vida?

Os bebês que nascem de mães vacinadas durante a gestação herdam anticorpos que permanecem por alguns meses após o nascimento (conheça todas as vacinas indicadas em: www.vacinasparagravidas.com.br). Mas, se a mãe não se vacinou na gravidez, ainda pode transferir seus agentes protetores pelo leite materno após se vacinar. Lembramos que a vacina também está disponível na Campanha para mulheres no puerpério (até 45 dias após o parto).As demais pessoas que mantêm contato frequente com o bebê — mães após o puerpério, pais, irmãos, avós e babás, por exemplo — também devem estar em dia com a vacinação contra a gripe e outras doenças infectocontagiosas, para reduzir os riscos de transmissão ao recém-nascido.

8) Por que a vacina demora a chegar?

A composição da vacina que previne a gripe precisa ser revisada a cada ano, de acordo com os tipos de vírus da influenza que mais circularam nos hemisfério Norte e Sul. Em setembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) — responsável pela tarefa — define a fórmula para o Hemisfério Sul e a comunica aos fabricantes das vacinas.A partir daí, tem início a produção, que leva cerca de seis meses. Como no Brasil o inverno começa em junho, a previsão é a de que a vacina esteja disponível entre março e abril. Dessa forma, as pessoas podem ser imunizadas antes dos meses de maior circulação dos vírus.

9) Cheguei de viagem dos Estados Unidos, onde me vacinei contra a gripe. Ainda preciso tomar a vacina no Brasil?

Sim. A vacina usada nos Estados Unidos tem formulação específica para o Hemisfério Norte, ou seja, pode não conter os tipos de vírus que irão circular no Brasil.

10) Posso tomar logo Oseltamivir (Tamiflu®), caso fique gripado?

O Oseltamivir (Tamiflu®) é usado para tratamento da infecção pelos vírus da influenza, principalmente nos casos em que há fatores de risco para complicações decorrentes da gripe e para pessoas com diagnóstico de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), portanto, sua indicação requer avaliação médica, já que o uso indiscriminado desse medicamento pode gerar problemas futuros. É importante procurar o profissional nas primeiras 48 horas a partir do início dos sintomas.
A influenza, ou gripe, como é comumente chamada, é prevenível por vacina. Ela ocorre todos os anos e está entre as viroses mais frequentes em todo o mundo. Costuma causar complicações principalmente em crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com comprometimento da saúde (portadores de doença respiratória ou cardíaca, obesidade, diabetes, trissomias, deficiência da imunidade, entre outras).

Estima-se que todos os anos a gripe causada pelo vírus influenza atinja de 5%-10% dos adultos e de 20%-30% das crianças em todo o mundo. A infecção pode acarretar hospitalização e morte, principalmente entre os grupos de maior risco (os muito jovens, idosos ou doentes crônicos). Acredita-se que todas as epidemias anuais de gripe sazonal resultem em aproximadamente 3 a 5 milhões de casos de doenças graves e na morte de cerca de 250 mil a 500 mil pessoas.

A prevenção evita que você adoeça e também que transmita o vírus influenza, e isso aumenta a proteção para todos. A complicação mais frequente e também a principal causa de morte em decorrência da gripe é a pneumonia, na maior parte das vezes causada pela bactéria pneumococo.

A gripe tem início súbito. Sintomas como febre, calafrios, tremores, dor de cabeça, dores no corpo, perda de apetite, tosse (em geral seca), dor de garganta e coriza duram cerca de uma semana.

Transmissão:


Aaaaatchim... Pronto! Lá se vão cerca de 40 mil gotículas de saliva no ar durante um simples espirro. Com elas seguem também os vírus da gripe. Dessa forma eles “viajam” por aí, se “acomodam” nas superfícies de objetos e passam de uma pessoa para outra quando atingem as mucosas de boca, nariz e olhos.
Ilustração gripe
O período de transmissão da gripe começa 24 horas antes dos sintomas e dura de cinco a dez dias após o seu surgimento. Em crianças e pessoas com imunidade comprometida esse período dura até mais de dez dias.

A gripe é causada por mais de um tipo de vírus influenza, classificados como A e B, e cada um possui subtipos. Os associados ao tipo A recebem nomes como, por exemplo, A(H1N1), A(H3N2) e A(H7N9), sendo os dois primeiros os que circulam entre humanos atualmente. Já os vírus tipo B são classificados como de linhagem Victoria e linhagem Yamagata.

Os vírus influenza A também infectam aves, cavalos, porcos, focas, baleias e estão sempre dando um jeito de se modificar, ainda que bem pouquinho, só para enganar os anticorpos — agentes responsáveis pela defesa do organismo. Quando o vírus influenza de um animal se “mistura” com de um humano, origina-se um novo tipo de vírus. Foi o que possibilitou a pandemia de “gripe suína”, causada pelo vírus A(H1N1).

Essa capacidade de produzir novos tipos faz com que seja necessária uma vigilância contínua em todo o mundo, realizada por centros coordenados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A partir dessas informações é definida, anualmente, a composição das vacinas que serão indicadas a quem vive no hemisfério Sul ou no hemisfério Norte. Isso torna necessária a vacinação anual a melhor forma de prevenir contra a gripe.
Para manter a população e profissionais de saúde informados a respeito do coronavírus, o Ministério da Saúde lança, nesta quinta-feira (26), um canal exclusivo e gratuito no WhatsApp, aplicativo de mensagens pertencente ao Facebook. A ferramenta conta com orientações sobre a doença, sobre o tratamento e até protocolo de atendimento para profissionais dos postos de saúde.

Um bot (robô de atendimento automático) receberá perguntas e fornecerá orientações sobre o coronavírus. A programação do robô inclui recomendações sobre como agir frente a casos suspeitos, formas de contaminação, prevenção, ações do Ministério e desmistificação de boatos sobre o vírus.

O bot criado pelo WhatsApp está sendo oferecido pelo Facebook aos países como forma de auxiliar no combate à pandemia. No Brasil, a parceria fechada com o Ministério da Saúde reforça a estratégia de comunicação do Governo Federal desde o início da crise: transparência, clareza e sistematização nas mensagens mandadas à população.

“Desde o início da circulação do coronavírus no mundo, o Ministério da Saúde trata com total transparência as informações referentes ao tema. Esta ferramenta permitirá mais um contato imediato do cidadão com as diretrizes oficiais e informações verídicas, diretamente da fonte, evitando equívocos em um momento de cuidado extremo”, reforça o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Para acessar o bot do WhatsApp clique aqui (para celular)

Pelo celular, pode ser utilizado o link ou salvar o número +55 (61) 9938-0031 à agenda do telefone e iniciar uma conversa com um "Oi".

O diretor de Operações do WhatsApp, Matt Idema, comenta: "Em momentos difíceis como esse, as pessoas usam o WhatsApp mais do que nunca para se conectar e apoiar seus amigos, familiares e comunidades. Temos o prazer de poder fornecer ao Ministério da Saúde ferramentas de comunicação para ajudá-los a responder às perguntas dos cidadãos sobre o vírus com conselhos de saúde confiáveis e oportunos, a fim de manter as pessoas seguras”.

 
Doença da “tosse comprida” tem aparecido com mais frequência nos últimos anos — em adultos, ela parece um resfriado comum, mas em crianças pode levar à morte.

Febre baixa, coriza, espirros, falta de apetite, mal-estar e, o mais importante, uma tosse que não vai embora. Parece uma gripe, mas pode ser coqueluche. A doença respiratória, também conhecida como pertussis, é caracterizada por acessos de tosses em que o doente fica sem condições de respirar entre eles.

Provocada pela bactéria Bordetella pertussis, a coqueluche foi bastante controlada a partir da década de 1990 graças à vacinação. Quando a cobertura vacinal chegou a quase 100%, entre 1998 e 2000, a incidência baixou de 10,6 casos a cada 100 mil habitantes para 0,9 casos a cada 100 mil no Brasil.

Mas esse cenário voltou a mudar a partir dos anos 2010, com aumento significativo dos casos entre adultos e adolescentes. Entre 2010 e 2014, o número de infectados cresceu 13 vezes no país. Em 2019, estados como Pernambuco tiveram aumento de 101% nos casos da doença.

Estudos mostram que isso se deve, em grande parte, à falta de imunização — o que é um problema: se no adulto a coqueluche não passa de uma “gripe”, em crianças ela é muito perigosa. O caso é preocupante especialmente em bebês de até 1 ano de idade, que ainda não receberam todas as doses da vacina. Nesses casos, a infecção respiratória pode evoluir para pneumonia, parada respiratória, convulsões e até morte.

A transmissão da bactéria acontece por meio de gotículas eliminadas quando a pessoa fala, tosse ou espirra. Se um adulto infectado faz isso perto de um bebê, portanto, o risco é alto.

Na terça-feira de carnaval, enquanto foliões pulavam pelas ruas e músicos esquentavam a percussão por todo o país, um grupo de cientistas brasileiros se apressou para um outro tipo de agito.




Diante da notícia de que um caso suspeito de infecção por coronavírus em solo brasileiro poderia ser confirmado em breve, pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz (IAL) e do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (IMT-USP), ambas instituições públicas sediadas em São Paulo, correram contra o tempo para preparar equipamentos e laboratório com o objetivo de sequenciar o genoma do vírus coletado em paciente internado na capital paulista. O diagnóstico do homem de 61 anos foi confirmado na quarta-feira (26).

"Em média, os países estão conseguindo fazer o sequenciamento em 15 dias. Queríamos fazer em 24 horas, bater o recorde, mas não funcionou tudo (no processo). Fizemos em 48 horas, como o Instituto Pasteur (na França)", contou à BBC News Brasil Ester Cerdeira Sabino, pesquisadora e professora do IMT-USP.

"Nas epidemias anteriores, como da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) ou da Respiratória do Oriente Médio (Mers), você até sequenciava (o vírus), mas só tinha o dado alguns meses depois. Hoje, estamos conseguindo fazer o sequenciamento em tempo real, enquanto a epidemia acontece", aponta, atribuindo a rapidez a um barateamento e maior conhecimento das técnicas.

"A capacidade de sequenciar rapidamente, principalmente no início de uma epidemia, pode ajudar na tomada de decisões. Vamos supor que apareça outro caso em São Paulo: se você tem a sequência, você pode responder mais rapidamente se o vírus já está circulando a nível local independente de viagens no exterior (os chamados casos autóctones)."

Os resultados divulgados pela equipe brasileira nesta sexta-feira (28) indicam por exemplo que, das dezenas de amostras do novo tipo de coronavírus já analisadas em todo o mundo, a maior compatibilidade do material genético do vírus encontrado no paciente internado em São Paulo foi com um vírus sequenciado na Bavária, Alemanha. Isto é um indicativo, mas ainda não a confirmação, de que a cepa do vírus em questão teve origem na China, passou pela Alemanha, Itália, até chegar ao Brasil. A possível transmissão da Alemanha para a Itália é um hipótese nova trazida pela equipe brasileira.

A região da Lombardia, no norte da Itália, onde o paciente brasileiro infectado esteve, até agora não teve amostras sequenciadas por equipes ou institutos locais — ao menos não publicamente.

Já em relação ao primeiro sequenciamento genético do novo tipo de coronavírus, feito em janeiro por pesquisadores na China, o material analisado pelos brasileiros tem três mutações — duas em comum com o encontrado na Alemanha. O sequenciamento realizado em São Paulo foi comparado com 127 genomas completos do coronavírus sequenciados em 17 países diferentes.

"A terceira mutação é uma mutação única, não encontrada na sequência mais próxima, que é a sequência da Alemanha. Então, provavelmente é uma mutação que já aconteceu na transmissão para o paciente brasileiro", explica Jaqueline Goes de Jesus, bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) em nível de pós-doutorado no IMT-USP.

É normal que, quando o vírus está se "instalando" no corpo de um novo hospedeiro (como um paciente infectado), haja erros no processo de replicação de seu material genético. São mutações que, ao acaso, podem causar tanto uma vantagem adaptativa quanto deixar o patógeno menos infeccioso.

"Alguns vírus são mais estáveis e outros, como os respiratórios, acabam mutando muito. É o que acontece com o vírus da gripe: todo ano a gente tem uma vacina nova, porque há muitas mutações", explica Goes de Jesus.

As brasileiras, assim como os franceses do Pasteur, indicam que o novo tipo de coronavírus surgido na China ainda é bastante homogêneo — portanto, não precisou passar por muitas mutações para se adaptar e espalhar. Há indicações também de que, ao contrário do Sars ou Mers, este coronavírus tem grande capacidade de transmissão e baixa letalidade.

Como foi sequenciamento no Brasil


Na quarta-feira (26), após a confirmação por exames do diagnóstico de coronavírus, amostras do paciente brasileiro foram enviadas ao Instituto Adolfo Lutz, seguindo protocolo do Ministério da Saúde.

Assim, na quarta-feira de manhã, cinco pesquisadores começaram a colocar a mão na massa no sequenciamento, em um laboratório do instituto.

Em linhas gerais, há a extração do RNA do vírus; sua transformação no chamado DNA complementar; depois a replicação exponencial de cópias deste DNA, através da chamada reação em cadeia da polimerase. Isso tudo acontece a nível molecular dentro de um líquido transparente.

Em seguida, vem a fase da leitura do material genético. Nela, é usado um equipamento pequeno e com aparência de pen-drive, chamado de sequenciador.

No processo, os brasileiros contaram com a colaboração remota de pesquisadores das universidades de Birmingham, Edinburgh e Oxford, no Reino Unido.

A leitura do material foi finalizada na manhã desta sexta-feira e logo publicada no Virological.org, um fórum mundial de discussão para virologistas, epidemiologistas e especialistas em saúde publica.

"No passado, os cientistas gostavam de guardar esse tipo de dado até publicá-los em alguma revista científica. Mas hoje, o consenso é de que, durante uma epidemia, você não deve guardar as sequências, e sim torná-las públicas imediatamente", explica Ester Cerdeira Sabino.

Jaqueline Goes de Jesus diz que, tecnicamente, a sequência obtida já tem 96% de cobertura, o que configura um genoma completo. Mas a equipe pretende completar esse sequenciamento e estar de prontidão para a análise de eventuais novos casos confirmados no Brasil.

A pesquisadora faz parte de um projeto que tem justamente o objetivo de monitorar e responder em tempo real a epidemias, o Brazil-UK Centre for Arbovirus Discovery, Diagnosis, Genomics and Epidemiology (CADDE), que conta com recursos da Fapesp e do Medical Research Council (MRC). Nascido há um ano, o centro de pesquisas pretende trabalhar não só com coronavírus como o atual como também com arbovírus como dengue e chicungunha.

Fonte: BBC

Public Health England anunciou que em 2018 não houve casos novos de papilomavírus tipo 16 e 18, responsáveis por 70% das ocorrências de câncer de útero: expectativa é de grande redução no número de mulheres com a doença nos próximos anos




A luta contra o câncer de colo de útero está sendo vencida na Inglaterra. Os vírus HPV tipo 16 e 18, causadores de cerca de 70% dos casos da doença no mundo, estão em vias de ser eliminados no país graças à vacinação e a um programa de rastreio. O departamento de Saúde Pública (Public Health England, PHE) anunciou neste mês de janeiro que conduziu uma pesquisa em relação a infecções em mulheres entre 16 e 24 anos sexualmente ativas, inciada antes do início do programa de vacinação contra o papilomavírus (HPV), em 2008. Naquele ano, cerca de 15% das mulheres entre 16 e 18 anos estavam infectadas com o HPV 16/18. A prevalência do vírus caiu para 2% no período analisado entre mulheres de 16 a 18 anos que foram vacinadas aos 12 e 13 anos. Mais: em 2018, exatos 10 anos após o início do programa de vacinação contra HPV no país, não houve nenhum novo caso na faixa etária. A expectativa é que haja, nos próximos anos, uma enorme redução nos casos de câncer de colo de útero e outros tipos de cânceres (anal, de pênis, de orofaringe, de vulva e de vagina) em consequência da imunização. Lembrando que o câncer de colo de útero é o quarto mais frequente entre mulheres, com 570 mil novos casos e 311 mil mortes em 2018, segundo informações da Organização pan-Americana da Saúde (OPAS), da Organização Mundial da Saúde (OMS).









"O declínio sustentado da infecção pelo HPV entre mulheres de 16 a 24 anos é mais uma indicação de que o programa de vacinação contra o HPV de alta cobertura na Inglaterra certamente vai levar a grandes reduções no câncer do colo do útero no futuro. Continuaremos a monitorar infecções dos tipos de HPV presentes na vacina e de outros tipos de alto risco. Além disso, existe uma vigilância para avaliar o impacto da vacinação no cânceres cervicais no devido tempo", conclui o estudo.





- A vacina contra o HPV é uma vacina anti-câncer. E não só o de colo de útero. O HPV é responsável pela maior parte dos casos de câncer de pênis, canal anal, vulva, vagina e orofaringe. E é a doença sexualmente transmissível mais comum em todo o mundo. Mais de 80% da população adulta tiveram ou terão contato com o HPV em algum momento da vida. Uma parcela desenvolverá infecções persistentes e, posteriormente, câncer. Mas são cânceres que podem ser perfeitamente prevenidos pela vacinação. Que, e a OMS garante através de estudos sérios, é segura - explica a médica Angélica Nogueira, da direção da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC).





HPV causa câncer:






  • Na mulheres





  1. Colo de útero

  2. Vagina

  3. Vulva

  4. Orofaringe

  5. Canal anal





  • Nos homens:





  1. Pênis

  2. Orofaringe

  3. Canal anal




O HPV é transmitido principalmente por contato sexual, por isso o ideal é que a vacinação seja feita antes do início da vida sexual. Mas ela também pode e deve ser feita por homens e mulheres sexualmente ativos. Existem mais de 150 tipos de HPV, 14 deles identificados como cancerígenos. Juntos, eles causam 90% dos casos de câncer de colo de útero no mundo, sendo os de tipo 16 e 18 responsáveis por 70% deles. Eles também são responsáveis por em torno de 90% dos casos de câncer de ânus, até 60% dos casos de câncer de vagina e até 50% dos casos de câncer de vulva. Os cânceres de boca e de garganta, que apresentam 400 mil casos novos e 230 mil mortes ao ano, são o sexto tipo no mundo, e também estão relacionados ao HPV (por conta da prática de sexo oral). A vacina hoje em dia também inclui os subtipos 6 e 11, que não causam câncer, mas são responsáveis pela maioria das verrugas genitais (ou condilomas genitais) e papilomas laríngeos.




- Outro dado importante desse estudo inglês é que não houve aumento da incidência de outros tipos de HPV com a diminuição dos casos dos tipos 16 e 18. Mais importante, eles falam em uma proteção cruzada: a vacina reduziria os casos de outros tipos de HPV também cancerígenos - analisa Angélica.








Meninos também devem se vacinar contra o HPV — Foto: Istock Getty ImagesMeninos também devem se vacinar contra o HPV — Foto: Istock Getty Images

Meninos também devem se vacinar contra o HPV — Foto: Istock Getty Images







No Brasil





No Brasil, o câncer de colo de útero é o terceiro mais frequente entre mulheres, atrás do de mama e do colorretal, e a quarta causa de morte entre elas, responsável por 16.370 casos novos em 2018 e 5.700 mortes, segundo estimativa no instituto Nacional do Câncer (INCA). O calendário de vacinação do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde passou a incluir a vacina contra ao HPV em 2014, disponível no Sistema Único de Saúde para meninas entre 9 e 14 anos e meninos entre 11 e 14 anos. No entanto, enquanto na Inglaterra há uma cobertura vacinal de 83,9% do público-alvo, no Brasil apenas 52% das meninas de 9 a 14 anos completaram o esquema de vacinação de HPV em 2018. Entre os meninos, o cenário é ainda pior: somente 22% dos garotos de 11 a 14 receberam a imunização para papilomavírus.




- A OMS tem como objetivo a eliminação do câncer de colo de útero em 10 anos. Mas, para isso, é necessária uma cobertura vacinal de cerca de 90%. A que temos hoje é insuficiente - avalia Angélica, lembrando que a eliminação implica em manter os números de casos da doença em quatro para cada 100 mil mulheres. - Hoje, no Brasil, são 16 para cem mil. É muito alto. É importante que os meninos também sejam vacinados, porque eles são atingidos por três dos seis tipos de câncer que o HPV causa: de pênis, anal e de orofaringe. Além disso, eles são transmissores do HPV para as mulheres.





A médica conta que no primeiro ano da imunização contra papilomavírus no país, em 2014, a cobertura foi de mais de 90%. No ano seguinte, já caiu quase 25%, até chegar aos dados atuais. O motivo, segundo ela, é multifatorial.





- Em primeiro lugar, o problema foi tirar a vacinação da escola. Naquele primeiro ano, o esquema de imunização foi feito dentro das escolas, e a partir de 2015 foi para os postos de saúde. Que funcionam muito bem com bebês e na primeira infância, mas infelizmente não temos o hábito de levar os adolescentes aos postos. Então o ideal seria voltar a ter vacinação na escola ou haver uma obrigatoriedade de apresentar o cartão de vacinação completo no ato da matrícula. Além disso, houve uma grande influência das fake news sobre a vacina, de que ela causaria desmaios e problemas motores e deixaria sequelas. Não causa. Por fim, há as barreiras culturais: houve a disseminação da informação de que vacinar contra o HPV levaria as meninas a iniciarem a vida sexual mais precocemente. O que também é uma inverdade, não há nenhuma relação entre as duas coisas - esclarece a médica.









Atenção aos prazos! A vacina contra febre amarela, por exemplo, deve ser tomada, no mínimo, dez dias antes da viagem.

o fazer as malas para viajar, sempre nos esquecemos de alguma coisa. Então, é importante ficar atento, principalmente, com os documentos necessários para embarcar e desembarcar em outro país. Normalmente, quando se fala em viajar para o exterior, de imediato pensamos no passaporte e no visto, exigido por alguns países. No entanto, outro documento fundamental é o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP).



Antes de viajar para exterior verifique todos os documentos necessáriosO que é?


É um documento oficial, conhecido como “carteirinha internacional de vacinação”, que comprova que o passageiro está imune a doenças estabelecidas no Regulamento Sanitário Internacional (RSI).  O objetivo da carteira é prevenir a transmissão de doenças no país de destino ou até mesmo a contaminação com outra doença local.


Atualmente, a febre amarela é a única doença que está especificada no RSI. Portanto, alguns países podem solicitar o documento que comprove que o passageiro está vacinado contra a enfermidade. A falta da comprovação pode ser um impedimento para a entrada da pessoa no país de destino.


“Já aconteceu de eu esquecer algumas vacinas necessárias para entrar em determinado país e tive que mudar a viagem de última hora, pois não tinha as vacinas necessárias para desembarcar”, disse a comissária de bordo Amanda Marques, 21 anos. Hoje em dia, ela diz que sempre faz o planejamento e verifica tudo que é necessário para entrar em outro país.


A jornalista Juliana Rabelo, 33 anos, precisou retirar a carteira de vacinação internacional para entrar na Ásia. “Eu tinha conhecimento porque pesquisei tudo antes de comprar passagem e ir. Sempre fico atenta às recomendações da Anvisa, até porque não quero chegar lá e ser barrada e nem contrair qualquer tipo de doença durante a viagem”, disse.


Já o autônomo Bruno Cavalcante, 34 anos, tomou a vacina contra a febre amarela antes de viajar para a Venezuela. No entanto, o prazo exigido pelo país era de mais de 15 dias de antecedência, e ele foi impedido de entrar. “Apesar de saber da necessidade da vacina, não me liguei nos detalhes”, disse.



Como retirar?


Antes de viajar, confira, no site da Anvisa, se o país para onde você está indo exige o documento. É importante lembrar que a exigência do certificado é restrita a pessoas que estão viajando com destino ou escala/conexão em países que exigem a vacinação.

Em situações como residência temporária ou permanente, o viajante deve ficar atento, pois outras vacinas podem ser solicitadas de acordo com cada país de destino. Nesses casos, é recomendado procurar, junto às respectivas embaixadas, a forma de apresentação da comprovação vacinal, uma vez que não são exigências vacinais nos termos do Regulamento Sanitário Internacional. Ou seja, essas vacinas adicionais não são registradas no CIVP.

Definida a necessidade, o viajante deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou unidade privada credenciada mais próxima de casa e se vacinar contra a febre amarela e outras vacinas preconizadas pelo país de destino. É importante guardar o comprovante de vacinação. Ele é necessário para solicitar o Certificado Internacional. Certifique-se que o Cartão Nacional de Vacinação esteja preenchido corretamente: data de administração, fabricante e lote da vacina, assinatura do profissional que realizou a aplicação e a identificação da unidade de saúde onde ocorreu a aplicação da vacina.

A vacina contra febre amarela deve ser tomada com antecedência de, no mínimo, dez dias antes da viagem.


O viajante precisa também se cadastrar e enviar uma solicitação pelo site de Serviços do Governo Federal. O processo será analisado e, se aprovado, o usuário receberá uma mensagem, de acordo com os dados informados no cadastro. O prazo para emissão online é de até 10 dias úteis.


Aprovada a emissão, a pessoa deve assinar o certificado no local indicado com assinatura digital e imprimir. O processo dispensa a presença física do cidadão em um posto de atendimento.


Mais de cem países exigem o certificado para comprovação, em especial da imunização contra a febre amarela. Alguns países, como Estados Unidos, Reino Unido e Portugal, pedem a apresentação do certificado. Em outros casos, como Austrália, Bahamas e Tailândia, não é permitida a entrada sem o documento, inclusive para uma simples conexão do cidadão que estiver só de passagem.


Com informações da Anvisa e OMS


Fonte: GOV.BR
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirma o segundo caso de febre amarela em humano neste ano. O paciente está internado no Hospital Nereu Ramos, em Florianópolis, unidade referência de infectologia em Santa Catarina. O Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/SC) confirmou o diagnóstico para a doença no último domingo, dia 2.

O homem de 40 anos é morador de Jaraguá do Sul, no Planalto Norte do estado, e não tem registro de vacina no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI).

O primeiro paciente diagnosticado com febre amarela neste ano, no dia 24 de janeiro, também permanece internado no mesmo hospital. Ele tem 47 anos e é morador do município de São Bento do Sul, Planalto Norte, também sem registro de vacina no sistema. Em 2019, o estado registrou duas mortes em humanos por conta da doença.

A febre amarela é uma doença grave, transmitida por mosquitos em áreas silvestres e próximas de matas. A vacinação é a melhor forma de se proteger da doença. A dose é gratuita. Até o momento, a cobertura vacinal do Estado está em 84%, abaixo do que é recomendado pelo Ministério da Saúde, que é de vacinar pelo menos 95% do público-alvo.

“Por isso, reforçamos que todas as pessoas com mais de nove meses, que ainda não receberam a vacina, precisam procurar uma unidade de saúde para se proteger. A vacinação é essencial, sobretudo para as pessoas que residem nos locais onde estão acontecendo as mortes dos macacos” afirma João Fuck, gerente de zoonoses da SES.

Mortes de macacos

A SES também confirmou nesta segunda-feira, 3, mais dois macacos mortos por febre amarela. Os bugios foram localizados em Corupá, no dia 26 de dezembro de 2019, e em Blumenau, no dia 7 de janeiro deste ano.

No total, foram contabilizadas nove mortes de macacos por febre amarela em 2019 (Garuva, Joinville, Indaial, Jaraguá do Sul, São Bento do Sul e Corupá) e dois animais diagnosticados com a doença em 2020 (Blumenau e Pomerode).

Fonte: DIVE
É apenas a segunda ocorrência da doença na cidade desde 2003

Blumenau registrou nesta semana o primeiro caso de sarampo na cidade em 2020. De acordo com a Vigilância Epidemiológica, o paciente é um jovem de 24 anos que esteve no Litoral do Estado e teve contato com uma pessoa que também contraiu a doença.

O homem recebeu tratamento, foi orientado, não teve de ser internado, e passa bem. Esse é apenas o segundo caso de sarampo na cidade em três meses. Em novembro do ano passado, uma mulher de 26 anos também foi diagnosticada com a doença. Ela havia participado de um evento de música na região alguns dias antes.


Desde 2003, esses foram os dois únicos casos no município. Eles são considerados importados, já que o contágio não foi feito em Blumenau. O último caso de transmissão ocorrida dentro da cidade é de 1997.




Vacinação


A vacina contra o sarampo está disponível nas salas de vacinação do município durante todo o ano, seguindo o calendário vacinal.


Crianças entre 6 e 11 meses precisam tomar a dose zero e depois repetir a vacina ao 12 e aos 15 meses; até 29 anos é necessário ter duas doses contra o sarampo registradas na carteira de vacinação; e de 30 a 49 anos, uma dose.


Este ano, a Vigilância Epidemiológica já recebeu 2.721 doses enviadas pelo governo do Estado e as equipes das unidades de saúde já aplicaram 2.417.Em 2019 foram aplicadas mais de 30 mil doses da imunização contra o sarampo em Blumenau.



Sintomas


Os principais sintomas do sarampo são febre, tosse, coriza, aparecimento de manchas vermelhas no corpo e olhos avermelhados.


Fonte: NSC

Quando o seu filho, neto, sobrinho, ou melhor, quando o seu corajoso tomar vacina em alguma das nossas unidades, bata uma foto e nos mande! Você pode enviar as fotos para o e-mail contato@vacinassantacatarina.com.br

[gallery size="medium" ids="1195,810,744,708,709,675,676,678,682,471,1163,1164,1165,1166,1167,1168,1170,1171,1172,1173,1174,1175,1176,1177,1178,1180,1181,1196,1197"]


Iniciativa quer unir instituições acadêmicas, poder público e órgãos da sociedade civil para combater a desinformação sobre vacinas





A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que as vacinas evitem entre 2 e 3 milhões de mortes todos os anos. Outras 1,5 milhão de mortes poderiam ser evitadas se a cobertura vacinal alcançasse os índices ideais.

Baseando-se nesses dados, a União Pró-Vacina desenvolveu um contador em tempo real mostrando quantas mortes em todo o mundo já foram evitadas em 2020 pelas vacinas e quantas mais poderiam ser prevenidas com uma taxa maior de vacinação.

O contador pode ser acessado neste link. O objetivo é conscientizar as pessoas a manterem atualizadas suas cadernetas de vacinação e, principalmente, as de seus filhos.

A imunização por meio de vacinas pode ser considerada uma das grandes histórias de sucesso da medicina moderna. Mesmo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), dependem diretamente da expansão do acesso às vacinas. Além de evitar doenças graves como câncer, sarampo e poliomielite, elas estão associadas a resultados positivos na educação e também na economia. Afinal, uma população saudável e livre de doenças tem mais condições de estudar e trabalhar, promovendo assim o desenvolvimento do País.

Sobre a União Pró-Vacina


A União Pró-Vacina é uma iniciativa organizada pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA) Polo Ribeirão Preto da USP em parceria com o Centro de Terapia Celular (CTC), o Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias (Crid), os projetos de divulgação científica Ilha do Conhecimento e Vidya Academics, e o Gaming Club da FEA-RP.

O objetivo é unir instituições acadêmicas e de pesquisa, poder público, institutos e órgãos da sociedade civil para combater a desinformação sobre vacinas, planejando e coordenando atividades conjuntas durante todo o ano de 2020, explorando as potencialidades de cada instituição participante.

Entre as ações que serão realizadas estão: produção de material informativo; intervenções em escolas, espaços públicos e centros de saúde; eventos expositivos; combate às informações falsas e desenvolvimento de games.

Instituições, grupos e associações interessados em integrar a iniciativa e colaborar com os projetos podem entrar em contato pelo e-mail iearp@usp.br.

Fonte: Jornal USP

O Dia Mundial da Pneumonia foi comemorado em 12 de novembro; doença é a principal causa de morte em crianças de até 5 anos de idade.


A pneumonia é uma "epidemia esquecida", alerta a Unicef, a agência da ONU para a Infância, e outras cinco organizações, incluindo a ONG Save the Children, em comunicado divulgado nesta terça-feira (12). Em 2018, a doença respiratória matou uma criança de menos de 5 anos a cada 39 segundos, informa o texto.

Ao todo, mais de 800 mil crianças dessa faixa etária morreram no ano passado, vítimas da infecção.





"A maioria das mortes afeta crianças de menos de dois anos, sendo que 153 mil delas faleceram em seu primeiro mês de vida", indicam as organizações.




Segundo pesquisa, de cada dez pessoas entrevistadas, sete disseram que acreditaram em pelo menos uma notícia falsa sobre vacina.




Qual o alcance de uma mentira? Com que velocidade ela se espalha? Que efeitos pode ter? Quem foi pesquisar sobre isso ficou preocupado. Não é exagero nenhum a gente falar que existe uma epidemia de desinformação no Brasil sobre vacinas. E essa epidemia está afetando as taxas de vacinação brasileiras.






A Avaaz, uma ONG de mobilização social, e a Sociedade Brasileira de Imunizações encomendaram ao Ibope uma pesquisa que trouxe os seguintes números: de cada dez pessoas entrevistadas, sete disseram que acreditaram em pelo menos uma notícia falsa sobre vacina.


Segundo o estudo, 57% dos que não se vacinaram citaram um motivo relacionado à desinformação, e 48% dos entrevistados falaram que têm redes sociais e aplicativos como uma das principais fontes de informação sobre vacina.


Fonte: G1




Estudo feito por pesquisadores de Harvard encontrou primeira evidência biológica que comprova perda de 11% a 73% dos anticorpos

RIO — Um estudo internacional conduzido por pesquisadores da Universidade de Harvard mostrou que o vírus do sarampo pode apagar de 11% a 73% dos anticorpos de quem é infectado por ele. O resultado do trabalho — publicado nesta quinta-feira na revista Science Immunology — é a primeira evidência biológica para esta situação. Até então, o entendimento de que o sarampo deixava crianças em risco aumentado de outras doenças infecciosas por dois ou três anos era baseado apenas em dados epidemiológicos.

O Brasil vive um surto de sarampo . Apenas este ano, 14 pessoas morreram em decorrência da doença no país, sendo treze em São Paulo e uma em Pernambuco. Dentre as vítimas, sete tinham menos de 5 anos de idade. Como medida para controlar a circulação do vírus no país, e evitar a contaminação de crianças, o Ministério da Saúde indica que bebês de seis meses a um ano tomem a dose zero da vacina tríplice viral, além das outras duas doses já contempladas no calendário vacinal. Crianças, jovens e adultos até 29 anos devem estar imunizados com duas doses. Pessoas com idade entre 30 e 49 anos precisam ter tomado, pelo menos, uma dose.

— O sarampo é muito mais perigoso do que se sabia anteriormente. Hoje, muitas pessoas acham que a doença causa apenas erupção cutânea e febre. Mas, por baixo, o sarampo está na verdade dizimando grandes frações da memória imunológica protetora crucial e isso coloca as crianças em risco de todas as outras doenças infecciosas — alerta Stephen J. Elledge, coautor do estudo e pesquisador do Departamento de Genética da Escola de Medicina de Harvard.

Fonte: O Globo
“Eu só não nasci com a pólio, mas aprendi a conviver com as sequelas. Até mesmo porque eu nunca soube o que é caminhar dentro dos padrões da normalidade. No meu caso, eu adquiri antes mesmo da primeira dose da vacina, que é aos dois meses. Eu não tive acesso a vários esportes, várias outras oportunidades que eu deveria ter eu não tive em virtude da paralisia. A vacina é única prevenção”. O relato é do cirurgião dentista Ricardo Gadelha, que teve poliomielite antes dos dois meses de vida, essa doença, que também é conhecida como paralisia infantil.

No dia 24 de outubro, data que marca o Dia Mundial da Poliomielite, a Comissão Global para Certificação da Erradicação da Poliomielite, assinou o certificado para declarar a erradicação do vírus da poliomielite tipo 3. “Isso é um marco significativo de livrar o mundo de todas os tipos de vírus da poliomelite e garantir que nenhuma criança seja atingida em qualquer lugar”, destacou Francieli Fontana, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI/SVS) do Ministério da Saúde.

Para quem não sabe, existem três tipos de vírus da poliomelite - tipos 1, 2 e 3 e a vacinação é a única forma de prevenção. “O desenvolvimento de vacinas eficazes para prevenir a poliomielite foi um dos principais avanços médicos do século XX”, afirma a coordenadora. Segundo Francieli, o Brasil recebeu o certificado da livre circulação do vírus em 1994. No entanto, até que a doença seja erradicada no mundo (como ocorreu com a varíola), existe o risco de um país ou continente ter casos do vírus e voltar a circular em seu território. “Para evitar isso, é importante manter os altos índices de cobertura vacinal e fazer uma vigilância constante, entre outras medidas”, salientou a coordenadora.

Sequelas da poliomielite

As principais características são a perda da força muscular e dos reflexos. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos. As consequências da doença estão relacionadas com a infecção da medula e do cérebro pelo vírus e que normalmente são motoras e não tem cura, mas tem prevenção com a vacina.

“Eu não desejo nem essa sequela e nem sequelas mais severas a nenhum dos brasileiros. Se a gente não melhorar essas coberturas vacinais do nosso país, corremos um grande risco da reintrodução da poliomielite, da paralisia infantil no nosso país”, comentou o cirurgião dentista.

O tratamento é feito com fisioterapia e exercícios que ajudam a desenvolver a força dos músculos afetados e na postura, melhorando a qualidade de vida e diminuindo seus efeitos. Além disso, pode ser indicado o uso de medicamentos para aliviar as dores musculares e das articulações.

Benefícios futuros da erradicação da pólio

Quando todos os tipos da doença forem erradicadas, o mundo poderá celebrar o fim dessa doença que beneficiará todas as pessoas da mesma forma, não importando onde elas vivam. Já foi constatado que economicamente a erradicação da pólio economizaria, pelo menos, de US$ 40 bilhões a US$ 50 bilhões, principalmente em países pobres. Mais importante ainda: o sucesso significará que nenhuma criança voltará a sofrer os terríveis efeitos da paralisia provocados pela poliomielite ao longo da vida.

Transmissão

Pode ser transmitida diretamente de uma pessoa para outra. A transmissão do vírus acontece pela boca, com material contaminado com fezes (contato por meio de água ou alimentos contaminados pelo vírus) e é pior quando as condições sanitárias e de higiene são ruins.

Crianças mais novas, que ainda não tem completamente hábitos de higiene, correm maior risco de contrair a doença.

A doença também pode ser transmitida pela forma oral-oral, por meio de gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar. O vírus se multiplica, inicialmente, nos locais por onde ele entra no organismo (boca, garganta e intestinos). Em seguida, vai para a corrente sanguínea e pode chegar até o sistema nervoso, dependendo da pessoa infectada. Desenvolvendo ou não sintomas, a pessoa infectada elimina o vírus nas fezes, por isso a importância de sempre ter uma boa higiene.

Blog da Saúde 

A esta altura do ano, cobertura deveria estar próxima da meta de 95%, mas o Brasil registra apenas 57,2%. Vacina protege contra sarampo, caxumba e rubéola.




O Brasil tem a mais baixa cobertura vacinal para a tríplice viral dos últimos cinco anos. De acordo com um boletim divulgado pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (15), em todas as regiões do país a cobertura não chega aos 70%. No total do Brasil, está em 57,19% atualmente.






A esta altura do ano, deveria estar próxima da meta de 95%. A cobertura vacinal é a proporção do público alvo que já foi vacinada.





A queda da cobertura para a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, começou em 2017. Mesmo que ainda não tenhamos terminado o ano de 2019, o ministério já apresenta os dados como sinal de forte alerta, especialmente para o sarampo.


"O Brasil vem enfrentando grandes surtos de sarampo, que estão em consonância com o decréscimo das coberturas vacinais", diz o Ministério da Saúde.


A pasta "vem lançando mão de estratégias que visem a reversão deste cenário epidemiológico, aumentando a proteção da população, principalmente dos grupos prioritários que são as crianças", afirma a pasta.




O estado com a mais baixa cobertura vacinal neste ano é o Pará, com 44,9%. Já o mais bem posicionado é Alagoas, com 67,7%.






Falta de homogeneidade





Outro problema é a falta de homogeneidade da cobertura entre os municípios do país. Isso porque as doenças podem transitar de uma cidade para outra e, se a vacinação não for feita de forma homogênea nos diferentes estados, é impossível criar "cinturões" de imunização na população brasileira.




A meta é de que 70% dos municípios atinjam a cobertura vacinal desejada - algo que nunca foi alcançado, conforme o boletim.





Mas, entre 2015 e 2019, esse dado só piorou, e hoje estamos em apenas 6,2%. Por outro lado, o ministério acredita que "muito ainda pode ser feito para o alcance da homogeneidade adequada".


Fonte: G1






O efeito rebanho faz com que mesmo pessoas não vacinadas sejam protegidas contra doenças. Mas só funciona se muita gente se vacinar. Entenda.

Você sabe o que é o “efeito rebanho”, quando a gente fala sobre vacinas? Imagine um grupo em que ninguém foi vacinado para uma determinada doença. Se uma pessoa pega a doença, como sarampo ou caxumba, é muito fácil o micro-organismo infectar as outras pessoas.

Agora, quando a maioria das pessoas de uma comunidade está vacinada, as que não se vacinaram ficam indiretamente imunizadas, porque as pessoas vacinadas formam uma barreira que impede a transmissão do micro-organismo. É o que chamamos de efeito rebanho.

Mas ele só funciona se muitas pessoas se vacinarem. Não caia em fake news. Vacine-se!

Boletim inclui dois surtos diferentes, um no início do ano e outro a partir de junho. Desse segundo surto, foram confirmados 3.906. A maioria está em São Paulo.




O Brasil registra 4.476 casos confirmados de sarampo até 18 de setembro de 2019, segundo o boletim epidemiológico publicado nesta semana pelo Ministério da Saúde. O país teve dois surtos da doença neste ano, um nos primeiros meses e outro, separado, que teve início em junho. A maioria dos casos pertence a esse segundo surto.






Desde 23 de junho, o país teve 3.906 casos confirmados de sarampo. Destes, 97,5% estão concentrados em 153 municípios do estado de São Paulo, principalmente na região metropolitana da capital. Portanto, somente 2,5% dos casos estão em outros 16 estados brasileiros.





Até o último boletim, foram notificadas quatro mortes por sarampo no Brasil, sendo três no estado de São Paulo e uma em Pernambuco. Dessas mortes, três foram em crianças menores de um ano. Somente uma foi em um indivíduo com mais de 42 anos de idade. Nenhum deles era vacinado contra o sarampo.




O que é sarampo?


Sarampo é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus, que pode ser fatal. Sua transmissão ocorre quando o doente tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas. A única maneira de evitar o sarampo é pela vacina. 

Quais são os sintomas do sarampo?

  • febre acompanhada de tosse;

  • irritação nos olhos;

  • nariz escorrendo ou entupido;

  • mal-estar intenso;


Em torno de 3 a 5 dias, podem aparecer outros sinais e sintomas, como manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que, em seguida, se espalham pelo corpo. Após o aparecimento das manchas, a persistência da febre é um sinal de alerta e pode indicar gravidade, principalmente em crianças menores de 5 anos de idade. 

SE VOCÊ APRESENTA ESTES SINTOMAS, PROCURE UM SERVIÇO DE SAÚDE

Como prevenir o sarampo?

O sarampo é uma doença prevenível por vacinação. Os critérios de indicação da vacina são revisados periodicamente pelo Ministério da Saúde e levam em conta: características clínicas da doença, idade, ter adoecido por sarampo durante a vida, ocorrência de surtos, além de outros aspectos epidemiológicos. 

Quem deve se vacinar contra o sarampo?


  • Dose zero: Devido ao aumento de casos de sarampo em alguns estados, todas as crianças de 6 meses a menores de 1 ano devem ser vacinadas (dose extra).

  • Primeira dose:  Crianças que completarem 12 meses (1 ano).

  • Segunda dose: Aos 15 meses de idade, última dose por toda a vida.


Adulto deve se vacinar contra o sarampo?

Tomou apenas uma dose até os 29 anos de idade:

  • Se você tem entre 1 e 29 anos e recebeu apenas uma dose, recomenda-se completar o esquema vacinal com a segunda dose da vacina;

  • Quem comprova as duas doses da vacina do sarampo, não precisa se vacinar novamente.


 Não tomou nenhuma dose, perdeu o cartão ou não se lembra?

  • De 1 a 29 anos - São necessárias duas doses;

  • De 30 a 49 anos - Apenas uma dose.


Grávidas podem tomar a vacina contra o sarampo?

A vacina é contraindicada durante a gestação pois são produzidas com o vírus do sarampo vivo, apesar de atenuado. A gestação tende a diminuir a imunidade da mulher, o que deixa o sistema imunológico mais vulnerável e, por isso, a vacina pode desenvolver a doença ou complicações.

O recomendado pelo Ministério da Saúde é que a mulher que faça planos de engravidar tome todas as doses da vacina antes, podendo esta ser a tríplice ou a tetra viral, e mantenha toda a rotina prevista no Calendário Nacional de Vacinação atualizada, para se proteger e proteger o bebê.

Quais são as vacinas que protegem do sarampo?

A profilaxia (prevenção) do sarampo está disponível em apresentações diferentes. Todas previnem o sarampo e cabe ao profissional de saúde aplicar a vacina adequada para cada pessoa, de acordo com a idade ou situação epidemiológica.

 Os tipos de vacinas são:

  • Dupla viral - Protege do vírus do sarampo e da rubéola. Pode ser utilizada para o bloqueio vacinal em situação de surto;

  • Tríplice viral - Protege do vírus do sarampo, caxumba e rubéola;

  • Tetra viral - Protege do vírus do sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora).


Onde devo tomar a vacina?

As vacinas são ofertadas em unidades públicas e privadas de vacinação. No SUS, as vacinas são gratuitas, seguras e estão disponíveis nas mais de 36 mil salas de vacinação em postos de saúde em todo o Brasil.

O que causa o sarampo?

A transmissão do vírus ocorre de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O sarampo é tão contagioso que uma pessoa infectada pode transmitir para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.

A transmissão pode ocorrer entre 4 dias antes e 4 dias após o aparecimento das manchas vermelhas pelo corpo. 

Quais as complicações do sarampo?

O sarampo é uma doença grave que pode deixar sequelas por toda a vida ou causar o óbito. A vacina é a única maneira de evitar que isso aconteça.  Algumas das complicações podem ocorrer em determinadas fases da vida:

Crianças

  • Pneumonia - Cerca de 1 em cada 20 crianças com sarampo pode desenvolver pneumonia, causa mais comum de morte por sarampo em crianças pequenas;

  • Otite média aguda (infecções de ouvido) - Ocorre em cerca de 1 em 10 crianças com sarampo e pode resultar em perda auditiva permanente;

  • Encefalite aguda - 1 em cada 1.000 crianças podem desenvolver essa complicação e 10% destas podem morrer;

  • Morte - 1 a 3 a cada 1.000 crianças doentes podem morrer em decorrência de complicações da doença.


Adultos

  • Pneumonia.


Gestante

  • Mulher em idade fértil (10 a 49 anos) não vacinada antes da gravidez pode apresentar parto prematuro e o bebê pode nascer com baixo peso;

  • É importante se vacinar antes da gestação, pois a vacina é contraindicada durante a gestação.


Como é o tratamento do sarampo?

Não existe tratamento específico para o sarampo. Os medicamentos são utilizados para reduzir o desconforto ocasionado pelos sintomas da doença.

Não faça uso de nenhum medicamento sem orientação médica e procure o serviço de saúde mais próximo, caso apresente os sintomas descritos acima. 

 

Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul passam a integrar a lista de estados com surto ativo da doença em novo boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (13) pelo Ministério da Saúde.




O Brasil confirmou 3.339 novos casos de sarampo no país desde junho, quando um novo surto da doença teve início. De acordo com o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, publicado nesta sexta-feira (13), dezesseis estados registram surto ativo da doença.







  • Em 90 dias foram notificados 24.011 casos suspeitos

  • A maioria dos casos confirmados está em São Paulo (97,5%)

  • Não houve novos registros de óbitos, foram 4 mortes confirmadas

  • Crianças são mais suscetíveis às complicações e mortes por sarampo

  • Vacinação é a melhor forma de se proteger contra o sarampo




O boletim aponta que, nos últimos três meses, os casos confirmados neste surto representam 89% do total de casos em 2019. Neste período foram notificados em todo o país 24.011 casos suspeitos. Destes, 73,8% seguem em investigação (17.713) e 12,3% foram descartados (2.957).




O estado de São Paulo concentra a maioria (97,5%) dos casos, com 2.708 confirmados e três das quatro mortes por sarampo registradas no país até agora. No estado, duas crianças e um adulto faleceram pela infecção. Outra morte de uma criança foi confirmada em Pernambuco.





Veja os estados com mais casos confirmados:






  • São Paulo (3.254)

  • Rio de Janeiro (18)

  • Pernambuco (13)

  • Minas Gerais (13)*

  • Santa Catarina (12)

  • Paraná (7)

  • Rio Grande do Sul (7)*

  • Maranhão (3)

  • Goiás (3)

  • Distrito Federal (3)

  • Mato Grosso do Sul (1)*

  • Espírito Santo (1)

  • Piauí (1)

  • Rio Grande do Norte (1)

  • Bahia (1)

  • Sergipe (1)




*estados que agora têm novos casos confirmados da doença






Aumento dos casos





O último registro do ministério, de 4 de setembro de 2019, era de 2.753 casos de sarampo no país, desde junho. O aumento no número de ocorrências se deve principalmente à confirmação clínica de casos que estavam em investigação, segundo o Ministério da Saúde.


De acordo com a pasta, nos primeiros meses de 2019, o governo conseguiu interromper a transmissão do vírus do sarampo na região Norte. Alguns meses depois, novos casos foram importados de Israel, Malta e Noruega, iniciando uma nova cadeia de transmissão dentro do país.





Quais são os grupos prioritários?





O governo federal orientou que todos os bebês entre seis meses e menos de um ano devem tomar uma "dose extra" da vacina. Em São Paulo, que concentra a maioria dos casos, a atual campanha contra o sarampo também busca imunizar jovens de 15 a 29 anos.


Além disso, a recomendação é para que todos sigam o Calendário Nacional de Vacinação. Em todo o país, a vacinação contra sarampo na rede pública só ocorre até os 49 anos.


Fonte: G1






Tema que encerrou a Jornada Nacional de Imunizações na tarde de sábado (7), a vacinação de gestantes foi apontada por especialistas como fundamental para proteger bebês contra doenças que podem infectá-los antes de chegar o momento da imunização. As coberturas vacinais entre grávidas, apesar de terem se elevado ao longo dos últimos anos, continuam abaixo das metas estabelecidas.

O calendário nacional de vacinação do Ministério da Saúde recomenda que as gestantes estejam em dia com a vacina contra a hepatite B, que se vacinem nas campanhas anuais contra a gripe e que tomem também a vacina dTpa, que previne a difteria, o tétano e a coqueluche.

Dados apresentados no encontro pelo Programa Nacional de Imunizações mostram que a vacinação de grávidas contra o vírus influenza ficou em 84,6% na campanha de 2019 - abaixo da meta de 90%. No caso da vacina dTpa, a cobertura em 2018 foi de 62,81%, também inferior aos 95% pretendidos. A vacinação de gestantes com a dTpa no Brasil começou em 2014, como uma reação ao aumento de casos de coqueluche, que tem incidência considerável entre bebês menores de 2 meses - idade mínima para tomar a primeira dose contra a doença. A partir de 2017, a vacina passou a ser recomendada para gestantes a partir da 20ª semana como forma de proteger o recém-nascido.

A taxa de imunização de 2018 com a dTpa, apesar de baixa, é a maior desde 2014 e o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha, defende que é preciso informar mais a população e capacitar os profissionais de saúde para que não sintam insegurança no momento de indicar as vacinas às gestantes.

"[A vacinação da gestante] É a principal forma de proteger o bebê nos primeiros meses de vida, quando há o maior risco. Temos muito a percorrer na cobertura vacinal da gestante e temos certeza que, a partir do momento em que a gestante souber que isso é uma forma de proteger o bebê, ela vai se vacinar. Mas, para isso, também precisamos que os nossos profissionais de saúde indiquem a vacinação".

Entenda

A pediatra infectologista Marion Burger, professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, explica que as vacinas aplicadas em gestantes produzem anticorpos capazes de atravessar a barreira placentária em quantidade suficiente para proteger o bebê nos primeiros meses de vida. Após o parto, a transferência de anticorpos continua com a amamentação.

"A gestante é a melhor fábrica de anticorpos que temos para proteger recém-nascidos. Por isso, a vacina dTpa precisa ser repetida à cada gestação, porque estou usando essa mãe como uma fábrica de anticorpos para o seu bebê e cada bebê tem que receber esse anticorpo", diz ela, que acrescenta: "O leite materno é um ótimo imunizante pós-parto para o recém-nascido".

Pesquisas do Instituto Butantan e da Universidade de São Paulo apresentadas no último dia da jornada confirmam resultados positivos com a vacinação de gestantes obtidos em outros países e revelam a eficácia e a segurança da vacina dTpa, a mais recente do calendário vacinal da gestante no Brasil.

A responsável pela área de farmacovigilância do Butantan, Vera Gattás, apresentou um estudo realizado entre 2015 e 2016 no estado de São Paulo que conclui que possíveis efeitos adversos da vacina constatados em parturientes analisadas foram, na grande maioria, leves e desapareceram em no máximo 72 horas após a aplicação da vacina.

"A vacina dTpa usada pelo Programa Nacional de Imunizações é segura e não foram identificados sinais de segurança inesperados", concluiu.

Fonte: UOL
O retorno do sarampo a regiões do Brasil, contagiando principalmente adultos, fez com que a vacina tríplice viral voltasse a entrar em evidência. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) alerta, entretanto, que a surpresa de parte da população adulta em relação à necessidade de se vacinar comprova o desconhecimento em relação ao Calendário Nacional de Vacinação. Vice-presidente da SBIm, Isabella Ballalai informa que a entidade criou um grupo multidisciplinar focado em como reverter essa situação.



"Parece que está todo mundo descobrindo e entendendo como uma coisa nova que o adulto tem que se vacinar. A vacina tríplice viral está no calendário do adulto há anos, e parece novidade", adverte ela. "Há uma questão cultural de que vacina é coisa de criança. A gente aprendeu que precisa levar as crianças ao posto e não sabe que esse é só o primeiro desafio. A população desconhece que existe um calendário de vacinação rotineiro para o adulto".

O contágio de sarampo traz uma preocupação adicional para a SBIm, porque ele indica que existe a possibilidade de um retorno da rubéola, doença que está erradicada no país. Como a imunização contra ambas e também contra a caxumba é garantida com a mesma vacina, a tríplice viral, Isabella Ballalai afirma que o avanço do sarampo indica que a imunização contra as três doenças está abaixo do ideal. "Se o vírus da rubéola entrar no país, como é a mesma vacina, o cenário pode ser o mesmo".

Com 37 anos, a securitária Ludmilla Tosoni conta que não costuma atualizar sua caderneta de vacinação de adulto, que só recebeu quando tomou a vacina de febre amarela, há dois anos. "A vacina da gripe foi a última que tomei. É uma vacinação que acontece aqui no trabalho, em uma campanha que eles fazem. Tomo pela facilidade", diz ela, que sabe que precisa tomar a vacina da hepatite B e que pode encontrá-la gratuitamente no posto de saúde. "A vacinação de adultos é mais displicente que a vacinação de crianças. Quando se trata de crianças, as pessoas costumam ser mais cuidadosas, mais atentas", reconhece.

O Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde pode ser consultado na internet. Adultos devem manter em dia as imunizações de hepatite B, febre amarela, tríplice viral e dupla adulto (DT), além da pneumocócica 23 valente para grupos específicos. A SBIm tem um calendário mais amplo, que também pode ser conferido online, mas nem todas as vacinas que constam nele podem ser obtidas gratuitamente no Sistema Único de Saúde.

Isabella Ballalai reconhece que a responsabilidade de comunicar o calendário de vacinação é do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Imunizações, mas acrescenta que é também dos médicos, que, na avaliação da SBIm, não vêm cumprindo esse papel como poderiam.

"Os médicos também precisam estar informados. É outro desafio. O médico que atende adultos ainda não tem na rotina dele a recomendação de vacina", diz ela, acrescentando que uma das conclusões do grupo de trabalho foi a recomendação de investir mais na educação médica, reforçando conteúdos sobre vacinação.

A vacinação de adultos será um dos assuntos discutidos na Jornada Nacional de Imunizações, que acontecerá nesta semana em Fortaleza. O encontro de pesquisadores e especialistas, que começa quarta-feira (4) e vai até sábado (7), tratará de outros desafios, como o combate às fake news e boatos contra as vacinas.

Fonte: Agência Brasil
Vítima é um homem de 42 anos; casos no estado chegam a 2.457 desde o início do ano.

SÃO PAULO - A cidade de São Paulo registrou na terça-feira (27/8) a primeira morte por sarampo neste ano. A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde do Estado. Trata-se de um homem de 42 anos de idade, sem histórico de imunização contra a doença. Ainda não há mais detalhes sobre o caso.







Segundo a secretaria, é a primeira morte no estado desde 1997. No país, é o primeiro caso fatal em 20 anos, informou o Jornal Hoje.

Segundo o último boletim, foram registrados em todo o estado 2.457 casos da doença desde o começo do ano, um salto de 36% em comparação com o último número: eram 1.797 registros até 20 de agosto.

A capital paulista segue na liderança dos casos: 1.637. Em seguida, está Santo André, no ABC Paulista, com 126 casos. A terceira cidade paulista com o maior número de notificações é Guarulhos, com 91.

Diante do surto de sarampo na capital, a Secretaria municipal de Saúde decidiu prorrogar a campanha de vacinação até 31 de agosto. Por enquanto, a campanha não foi estendida para outras cidades do estado.

O foco da campanha são crianças de seis a 11 meses, e jovens de 15 a 29 anos, grupo mais suscetível a não ter tomado a segunda dose da vacina. Acima de 29 e até 59 anos, é preciso ter tomado pelo menos uma dose da tríplice viral. Não há indicações para pessoas com mais de 60 anos.

Até a última quinta-feira, a cobertura na capital tinha atingido 35,4% entre jovens e 41,3% dos bebês. Além da campanha em postos de saúde, seguem as ações em creches, escolas públicas e universidades.

O sarampo é uma doença altamente infecciosa, transmitida por via respiratória. O período de incubação é de aproximadamente dez dias, e uma pessoa infectada pode transmitir o vírus antes mesmo do aparecimento das manchas vermelhas na pele, o sintoma mais visível.

 

Fonte: O GLOBO

Nos últimos 90 dias, foram 1.680 casos e, no ano, 1.845. Ministério diz que a doença já afeta SP, RJ, PE, GO, PR, MA, RN, ES, BA, SE e PI.




O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (20) que o Brasil tem 1.845 casos de sarampoconfirmados até 18 de agosto. Nos últimos 90 dias, período em que houve o aumento expressivo no contágio, foram 1.680 casos. A pasta divulgou uma nova recomendação: todos os bebês entre seis meses e menos de ano devem tomar uma "dose extra" da vacina (leia mais abaixo).






No balanço anterior, havia 1.388 casos confirmados, o que aponta um crescimento de 32% no total de casos confirmados desde o dia 14. Ao todo, já há registros em 88 cidades de 11 estados. O Ministério da Saúde afirma que a doença já afeta São Paulo, Rio, Pernambuco, Goiás, Paraná, Maranhão, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Bahia, Sergipe e Piauí.







Distribuição dos casos - últimos 90 dias




































































Estado Cidades Casos
São Paulo 74 1.662
Rio de Janeiro 4 6
Pernambuco 2 4
Goiás 1 1
Paraná 1 1
Maranhão 1 1
Rio Grande do Norte 1 1
Espírito Santo 1 1
Bahia 1 1
Sergipe 1 1
Piauí 1 1





O sarampo é uma doença extremamente contagiosa causada por um vírus do gênero Morbillivirus, da família Paramyxoviridae. A transmissão pode ocorrer por meio da fala, tosse e/ou espirro. O quadro de infecção pode ser grave, com complicações principalmente em crianças desnutridas ou com sistema imunológico debilitado.






Nova recomendação





A pasta divulgou uma nova recomendação: todas as crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias devem receber uma dose adicional, a chamada “dose zero”. A recomendação vale para todo o país, e deve alcançar 1,4 milhão de crianças. O ministério ressalta que essa dose não substituiou elimina a necessidade de tomar as demais que integram o calendário nacional de vacinação.





Antes, o reforço era indicado somente para aquelas que fossem viajar para municípios com surto da doença no país. De acordo com o ministério, o grupo formado pelas crianças menores de 1 ano é o mais afetado pela doença.







Casos por faixa etária


























































Idade Casos %
< 1 228 13,6
1 a 4 166 9,9
5 a 9 46 2,7
10 a 14 43 2,6
15 a 19 172 10,2
20 a 29 669 39,8
30 a 39 235 14
40 a 49 74 4,4
> 50 47 2,8









São Paulo e a disseminação





O Ministério da Saúde apontou ainda que houve uma dinâmica de disseminação do sarampo a partir de São Paulo, estado com o maior número de casos. O período que teve a explosão da transmissão está compreendido entre 25 de maio (semana epidemiológica 21) até 10 de agosto (semana epidemiológica 32).


Continue lendo.









Taxa de crianças vacinadas no Brasil caiu junto com diminuição da percepção do risco de contrair a doença. Surtos em vários países podem ter ligação com disseminação da falsa relação entre vacinas e autismo.

Vírus do sarampo registrado por um microscópio eletrônico

O vírus do sarampo, que havia sido declarado erradicado no Brasil em 2016, voltou a circular no país e já alcançou 11 estados durante o inverno deste ano. São 1.680 casos confirmados até 10 de agosto, sendo 98,5% deles no estado de São Paulo.

A parcela da população mais vulnerável ao vírus são os bebês de seis meses a um ano de idade. Por isso, o governo determinou que, a partir dessa quinta-feira (22/08), todos os cerca de 1,4 milhão de bebês nessa faixa etária deverão receber uma dose inicial da vacina contra o sarampo. A norma anterior exigia a vacinação apenas aos 12 meses de idade, com um reforço aos 15 meses.

Um dos motivos da reintrodução do vírus no território brasileiro é a queda na cobertura da vacinação. A primeira dose da vacina tríplice viral, que imuniza contra o sarampo, chegava a toda a população em 2014. Esse percentual caiu para 96% em 2015, 95% em 2016 e 91% em 2017 e 2018, segundo dados do DataSUS. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que um país precisa ter no mínimo 95% da população imunizada para ficar livre da doença.

A cobertura no Brasil é ainda menor entre os bebês. Em 2018, a taxa de vacinação de crianças de um ano estava abaixo da meta em nove dos 11 estados com casos de sarampo neste ano, segundo dados das secretarias de saúde estaduais compilados pelo Ministério da Saúde, favorecendo o contágio pelo vírus.

A incidência do sarampo no inverno deste ano, nos estados com surto da doença, chegou a 38,3 bebês a cada 100 mil e a 7,8 crianças de 1 a 4 anos a cada 100 mil. No total nacional, a taxa de ocorrência doença é de 0,8 casos por 100 mil habitantes. Não há registro de morte por sarampo neste ano no país.

Segundo a pediatra Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a queda na taxa de cobertura da vacina está ligada ao sucesso do programa de vacinação, pois a ausência de epidemias diminuiu a percepção do risco para o sarampo.

"Os pais que hoje têm 30 anos nunca viram sarampo na vida, e passam a não ver a vacinação como uma necessidade", diz.

Outros fatores que contribuem para reduzir a cobertura da vacinação, em menor escala, são a abertura de postos de saúde apenas em horários comerciais em muitos municípios, notícias falsas que vinculam vacinas a autismo e a falta de campanhas de conscientização, segundo Ballalai.
Infografik Masern in Brasilien PT

Em julho de 2016, o Brasil havia recebido o certificado de país livre do sarampo da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Mas a doença voltou a se espalhar pelo território em 2017, em Roraima e no Amazonas, a partir de pessoas infectadas com o vírus que vieram da Venezuela.

Neste ano, há também registros de transmissão com origem na Noruega, Israel e Espanha, além de um surto iniciado no navio MSC Seaview durante um cruzeiro pelo litoral brasileiro.

Em março de 2019, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que o governo iria reforçar o monitoramento da vacinação por meio dos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família. Ele também defendeu a aprovação de uma lei que exija o certificado de vacinação no ato de matrícula na educação infantil, tema de diversos projetos de lei em trâmite no Congresso Nacional.

O sarampo é uma doença grave que se espalha por meio do ar e do contato direto. Se não tratada rapidamente, pode provocar lesão cerebral, cegueira, surdez, retardo do crescimento e morte.

A situação na Europa

O elevado número de casos de sarampo neste ano é um fenômeno global. No primeiro semestre de 2019, a OMS registrou 364.808 casos da doença no mundo, 180% a mais do que no mesmo período do ano anterior e um recorde desde 2006.

Na União Europeia, o sarampo voltou a se espalhar com força em 2017, quando foram registrados 9,6 mil casos no primeiro semestre, sete vezes mais do que no mesmo período de 2016. A ocorrência do vírus permaneceu no mesmo patamar no primeiro semestre de 2018 e de 2019, quando houve cerca de 10 mil casos de sarampo.

O país do bloco com mais casos reportados de sarampo no primeiro semestre de 2019 é a Franca, com 2,3 mil casos (3,5 por 100 mil habitantes), seguido da Itália, com 1,8 mil (3 por 100 mil habitantes). Na Alemanha, foram 582 casos reportados (0,7 por 100 mil habitantes). O país com a maior taxa é a Lituânia, com 27,1 casos reportados por 100 mil habitantes, segundo dados do Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças.

O surto na Europa se relaciona à baixa cobertura de vacinação, segundo Ballalai, mas também está muito ligado a campanhas de desinformação que associam a vacina ao autismo.

Em 1998, um artigo cientifico publicado na revista médica Lancet apontou que algumas crianças poderiam ter desenvolvido autismo após serem vacinadas contra sarampo. Três anos depois, a revista retirou do ar a publicação após descobrir que o autor, o britânico Andrew Wakefield, havia deturpado os dados, mas o mito de que a vacina poderia causar autismo já havia se espalhado.

Diversos países europeus têm discutido e adotado leis para aumentar as taxas de vacinação. Em 18 de julho, o gabinete de governo alemão aprovou a obrigatoriedade da vacinação contra sarampo para crianças no país, prevendo multas de até 2,5 mil euros a pais que não vacinarem seus filhos em idade escolar, medida que ainda precisa ser ratificada pelo Parlamento. Segundo a lei, a partir de março de 2020, os pais terão que apresentar comprovante de vacinação contra o sarampo para inscrever seus filhos em creches, jardins de infância e escolas.

Em março de 2019, a Itália passou a proibir que crianças de até seis anos não imunizadas fossem matriculadas em escolas e a multar em 500 euros os pais que não vacinassem seus filhos.

Um dos maiores focos de contágio de sarampo na Europa é a Ucrânia, que registrou 53 mil casos em 2018 – o país faz parte do continente, mas não da União Europeia.

Ballalai afirma que a única forma de manter o sarampo sob controle é garantir que mais de 95% da população esteja imunizada. "Nem todo mundo pode se vacinar, como grávidas e imunodeprimidos. Além disso, de 2% a 3% das pessoas que se vacinam não ficam protegidas. Essas pessoas precisam que todas as outras se vacinem para criar um escudo contra epidemias. Vacinar-se é uma responsabilidade coletiva", diz.

Fonte: DW

Baixa cobertura vacinal traz risco de retorno de doenças eliminadas; há casos suspeitos no Brasil, mas o último confirmado ocorreu há mais de 20 anos.


A baixa cobertura da vacina tríplice viral no Brasil, estimada entre 70% e 80%, abre brecha não apenas para a disseminação da caxumba e do sarampo, mas também da rubéola, que conta com casos suspeitos no país, segundo Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

"Essa porcentagem de cobertura se refere a crianças; não se conhece a cobertura em adultos. Não existe um risco iminente da rubéola como ocorreu quando havia o sarampo na Venezuela, mas qualquer doença com cobertura vacinal baixa apresenta risco de voltar. O sarampo está fazendo a gente acordar", afirma.

A possibilidade de retorno de doenças eliminadas devido à deficiência vacinal será debatida na 21ª Jornada Nacional de Imunizações, que acontecerá em setembro em Fortaleza.

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) afirma que a OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde) emitiu uma nota para reforçar a necessidade de ampliar as ações de controle da rubéola. De acordo com a SBIm, em 2018 e 2019 foram confirmados sete casos de rubéola importados e um caso de síndrome da rubéola congênita (SRC) na América Latina.

“Os números parecem baixos, mas não devem ser subestimados. Todos os surtos começam com poucos casos”, ressalta Juarez Cunha, presidente da SBIm.

"Se um viajante com rubéola chega a um país que não está vacinado, isso pode trazer a rubéola de volta", completa Isabella.

Assim como o sarampo, a rubéola é altamente contagiosa e transmitida de forma semelhante: por meio da aspiração de gotículas expelidas na fala, espirro ou tosse de pessoas infectadas, mesmo que não apresente sintomas.

A doença não é grave para a maioria das pessoas, sendo os principais sintomas manchas vermelhas, gânglios atrás da orelha e dor no corpo.

"O problema é a rubéola em grávidas. A maior parte das pessoas que entra em contato com a doença não adoece. Então, não se sabe quem está com rubéola ou não. Quando a gestante pega a rubéola, o bebê tem altíssimo risco de nascer com a síndrome da rubéola congênita, caracterizada por más formações graves, da mesma forma que a zika", explica Isabella.

Segundo ela, a doença pode causar danos em qualquer fase da gestação, mas no primeiro trimestre, quando ocorre o início da formação do feto, é mais grave.

Como a grávida não pode tomar a vacina tríplice viral, ela pode se proteger por meio das pessoas vacinadas à sua volta. "É o que a gente chama de prevenção coletiva. A vacinação vai muito além da proteção individual", diz Isabella.

De acordo com o Ministério da Saúde, o último caso confirmado de rubéola no país ocorreu em dezembro de 2008 no Estado de São Paulo. De 2012 a 2015, foram notificados 16.739 casos suspeitos de rubéola, mas todos foram descartados, ainda segundo a pasta.

Fonte: R7

As baixas taxas de vacinação contribuem para que doenças sob controle voltem a circular no Brasil. Entenda as causas por trás disso e o que fazer.


campanha de vacinação

Foi durante uma conversa com uma ordenhadora de vacas que o médico britânico Edward Jenner (1749-1823) teve a brilhante ideia de criar uma vacina contra a varíola, doença marcada por mal-estar e erupções na pele. A camponesa dissera a ele que, apesar de contagiosa, jamais pegaria a moléstia porque já tinha contraído sua versão bovina. Intrigado, o médico resolveu testar a teoria da moça. Em maio de 1796, inoculou o vírus da varíola bovina em um garoto de 8 anos, que logo apresentou sintomas brandos. Dois meses depois, com o menino já curado, o infectou novamente com o vírus da varíola humana. E, para sua surpresa, ele não adoeceu. Logo, Jenner constatou que a exposição à varíola bovina, de baixa gravidade, tinha imunizado o garoto contra o tipo mais letal da doença.

Nascia, aí, o conceito de vacina, que, dois séculos depois, permitiria que a mesma varíola fosse erradicada da face da Terra. O último caso registrado ocorreu em 1977, na Somália. “Até poucas décadas atrás, doenças como pólio, sarampo e difteria eram ameaçadoras. Quando não matavam, deixavam sequelas. Graças às vacinas, a expectativa de vida da população aumentou em 30 anos”, explica o médico Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Tem vírus que até podia tomar o caminho da varíola, mas voltou das sombras. É o caso do sarampo. Em março, o Brasil perdeu o status de país livre da doença, conferido pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) em 2016.

De fevereiro de 2018 a fevereiro de 2019, registramos 10 374 casos, com 12 mortes. E o que está por trás disso? “A queda nos índices de vacinação provoca o retorno de doenças já eliminadas ou controladas”, responde a epidemiologista Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunização. “Há uma percepção equivocada de que algumas vacinas já não são mais necessárias”, observa. Cenário propício para vírus e bactérias reemergirem, espalhando doenças que (só) pareciam coisa do passado.

vacina tríplice viral, que nos defende de sarampo, caxumba e rubéola, é uma das sete destinadas a crianças que estão com a cobertura abaixo do ideal, segundo dados do Ministério da Saúde. Entre os imunizantes infantis, somente a BCG, que combate a tuberculose, bateu a meta proposta — especialistas acreditam que ela obteve êxito porque tem dose única e é aplicada na maternidade. Entre as vacinas que não chegaram lá estão as versões para poliomielite, hepatite A e pneumonia.

Por que as pessoas estão se vacinando menos


São muitas as hipóteses que ajudam a entender esse preocupante declínio. A primeira delas soa até irônica: as vacinas são vítimas de seu próprio sucesso.

“Muitos pais nunca ouviram falar de pólio, rubéola e difteria. Por essa razão, não levam os filhos para se proteger”, nota o pediatra Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim). Além disso, nosso calendário é tão completo — ao todo, são 19 imunizantes, que previnem 28 doenças — que, só no primeiro ano de vida da criança, os pais são obrigados a ir ao posto nove vezes. E tem quem reclame disso. “Alguns se esquecem ou deixam para depois”, relata Cunha.

Até mudanças no mercado de trabalho têm um dedo nessa história. “Cada vez mais mulheres passaram a trabalhar fora. Como os postos de saúde só funcionam de segunda a sexta, das 8 às 17 horas, nem elas nem os pais têm tempo de imunizar os filhos”, aponta Cristina Albuquerque, chefe de Saúde e Desenvolvimento Infantil do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil.

A crise econômica também bagunçou as coisas. “Muitas famílias não têm condições de levar os pequenos até o posto”, conta Cristina.

Falta de confiança e informação


Uma pesquisa da Faculdade São Leopoldo Mandic, em Campinas (SP), lançou luz sobre as crenças e percepções de parte da população em relação à vacinação infantil. De 352 pessoas entrevistadas, 23% relataram hesitação e 7% recusa em imunizar os filhos. Entre as que demonstraram hesitação, 41% alegaram falta de confiança nas vacinas, 25% duvidaram de sua segurança ou eficácia e 24% admitiram preocupação com eventos adversos, como dor, vermelhidão e inchaço.

Ou seja, uma fração dos cidadãos, sob influência de argumentos errôneos ou fake news, está a um passo de negligenciar as vacinas para seus entes mais queridos. É problema pra família… e pra sociedade toda.

“Quando uma pessoa é imunizada, protege, de forma indireta, as que não foram. É como se formasse um escudo de proteção em torno das que, por motivo de doença ou uso de medicamentos, não podem se vacinar”, esclarece a pediatra Eliane Matos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/Biomanguinhos), no Rio de Janeiro.

Doenças mais sazonais e que são evitadas por meio de vacinas também podem surfar na onda do desconhecimento e do medo das picadas. Em fevereiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para o risco de uma “terceira onda” de febre amarela no país. Entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019, o país registrou 36 casos, com oito mortes.

“Os recentes surtos revelam que certas doenças podem voltar a qualquer momento. Basta aparecerem pessoas infectadas em uma região com baixa cobertura vacinal”, alerta a microbiologista Daniela Rosa, da Sociedade Brasileira de Imunologia.

A gripe, que reaparece anualmente no período de outono e inverno, é outra encrenca que se aproveita dessa corrente de “vacina pra quê?”. Embora o índice nacional de imunização tenha sido atingido, alguns grupos de risco — pessoas com doenças crônicas, crianças e gestantes — e estados ficaram com taxas abaixo do previsto.

Entre os oito estados que não bateram a meta, os que apresentaram a mais baixa cobertura são Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina. Convém lembrar que a gripe pode levar a complicações graves, potencialmente fatais.
Doenças ressurgem com a queda nos índices de imunização; baixa percepção de risco e crescimento do movimento antivacina estão entre as causas


Reportagem: Luiz Felipe Fernandes

Produção audiovisual: TV UFG

Podcast: Rádio Universitária

Edição: Carolina Melo e Kharen Stecca

O som que ecoa nas salas de vacinação da unidade de saúde do Setor Pedro Ludovico, na região Sul de Goiânia, não poderia ser outro: o choro de bebês recebendo as primeiras agulhadas que vão garantir imunidade contra diversas doenças. Para as crianças maiores, a argumentação quase sempre é uma variação do tradicional "é só uma picadinha". A distração dos jogos de celular parece até funcionar com alguns, mas só dura até o momento de entrar na sala.

A tal picadinha não incomoda só os pequenos. Na manhã em que a reportagem esteve na unidade de saúde, um pai com lágrimas nos olhos diante da dor momentânea da filha recém-nascida não se absteve de compartilhar sua fragilidade com as mães que aguardavam na sala de espera. "Era melhor ter trazido a avó", confessou.

Em um ambiente que respira cuidado e saúde, a percepção de mães e pais sobre a importância da imunização é unânime. "Pode ser que daqui 100 anos não precise mais de vacina, mas eu é que não quero correr esse risco agora", assegurou Maria Alice Segatto, que levava a filha Lara, de apenas oito dias, para se vacinar. Questionada sobre uma possível preocupação com efeitos adversos, a professora Melca Moura Brasil foi assertiva: "pelo contrário, acho fundamental! Principalmente no Brasil, que recebe tantas pessoas".

Baixa cobertura vacinal



Box vacinação 1


Mas assim como na maioria das cidades brasileiras, Goiânia não tem conseguido atingir as coberturas vacinais preconizadas para crianças, que é de 95% – índice acima do qual as doenças que podem ser prevenidas com vacinação não tendem a circular. A maioria está abaixo de 80% (veja infográfico). A chefe de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Grécia Carolina Pessoni, explica que a baixa cobertura é motivo de preocupação.

"Todos esses índices (de cobertura vacinal em Goiânia) geram preocupação. Contudo, a cobertura mais preocupante é a da vacina tríplice viral – sarampo, caxumba e rubéola (76,5%) –, uma vez que atualmente o Brasil já tem mais de 300 casos confirmados de sarampo só neste ano". De acordo com Grécia, o risco de a doença chegar na capital e atingir crianças não vacinadas é muito grande.

No Brasil, todas as vacinas destinadas às crianças com menos de dois anos vêm registrando queda desde 2011. Em 2017 e 2018, das oito vacinas infantis obrigatórias, sete não alcançaram a meta estipulada. Apenas a BCG, contra a tuberculose, atingiu cobertura superior a 95%. A situação contrasta com o fato de o Brasil possuir o maior programa público de imunização do mundo.

O Ministério da Saúde disponibiliza gratuitamente 19 vacinas contra 30 doenças. O Calendário Nacional de Vacinação contempla, além das crianças, adolescentes, adultos, idosos, gestantes e povos indígenas. A situação acendeu o alerta do poder público, que decidiu lançar, em abril deste ano, o Movimento Vacina Brasil. Pela primeira vez, o governo federal estabeleceu a cobertura vacinal como meta prioritária para a gestão da saúde no Brasil.

A volta do sarampo
Para o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Juarez Cunha, o sarampo é uma amostra da fragilidade causada pelos baixos índices de vacinação. Os registros começaram a se elevar na região Norte por causa de pessoas não vacinadas que tiveram contato com venezuelanos que apresentavam a doença, ocasionando um surto em 2018. O Ministério da Saúde contabilizou mais de 10 mil casos de sarampo em todo o país no ano passado – 9 mil só no Amazonas – e 12 mortes.

Com o surto, o Brasil perdeu o certificado de eliminação do sarampo, que havia sido concedido em 2016 pela Organização Pan-Americana da Saúde. Na época, o continente americano havia se tornado a primeira região do mundo declarada como zona livre da doença. Até então, o último caso no Brasil havia sido notificado no Ceará, em 2015. Casos autóctones (quando a doença é contraída no próprio território) haviam sido registrados somente no ano 2000.

O sarampo também tem sido amplamente registrado em outros países da Europa e da Ásia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) identificou surtos em 170 países desde 2017. O aumento nas notificações foi de 300% nos três primeiro meses deste ano, em comparação com o mesmo período de 2018. A situação contribui para a reintrodução da doença em território nacional. Atualmente, é o estado de São Paulo que enfrenta o aumento no número de pessoas infectadas – foram 484 casos até o dia 22 de julho de 2019.
Campanhas de vacinação buscam aumentar os índices de cobertura (Foto: Carlos Siqueira)        Queda nos índices de cobertura fez o governo federal estabalecer a vacinação como meta prioritária (Foto: Carlos Siqueira)

3 milhões de mortes
Segundo o Ministério da Saúde, as vacinas foram responsáveis pela erradicação do vírus da varíola em 1980, pela interrupção da transmissão da poliomielite nas Américas em 1994 e pela eliminação da rubéola nessa região em 2015. Após tantos anos de controle ou eliminação de doenças, o cenário de mortes preveníveis com esse tipo de imunização parece distante. Mas a estimativa da OMS serve de alerta: sem a prevenção em massa, 3 milhões de pessoas morreriam por ano no mundo.

Ainda de acordo com a OMS, 19,4 milhões de crianças em todo o mundo não receberam as três doses da vacina contra difteria, tétano e coqueluche no ano passado. O Brasil está entre os dez países em que vivem 60% dessas crianças. Os demais são Angola, Congo, Etiópia, Índia, Indonésia, Nigéria, Paquistão, Filipinas e Vietnã.

Até mesmo a poliomielite, cujos casos diminuíram 99% desde 1988, não deixam de causar preocupação. Isso porque a doença não está erradicada no Paquistão, no Afeganistão e na Nigéria. "Hoje, com a facilidade de deslocamento das pessoas e o movimento de migração, aliado à baixa cobertura vacinal no Brasil, o risco de reintrodução dessa doença é considerável", alerta a chefe de Imunização da SMS. Caso não seja erradicada naqueles países, a OMS prevê que a pólio poderá infectar 200 mil crianças por ano dentro de uma década.


Box vacinação 2


Causas da baixa vacinação
A diminuição da cobertura vacinal em todo o mundo tem causas diversas. Uma delas é a diminuição da percepção, sobretudo por parte das novas gerações, dos riscos das doenças para as quais há vacina. "Especialistas caracterizam esse fato como hesitação em vacinar. Geralmente, as pessoas só procuram se imunizar quando óbitos começam a ser divulgados", explica o professor do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública da Universidade Federal de Goiás (Iptsp/UFG), Yves Mauro Ternes (confira o podcast com a entrevista completa).

Um estudo realizado em 2016 por pesquisadores da Faculdade São Leopoldo Mandic (SP) e da London School of Hygiene and Tropical Medicine revelou que, de um universo de mil pessoas, 16,5% se mostraram hesitantes em relação à vacina. Os motivos mais frequentes diziam respeito à confiança, eficácia ou segurança da vacina e preocupações com efeitos adversos. Esse índice foi ainda maior – 23% – entre pais com filhos menores de cinco anos.

A situação é tão preocupante que a OMS incluiu a relutância em vacinar na lista das dez prioridades para 2019. A falta de confiança na imunização passou a figurar ao lado de problemas graves como o combate à poluição ambiental e às mudanças climáticas, infecções transmissíveis como o ebola, a dengue, a gripe e o HIV, doenças crônicas e outros desafios de saúde pública (veja quadro completo).

Continue lendo.


Fonte: Jornal UFG
Apesar de ser conhecido com uma doença infantil, o sarampo também tem afetado adultos. Só em São Paulo, o problema já atinge 47% desse público, incluindo jovens.

E a explicação para o foco da doença ser essa faixa etária está justamente no histórico da condição no país. Indivíduos dos 20 aos 29 anos quando eram bebês receberam uma dose da vacina, já que na época a imunização era feita de uma única vez.

Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), alerta que adultos não devem negligenciar a vacinação e a condição, já que as complicações são maiores nesse público. "Não existe uma causa definida, mas, normalmente, os adultos sofrem mais com doenças virais", diz.

Kfouri explica que evolução do sarampo pode levar ao aparecimento de problemas neurológicos como encefalite, que provoca inflamação no sistema nervoso central levando a convulsões e até ao estado de coma. Além disso, o próprio vírus do sarampo baixa a resistência imunológica do indivíduo podendo provocar pneumonia.

E embora o quadro seja pior nos adultos, o especialista alega que adultos morrerem de sarampo ainda é raridade. "O óbito é mais comum nas crianças, sem dúvida", ressalta.

Sintomas da doença


O sarampo é transmitido pelo ar --o vírus fica em suspensão mesmo após a pessoa contaminada ter saído do local. Os sinais mais comuns são:

  • Febre alta

  • Mal-estar, inflamação nos olhos

  • Coriza,

  • Dor de garganta,

  • Falta de apetite

  • Irritação na pele, com o aparecimento de manchas vermelhas pelo corpo.


Quem não pode tomar a vacina?*


De acordo com a SBim, os seguintes grupos não devem ser vacinados:

  • Gestantes;

  • Pessoas imunossuprimidas por doença ou uso de medicação;

  • Crianças e adultos que vivem com HIV/Aids e apresentam imunossupressão;

  • Pessoas com histórico de alergia grave (anafilaxia) após aplicação de dose anterior das vacinas ou a algum de seus componentes;


Fonte: UOL
Vítima é um homem de 40 anos morador de Itaiópolis. Ele não tinha registro de vacina na rede pública e morreu no final de junho.

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC) confirmou na noite desta sexta-feira (12) a morte do segundo paciente por febre amarela em Santa Catarina em 2019. A vítima é um homem de 40 anos morador de Itaiópolis, no Norte do estado. Ele não tinha registro de vacina na rede pública e morreu em 29 de junho.






Para evitar novos casos, foi feito um mutirão de vacinação em um raio de dois quilômetros da casa do paciente, o que resultou em 492 pessoas imunizadas.





O outro paciente que teve a morte registrada em 2019 em Santa Catarina foi um homem de 36 anos morador de Joinville, também no Norte. Ele não havia se vacinado. As duas vítimas contraíram a doença dentro do próprio estado, conforme a Dive-SC.





A febre amarela é transmitida por mosquitos em áreas de matas e urbana. Santa Catarina não tinha casos de febre amarela em humanos desde 1966, conforme a Diretoria de Vigilância Epidemiológica.






Prevenção





O estado se tornou área de recomendação para a vacina contra a febre amarela no segundo semestre de 2018. Atualmente, 74,15% do público-alvo está imunizado, afirma a Dive-SC. A meta é 95%. Em Itaiópolis, a cobertura da vacina atingiu 88,40% até agora.





A vacina é a única forma de se proteger contra a doença. Uma dose é suficiente para se proteger por toda a vida.





Podem ser imunizadas pessoas a partir dos 9 meses de idade. A diretora da Dive-SC, Maria Teresa Agostini, reforçou que os pacientes devem procurar atendimento imediato quando tiveram os sintomas da doença.






Sintomas





Os sintomas da doença são:






  • início súbito de febre;

  • calafrios;

  • dor de cabeça intensa;

  • dores nas costas e no corpo;

  • náuseas e vômitos;

  • fraqueza e cansaço;

  • dor abdominal;

  • pele amarelada.



Causada por um vírus e altamente contagiosa, doença foi completamente erradicada em 2016 mas voltou com força em 2018 e ainda preocupa, apesar de casos terem caído neste ano. Apesar de existir uma vacina segura e barata contra a doença, o sarampo ainda causa mais de 100 mil mortes por ano no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, a doença havia sido completamente erradicada em 2016, mas voltou com força em 2018 graças à diminuição da cobertura de vacinação. Em 2018, foram mais de 10 mil casos de sarampo confirmados no país todo, de acordo com o Ministério da Saúde. E neste ano, até 5 de junho, o Brasil registrou 123 casos.

Quem é vacinado está imunizado e não corre o risco de contrair a doença. "Basta não estar imunizado e você tem risco de se contaminar", afirma a médica Lessandra Michelin, coordenadora do Comitê de Imunização da Sociedade Brasileira de Infectologia. Mas há um grupo grande de pessoas que não podem receber a vacina por causa de eventuais riscos à saúde. Entre eles, crianças menores de um ano, pessoas com o sistema imunológico comprometido, grávidas e idosos que não foram vacinados antes e pessoas com alguns tipos de alergia. O sarampo é uma doença grave e altamente contagiosa causada por um vírus. Ele é transmitido da mesma forma que o vírus da gripe, de pessoa para pessoa, através do contato direto e pelo ar. O vírus pode ficar no ar ou em superfícies por horas. Segundo a Organização Pan Americana de Saúde (Opas), os sintomas mais comuns são tosse persistente, febre, corrimento no nariz, irritação nos olhos e mal-estar extremo. Logo depois do surgimento desses sintomas iniciais, também costumam aparecer manchas avermelhadas na pele do rosto, que progridem para as pernas, e manchas brancas dentro da bochecha. Também podem ocorrer febre, conjuntivite, convulsões e perda do apetite.

"Doenças respiratórias, como resfriados, não tem como sintomas irritação nos olhos e manchas na pele e na boca. Então a presença desses sintomas, em conjunto com a tosse, a coriza ou a febre deve ser um sinal de alerta", explica Michelin. Nesse caso, diz a infectologista, é extremamente importante procurar um médico. Casos graves de sarampo sem tratamento podem ter consequências que afetam a pessoa para o resto da vida - desde cegueira e perda auditiva a danos cerebrais permanentes, diz a Opas. "O risco da doença levar a complicações de saúde - e até mesmo à morte - é maior em crianças pequenas, mas eu já vi acontecer com pessoas em diversas situações", diz ela. O sarampo ainda é uma grande causa de mortalidade infantil em muitos países de baixa renda, apesar de se acreditar que a vacina evitou mais de 20 milhões de mortes entre 2000 e 2017 Sintomas Tosse persistente Corrimento no nariz Irritação nos olhos Mal-estar Febre Conjuntivite Convulsões Perda do apetite Manchas avermelhadas na pele do rosto Manchas brancas dentro da bochecha Embora a doença não tenha um tratamento específico - como antivirais que combatam especificamente vírus do sarampo - o acompanhamento médico, a ingestão de líquidos e o controle da febre são importantes para evitar complicações. Entre essas complicações podem estar meningite e pneumonia, por isso o acompanhamento médico.

Continue lendo. 
Em 20 dias, o número de casos confirmados de sarampo em São Paulo saltou de 32, em meados de junho, para 78, no início de julho. O aumento registrado no período foi de 143%. A cidade voltou a registrar casos da doença em 2019. Isso não ocorria desde 2015.De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, há notificações de sarampo em todas as regiões da cidade. Existem ainda 364 suspeitas sendo investigadas. Não foi registrada nenhuma morte em decorrência da doença até o momento.“O vírus está circulando em nosso município”, declarou a doutora Solange Saboya, coordenadora da Covisa (Coordenadoria da Vigilância em Saúde), departamento da secretaria municipal de Saúde, ao Nexo. “A gente tem um alerta. As pessoas precisam se vacinar para que a gente não tenha um aumento de casos ou ampliação do vírus”.

Confira a matéria no NEXO Jornal

Doença pode infectar adultos vacinados e que não tenham tomado o reforço da imunização na adolescência; isolamento é necessário para evitar contágio.


A caxumba também pode afetar adultos, como no caso do atacante Richarlison, 22, que foi afastado do jogo da seleção brasileira contra o Paraguai nesta quinta-feira (27) por conta da doença. O jogador, que foi titular nos dois primeiros jogos na disputa pela Copa América, deverá ficar em Porto Alegre em repouso, medicado e em isolamento dos outros companheiros por conta do risco de transmissão da doença.

De acordo com Rodrigo Lasmar, médico da seleção, os demais jogadores que ainda não tivessem se vacinado contra a caxumba receberiam a imunização. O infectologista João Prats, da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, afirma que a caxumba pode ser contagiosa antes mesmo de manifestar os primeiros sintomas e pode haver risco de transmissão para os outros atletas.

"Quando uma pessoa tem caxumba e muitas pessoas estão próximas, caso elas estejam com a carteira vacinal atrasada ou pelo risco, é feito um bloqueio vacinal para evitar que essas pessoas fiquem doentes", explica o infectologista.

Prats afirma que adultos podem ser infectados por caxumba principalmente pela falta de um reforço vacinal por volta dos 15 anos. "A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é aplicada quando o bebê completa um ano e pouco antes de completar os dois anos e deve ter um reforço na adolescência. No surto de caxumba de 2017, percebemos que a maioria das pessoas que tiveram caxumba não haviam tomado essa última dose", conta o médico.

Porém, o infectologista afirma que é possível que a pessoa, mesmo sem essa dose, entre em contato com o vírus sem que tenha qualquer manifestação da doença. Outros casos também podem ocorrer de que a pessoa, mesmo imunizada, fique doente, visto que a vacina não protege 100%.

Prats diz que as complicações da caxumba, embora raras, são as mesmas entre crianças e adultos, não tendo diferença de gravidade entre elas. O diferencial é que os adultos apresentam mais sintomas que as crianças, como maior cansaço e incômodo, além de maior percepção dos sintomas.

De acordo com o médico, a caxumba é uma doença com boa evolução, mas em casos raros pode provocar inflamações nos testículos, causando dores e inchaço, sendo muito raro casos de infertilidade. Além disso, pode causar pancreatite e até encefalite.

Ele afirma que não existe um tratamento específico para a doença, sendo necessário repouso e cuidados sintomáticos para o problema, além de afastar o paciente do trabalho para evitar o contágio.

A caxumba é uma doença infectocontagiosa ocasionada pelo vírus paramyxovirus e é transmitida pelo ar e por gotículas de saliva. A doença tem duração média de 10 dias, sendo que os quatro primeiros dias não manifestam sintomas. Os primeiros sinais da caxumba podem parecer o de um resfriado, com corisa e febre e, em seguida, aparecer o inchaço das glândulas salivares, no pescoço.

Para evitar o contágio pelo vírus, o médico aconselha que as pessoas se vacinem, usem máscaras e mantenham uma boa higiene.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini

Fonte: R7


A vacina pneumocócica conjugada, também conhecida como Prevenar 13, é uma vacina que ajuda a proteger contra 13 tipos diferentes da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por doenças como pneumonia, meningite ou otite média, por exemplo.

A primeira dose da vacina deve ser feita no bebê a partir dos 2 meses de idade para garantir a melhor proteção. Já no adulto, a vacina apenas precisa ser aplicada 1 vez.

Esta vacina é produzida pelos laboratórios Pfizer e é recomendada pela Anvisa, no entanto, não está incluída no calendário de vacinação, devendo ser comprada e administrada em clínicas de vacinação.

Preço da Prevenar 13


A vacina pneumocócica conjugada ainda não está incluída no calendário de vacinação do Ministério da Saúde e, por isso, precisa ser comprada em clínicas de vacinação com um preço médio de 200 reais por dose.

Porém, está incluída no calendário uma vacina que ajuda a proteger apenas contra 10 tipos diferentes da bactéria Streptococcus pneumoniae.

Para que serve


A Prevenar 13 ajuda a proteger contra as doenças provocadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, sendo, por isso, uma forma de diminuir as chances de desenvolver pneumonia, meningite, otite média aguda e doença invasiva.

Esta vacina é muito importante antes dos 2 anos de idade, pois é nesse período que existe maior risco de infecção pela bactéria. No entanto, pessoas com sistema imune comprometido, asma ou com mais de 50 anos também têm um risco mais elevado, devendo ser vacinadas.

Como deve ser usada


A forma de administração da vacina pneumocócica conjugada varia de acordo com a idade em que é a feita a primeira dose, sendo recomendada 2 a 3 doses dependendo da vacina utilizada, entre 2 e 6 meses de idade e o reforço entre 12 e 15 meses de idade.

Após o 2 anos de idade, é recomendada dose única e, nos adultos a dose única da vacina pode ser feita em qualquer idade, no entanto, é mais importante após os 50 anos ou em pessoas com asma, pressão alta, DPOC ou com doenças que afetam o sistema imune.

Possíveis reações secundárias


Tal como a maior parte das vacinas, a Prevenar 13 pode causar efeitos secundários durante as primeiras 72 horas como febre, irritação, diminuição do apetite, vômitos, diarreia, sonolência, assim como vermelhidão e dor no local da injeção.

Quem não deve tomar


A Prevenar 13 não deve ser administrada em pessoas com hipersensibilidade a algum dos seus componentes. Além disso, deve ser evitada em casos de febre.

Fonte: Tua Saúde








Doze vítimas eram do estado de São Paulo, uma era do Paraná e a outra era de Santa Catarina. Desde 1º de janeiro, foram confirmados 82 casos da doença.




Desde o dia 1º de janeiro, 14 pessoas morreram devido à febre amarela no Brasil. Doze delas estavam no estado de São Paulo. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (17) e foram contabilizados até o último 31 de maio.






O ministério mudou a forma de contabilização dos dados de febre amarela. Até então, os boletins da doença somavam os casos notificados entre julho e abril do ano seguinte - período sazonal da doença, com um pico durante o verão. A assessoria de comunicação da pasta diz que a partir de agora os números serão referentes a janeiro e dezembro de cada ano, como já acontece para outras doenças.


Dentre os 1.281 casos notificados ao governo, 913 foram descartados (71%). Foram contabilizados 286 suspeitas (28%) de febre amarela que ainda estão sob investigação. Além de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, os estados do Pará, Rondônia, Bahia, Ceará, Sergipe, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e o Distrito Federal estão com casos ainda sob análise para possível confirmação.


Desde março de 2018 o governo passou a recomendar a vacina da febre amarela para todo o território brasileiro. A dose é única, fornecida de graça no Sistema Único de Saúde (SUS) e é válida para toda a vida.




Há alguns dias, a atriz americana Marcia Cross, a Bree da série Desperate Housewives, foi ao programa matinal da rede CBS para falar do tratamento de um câncer anal, agora em remissão. O câncer foi causado pelo papilomavírus humano, mais conhecido como HPV. Dez anos atrás, seu marido, Tom Mahoney, desenvolveu câncer de garganta, também por via sexual, também causado pelo HPV. Marcia Cross não foi fazer drama na TV, foi alertar para a importância da vacinação contra o HPV. Faça as contas: uma única vacina e você garante que seus filhos estarão protegidos, vida afora, contra quatro tipos de câncer e, de quebra, contra as verrugas genitais.

Os australianos, que começaram a vacinar em massa seus pré-adolescentes assim que a vacina foi lança uns dez anos atrás, já estão planejando a erradicação das verrugas genitais, do câncer de colo de útero e de pênis para a próxima década. Esta semana também foi a vez de o Centro de Controle de Doenças Infecciosas (CDC) de Atlanta divulgar pesquisa comparando a incidência de infecções por HPV em mulheres antes e depois do lançamento da vacina, em 2006. Na faixa mais jovem, dos 14 aos 19 anos, esse índice caiu de 11,5% para 4,3%; na dos 20 a 24 anos, de 18,5% para 12,1%. Importante lembrar que nos EUA praticamente não existe saúde pública, e as vacinas são caras e não obrigatórias. O CDC vai pesquisar também a incidência das infecções de HPV em homens, comparando taxas antes e depois da vacina, e também a incidência de câncer de garganta.

Por aqui, houve projeto para vacinação nas escolas, que foi suspenso por causa de alguns casos de efeitos neurológicos em várias meninas de uma mesma escola, evento alardeado pela imprensa. A vacina está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para meninos e meninas, mas menos de 50% do público alvo foi imunizado. Por quê? Em primeiro lugar, porque muitos pais, notadamente os conservadores, veem na vacina algo que pode antecipar o início da vida sexual. Não há nenhuma pesquisa que corrobore essa suspeita e, a bem da verdade, crianças crescem e um dia iniciam sua vida sexual, com ou sem vacina.

Melhor, então, que comecem com a vacina. Segundo, e isso é importante, a idade para a imunização é justamente aquela em que, encerrado o calendário das vacinas infantis, esses jovens não estão mais sob os cuidados de um pediatra. Claro, num mundo ideal, eles deveriam passar a ser atendidos por um hebiatra, o médico de adolescentes, e, depois por um clínico de adultos.

Vacina pra gente grande

Mas, adivinhe? Médicos de adultos não aprendem nada sobre vacinas nos oito anos de faculdade. Conhecimento sobre vacinas é quase que uma exclusividade de pediatras e infectologistas. O seu cardiologista não pergunta se você está em dia com a vacina contra gripe e pneumonia, seu clínico geral não pergunta quando foi a última vez que você tomou vacina contra o tétano (ela tem de ser refeita de dez em dez anos) e seu gastro não fazia ideia se você deveria tomar ou não a vacina contra a febre amarela, no meio do surto. E vamos combinar que existe uma quantidade considerável de ginecologistas que tropeça feio no calendário de vacinação das grávidas.

Claro, existe uma explicação histórica para isso. Crianças sempre foram o foco principal das campanhas de vacinação, até porque durante décadas a base da nossa pirâmide populacional mostrava um enorme número de jovens e crianças e o País demorou a perceber que estava envelhecendo. Países do chamado Primeiro Mundo fizeram mudanças, inclusive no currículo das faculdades de Medicina, à medida que novas vacinas, voltadas para adultos, começaram a aparecer. Aqui, não.

“Culturalmente, nossa preocupação maior sempre foi a das doenças infecciosas e das crianças, por serem mais vulneráveis. A atenção com outras faixas de idade é tardia,” diz o pediatra Juarez Cunha,  presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). “E quando percebemos o envelhecimento da população e a substituição das doenças infecciosas pelas doenças crônicas é que temos os idosos também no grupo dos vulneráveis. Mas os adultos ainda não passaram por essa mudança cultural, a de entenderem que existe um calendário de vacinação ao longo da vida e que é importante que sejam imunizados.”

De acordo com ele, é necessário mudar o currículo das faculdades de Medicina para que todos os profissionais médicos aprendam sobre vacinas e, principalmente, sensibilizar os médicos de outras especialidades, sobretudo clínicos gerais e médicos comunitários. “O papel da mídia é fundamental, tanto para sensibilizar os médicos, como para que a população pressione médicos e governos para que essas vacinas estejam disponíveis,” diz.

Basta tomar como a exemplo a mais recente campanha de vacinação contra a gripe. Foram destinadas 63 milhões de doses para os públicos-alvo, entre eles idosos, crianças e portadores de doenças crômicas como diabetes. De graça. E sobraram 14 milhões. Significa que 14 milhões de brasileiros que precisavam tomar a vacina não foram às UBSs para se proteger dos novos vírus, que já mataram 199 pessoas no País este ano. Cansei de ouvir gente falar que não toma vacina porque não funciona (sou diabética, tomo vacina desde 1996 e nunca mais tive gripe, só um ou outro resfriadinho, sem febre) ou porque acham que gripe é coisa à toa e que vale ficar oito dias sem ir trabalhar... Para ficar em casa com febre, dor no corpo, se sentindo um lixo? Ah, prefiro vacina.

Vejam o caso das grávidas. Gestantes precisam tomar as doses de vacinas contra tétano, difteria, coqueluche, hepatite B e gripe. Em situações especiais, essa lista pode aumentar e incluir a pneumocócica, meningocócicas, hepatite A e febre amarela, segundo a SBIm.

A Sociedade Brasileira de Imunizações chegou a lançar campanha para informar médicos e postos de saúde da necessidade de vacinação das grávidas, não apenas pela saúde da mãe, como pela do bebê. Bebês não podem tomar todas as vacinas de que precisam nos primeiros meses de vida, porque seu sistema imunológico ainda está amadurecendo. A proteção que têm é a dos anticorpos produzidos pela mãe vacinada, que os transmite ao filho pela amamentação.

No auge do surto de febre amarela, um site exclusivamente voltado para médicos abriu espaço para que eles relatassem as principais dúvidas sobre a vacina que ouviam de seus pacientes. Em vez de dúvidas dos pacientes, porém, eles enviaram as próprias dúvidas, absolutamente idênticas às da população leiga. “Quem sabe de vacina é pediatra”, reconhece Lessandra Michelin, infectologista, com especialização em vacinologia.

“As pessoas só recorrem a um infectologista para saber se podem ou não ser vacinadas quando se trata de situações graves e especiais, como pessoas que passaram ou estão passando por quimio ou radioterapia, imunossuprimidos, pacientes transplantados ou que têm alergias,” aponta. “Ninguém vem ao consultório só para perguntar se deve ou não se vacinar contra o sarampo.” A lista de vacinas indicadas pela SBIm para adultos inclui 12 imunizações.

Luta constante

O biólogo evolucionista Jared Diamond, ganhador do Prêmio Pulitzer pelo seu livro “Armas, Germes e Aço”, afirma que a história da nossa espécie é a de nossa luta incessante contra vírus e bactérias. Basta lembrar que uma bactéria, a Yersinia pestis, matou um terço da população da Europa. Só entre 1347 e 1351, vinte e cinco milhões de europeus morreram de peste bubônica, incluindo metade da população de Londres, cerca de 100 mil almas. Yersinia devastou a população, provocou mudanças drásticas na economia, no sistema político e nas artes.

Se hoje temos países onde a expectativa de vida supera os 80 anos, é porque vivemos com o tripé esgoto, vacinas e antibióticos. Por isso, segundo especialistas, ninguém em toda história do Homo sapiens salvou mais vidas que o britânico Edward Jenner, o criador da primeira vacina, contra a varíola, doença hoje erradicada do planeta. Jenner percebeu que as moças que ordenhavam vacas e contraíam a forma bovina da doença não contraíam a versão humana da varíola. No dia 14 de maio de 1796, Jenner arranhou as bolhas de Sarah Nelmes, que tinha contraído a forma bovina da doença, e inoculou o pus no menino James Phipps, com sucesso. A aceitação do processo não foi fácil, mas o tempo mostrou que vacinas são eficazes, seguras e custo-efetivas.

Fraude

Isso até que outro britânico, o gastroenterologista (mais tarde cassado e proibido de clinicar) Andrew Wakefield se tornar uma sensação na mídia, com um estudo fraudulento.

Em fevereiro de 1998, depois de enganar os editores da  prestigiada revista Lancet com seu estudo de dados falsificados, Wakefield deu uma entrevista dizendo ter encontrado evidências que a vacina tríplice sarampo-caxumba-rubéola (MMR) causava grave inflamação intestinal, que essa inflamação liberava “toxinas” no sangue, toxinas matavam neurônios, causando autismo. Das 12 crianças estudadas, 9 tinham desenvolvido autismo.

Wakefield foi manchete dos jornais de todo o mundo no dia seguinte. Investigações depois mostraram que o estudo era uma farsa, e que o único objetivo do autor era ganhar dinheiro, tanto lançando uma vacina alternativa, como por meio de comissões que advogados pagariam para processar indústrias farmacêuticas. Wakefield perdeu a reputação e a carteirinha de médico, mas o estrago já estava feito.

Doenças de volta

O crescimento dos grupos que temem vacinas e fazem campanhas para combatê-las, particularmente, em redes sociais, levou ao reaparecimento de surtos de sarampo, doença que estava em vias de ser erradicada. Nos EUA foram registrados surtos em parques temáticos da Disney, na Califórnia, e mais recentemente em Nova York. Na Europa, houve surtos na França, Itália e Romênia.

No Brasil, o sarampo retorna pelo contato com refugiados da Venezuela, mas com um detalhe. A chegada dos refugiados e do vírus só deixou clara a baixa cobertura vacinal no País, menos pela influência dos ativistas antivacina e muito mais pela falta de memória do que representam as doenças infecciosas.

Ideias erradas

Para muitos especialistas, a negligência da população com o calendário de vacinas, tanto de crianças quanto de adultos, tem muito a ver com a mentalidade das novas gerações, protegidíssimas por vacinas, e que nunca viram de perto os estragos e os sofrimentos que essas doenças causam.

Conheço jovens adultos na faixa dos 30 anos que adoram fazer trilhas e acampar em praias próximas a matas, mas não tomam vacina contra a febre amarela porque acham que “são imunes”, num “raciocínio” típico de adolescentes.

A cidade de São Paulo registrou um pequeno surto de hepatite A no ano passado. Você sabe que existe vacina contra hepatite A? Contra hepatite B?

E a vacina de febre amarela? Deixou para tomar quando as filas acabassem e acabou esquecendo? Passou dos 50 faz tempo e nunca pensou em tomar a pneumocócica? Está esperando o quê?

Não se vacinar é muito mais o que se expor a risco, é expor toda a sociedade. Sempre, em qualquer situação, 5% da população, por algum motivo, não pode ser vacinada: ou porque ainda é bebê, ou porque é idosa, está doente, tem imunossupressão ou porque é alérgica a algum componente da vacina. Por isso, os outros 95% da população têm de ser imunizados, não só para a própria proteção, mas para impedir que vírus e bactérias circulem e atinjam os mais vulneráveis, aqueles 5%.

Agora, aproveita se você tem menos de 49 anos – e mais de 12 meses – e passa na UBS para tomar vacina contra o sarampo. Já que está por lá, confira como está a vacina contra tétano, tome a de  amarela, e vamos todos dormir um pouco mais sossegados.

Ruth Helena Bellinghini é jornalista, especializada em ciências e saúde e editora-assistente da Revista Questão de Ciência. Foi bolsista do Marine Biological Lab (Mass., EUA) na área de Embriologia e Knight Fellow (2002-2003) do Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde seguiu programas nas áreas de Genética,  Bioquímica e Câncer, entre outros.

 

Fonte: Revista Questão de Ciência

Boletim atualizado mostra 31 novos casos em junho. São Paulo, Rio de Janeiro e Pará confirmaram mais pacientes com a doença.


O Ministério da Saúde confirmou 31 novos casos de sarampo no Brasil no boletim epidemiológico de 5 de junho, publicado na sexta-feira (7). A maioria desses casos ocorreu no estado de São Paulo, com 21 novas confirmações. Além disso, o Pará registrou 5 novas confirmações de sarampo, assim como o estado do Rio de Janeiro. No total, o Brasil atingiu a marca de 123 casos até o momento, em 2019.

Ainda há 348 casos notificados de sarampo sendo investigados no país, ou seja, sem confirmação por enquanto.





No estado de São Paulo foram notificados 418 casos suspeitos de sarampo desde o início do ano até 5 de junho. Desse total, 12,2% foram confirmados. Alguns casos são importados - pessoas que chegam ao país já com a doença - e outros são autóctones, isto é, pacientes que pegaram a doença no Brasil. A maioria dos casos, 41,2%, ocorre entre a população de 20 a 29 anos de idade.





Já no Rio de Janeiro, a notificação de casos de sarampo alcançou a marca de 36 casos, sendo somente 7 confirmados. A confirmação mais recente foi em Paraty, cidade que enfrenta um surto de sarampo. A incidência maior é nos menores de 1 ano de idade.




No caso do Pará, o estado recebeu a notificação de 132 casos suspeitos de sarampo e confirmou 53 deles até 5 de junho. A faixa da população mais atingida no estado tem de 15 a 19 anos de idade.





Embora o Ministério da Saúde tenha cogitado realizar uma campanha nacional de vacinação, na sexta-feira o ministro Luiz Henrique Mandetta descartou essa hipótese. Entretanto, ele garantiu que os estados que solicitarem a vacina contra sarampo ao governo federal a receberão com prontidão.





"A partir do momento em que [os estados] vão solicitando as vacinas, o Programa Nacional de Imunizações está pronto para abastecer todas as unidades do Brasil, mas como campanha, não", esclareceu o ministro.






Somente ao estado de São Paulo, onde os índices da doença têm aumentado, serão enviadas 3 milhões de doses de vacina contra o sarampo. Uma campanha estadual começa nesta segunda-feira (10).


Fonte: G1





Estudo feito nos EUA mostra que o número de casos triplicou em 12 anos




De acordo com o Kellog Eye Center, que pertence à Universidade de Michigan, o número de casos de herpes zóster oftálmica em idosos triplicou nos últimos 12 anos. A pesquisa foi apresentada no encontro anual da Associação para a Pesquisa sobre Visão e Oftalmologia, ocorrido em Vancouver entre o fim de abril e começo de maio. O autor do estudo, o médico Nakul Shekhawat, alertou para os riscos da doença, que pode acarretar sérios problemas, especialmente para os mais velhos.






O herpes-zóster, popularmente conhecido como cobreiro, já foi tema deste blog. É causado pelo vírus Varicella zoster, o mesmo da catapora, que fica em estágio latente, como se estivesse “adormecido”, em quem teve a doença na infância. A partir da meia-idade, aumentam as chances de ser reativado. Na faixa dos 80 anos, há 50% de possibilidade de uma pessoa desenvolver o quadro.













[caption id="" align="alignnone" width="600"]Nos casos de herpes zóster oftálmica, estruturas atrás da córnea podem inflamar e a pressão intraocular aumentar — Foto: https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=26526221 Nos casos de herpes zóster oftálmica, estruturas atrás da córnea podem inflamar e a pressão intraocular aumentar — Foto: https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=26526221[/caption]





Os primeiros sintomas podem ser formigamento e manchas vermelhas. Em seguida, surgem vesículas (com líquido dentro) que vão se agrupando numa erupção cutânea bastante dolorosa e que normalmente atinge um só lado do corpo. Se a lesão acomete a testa e o nariz, o risco de alcançar os olhos cresce – entre 10% a 20% dos pacientes têm essa complicação. Estruturas atrás da córnea podem inflamar e a pressão intraocular aumentar. Por isso a vacina é tão recomendável para quem passou dos 50, mesmo que o indivíduo tenha tido catapora ou herpes zóster.


Os pesquisadores do Kellog Eye Center descobriram que, além da proliferação do número de casos entre 2004 e 2016, mulheres e adultos acima dos 75 anos são os grupos com maior taxa de infecção. No caso de complicações acarretadas pela doença, o transplante de córnea pode ser a opção de tratamento.


Fonte: G1







ALERTA DA SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DO SARAMPO NO BRASIL E ORIENTAÇÕES QUANTO A VACINAÇÃO DOS PACIENTES COM DOENÇAS IMUNOMEDIADAS (REUMATOLÓGICAS, PSORÍASE E DOENÇA INTESTINAL INFLAMATÓRIA) POSICIONAMENTO DAS SOCIEDADES BRASILEIRAS DE REUMATOLOGIA (SBR), INFECTOLOGIA (SBI), IMUNIZAÇÃO (SBIm) E DO GRUPO ESTUDO DII BRASIL (GEDIIB).

Situação epidemiológica atual

Nos primeiros três meses de 2019 o número global de casos de sarampo aumentou em 300% comparados ao mesmo período de 2018, alerta a Organização Mundial de Saúde (OMS). Todas as regiões
do mundo registram aumento no número de casos da doença. Surtos atuais incluem 168 países de todos os continentes com mais de 170.000 casos confirmados.

Considerando que o sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, com taxa de ataque de 90%, e a vacinação é a única maneira de prevenir a doença de forma eficaz, este cenário só será
revertido incrementando a cobertura vacinal até a considerada ideal para conter surtos e evitar a circulação do vírus, ou seja, 95%. A vacina tríplice viral (SCR) que protege contra o sarampo, protege também contra a rubéola e a caxumba.

Acesse o COMUNICADO agora.

Sim. Há casos em que a aplicação conjunta pode gerar interferência na eficácia de uma ou de ambas as vacinas. Um exemplo são as vacinas febre amarela e sarampo, que preferencialmente devem ser aplicadas com um intervalo de 30 dias, exceto se o risco para as duas doenças for grande e não há tempo para esperar 30 dias – no caso de viagem para área onde haja ocorrência de ambas, por exemplo. Diante dessa situação, solicite que seu médico avalie o risco-benefício, ou seja, se é melhor garantir algum nível de proteção do que nenhum.


Fonte: SBIm

Clinicamente, a gripe (influenza) inicia-se com febre, em geral acima de 38°C, seguida de dor muscular e de garganta, prostração, cefaleia e tosse seca. A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de 3 dias.Os sintomas sistêmicos são muito intensos nos primeiros dias da doença.

Com a sua progressão, os sintomas respiratórios tornam-se mais evidentes e mantêm-se em geral por 3 a 4 dias, após o desaparecimento da febre.

Adulto - O quadro clínico em adultos sadios pode variar de intensidade

Criança - A temperatura pode atingir níveis mais altos, sendo comum o achado de aumento dos linfonodos cervicais e também podem fazer parte os quadros de bronquite ou bronquiolite, além de sintomas gastrointestinais

Idoso - quase sempre se apresentam febris, às vezes, sem outros sintomas, mas em geral, a temperatura não atinge níveis tão altos.

Os demais sinais e sintomas da gripe (influenza) são habitualmente de aparecimento súbito, como:

  • Calafrios.

  • Mal-estar.

  • Cefaleia.

  • Mialgia.

  • Dor de garganta.

  • Dor nas juntas.

  • Prostração.

  • Secreção nasal excessiva.

  • Tosse seca.


Podem ainda estar presentes na gripe (influenza) os seguintes sinais e sintomas:

  • Diarreia.

  • Vômito.

  • Fadiga.

  • Rouquidão.

  • Olhos avermelhados e lacrimejantes.

Com os actuais programas de vacinação, a percentagem de indivíduos em risco de contrair sarampo deverá aumentar mais de 50% entre 2018 e 2050. Nos países mais afectados, nem medidas excepcionais como a proibição de entrada na escola sem vacinas vão conseguir evitar surtos da doença

Os movimentos antivacinação e a hesitação de alguns pais em várias regiões do mundo estão a ameaçar seriamente a manutenção da alta cobertura contra o sarampo se apenas confiarmos nos actuais programas de imunização. É preciso pensar em novas e eficazes estratégias, adaptadas à realidade de cada país e que sejam capazes de evitar o aumento de indivíduos susceptíveis (não vacinados) e, ao mesmo tempo, resolver as lacunas noutros grupos etários que escaparam aos programas e actualmente não estão protegidos. Para (voltar a) eliminar o sarampo é preciso muito mais do que o que estamos a fazer, conclui-se no estudo divulgado esta sexta-feira na

“Nos últimos anos, assistimos a um ressurgimento do sarampo mesmo em países onde, de acordo com as directrizes da Organização Mundial da Saúde, a eliminação já deveria ter sido alcançada”, lê-se na introdução do artigo publicado na BMC Medicine, que faz parte do grupo Springer Nature. Nos países mais ricos, constatam ainda os investigadores do Centro para Tecnologia de Informação, em Trento, e da Universidade de Bocconi, em Milão, ambos em Itália, “o aumento dos movimentos antivacinação e a hesitação parental sobre as vacinas estão a colocar grandes desafios para a obtenção e manutenção de alta cobertura com os rotineiros programas de vacinas”. Prova disso será o facto de Itália e França terem já aprovado novos regulamentos, respectivamente em 2017 e 2018, com o objectivo de aumentar as taxas de imunização entre as crianças, introduzindo a vacinação obrigatória na entrada na escola.

Neste trabalho, os investigadores estudaram sete países diferentes (Reino Unido, Irlanda, Itália, Estados Unidos, Austrália, Singapura e Coreia do Sul) para simular a evolução dos perfis de imunidade contra esta doença e avaliar o efeito de possíveis ajustes nos programas de vacinação. No início desta semana, os Centros para Controlo e Prevenção de Doenças anunciaram um novo total de 839 casos individuais de sarampo em 23 estados dos EUA desde o início do ano, representando o maior surto de sarampo naquele país nos últimos 25 anos.

A análise teve em conta as características demográficas específicas de cada país, considerando as actuais lacunas de imunidade em indivíduos de determinados grupos etários, e os dados registados em 2018. Os cientistas apresentam diferentes cenários para a evolução até 2050 que, resumidamente, se baseiam na melhoria ou manutenção das estratégias existentes e que são garantidas por programas nacionais de vacinação e, por outro lado, na possível adopção de outras medidas excepcionais como a introdução de uma vacinação obrigatória na entrada na escola primária em países onde existe ensino obrigatório.

Continue lendo. 

Fonte: Publico Portugal

ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn, submeteu ao governo um projeto de multa de até 2,5 mil euros (o equivalente a R$ 11 mil na atual cotação) para os pais ou responsáveis que não vacinarem as crianças em idade escolar contra o sarampo."O objetivo é garantir que as pessoas sejam imunizadas", disse ele.

A lei proibiria as crianças que não foram vacinadas de frequentar a pré-escola. Na Alemanha, as crianças são obrigadas ir para o colégio a partir dos seis anos.

O projeto de Spahn é uma replicação em nível nacional de esforços em várias comunidades do país. Em abril, o estado de Brandeburgo, no nordeste da Alemanha, tornou-se o primeiro a introduzir vacinas obrigatórias para crianças que frequentam o jardim de infância.

Alguns alemães pediram que as vacinas sejam obrigatórias em todo o território nacional, mas isso levantou uma discussão sobre a liberdade das famílias. "Temos tido esse debate nos últimos 10, 20 anos", falou o ministro para à emissora ZDF. "Sempre que há um surto e crianças ou estudantes têm que ser mantidos longe das aulas, todo mundo diz que podemos, devemos fazer alguma coisa, mas não o suficiente."

No mês passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que os casos de sarampo no planeta aumentaram 300% em 2019 em comparação com o primeiro trimestre de 2018. Além disso, a agência de saúde das Nações Unidas observou que mais de 34 mil pessoas na Europa, só nos primeiros dois meses deste ano, contraíram a doença.

Segundo o jornal The Washington Post, a maioria dos casos – 25 mil até agora – ocorreu na Ucrânia, que está no meio de um surto que supostamente se espalhou de Israel. A Alemanha, que teve cerca de 500 casos de sarampo em todo o ano de 2018, já registrou 300 ocorrências só em 2019.

O sarampo é altamente contagioso, e totalmente evitável – desde que as pessoas sejam vacinadas. Grande parte das pessoas contaminadas não foi vacinada, ou ainda sub vacinada (a imunização é de duas doses).

"Se a resposta ao surto não for oportuna e abrangente, o vírus vai encontrar mais indivíduos vulneráveis ​​e potencialmente se espalhar para outros países", alertou a OMS.

Na edição de maio da GALILEU, destacamos destaca como o movimento contra vacinas ameaça sua saúde. Leia um trecho da reportagem.

Fonte: Revista Galileu
Número de óbitos por influenza passou de 81 para 99. Campanha Nacional de Vacinação segue até 31 de maio e é a melhor forma de evitar agravamento e mortes pela gripe

Novo boletim de monitoramento da influenza divulgado nesta quinta-feira (9) aponta que 535 pessoas foram hospitalizadas por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza em todo o país, com 99 óbitos. Do total de mortes por influenza, 88 (90%) foram em pessoas que apresentam fatores de risco como idosos, pessoas com doença crônica, crianças, gestantes, indígenas e puérperas. Todos esses grupos fazem parte do público-alvo da Campanha Nacional de Vacinação, que vai até o dia 31 de maio. Por isso, o Ministério da Saúde reforça a importância dessa população procurar os postos de vacinação e receber a vacina. A vacinação é a melhor forma de prevenir o agravamento e mortes causadas pelos vírus da gripe, principalmente nestes grupos prioritários.

Os dados do boletim epidemiológico são até o dia 27 de abril. Em relação ao informe anterior (20 de abril), o número de óbitos por influenza passou de 81 para 99. O boletim também indica que o vírus A (H1N1) é predominante no país até o momento e também responsável pela maior parte dos óbitos, com registro de 254 casos e 89 mortes. Foram identificados ainda 54 casos de influenza A (H3N2); 38 de influenza A não subtipado; e 62 casos de influenza B. Outros 127 casos ainda não tiveram o subtipo identificado.

Nos primeiros meses do ano, a circulação de vírus influenza se deu com maior intensidade e de forma localizada no estado do Amazonas, com 139 casos e 35 óbitos. O estado de São Paulo também se destaca, com 107 casos e 7 óbitos. Outros estados registraram mortes: Paraná (11); Pará (7); Espírito Santo (6); Tocantins (5); Rio Grande do Norte (4); Ceará (3); Rondônia (3); Acre (2); Alagoas (2); Sergipe (2); Rio de Janeiro (2); Santa Catarina (2); Mato Grosso do Sul (2); Amapá (1); Bahia (1); Minas Gerais (1); Rio Grande do Sul (1); Mato Grosso do Sul (1), além do Distrito Federal (1).

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza está disponível para 59,5 milhões de pessoas até o dia 31 de maio. A vacina produzida para a campanha de 2019 teve mudança em duas das três cepas que compõem a vacina, e protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da OMS: A/Michigan/45/2015 (H1N1) pdm09; A/Switzerland/8060/2017 (H3N2); B/Colorado/06/2017 (linhagem B/Victoria/2/87). A vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença.

A escolha do público prioritário no Brasil segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

 

Fonte: Ministério da Saúde
Um painel formado por 22 profissionais das sociedades brasileiras de Reumatologia (SBR), Imunizações (SBIm), Infectologia (SBI), Medicina Tropical (SBMT), Dermatologia (SBD) e do Grupo de Estudo de Inflamatória Intestinal do Brasil (GEBIID) publicou na edição de abril de 2019 do periódico científico Advances in Rheumatology oito recomendações para o uso da vacina febre amarela em pessoas com doenças inflamatórias crônicas imunomediadas (DICIM).

A necessidade de diretrizes para esses indivíduos, em tese mais sujeitos a eventos adversos, ficou evidenciada nos últimos três anos, quando a febre amarela silvestre reemergiu no país. Para atender à demanda, os especialistas fizeram uma revisão sistemática da literatura sobre o tema, o que incluiu testes clínicos, estudos observacionais e estudos de caso sobre a segurança da vacina em pacientes com DICIM, sob tratamento ou não.

Foram encontrados 184 trabalhos e, após análise inicial, selecionados 17 que atendiam aos critérios estipulados — 11 eram observacionais (coortes, controles de caso ou transversais) e seis se tratavam de séries de casos. Os observacionais reuniam 692 pessoas com DICIM que receberam a vacina, apesar do diagnóstico, e apontaram que a incidência de eventos adversos pós-vacinais foi semelhante à de indivíduos sadios e que não houve eventos adversos graves.

Em seguida, os pesquisadores responderam anonimamente um questionário para avaliar a segurança do imunobiológico diante de diferentes quadros de imunossupressão. Os itens que obtiveram um consenso de 80% ou mais deram origem a lista apresentada abaixo. É importante ressaltar que o processo de decisão deve ser sempre individual e idealmente compartilhado com o paciente.

Recomendações



  1. A vacina febre amarela não deve ser administrada em indivíduos com DICIM com elevada imunossupressão. Para aqueles com baixa ou nenhuma imunossupressação, é recomendada a avaliação individual do risco da vacinação. Essa análise deve ser feita por um médico, preferencialmente o que acompanha o paciente.

  2. A vacina não deve ser administrada em pacientes com DICIM com alta atividade da doença de base. Por outro lado, não há contraindicação para os pacientes clinicamente estáveis ou com a doença de base sem atividade. Nesse caso, o risco deve ser avaliado por um médico, preferencialmente o que acompanha o paciente.

  3. A vacina não deve ser administrada em pacientes com DICIM que estejam usando altas doses de corticosteroides. O risco a pacientes submetidos a tratamentos com doses baixas deve ser avaliado por um médico, preferencialmente pelo que acompanha a pessoa em questão.

  4. A revacinação com a vacina febre amarela não deve ser feita em pacientes com DICIM sob baixa imunossupresão. Em situações específicas, nas quais o booster é necessário, o risco de vacinar pacientes com baixa ou nenhuma imunossupressão deve ser avaliado individualmente por um médico, preferencialmente pelo que acompanha o paciente.

  5. Em situações de risco epidemiológico, quando a vacina febre amarela é indicada, é recomendado um intervalo mínimo de quatro semanas entre a aplicação e o início ou a retomada do tratamento com drogas imunomoduladoras ou imunossupressoras.

  6. Em situação de risco epidemiológico, quando há indicação da vacina febre amarela, recomenda-se aguardar um período mínimo entre a suspensão dos medicamentos e a aplicação da vacina, que varia de acordo com o grau de imunossupressão. O processo de descontinuação do tratamento deve ser assistido por um especialista e conduzido de forma individual.

  7. Quando a vacina febre amarela é indicada a pacientes com DICIM, recomenda-se não aplicá-la simultaneamente a outra vacina de vírus vivo atenuada, especialmente a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). Se houver necessidade de administração de ambas, a orientação é aguardar um intervalo de 28 dias.

  8. Não há contraindicação da vacinação contra a febre amarela para contactantes de imunodeprimidos, uma vez que não há evidências da transmissão do vírus vacinal sem a participação de vetor, exceto via amamentação, doação de sangue e, possivelmente, acidentes com materiais biológicos.


A íntegra do estudo, em inglês, pode ser acessada aqui.

 

Fonte: SBIm
Doenças como o sarampo voltaram. Como combater essa onda que ameaça sua saúde?

Estaria o direito individual acima do coletivo?", pergunta Massimiliano Fedriga, político que virou chacota global. A internação dele em março, por cinco dias, para tratar uma catapora, foi notícia no mundo todo.

Governador de Fruili-Venezia Giulia, uma das regiões do norte da Itália, e membro da Liga, partido da extrema direita e hoje a maior força política do país, Fedriga é um dos expoentes do movimento que prega a liberdade da vacinação. Ele, contudo, acabou indo parar no hospital vítima da doença cuja melhor maneira de prevenção é exatamente a vacina.



“O mais espantoso, e que não saiu em nenhum jornal, é que recebi durante o período em que fiquei no hospital várias mensagens desejando a minha morte”, conta. “Minha questão é a liberdade de escolha — a vacina não pode ser imposta.”

Filiado a um partido acostumado a inflamar o debate em temas como a defesa da família tradicional e das políticas contra a imigração, o político de 38 anos, o mais jovem governador da Itália, disse ter se espantado com o ambiente “tóxico e extremista” sobre a questão, agora classificada por ele — já recuperado e de volta às funções políticas — como uma “guerra típica das torcidas organizadas”. Ele reclama ter sido vítima do que é o principal motor contra as vacinas: a desinformação.

Leia mais:
+ Crianças não vacinadas são banidas de espaços públicos em Nova York
+ Mais um estudo sobre vacinas conclui que elas não causam autismo

A resistência à vacinação foi listada pela Organização Mundial da Saúde como uma das dez maiores ameaças à saúde global neste 2019. Segundo números preliminares do órgão, os surtos de sarampo, doença altamente contagiosa, aumentaram 300% no mundo nos primeiros três meses deste ano em comparação ao mesmo período de 2018. O crescimento foi maior na África (700%) e na Europa (300%).

Relatório do Unicef, órgão da ONU para a infância, cravou que 98% dos países reportaram aumento nos casos de sarampo, doença que ressurgiu em locais que até pouco tempo atrás estavam perto de erradicá-la. Os três piores do ranking (que compara 2017 com 2018), respectivamente, foram Ucrânia, Filipinas e Brasil. A organização alertou: “A verdadeira infecção é a desinformação”.

Como acontece com os terraplanistas, os descrentes do aquecimento global e os que acreditam que o nazismo era de esquerda, o principal canal difusor das (des)informações é a internet, especialmente redes sociais como o Facebook. Pressionada, a plataforma criada por Mark Zuckerberg desativou recentemente anúncios com conteúdos contra a imunização nos Estados Unidos, onde estima-se que esse tipo de publicidade atingia quase 1 milhão de pessoas.

Na Europa, o aumento dos casos de sarampo — o maior índice em 20 anos — foi relacionado à expansão da agenda populista de direita e anti-establishment, que tem a causa como bandeira política. O cerne da crítica é a imposição das vacinas, método que alguns políticos chamam de stalinista.

Mas, como em todo movimento, nele há subdivisões e divergências: uns pregam a liberdade vacinal e outros rejeitam todo e qualquer tipo de vacina. E não é uma pauta somente da direita populista em ascensão. Há entre os adeptos muitos naturalistas que sempre votaram na esquerda e que veem com desconfiança o sistema de vacinação “massificado”, como dizem. Eles também replicam falsificações sobre uma suposta conspiração global entre governos e a indústria farmacêutica.

Dos 83 mil casos de sarampo na Europa em 2018, 53 mil foram registrados na Ucrânia, mas os índices foram alarmantes também em países como Sérvia e Grécia. O número de descrentes aumentou ainda na França e Alemanha. Diante desse cenário, o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) tem dispensado tempo e recursos para enfrentar a “hesitação vacinal”. O órgão lembra que a vacina é o principal meio de prevenção primária de doenças e uma das medidas de saúde pública com melhor relação custo-eficácia. A imunização ainda é a melhor defesa contra doenças contagiosas graves que podem ser fatais.

Fonte: GALILEU
A meningite é uma infecção que leva a uma inflamação das meninges, as membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. Trata-se da doença mais temida pelos pais dos bebês brasileiros de 0 a 2 anos, segundo uma pesquisa recente realizada pelo IBOPE Conecta em todas as regiões do País¹. Mas, apesar desse temor, será que as famílias estão atentas aos sintomas e às formas de prevenção contra essa doença?

Em primeiro lugar, vale destacar que as meningites podem ser provocadas por fungos, bactérias e vírus. Os casos de origem bacteriana, porém, são os mais preocupantes, pois apresentam progressão rápida, estão associados a uma mortalidade elevada e podem deixar sequelas importantes, como perda auditiva, alterações neurológicas irreversíveis e lesões cutâneas graves, com risco de amputações.

Sintomas A doença costuma provocar febre alta, de difícil controle, além de vômitos em jato e dores de cabeça intensas e contínuas. A rigidez na nuca também é um sintoma sugestivo, mas deve ser avaliado com cuidado, quando a criança estiver sem febre. Isso porque o próprio quadro febril pode provocar essa manifestação. Mas, se a rigidez persistir quando a temperatura estiver normalizada, é preciso buscar auxílio médico o quanto antes. Em geral, nessas condições, as crianças sentem dificuldade para encostar o queixo no peito.

Confusão mental e sensibilidade à luz são outras manifestações que podem estar associadas às meningites. Quando a doença avança também podem aparecer manchas vermelhas pelo corpo. São manchas que não desaparecem quando pressionadas e indicam que a enfermidade está se alastrando rapidamente, provavelmente evoluindo para um quadro de infecção mais generalizada, ou septicemia, uma condição grave que está associada a taxas elevadas de mortalidade.

Diagnóstico e tratamento

Quanto mais novas as crianças, menos específicos são os sintomas. Os bebês, por exemplo, podem apresentar irritação, choro constante, sonolência excessiva, perda de apetite e inchaço na região da moleira. Assim, em casos suspeitos, além de avaliar os sinais clínicos, o médico poderá solicitar, se julgar pertinente, exames especiais, como a análise do líquido da espinha (líquor), um material que é colhido na região lombar da coluna ou na nuca.

A partir da análise do exame de líquor, é possível presumir, ou mesmo identificar em alguns casos, o agente responsável pela doença. As meningites causadas por vírus costumam evoluir bem, a exemplo de outras viroses, geralmente sem a necessidade de hospitalização.  Já no caso das bactérias, é necessário que o paciente inicie o tratamento com antibióticos rapidamente. E, nesse cenário, duas bactérias merecem maior destaque: o meningococo e o pneumococo. Mas já é possível, por meio da vacinação, prevenir diferentes tipos de meningite bacteriana nas crianças (saiba mais aqui sobre as opções de vacinas contra a doença no Brasil).

Converse com o seu pediatra sobre as vacinas que protegem contra os diferentes tipos das bactérias que causam meningite. E fique de olho!

Referência:

1.    IBOPE Conecta. Doenças infectocontagiosas nos 2 primeiros anos de vida: mitos e temores das famílias brasileiras. Brasil: 2018.

 

Fonte: Mais que um palpite

Pesquisadores de faculdades de medicina de SP entrevistaram mães e pais. Estudo mostrou que 45% temem as reações ou efeitos adversos e 32% procuram informações na internet.




No Brasil, as autoridades de saúde também estão preocupadas com a queda nos números da vacinação e buscam conscientizar os pais sobre a importância extrema de tomar as vacinas contra várias doenças.






Por distribuir de graça 19 tipos de vacinas, e por ter erradicado doenças que ainda circulam em outros países, o Brasil virou referência mundial em campanhas de imunização.





“Temos hoje um dos programas de imunização mais importantes, mais democráticos do mundo, temos vacinas muito seguras que são exportadas, são doadas pra vários países, então é fundamental a participação de toda a sociedade”, destaca Wanderson Kleber de Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde.





Mas esse orgulho está se transformando em preocupação com a queda em média de 20 pontos percentuais nos índices de vacinação. Para entender por que isso está acontecendo pesquisadores de faculdades de medicina de São Paulo entrevistaram mães e pais. No total, 95% concordam que seguir o esquema de vacinação é o melhor para seus filhos. Só que 38% tem muita preocupação com a segurança das vacinas e 45% temem reações ou efeitos adversos; 12% acham que os filhos recebem vacina demais.





“Acho que a gente deu sorte porque o pediatra deles é bem cuidadoso e acho que foi orientando nesse sentido”, diz a psicóloga Marina Maku.





Só que nem todos tiram as dúvidas com profissionais confiáveis. O estudo mostrou que 32% procuram informações na internet.





Repórter: Conseguiu ver alguma bobagem na internet?





Mariângela Gomes, funcionária publica: Muitas, inclusive falando para não vacinar o bebê contra certas coisas porque é mais perigoso do que vacinar, é um total absurdo isso.





Foram as mortes, paralisias e deformidades causadas por doenças graves que estimularam a criação das vacinas. Produzidas muitas vezes em laboratórios públicos como do Instituto Butantã em São Paulo, as vacinas fazem uma espécie de treino que ajuda o organismo a identificar rapidamente e derrotar vírus, bactérias e outros agentes causadores de doenças. Sem a ajuda das vacinas o organismo pode demorar demais ou simplesmente não conseguir reagir.





A coordenadora do estudo lembra bem desse cenário terrível. “Nós tínhamos enfermarias lotadas de sarampo grave, crianças que morriam em consequência do sarampo, nós tínhamos enfermaria de difteria, que é uma doença que o médico jovem nunca viu, nós tínhamos tétano, nós tínhamos meningite por todos os agentes que hoje nós temos vacinas”, destaca Célia de Menezes Succi, infectologista – Unifesp.





Uma proteção que para o Pedro não deixa dúvidas.





Repórter: Quantas vacinas você já tomou?





Pedro: 24





Repórter: Quantos anos você tem?





Pedro: Nove.





Repórter: Acha legal ter tomado tanta vacina?






Pedro: Eu não gosto, mas é bom.


Confira o vídeo da reportagem clicando aqui.


Fonte: G1





https://youtu.be/_4WztqGqgKE

Este mês, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) promove a campanha “Abril Azul – Confiança nas Vacinas: Eu cuido, eu confio, eu vacino”, uma iniciativa dos Departamentos Científicos de Imunizações e Infectologia da SPSP, cujo objetivo primordial é levar informações sobre a importância da vacinação, aumentando, assim, a confiança e a valorização das vacinas, além de discutir e mostrar os riscos da recusa vacinal.

De acordo com o pediatra Marco Aurélio Sáfadi, presidente do Departamento de Imunizações da SPSP e coordenador da campanha “Abril Azul”, poucas intervenções em saúde pública tiveram tanto impacto na humanidade como as vacinas. “Os benefícios são inequívocos, com redução de mortes, hospitalizações, sequelas, e especialmente contribuindo para a melhora da qualidade de vida da nossa população”, salienta o médico, comentando que esta história de sucesso iniciou-se no século XVIII, com as pesquisas do médico inglês Edward Jenner, as quais culminaram com o desenvolvimento da vacina contra a varíola, responsável pela erradicação desta doença no mundo no final da década de 1970.

“Para termos uma ideia da magnitude desta conquista, estima-se que a varíola foi responsável pela morte de 300 milhões de pessoas durante o século XX”, explica o pediatra. Ele revela que as vacinas contribuíram, ainda, para a eliminação de doenças, como a poliomielite (hoje restrita a poucos países no mundo), e controle de outras, como o sarampo, a rubéola, a difteria e o tétano (reduzidas a um número muito menor de ocorrências em comparação ao passado). “Neste contexto, a campanha “Abril Azul – Confiança nas Vacinas” tem como objetivo precípuo reforçar a credibilidade das vacinas, destacar a importância de mantermos elevadas coberturas vacinais, impedindo desta forma o ressurgimento destas temidas doenças na nossa comunidade”, declara.

Para Claudio Barsanti, presidente da SPSP, as vacinas têm um papel extremamente importante na erradicação e controle de doenças e a recusa vacinal pode ter um impacto muito negativo para a saúde pública, inclusive contribuindo para emergir doenças que já estavam controladas ou até mesmo erradicadas. “Vale lembrar que a vacina tem também grande relevância na nossa economia e aspecto social. A vacinação leva a uma redução de custos com consultas, tratamentos e internações e proporciona melhores condições de saúde”, afirma o médico.

Segundo a pediatra Silvia Regina Marques, presidente do Departamento de Infectologia da SPSP, as vacinas representam a melhor intervenção em saúde em termos de custo-benefício; evitam dois a três milhões de mortes a cada ano em todo o mundo e aumentam a expectativa de vida. “Não vacinar as crianças, coloca-as em risco de desenvolver doenças potencialmente fatais (sarampo, tétano, difteria meningite etc.) e causadoras de sequelas para o resto da vida, como paralisia (poliomielite), surdez (meningite por H influenzae, caxumba), retardo no desenvolvimento, entre outras”, alerta a especialista.

Silvia relembra que a região das Américas foi a primeira do mundo a receber, em 2016, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), o certificado da erradicação do sarampo, rubéola e rubéola congênita. “No entanto, o Brasil acaba de perder esse certificado em março deste ano, considerando o número crescente de casos em alguns Estados brasileiros. As baixas taxas de cobertura vacinal contra a doença foram as responsáveis por este insucesso”, lamenta a médica.

 

Importância do pediatra no aumento da cobertura vacinal

Na opinião de Sáfadi, o profissional de saúde, e o pediatra em particular, sem dúvida nenhuma têm um papel crucial no aumento das taxas de cobertura das vacinas. “Os profissionais de saúde são a principal fonte de informação em relação às vacinas e, portanto, devem receber informações de qualidade para que possam esclarecer e orientar os pais e toda a comunidade da melhor forma possível”, avalia o especialista, esclarecendo que isto deve ser feito de uma forma clara, concisa, com dados corretos, transparência e em uma linguagem compreensível.

De acordo com Silvia, a proposta da SPSP e dos Departamentos de Infectologia e Imunizações é que os pediatras em seus locais de trabalho (hospital, ambulatório, consultório e Universidades) intensifiquem as discussões sobre o calendário vacinal, situação vacinal da população de um modo geral, esclarecimentos sobre a recusa vacinal e a importância da confiança nas vacinas. “O médico pediatra deve se manter atualizado sobre todos os avanços nas vacinas e manter com a família dos seus pacientes estreito laço de credibilidade e confiança”, enfatiza.

Para a infectologista, conhecer o calendário vacinal adotado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) e os produtos disponíveis no serviço privado permitirá ao pediatra atuar com segurança na manutenção da confiança nas vacinas. “O pediatra, além da orientação das vacinas das crianças, deve orientar a vacinação de toda a família, contribuindo indiretamente para a proteção das crianças que não tenham atingido a idade para receber determinadas vacinas e estariam susceptíveis”, afirma.

 

Movimentos antivacinas

Sáfadi explica que a situação do sarampo na Europa ilustra muito bem as consequências negativas de movimentos antivacinas, que insinuavam associações mentirosas e falsos eventos adversos às vacinas, levando à queda das coberturas vacinais. “Em 2018 foram reportados mais de 12 mil casos de sarampo na Europa, com 33 mortes. Recentemente, tivemos a confirmação do primeiro caso de tétano nos últimos 30 anos no Oregon, EUA, em um menino de seis anos não vacinado”, relata.

“Temos ainda o total descaso e abandono das autoridades sanitárias, como o que está ocorrendo atualmente na Venezuela, que fez com que o país tivesse o registro de surtos de sarampo e difteria com centenas de mortes e hospitalizações associadas”, continua o pediatra, informando que a entrada destes imigrantes no Brasil deflagrou o retorno do sarampo ao nosso país, com mais de dez mil casos e pelo menos 12 mortes registradas em 2018. “Isso demonstra a fragilidade das nossas coberturas vacinais e a presença de grandes bolsões de suscetibilidade às doenças imunopreveníveis”, acrescenta.

O especialista diz que por tudo isso, ações como a promoção da campanha “Abril Azul”, para alertar a população sobre os riscos da recusa vacinal, são essenciais. Claudio Barsanti comenta que a SPSP organiza para este mês uma programação especial para ampliar os conhecimentos a respeito de assunto tão importante, como é a questão da vacinação. “Estas ações são fundamentais porque, enquanto sociedade científica, somos formadores de opinião, e não só da sociedade em geral, mas dos médicos pediatras, portanto é nosso dever informar o que está acontecendo e tentar reverter os rumos dessa história da recusa vacinal”, conclui o presidente da SPSP.

Fonte: SPSP
Os casos relatados de sarampo aumentaram 300% nos primeiros três meses de 2019, comparados com o mesmo período do ano passado, segundo dados preliminares publicados nesta segunda-feira pela Organização Mundial de Saúde, OMS.

O aumento de casos também aconteceu nos dois anos anteriores. O Brasil aparece em 7º lugar na lista dos 10 países com maior taxa de incidência da doença entre março de 2018 e fevereiro deste ano.



[caption id="" align="alignright" width="560"] Na Europa o surto de 2018 seguiu-se a um ano em que se alcançou a maior cobertura estimada para a segunda dose de vacinação contra o sarampo, cerca de 90% em 2017, by UNICEF[/caption]



Crise


Segundo a pesquisa, nesses 12 meses foram relatados 10,318 casos no Brasil, o que representa uma taxa de incidência de 46.69 casos por cada 100 mil pessoas.

A Ucrânia, seguida de Madagáscar e Índia, estão no topo da lista de países com maior taxa de casos relatados.

Entre as nações com o maior número de casos no intervalo de setembro de 2018 e fevereiro de 2019, o Brasil surge na quarta posição, com 9.168 casos. Em primeiro lugar está Madagáscar, seguido da Ucrânia e da Índia.

Segundo o relatório, o Brasil não tinha casos notificados da doença em 2017.

Embora os dados sejam provisórios, a OMS diz que existe “uma tendência clara”, que afeta todas as regiões do mundo, e causa muitas mortes, principalmente entre crianças pequenas.

Alerta


Em um artigo de opinião publicado esta segunda-feira na CNN, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, e a diretora executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, Henrietta Fore, disseram que esta é “uma crise global.”

Os representantes lembram o caso dos Estados Unidos, que registrou o segundo maior número de casos desde 2000, e onde a cidade de Nova Iorque declarou um estado de emergência de saúde pública.

Os especialistas dizem que este é, sobretudo, um problema de acesso. Fore e Ghebreyesus afirmam que “a maioria das pessoas vive em países com fracos cuidados de saúde, pobreza e conflito, o que reduz as possibilidades de as crianças serem vacinadas.”

Além disso, eles alertam para a recusa de alguns pais vacinarem os filhos em países de alto rendimento, devido a incertezas sobre a necessidade e segurança das vacinas.

Segundo os representantes, estas dúvidas podem “ser alimentadas pela proliferação de informações confusas e contraditórias online.” Fore e Ghebreyesus dizem que “desonestidade e distorções sobre vacinas não são novidade”, mas que “na era digital de hoje, os mitos podem se espalhar tão rápido e distante quanto um vírus de computador.”

Os dois representantes dão o exemplo do Brasil. Segundo eles, no ano passado, no auge de um surto de febre amarela, “informações erradas sobre a segurança da vacina circularam tão rapidamente online que prejudicaram a capacidade de resposta do surto para controlar o surto.”

Gravidade


O sarampo é uma das doenças mais contagiosas do mundo, e pode ser extremamente grave. Segundo estimativas recentes, a doença causou quase 110 mil mortes em 2017.

Mesmo em países de rendimento elevado, as complicações resultam em hospitalização. Em um quarto dos casos, pode acontecer incapacidade vitalícia, desde danos cerebrais e cegueira até perda auditiva.



[caption id="" align="alignright" width="560"] Diretora-executiva do Unicef, Henrietta Fore. , by ONU/Loey Felipe[/caption]



Vacinação


O sarampo é altamente contagioso, contaminando nove em cada 10 pessoas que têm contato com o vírus e não estão vacinadas.

A doença é quase totalmente evitável através de duas doses de uma vacina segura e eficaz, mas a cobertura global da primeira dose parou em 85%. Para evitar um surto, é necessária uma taxa de cobertura de 95%. Segundo a OMS, 25 países ainda precisam tornar a segunda dose parte de seu programa essencial de imunização.

A OMS informa que, depois de realizadas campanhas de vacinação de emergência para 7 milhões de crianças entre os seis meses e nove anos, o número de pacientes está a descer em Madagáscar.

Campanhas semelhantes estão sendo realizadas nas Filipinas, na República Democrática do Congo e no Iêmen, onde a iniciativa deve chegar a mais de 11,6 milhões de crianças entre os seis meses e os 16 anos, 90% da população nestas idades em todo o país.

A OMS afirma que, além de prestar atenção à vacinação e aos serviços de saúde primários, é necessário realizar campanhas de comunicação sobre a importância crítica da imunização e os perigos das doenças que são evitadas.

A agência lembra que os serviços de vacinação devem atender às necessidades de todos, chegando a todas as áreas, nos momentos certos e a todos os grupos populacionais.

Fonte: ONU

Vítima é jovem de 18 anos que morreu na sexta-feira (5).




Santa Catarina registrou uma morte por meningite em Lages, na Serra, informou a Diretoria de Vigilância Epidemiológica do estado (Dive-SC) nesta segunda-feira (8). A vítima é uma jovem de 18 anos que morreu na sexta (5).






Segundo a Dive-SC, a doença foi causada pela bactéria Neisseria meningitidis. A vítima era estudantes. A bactéria causadora da doença foi identificada pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).







A Dive-SC também informou que todas as pessoas que tiveram um contato mais próximo com a vítima tomaram um antibiótico para evitar que desenvolvam a doença.





A meningite meningocóccica precisa ter diagnóstico precoce e início rápido do tratamento. Conforme a diretoria, a transmissão ocorrer pelas vias respiratórias e por gotículas e secreções do paciente.





Pessoas que morem na mesma casa ou tenham contato direto com as secreções respiratórias do paciente têm risco de contrair a bactéria.





Esta é a primeira morte de 2019 no estado de pessoa com meningite causada por esse micro-organismo. Em 2018, foram 16, conforme a Dive-SC.





Ao todo, em 2019 o estado teve oito mortes por meningite, sendo três casos bacterianos, um viral, um pneumocócico e três em que não foi possível identificar o agente.






Sintomas





Segundo a Dive-SC, os principais sintomas da meningite são:






  • febre alta que começa abruptamente;

  • dor de cabeça intensa e contínua;

  • vômito e náuseas;

  • rigidez de nuca;

  • manchas vermelhas ou arroxeadas na pele ou mesmo hematomas;

  • em crianças menores de 1 ano: moleira tensa ou elevada, irritabilidade, inquietação, choro agudo e persistente e rigidez corporal, com ou sem convulsões.





Prevenção





As principais medidas de prevenção da meningite são:






  • manter ambientes bem ventilados e, se possível, ensolarados;

  • lavar as mãos frequentemente com água e sabão;

  • manter higiene de pratos, talheres, mamadeiras e chupetas;

  • evitar aglomerações;

  • estar com as vacinações em dia.


Fonte: G1


Sintomas dessa doença às vezes são parecidos com uma gripe, por exemplo. O alerta vem da entidade que representa hospitais e laboratórios particulares


meningite meningocócica pode ser confundida com infecções menos ameaçadoras – principalmente durante a temporada de gripe e afins. Quem faz o alerta é a Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (Fehoesp).



Vale esclarecer que estamos falando de uma situação relativamente rara no Brasil. Em 2018, foram 1 072 ocorrências da versão meningocócica, a mais comum entre as meningites transmitidas por bactérias, com 218 mortes. Há também uma versão viral da doença, mas seus sintomas são mais brandos.

Em campanha lançada nesta semana, a entidade pede cautela redobrada na avaliação de pessoas que chegarem ao pronto-atendimento. “Serviços de saúde devem estar atentos à ocorrência de doenças como meningite, zika, dengue e chikungunya, e realizar um diagnóstico criterioso para evitar erros”, declarou à imprensa o médico Yussif Ali Mere Jr, presidente da Fehoesp.

O diagnóstico correto é importante, mesmo que às vezes a única opção seja combater os sintomas e acompanhar a evolução do quadro, caso dos resfriados e das infecções transmitidas pelos Aedes aegypti. Se o que estiver por trás dos sintomas for uma gripe forte ou mesmo a meningite bacteriana, o tratamento é mais específico.

Como diferenciar meningite de gripe e outras infecções


Muitas infecções têm, como primeiro sintoma, a febre. Por isso nem sempre é evidente qual a origem da subida na temperatura quando a pessoa chega ao pronto-socorro.

“Num primeiro momento, pode ser difícil suspeitar de meningite ou outra coisa mais séria”, aponta Renato Kfouri, infectopediatra diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

 

As bacterianas, por sua vez, merecem atenção por causa da taxa alta de mortalidade – cerca de 20% dos casos, geralmente crianças e adolescentes. A meningocócica, destaque da categoria, é causada por 12 subtipos do micro-organismo meningococo. No país, os mais comuns são os A, B, C, W e Y, todos evitáveis com a vacinação.

As semelhanças entre gripe e meningite são febre alta e mal-estar abruptos, além de vômito. Depois, elas evoluem de maneiras diferentes.

O vírus da gripe ataca as vias respiratórias. Por isso, provoca coriza, tosse e cansaço.

Já a meningite desencadeia dores de cabeças e vômito intensos, rigidez no pescoço, além de sintomas neurológicos, como surdez, perda de consciência e, em alguns casos, paralisia. “É um quadro que evolui rapidamente, geralmente em 24 horas”, destaca Kfouri.

Fonte: Saúde Abril
Após quase quatro anos sem ocorrência de sarampo, a capital paulista registrou em março o primeiro caso confirmado da doença desde setembro de 2015. A confirmação foi dada pela Secretaria Municipal da Saúde. Segundo a pasta, trata-se de uma infecção importada - a contaminação ocorreu na Noruega. Não há ainda casos autóctones da doença (quando a transmissão é interna) confirmados na capital - o último ocorreu justamente em 2015. No entanto, além do caso confirmado, outros 35 suspeitos foram notificados neste ano e estão sendo investigados pela Prefeitura.

A secretaria não informou detalhes sobre o caso confirmado da doença nem sobre o estado de saúde do paciente. O mais recente boletim do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual da Saúde, no entanto, datado do dia 20 de março, informa que o caso confirmado na capital é isolado e tem como vítima um bebê de 5 meses. Ele teria viajado para a Europa, continente que vive um grave surto da doença. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), somente em 2018 foram 82,5 mil casos confirmados da doença e 72 mortes por sarampo na Europa. Dos 53 países que compõem a região, 47 tiveram registro do vírus. O surto de 2018 foi o pior em uma década.

Já no Brasil o recente surto tem castigado mais Estados do Norte do País e levou à perda do certificado de eliminação do sarampo, conquistado pelo Brasil em 2016. Desde que a doença voltou a circular em território brasileiro, no ano passado, já foram 10,3 mil casos confirmados e 12 mortes. As unidades da federação com o maior número de infecções são Amazonas (9.803) e Roraima (355), mas registraram casos da doença também Pará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Sergipe, Pernambuco, São Paulo, Bahia, Rondônia e Distrito Federal.

Continue lendo.
Esta semana foi anunciado que o Brasil vai perder o certificado de erradicação do sarampo, após a confirmação de vários casos da doença. Médico comenta mitos e boatos sobre vacinação.

Confira o vídeo: CLIQUE AQUI.
Santa Catarina não registrava casos da doença em humanos desde 1966.

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC) confirmou a primeira morte por febre amarela em Joinville. O óbito foi confirmado pelo Instituto Carlos Chagas (ICC) – Fiocruz do Paraná após diagnóstico laboratorial. O paciente tinha 36 anos e morreu no último dia 12 de março. Santa Catarina não registrava casos de febre amarela em humanos desde 1966.


O paciente não tinha registro de vacina no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI). Como se tratava de um óbito suspeito de febre amarela, foi realizada uma investigação conjunta entre a Gerência Regional de Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde de Joinville utilizando o Protocolo de Investigação de Óbitos Febre Amarela do Ministério da Saúde (MS).


Os resultados da investigação epidemiológica, aliados à confirmação laboratorial do caso, atestam o primeiro caso autóctone (contraído na cidade) com óbito por febre amarela registrado no Estado.


A Dive/SC estará realizando a coleta de vetores no município na próxima semana e a equipe de vigilância epidemiológica do município deve realizar a vacinação de casa em casa no raio de 300 metros do Local Provável de Infecção (LPI).



Importância da vacinação


No lançamento da Campanha de Vacinação contra a Febre Amarela em Santa Catarina, o governador Carlos Moisés da Silva postou um vídeo em que reforçou aos catarinenses a importância da imunização contra a febre amarela, para que fosse evitada a circulação do vírus no estado.


Reforça-se a necessidade da população procurar as unidades de saúde para fazer a vacina e, em caso de sintomas, procurar atendimento imediato para aplicação do protocolo de manejo clínico e classificação de risco frente a um caso suspeito de febre amarela.



Doses aplicadas


Entre 1º de janeiro de 2019 e 28 de março de 2019 foram aplicadas 461.417 doses da vacina contra a febre amarela em Santa Catarina, sendo que 81.578 aplicadas somente na primeira semana da Campanha Estadual de Vacinação, entre os dias 20 e 23 de março de 2019.


O total de doses aplicadas em 2019 já é quase igual ao número de doses aplicadas em todo o ano de 2018, quando 488.308 pessoas foram vacinadas. Segundo o último levantamento da Diretoria de Vigilância de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC), vinculada à Superintendência de Vigilância em Saúde (SUV) da Secretaria de Estado da Saúde, o Estado está com uma cobertura vacinal de 61,46%.


Desde o segundo semestre de 2018, seguindo recomendação do Ministério da Saúde (MS), todo o Estado de Santa Catarina tornou-se Área com Recomendação de Vacinação (ACRV) para febre amarela – antes 162 municípios catarinenses já integravam a ACRV. Desde então, todos os moradores catarinenses com mais de 9 meses de idades deveriam procurar os postos de saúde para se vacinar contra a doença.


No entanto, a procura pela vacina foi baixa o que fez com que o estado iniciasse no dia 20 de março a Campanha Estadual de Vacinação contra a Febre Amarela. A campanha segue até o dia 20 de abril. Neste período, a meta é vacinar 95% da população catarinense contra a febre amarela.


Desde o início do ano, Santa Catarina recebeu 1.300.000 doses da vacina contra a febre amarela. Novas doses devem chegar na segunda quinzena do mês de abril.



A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a gripe um dos grandes desafios da saúde, que afeta todos os países. Por isso, todas as medidas de prevenção e controle devem ser adotadas, sendo a vacinação, a maneira mais eficaz de prevenir a doença, aliada à estratégia de tratamento com antiviral e a adoção de etiqueta respiratória e hábitos saudáveis.

Mas o que é etiqueta respiratória? São medidas simples que podem minimizar a transmissão de doenças infecciosas, como a frequente lavagem das mãos com água e sabão. A etiqueta respiratória ajuda a evitar que você transmita a doença para outra pessoa ou que você seja infectado.


Antes de conferir as medidas de prevenção e controle da doença, é preciso entender que a gripe é causada pelo vírus influenza e é transmitida por meio de gotículas expelidas pela pessoa doente ao falar, espirrar ou tossir. Ao respirar essas partículas, que podem ser levadas a distâncias maiores que 1 metro, você pode se infectar com o vírus influenza. Outra forma de transmissão é levar as mãos à boca, ao nariz e aos olhos após tocar em uma superfície contaminada, como um corrimão ou mesa.

Entenda como se prevenir e como evitar a transmissão caso você esteja doente. Confira:

Como se prevenir da gripe


• Evite o contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe;
• Lave as mãos frequentemente com água e sabão. Se não tiver água e sabão, use álcool em gel;
• Evite tocar a boca, nariz e olhos;
• Limpe e desinfete superfícies que podem estar contaminadas, como mesa e corrimão;
• Mantenha hábitos saudáveis, como alimentação balanceada, ingestão de líquidos e atividade física;
• Se sentir os sintomas da doença (febre, calafrio, dor de cabeça, tosse, dor de garganta, ou outros sintomas) procure um serviço de saúde;
• Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
• Mantenha os ambientes bem ventilados, com portas e janelas abertas.

Como evitar a transmissão, se você estiver doente


• Evite sair de casa enquanto estiver com febre;
• Quando possível, evite contato próximo com outras pessoas para evitar transmissão;
• Adote hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos;
• Lave as mãos frequentemente com água e sabão. Se não tiver água e sabão, use álcool em gel;
• Cubra o nariz e a boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar. Jogue o lenço no lixo e lave as mãos;
• Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
• Evite aglomerações e ambientes fechados, procurando manter os ambientes ventilados;
• Procure um serviço de saúde.

Fonte: Ministério da Saúde

Vírus H1N1 já matou 26 no Amazonas, que registra surto de gripe; circulação do vírus na região é prevista para a época, mas razão do surto, desconhecida


‘Muitos acham que a gripe é bobagem, mas ela mata em média 900 pessoas por ano no país", afirma a pediatra Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

No ano passado, foram 1.381 mortes, sendo 55% de pessoas acima de 60 anos, faixa etária dentro do grupo com direito à vacina da gripe pelo SUS.

"O vírus influenza é imprevisível, por essa razão, insistimos na vacinação anual como forma de prevenção. Não há como saber qual será sua intensidade na temporada", explica a médica.

No Amazonas, a campanha de vacinação contra a gripe foi antecipada em cerca de um mês, tendo início nesta segunda-feira (18), devido a um surto do vírus H1N1. Até o momento houve 586 casos de gripe, sendo 26 mortes por H1N1, segundo a Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas.

"Não há motivo para pânico nem correria", afirmou o governador Wilson Lima, por meio de nota. "Há vacina em quantidade suficiente para pessoas que fazem parte do grupo de risco. Agora, o fato de a vacina chegar, não significa que a gente tenha que deixar de lado os cuidados. Então, lavem as mãos, usem álcool em gel, evitem lugares onde há grandes aglomerações que, assim, a gente vai conseguir efetivamente combater o H1N1”.

O Ministério da Saúde anunciou na última sexta-feira (15) que 1 milhão de vacinas, já desta campanha, serão enviadas ao Amazonas. As clínicas privadas ainda não dispõem das vacinas desta temporada, de acordo com Isabella.

H1N1 não é 'importado' da Venezuela

Diferentemente do sarampo, que também provoca surto no Amazonas, o vírus influenza nada tem a ver com a imigração de venezuelanos. "A região Norte tem a sazonalidade da gripe mais precoce em relação às outras regiões. Esta é a época do infuenza no Amazonas, por causa da condição climática. É a estação de chuvas, que corresponde ao inverno. Mas o que surpreende é o maior número de mortes do que costuma ocorrer", afirma.

Embora a circulação do vírus na região nesta época seja esperada, a causa do surto é desconhecida. "Não dá para saber. O que se sabe é que preciso estar preparado, com a vacina", orienta. Ela explica que não há risco de disseminação do vírus para as demais regiões já que se trata de uma circulação prevista.

Segundo a médica, existe uma discussão sobre qual seria o mês ideal para início da campanha de vacinação no país, que ocorre em abril. O ideal, segundo a especialista, é que, quando o vírus começasse a circular, todos já estivessem imunizados com a vacina.

"A OMS define em setembro qual serão as cepas utilizadas na vacina no hemisfério Sul. A vacina será direcionada aos vírus que irão circular. Mas, para fazer uma vacina, é preciso pelo menos seis meses", afirma.

Produzida pelo Instituto Butantan, a vacina imuniza contra três tipos de vírus predominantes no Brasil: influenza A (H1N1e H3N2) e um tipo de influenza B.

Isabella destaca que o H1N1 se mantém importante no país, dividindo a prevalência com o H3N2. "Cerca de 76% das mortes por gripe são de pessoas dentro do grupo de risco, como idosos, gestantes, diabéticos e cardíacos. Ou seja, os outros 24% são pessoas sem risco para gripe. Na maioria das vezes, a gripe é assintomática, mas 10% vão adoecer", diz.

Fonte: R7
Gigante das mídias sociais, o Facebook anunciou ontem que vai excluir grupos e páginas que espalham informações falsas sobre vacinas na plataforma. A empresa não informou, porém, quando as medidas começam a funcionar na prática. A rede social fundada por Mark Zuckerberg é a mais popular do planeta, com aproximadamente 2,27 bilhões de perfis, conforme dados compilados pela empresa de pesquisas Statista.

O Brasil é o 3º país com mais usuários na plataforma, com cerca de 130 milhões. De acordo com o comunicado assinado por Monika Bickert, vice-presidente global de Políticas de Conteúdo da empresa, outras medidas serão reduzir o destaque de grupos e páginas com fake news no feed de notícias.

Esse tipo de material também não será incluído nas recomendações quando o internauta digitar palavras-chave nas ferramentas de busca. A previsão é também rejeitar anúncios na rede que tenham informações incorretas. Segundo o informe, a companhia procura "formas de dar às pessoas informações mais precisas de organizações especialistas em vacinas no topo dos resultados de buscas relacionadas, em páginas que discutam o tema, e em convites para participar de grupos sobre o assunto". Ao justificar a nova política, o Facebook ressaltou que autoridades do setor, como a Organização Mundial da Saúde, têm identificado boatos sobre imunizantes.

Brasil

Em setembro, o jornal"O Estado de S. Paulo" mostrou que o Ministério da Saúde havia rastreado 185 focos de fake news na internet - temas de saúde alvo de publicações com dados ou evidências científicas incorretos.

Cerca de 90% dos focos de mentiras eram sobre vacinas - como publicações que tratam de supostos riscos de imunizantes. Nos últimos anos, houve no País queda significativa nas taxas de imunização contra doenças como sarampo e poliomielite. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Fonte: UOL

 

Especialistas avaliam 600.000 crianças e concluem que a imunização tríplice viral não causa o transtorno do neurodesenvolvimento


Doenças que foram erradicadas graças às vacinas agora ressurgiram. O Brasil, que recebeu em 2016 um certificado da ONU pela eliminação do sarampo, teve um grande surto da doença que atingiu 11 Estados e 10.302 pessoas no ano passado, por conta da baixa cobertura vacinal. E entre as causas deste aumento está a crença de alguns, de um movimento conhecido como antivacinas, que as apontam como causadoras de doenças e transtornos, tais como o autismo (TEA). E essa crença é falsa, concluiu um estudo na Dinamarca com mais de 600.000 crianças. Ele não é o único que jogou por terra essa afirmação, apenas o mais recente e bastante completo. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira no Annals of Internal Medicine.

A tese fundamentada de que a vacina conjunta contra a rubéola, caxumba e sarampo, conhecida como tríplice viral (MMR, na sigla em Inglês), provoca o autismo, começou há duas décadas, depois da publicação de um artigo de Andrew Wakefield, em 1998, no The Lancet, no qual ele defendia o vínculo hipotético entre a vacina MMR e o autismo. Este estudo, que causou pânico e afetou as taxas de vacinação em todo mundo, foi refutado em muitas ocasiões e, além disso, o próprio pesquisador —que teve de se retratar na mesma revista por erros metodológicos que alguns especialistas definem como "premeditação de sua parte”— chegou a perder sua licença de trabalho. Apesar de tudo isso, o boato se mantém em nível mundial, alimentado sobretudo pelas redes sociais.

"Nas redes sociais as pessoas seguem quem querem seguir ou quem se encaixa no que pensam ou desejam", explica por telefone Celso Arango, chefe de Psiquiatria Infantil e Adolescente do hospital Gregorio Marañón. "Os antivacinas não vão desaparecer. São pessoas que acreditam no conceito natural como modo de vida. Mas há algo que precisam saber: toda decisão é respeitável desde que não prejudique os outros. No momento em que essas pessoas não são vacinadas e reaparecem doenças até então erradicadas, o que afeta a população, sua decisão provoca um problema de saúde pública", diz Arango.

"As pessoas antivacinas baseiam as suas conclusões em um artigo que foi desmascarado em várias ocasiões desde a sua publicação e que não tem nenhuma base científica", continua. "Além disso, o surgimento da vacina coincide com um diagnóstico mais claro do autismo. Mas o autismo não surge de repente, não é algo que simplesmente acontece. A pessoa nasce com ele. E é diagnosticado mais cedo ou mais tarde, dependendo dos sintomas", explica o especialista.

A fim de descobrir a verdade, os especialistas do estudo dinamarquês avaliaram se a vacina aumentava o risco de desenvolver autismo. Eles estudaram as características das crianças e o tempo decorrido desde a vacinação, um total de 657.461 nascidos na Dinamarca de 1999 a 2010, e as acompanharam desde o primeiro ano de vida até agosto de 2013.

Em todos os casos se avaliou se as crianças foram vacinadas, se tinham sido diagnosticadas com autismo, se havia algum membro da família com esse transtorno neurobiológica ou algum outro fator de risco para o autismo. No total, foram avaliadas mais de cinco milhões de pessoas, das quais apenas 6.517 crianças foram diagnosticadas com a incidência de autismo, dizem os autores, ou seja, 129,7 para cada 100.000 habitantes. Não se observou nenhuma diferença entre as crianças vacinadas e as que não eram, e não se verificou nenhum risco adicional para padecer de TEA entre os vacinados.

“Nossa conclusão é que a vacina tríplice viral não aumenta o risco de sofrer de autismo", escrevem os autores na revista. Além disso, "não há aumento de seu diagnóstico entre as crianças mais suscetíveis de padecê-lo e não está relacionado com casos de autismo que aparecem depois da vacinação". Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada 160 crianças tem TEA no mundo e os sintomas geralmente começam na infância e persistem até a adolescência e a idade adulta. Outras estimativas dizem que pode afetar uma em cada 68 crianças em idade escolar.

"O que se precisa saber é que a expectativa de vida melhorou graças às vacinas, que reduziram as taxas de mortalidade infantil", continua Arango. "E parar de fazer isso pode ter sérias consequências", diz ele. "Na Califórnia, nas escolas públicas do Estado, as autoridades tomaram medidas sobre a questão das vacinas e decidiram que nenhuma criança que não esteja imunizada pode ser matriculada."

Até fevereiro deste ano já haviam sido diagnosticados 206 casos de sarampo nesse Estado, segundo dados do Centro de Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos EUA. É apenas um exemplo. "Nós, especialistas em saúde, temos a obrigação de informar os pais, a sociedade, sobre as evidências científicas, e não sobre nossas crenças", explica o especialista. Nos EUA, ainda em 20 dos 50 Estados, mais Washington DC se prevê não vacinar por motivos religiosos e pessoais. Apenas três, Califórnia, Mississippi e Virgínia Ocidental, não permitem exceções não médicas.

Nesse país, a Associação Médica Americana desacreditou em várias ocasiões os pais que se recusam a vacinar seus filhos por motivos alheios à medicina e, como outras organizações, como a OMS, enfatiza sua capacidade de erradicar enfermidades, proteger as crianças e evitar que tenham doenças como sarampo, rubéola ou caxumba.

Fonte: El País
A meningite pode ser fúngica, viral ou bacteriana. Essa última é a considerada a mais grave, podendo levar uma criança à morte em poucas horas. Como aconteceu com Arthur, de 7 anos, neto de Lula.

Nesta sexta-feira (01), a triste notícia da morte do neto do ex-presidente Lula, Arthur Araújo Lula da Silva, de 7 anos, deixou muitos pais preocupados. O menino, que deu entrada no Hospital Bartira, do grupo D’Or, em Santo André, na Grande São Paulo às 7h20 da manhã, morreu cerca de 5 horas depois. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, ele foi diagnosticado com meningite meningócócica e não resistiu depois que o quadro infeccioso se agravou.

Segundo o pediatra Nelson Douglas Ejzenbaun, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria e Academia Americana de Pediatria, a meningite bacteriana é uma doença de evolução rápida. "Quando os sintomas surgem, é sinal que o quadro já está grave e pode evoluir para óbito em poucas horas", explica. O que acontece, de acordo com o pediatra, é que "ela causa uma lesão no tecido cerebral". Ainda de acordo o especialista, os principais sintomas são febre, dor de cabeça, vômito, confusão mental, mal estar e pescoço rígido, isto é, quando a criança não consegue encostar o queixo no peito.

Saiba como proteger a criança

A única forma de prevenção contra a doença é a vacinação. De acordo com a mãe de dois filhos e sócia da clínica HumaniCare, Anik Costa, as vacinas disponíveis hoje para a prevenção contra as meningites bacterianas são:

- Meningite C, que protege contra o meningococo C, e está disponível na rede pública e na privada.

- Meningite A,C,W,Y, que protege contra 4 tipos de meningococo o A, o C , o W e o Y, disponível apenas na rede privada. O

- Meningite B, que protege contra o meningococo B e é oferecida apenas na rede privada.

Fonte: Revista Crescer

Surtos recentes de sarampo nos Estados Unidos e nas Filipinas estão ligados à queda na imunização voluntária, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.




No dia 7 de fevereiro, as autoridades de saúde das Filipinas anunciaram um aumento de 74% no número de casos de sarampo no primeiro mês de 2019, em comparação ao mesmo período de 2018.






O país asiático foi o mais recente a declarar um surto da doença — mas está longe de ser o único.





A infecção viral, altamente contagiosa, matou 111 mil pessoas no mundo em 2017, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).





Em seu relatório mais recente, divulgado em novembro, a OMS listou "complacência" e a maior disseminação de informações falsas sobre vacinas — em paralelo ao colapso dos sistemas de saúde de vários países — como fatores por trás do aumento de 30% nos casos de sarampo no mundo entre 2016 e 2017.




"Casos relativamente esparsos (que um país possa registrar hoje) podem rapidamente se tornar dezenas, centenas ou milhares sem a proteção dada pelas vacinas", alertou a organização.





As Américas, a Europa e o leste da região mediterrânea sofreram os piores episódios de surto - incluindo os Estados Unidos, que viraram uma espécie de bastião do movimento anti-vacina, caracterizado pela persistência de mitos sobre as vacinas e a queda nos níveis de imunização a despeito das evidências científicas sobre os benefícios da imunização.





Veja, a seguir, 8 mitos sobre vacinação que contribuem para a desaceleração da cobertura vacinal no mundo e para o ressurgimento de doenças que poderiam ser facilmente evitadas.






1. 'Vacinas podem causar autismo'






Uma eventual ligação entre a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (MMR, na sigla em inglês) e o autismo foi descartada por diversos estudos e organizações — Foto: Pixabay

Uma eventual ligação entre a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (MMR, na sigla em inglês) e o autismo foi descartada por diversos estudos e organizações.


A queda nos níveis de imunização em países ocidentais nas últimas décadas tem sua origem, de forma mais ampla, em uma polêmica criada pelo cirurgião britânico Andrew Wakefield.

Um um artigo publicado em 1997 no prestigiado periódico médico The Lancet, Wakefield argumentava que a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola estaria por trás do aumento de casos de autismo entre crianças britânicas.




Uma série de estudos publicados desde então tem refutado a existência de uma relação de causa e efeito entre a vacina e o autismo — de lá para cá, a revista The Lancet acabou retirando o estudo de seus arquivos e, em 2010, Wakefield teve o registro de médico cassado no Reino Unido.





Ainda assim, suas alegações — ainda que já desmistificadas — tiveram repercussão suficiente para derrubar as taxas de imunização contra sarampo, caxumba e rubéola no Reino Unidos de 92% em 1996 para 84% em 2002.





Daquele ano em diante, os níveis voltaram a subir e chegaram a 91%, ainda abaixo do recomendado pela OMS, contudo, de 95%.






2. 'O sistema imunológico das crianças não suporta tantas vacinas'






Com apenas algumas horas de nascidos, os bebês são capazes de estruturar uma resposta imunológica às vacinas, diz especialista. — Foto: Pixabay

Com apenas algumas horas de nascidos, os bebês são capazes de estruturar uma resposta imunológica às vacinas, diz especialista.


Há pelo menos 11 vacinas recomendadas a bebês e crianças de até 2 anos de idade. Alguns pais consideram esse número elevado e temem que a imunização na primeira infância sobrecarregue o sistema imunológico dos filhos.

Uma preocupação recorrente é o fato de que muitas vacinas funcionam inoculando vírus ou bactérias causadores de doenças no corpo, ainda que atenuados.





Nesses casos, contudo, os fabricantes usam versões modificadas dos micro-organismos para que eles não consigam desencadear os efeitos da doença no organismo — mas prepará-lo para reagir quando em contato com o agente patogênico de fato.



"Recém-nascidos desenvolvem a capacidade de responder a antígenos (substâncias capazes de estimular uma resposta imunológica) ainda antes de virem ao mundo", escreveu o pediatra americano Paul A. Offit em um dos mais conhecidos trabalhos de revisão de dados científicos disponíveis sobre a relação entre múltiplas vacinas e o sistema imunológico de crianças.





"Com apenas algumas horas de nascidos eles são capazes de estruturar uma resposta imunológica às vacinas."






3. 'Muitas doenças já estavam desaparecendo quando as vacinas surgiram'






A ingestão de vitaminas não é suficiente para afastar doenças que podem ser prevenidas com vacinas — Foto: Pixabay

A ingestão de vitaminas não é suficiente para afastar doenças que podem ser prevenidas com vacinas.


A discussão aqui é a de que a melhoria das condições socioeconômicas — na nutrição e na infraestrutura de saneamento, por exemplo — teriam sido tão eficientes quanto as vacinas no decorrer do tempo.

É verdade que esses avanços vinham contribuindo para a redução das taxas de mortalidade de algumas doenças antes de as vacinas serem introduzidas. Mas a intensificação na trajetória de diminuição do contágio é um forte indicativo de que as vacinas tiveram papel importante na melhora do quadro geral de saúde.




Nos Estados Unidos, por exemplo, o total de mortes causadas por sarampo caiu de 5,3 mil em 1960 para 450 em 2012, de acordo com o Centro para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês). A primeira vacina contra sarampo surgiu em 1963.





Mas a imunização não apenas melhorou as taxas de sobrevivência: também contribuiu para a redução dramática no número de casos da doença nos 5 anos após o surgimento da vacina, de 1963 a 1968.





As informações disponíveis hoje sinalizam que uma redução nos níveis de imunização podem levar ao ressurgimento de doenças — nos anos 1970, Japão e Suécia registraram um salto no número de casos e de mortes de outra doença evitável, a coqueluche, depois de uma temporada de menor vacinação das crianças.






4. 'A maioria das pessoas que adoece foi vacinada'





Adeptos do movimento anti-vacina usam esse como um dos argumentos contra a imunização.





Nenhuma vacina é 100% eficaz e a OMS afirma que a maioria das rotinas de imunização infantil funciona para 85% a 95% dos recipientes.





Cada pessoa reage de uma forma particular, o que significa que nem todos entre aqueles que foram vacinados desenvolverão imunidade à doença.





Mas a razão pela qual mais pessoas vacinadas adoecem em comparação àquelas que não foram imunizadas se deve ao simples fato de que elas são maioria.





Pessoas não vacinadas, na verdade, costumam adoecer com maior frequência.






5. 'As vacinas são um grande negócio para a indústria farmacêutica'








Ainda hoje as vacinas representam uma parte pequena do faturamento da indústria farmacêutica — Foto: Unsplash


Ainda hoje as vacinas representam uma parte pequena do faturamento da indústria farmacêutica.


O economista especializado em saúde da OMS Miloud Kadar estima que o mercado global de vacinas valia US$ 24 bilhões em 2013 — menos de 3% do valor total do mercado farmacêutico naquele mesmo ano.

Recentemente, o mercado de vacinas ganhou novo ímpeto, impulsionado por fatores como a expansão de programas de imunização em países como a China e a decisão de filantropos de financiar fundos para pesquisa e desenvolvimento de novas vacinas - o fundador da Microsoft, Bill Gates, é um exemplo nesse sentido.




As vacinas podem ser uma área interessante para as empresas farmacêuticas, mas, mesmo do ponto de vista financeiro, elas são um bom negócio para a humanidade como um todo - já que ficar doente é muito mais caro.





Um estudo conduzido pela Universidade Johns Hopkins em 2016 estimava que, para cada dólar investido em vacinação nos 94 países de menor renda média do planeta, poupava-se US$ 16 em despesas no sistema de saúde, em perdas salariais e perdas com produtividade causadas por adoecimento e por morte.






6. 'Meu país praticamente erradicou essa doença, então não preciso me vacinar'





Ainda que a vacinação tenha reduzido a incidência de doenças evitáveis em vários países, isso não significa que elas estejam sob controle sob uma perspectiva global.





Algumas delas são mais prevalentes em alguns lugares e até endêmicas em partes do globo - e, por isso, poderiam viajar com facilidade, graças à globalização, e ser reavivadas diante do declínio da cobertura vacinal.





Casos de sarampo na Europa triplicaram entre 2017 e 2018 e chegaram a quase 83 mil — o maior número nesta década.






7. 'Vacinas contêm toxinas perigosas'





Outra preocupação dos pais que se sentem inseguros em relação a vacinar os filhos é o uso de substâncias como formaldeídos, mercúrio e alumínio na produção das vacinas.





Se consumidas em determinado nível, essas substâncias fazem mal à saúde — não, porém, na quantidade presente nas vacinas.




De acordo com a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos, agência local de controle e regulamentação de alimentos e remédios, uma vacina padrão que utiliza mercúrio na composição tem uma concentração de 25 microgramas do elemento a cada 0,5 ml.


A agência afirma ainda que essa é a mesma quantidade de mercúrio contida em 85g de atum em lata.






8. 'Vacinas são uma conspiração'






Robert Kennedy Jr., à direita, fala em uma manifestação desta sexta (8), na capital americana, contra um projeto de lei que tiraria a capacidade dos pais de reivindicarem uma isenção filosófica para não vacinar os filhos em idade escolar contra sarampo, caxumba e rubéola. — Foto: Ted S. Warren/AP

Robert Kennedy Jr., à direita, fala em uma manifestação desta sexta (8), na capital americana, contra um projeto de lei que tiraria a capacidade dos pais de reivindicarem uma isenção filosófica para não vacinar os filhos em idade escolar contra sarampo, caxumba e rubéola. — (Foto: Ted S. Warren/AP)

A crença de que as vacinas são parte de um plano para atacar populações civis ainda persiste.

No norte da Nigéria, a luta contra a poliomielite é prejudicada pela crença de que a imunização poderia causar infertilidade em garotas e disseminar HIV — ataques contra profissionais da saúde não são incomuns no país.






O mesmo tipo de desinformação é observado no Afeganistão e no Paquistão, que, ao lado da Nigéria, são os únicos países em que o vírus que causa paralisia infantil continua endêmico.





Esse quadro é agravado por episódios como o que aconteceu em março de 2011, quando a agência de inteligência americana, a CIA, forjou uma campanha de vacinação contra hepatite B no Paquistão em uma tentativa de coletar DNA da população e tentar encontrar parentes do então líder da al-Qaeda e fugitivo Osama Bin Laden para determinar seu paradeiro.




A trama foi descoberta e acabou aumentando a desconfiança em um país em que a cobertura vacinal já era baixa.



Fonte: G1


Fotos: Unsplash e Pixabay

Ampliação de horário das salas de vacina e agendamento em empresas estão entre as ações que miram mais prevenção e que ocorrem a partir da semana que vem.

A Prefeitura de Blumenau vai intensificar a vacinação contra a febre amarela. Para tentar atender um número maior de moradores, o horário de atendimento das salas de vacina dos sete ambulatórios gerais (AGs) do município será ampliado até as 20h30min a partir de segunda-feira. A vacina é considerada a melhor forma de prevenção da doença e é feita apenas uma vez – quem já se vacinou não precisa tomar nova dose.


Além da extensão dos horários das unidades para atendimento da população em geral, outras 40 salas de vacina funcionam no município e terão disponíveis doses contra a febre amarela. Já na próxima semana, equipes de saúde farão a imunização dos servidores municipais que ainda não se vacinaram. Também estão previstas ações educativas e preventivas em parceria com a Fundação Municipal do Meio Ambiente (Faema) e com a Secretaria de Educação. Corporações públicas como Corpo de Bombeiros, Exército e Polícias Militar e Civil também estão sendo convocadas a incentivar os integrantes para que recebam a dose contra a febre amarela.


Segundo o secretário de Saúde, Marco Antônio Bramorski, com esse escopo de ações preventivas, a cidade amplia a cobertura vacinal e reduz significativamente a chance de contabilizar casos autóctones da doença.


– Não queremos alardear a população, mas o risco de a febre amarela chegar à região é real, diante dos três casos registrados no estado vizinho do Paraná. Nossa intenção é planejar uma ação preventiva com a comunidade, para que não tenhamos a doença em Blumenau. – pontua.


Em 2018, Blumenau aplicou 53 mil doses contra febre amarela


A vacina contra a febre amarela está indicada com dose única a todas as pessoas de nove meses a 59 anos de idade e que ainda não tenham sido vacinadas. Pessoas acima de 60 anos deverão apresentar prescrição médica para receber a vacina. Em 2018, a Semus registrou a aplicação de 53.411 doses contra a febre amarela. Neste ano foram aplicadas aproximadamente 10 mil vacinas e a Vigilância Epidemiológica de Blumenau já recebeu e distribuiu, neste período, pouco mais de 23 mil doses. O reabastecimento das vacinas é feito pelo governo do Estado, conforme demanda.


Outras ações


Empresas com mais de 100 funcionários que tiverem interesse em receber a vacinação contra a febre amarela poderão fazer contato com a Vigilância Epidemiológica pelo telefone 3381-7901. Os agendamentos serão feitos também na próxima semana e a previsão é de que os funcionários comecem a receber as doses a partir de 11 de março.


A vacina é contraindicada nas seguintes situações:


- Crianças com menos de 6 meses de idade


- Histórico de reação anafilática a ovo de galinha e seus derivados


- Imunodepressão transitória ou permanente, induzida por doenças (neoplasias, Aids e infecção pelo HIV com comprometimento da imunidade) ou por tratamento (drogas imunossupressoras acima de 2mg/kg/dia por mais de duas semanas, radioterapia, etc.)


- Casos especiais deverão ser avaliados por um profissional médico.

A gripe é um dos vírus que mais circula no Brasil e no mundo. Todos os anos, principalmente, no outono e inverno, ouvimos diversas informações sobre a gripe e sua vacina.

Mas você sabe o que é realmente verdade e o que é mito?

#7 - Mulheres grávidas ou que amamentam não podem se vacinar?


MITO


Ao contrário do que muitos pensam, a vacina não desperta qualquer complicação na amamentação ou na gravidez, independente de qual seja a idade gestacional. Inclusive, as grávidas e puérperas são parte do público-alvo principal das campanhas de vacinação.
Entretanto, é necessário ressaltar que mulheres grávidas só podem tomar a vacina mediante autorização de seu obstetra. Isso porque este médico ou médica é responsável pelo acompanhamento das singularidades do organismo de cada mulher.

Clique aqui para saber mais Mitos & Verdades. 

Fonte: E-book SESI 
A gripe é um dos vírus que mais circula no Brasil e no mundo. Todos os anos, principalmente, no outono e inverno, ouvimos diversas informações sobre a gripe e sua vacina.

Mas você sabe o que é realmente verdade e o que é mito?

#6 - A vacina é recomendada para todas as idades?


VERDADE


A vacina é recomendada dos 6 meses de vida em diante. Recomenda-se que a primeira dose seja tomada o mais cedo possível, assim que a
criança complete os 6 meses de idade. Essa recomendação é dada para suprir a vulnerabilidade ocasionada pelo seu sistema imunológico ainda em amadurecimento.

Não existe idade “máxima” para tomar a vacina. Inclusive, é altamente indicada em todos os estágios da terceira idade).

Clique aqui para saber mais Mitos & Verdades. 

Fonte: E-book SESI 
A gripe é um dos vírus que mais circula no Brasil e no mundo. Todos os anos, principalmente, no outono e inverno, ouvimos diversas informações sobre a gripe e sua vacina.

Mas você sabe o que é realmente verdade e o que é mito?

#5 - Todos podem tomar a vacina?


MITO


A vacina é indicada para a grande maioria da população com mais de 6 meses de idade, exceto para um caso especial: alérgicos a ovo. Isso porque na elaboração da vacina, durante o processamento dos vírus, existe uma etapa em que os vírus crescem em ovos, podendo ocasionalmente levar uma amostra da proteína dos ovos para a vacina.

Clique aqui para saber mais Mitos & Verdades. 

Fonte: E-book SESI 
A gripe é um dos vírus que mais circula no Brasil e no mundo. Todos os anos, principalmente, no outono e inverno, ouvimos diversas informações sobre a gripe e sua vacina.

Mas você sabe o que é realmente verdade e o que é mito?

#4 - Só devo tomar a vacina em casos de epidemia?


MITO


A vacina deve ser tomada todos os anos, justamente para evitar que uma epidemia se instale entre a população. Além disso, a gripe por si só é uma doença que deixa o indivíduo suscetível a complicações mais sérias. Tudo isso pode ser evitado criando imunidade prévia, neste 21caso com a vacina.

Clique aqui para saber mais Mitos & Verdades. 

Fonte: E-book SESI 
A gripe é um dos vírus que mais circula no Brasil e no mundo. Todos os anos, principalmente, no outono e inverno, ouvimos diversas informações sobre a gripe e sua vacina.

Mas você sabe o que é realmente verdade e o que é mito?

#3 - Preciso tomar a vacina anualmente?

VERDADE


Diferentemente de outras vacinas que oferecem proteção vitalícia, a vacina contra a gripe provoca imunidade por um determinado período.
A razão é porque o vírus da gripe passa por mutações constantemente, exigindo que as vacinas sejam atualizadas para se adequar às novas características virais adquiridas.

Ano após ano, a Organização Mundial da Saúde realiza uma previsão (com base em amostras de pacientes de todo o mundo) de quais tipos de vírus da gripe estarão mais presentes em cada hemisfério.

Assim, são distribuídos os tipos de vacinas de forma condizente com as amostras das estatísticas.

Clique aqui para saber mais Mitos & Verdades. 

Fonte: E-book SESI 
A gripe é um dos vírus que mais circula no Brasil e no mundo. Todos os anos, principalmente, no outono e inverno, ouvimos diversas informações sobre a gripe e sua vacina.

Mas você sabe o que é realmente verdade e o que é mito?

#2 - A vacina pode causar efeitos colaterais?


VERDADE


Depois de tomar a vacina, podem aparecer efeitos colaterais como dor, inchaço e vermelhidão no local da aplicação, bem como febre baixa ou mal-estar momentâneo. Isso acontece porque a vacina nada mais é do que os vírus causadores da gripe atenuados. No entanto, tais efeitos são completamente normais e passageiros, e não devem despertar preocupação. Em casos extremamente raros, pode ocorrer choque anafilático.

Clique aqui para saber mais Mitos & Verdades. 

Fonte: E-book SESI 
A gripe é um dos vírus que mais circula no Brasil e no mundo. Todos os anos, principalmente, no outono e inverno, ouvimos diversas informações sobre a gripe e sua vacina.

Mas você sabe o que é realmente verdade e o que é mito?

#1 - A vacina pode causar gripe?


MITO


Muitas pessoas deixam de tomar a vacina por acreditarem que ficarão gripadas após a aplicação. A vacina não causa gripe em quem é vacinado. O que pode, eventualmente, acontecer é a aparição de alguns sintomas por um curto período. Isso porque a vacina é composta pelo próprio vírus da gripe (enfraquecido, a ponto de não conseguir manifestar a doença).

Assim, o organismo da pessoa vacinada entra em contato com o DNA viral e cria imunidade contra aquela ameaça.

SAIBA MAIS: A vacina pode demorar até duas semanas para surtir efeito. Algumas pessoas ficam gripadas durante este período e acabam por atribuir a doença à vacina. No entanto, isto se trata apenas de uma eventualidade.

Fonte: E-book SESI 
Além da vacinação, algumas atitudes simples protegem você do contágio.

  • Sempre que tossir ou espirrar, cubra o nariz e a boca com lenço de papel

  • Descarte na lixeira os lenços de papel usados.

  • Se você estiver apresentando sintomas da gripe, mantenha distância de, pelo menos, um metro ao conversar com outras pessoas.

  • Lave as mãos frequentemente com água e sabão, higienize-as também com álcool gel.

  • Se não estiver com as mãos lavadas, evite mexer nos olhos, nariz e boca.

  • Evite locais fechados e com muitas pessoas.

  • Se você estiver apresentando sintomas da gripe, evite abraços, beijos e apertos de mão.


Fonte: SESI

Segundo o Ministério da Saúde, quase metade dos municípios brasileiros não atingiu a meta de vacinar 95% das crianças de 1 a menos de 5 anos de idade.




A Organização Mundial da Saúde emitiu um alerta para o avanço do sarampo no mundo. No Brasil, quase metade dos municípios não cumpriu a meta de vacinação, em 2018. O país corre o risco de perder o certificado de eliminação da doença concedido pela OMS.






O Daniel está chorando por um bom motivo. Ele acabou de fazer 1 ano de idade e tomou a vacina tríplice viral, que também protege contra o sarampo. A mãe dele, a médica Patrícia del Corona, não dá bobeira com a carteira de vacinação.





“As pessoas esquecem que as doenças que a vacina previne são muito piores do que algumas reações possíveis que possam acontecer”, disse.





Nesta semana, a Organização Mundial da Saúde emitiu um alerta para o aumento de casos de sarampo no mundo. Em 2016, o Brasil recebeu um certificado de eliminação da doença, mas, três anos depois, a situação não é mais tão tranquila.





O Brasil tem motivos para se preocupar com o sarampo. Em 2018, 11 estados enfrentaram um grande surto da doença. Foram mais de 10.300 casos no país. O ano de 2019 mal começou e já se sabe que o vírus continua em circulação. E, apesar disso, a procura pela vacina nos postos está bem longe do ideal.





Segundo o Ministério da Saúde, quase metade dos municípios brasileiros não atingiu a meta de vacinar 95% das crianças de 1 a menos de 5 anos de idade.





No Pará, em Roraima e no Amazonas, três estados com casos de sarampo confirmados recentemente, os índices estão bem baixos.





A médica Mônica Levi, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, alerta que, quem não foi vacinado ou não sabe se foi, deve procurar um posto, não importa a idade.






“Os pais jovens de hoje foram vacinados contra a pólio, contra sarampo. A gente brinca que as vacinas foram vítimas do próprio sucesso. Elas tornaram ausentes. Ou erradicaram ou tornaram muito controladas e essas pessoas hoje, que são pais jovens, não têm a percepção do risco. O sarampo é uma doença que pode ter uma evolução muito grave e inclusive fatal”, explicou.


Fonte: G1





No marco do Dia Mundial contra o Câncer, 4 de fevereiro, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) convoca a acelerar os esforços de prevenção e controle para criar um futuro sem câncer de colo do útero, que é o terceiro mais comum entre as mulheres na América Latina e no Caribe, mas que pode ser prevenido.

A cada ano, mais de 56 mil mulheres são diagnosticadas com câncer de colo do útero na América Latina e no Caribe e mais de 28 mil perdem a vida por conta dessa doença. Esse número chega a 72 mil diagnósticos e 34 mil óbitos se os Estados Unidos e o Canadá forem incluídos. No entanto, há ferramentas de prevenção e tratamento que salvam vidas.

No marco do Dia Mundial contra o Câncer, 4 de fevereiro, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) convoca a acelerar os esforços de prevenção e controle para criar um futuro sem câncer de colo do útero, que é o terceiro mais comum entre as mulheres na América Latina e no Caribe, mas que pode ser prevenido.

A cada ano, mais de 56 mil mulheres são diagnosticadas com câncer de colo do útero na América Latina e no Caribe e mais de 28 mil perdem a vida por conta dessa doença. Esse número chega a 72 mil diagnósticos e 34 mil óbitos se os Estados Unidos e o Canadá forem incluídos. No entanto, há ferramentas de prevenção e tratamento que salvam vidas.

“É inaceitável que as mulheres hoje morram de uma doença que em grande medida pode ser prevenida”, disse Silvana Luciani, chefe da Unidade de Doenças Não Transmissíveis da OPAS.

O câncer de colo do útero pode ser prevenido por meio da vacinação contra o papilomavírus humano (HPV). Há mais de uma década, existem vacinas que protegem contra os tipos frequentes de HPV que causam câncer. A OPAS recomenda administrar essa vacina a meninas de 9 a 14 anos.

Além da vacinação, a triagem e o tratamento de lesões pré-cancerosas podem prevenir novos casos e mortes. Com o tempo, o câncer de colo do útero pode ser eliminado como um problema de saúde pública, conforme dito pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em seu apelo à ação em maio de 2018, na Assembleia Mundial da Saúde.

A vacina contra o HPV está disponível em 35 países e territórios da Região das Américas. No entanto, na maioria deles, a taxa de cobertura vacinal do HPV com as duas doses recomendadas ainda está abaixo da meta de pelo menos 80% das meninas. Além disso, existem lacunas no acesso aos serviços para triagem e tratamento de lesões pré-cancerosas, e as taxas de cobertura de rastreamento são menores do que a meta de pelo menos 70% das mulheres com idade entre 30 e 49 anos. Estima-se que pelo menos 32 milhões de mulheres precisem fazer exame de prevenção para câncer de colo do útero na região.

Para aumentar a conscientização pública sobre a doença, a OPAS lançou em novembro a campanha de comunicação “É hora de acabar com o câncer de colo do útero”. Sob o lema “Não deixe o câncer de colo do útero te deter”, a iniciativa fornece informações sobre vacinas contra o HPV e convoca as mulheres a fazerem exames regulares para detectar lesões pré-cancerosas. A campanha responde ao plano de reduzir em um terço os novos casos de câncer de colo do útero e mortes na região até 2030, conforme acordado pelos ministros da Saúde na reunião do Conselho Diretor da OPAS em 2018.

“Os governos precisam tomar medidas urgentes para garantir que todas as meninas sejam vacinadas contra o HPV e que todas as mulheres com mais de 30 anos sejam examinadas e tratadas para lesões pré-cancerosas”, disse Luciani. “Fazer isso salvará a vida de milhares de mulheres”.

Dia Mundial contra o Câncer 2019


O Dia Mundial do Câncer, que ocorre a cada ano no dia 4 de fevereiro – coordenado pela União Internacional de Controle do Câncer (UICC) –, é uma oportunidade para unir o mundo inteiro na luta contra a epidemia global do câncer.

Este ano, 2019, marca o lançamento da campanha de três anos com o slogan “Eu sou e eu vou”, uma chamada à ação que fortalece e pede um compromisso pessoal para ajudar a reduzir o impacto do câncer.

Câncer nas Américas


• O câncer é a segunda principal causa de morte nas Américas.

• Em 2018, houve 3.792.000 novos casos – 21% do total no mundo – e 1.371.000 mortes por câncer na região.

• Existe a previsão de que, até 2030, a carga de câncer aumentará em 32% para mais de 5 milhões de pessoas diagnosticadas a cada ano na região, com base no envelhecimento da população, exposição a fatores de risco e transição epidemiológica.

• As maiores taxas de incidência de câncer são observadas nos Estados Unidos, Canadá, Uruguai, Porto Rico, Barbados, Argentina, Brasil, Cuba, Jamaica e Costa Rica.

• A mortalidade por câncer é mais alta no Uruguai, Barbados, Jamaica, Cuba, Argentina, Haiti, Trinidad e Tobago, Suriname, Chile e República Dominicana.

• A cada ano, mais de 1,8 milhão de novos casos e cerca de 658 mil mortes ocorrem entre as mulheres na região.

• Os cânceres mais frequentes nas mulheres das Américas são: mama (462 mil casos), pulmão (157 mil), colorretal (151 mil), tireoide (98 mil) e de colo do útero (72 mil).

• Entre os homens, há quase 2 milhões de novos casos de câncer e cerca de 713 mil mortes na região a cada ano.

• Os cânceres mais frequentes em homens nas Américas são: pulmão (186 mil), colorretal (157 mil), bexiga (91 mil) e linfoma não Hodgkin (67 mil).

• Evidências científicas atuais indicam que 40% dos cânceres podem ser prevenidos por meio da redução de fatores de risco (uso de tabaco, dietas carentes de frutas e vegetais e altas em carne vermelha e processada, consumo de álcool, sedentarismo, sobrepeso/obesidade, exposição a carcinogênicos no local de trabalho) e vacinação (vacinas contra hepatite B e HPV).

• Outros 30% dos cânceres podem ser curados se forem detectados precocemente e tratados adequadamente.

• Todos os casos de câncer avançado podem se beneficiar de cuidados paliativos.
O sarampo atingiu números recordes em 2018 na Europa, infectando 82.596 pessoas. A doença também foi responsável pela morte de 72 adultos e crianças. Os índices são de balanço divulgado na quinta-feira (7) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O organismo das Nações Unidas explica que a quantidade de pessoas que contraíram a infecção é o maior da década, além de ser 15 vezes maior que o registrado em 2016.

O sarampo atingiu números recordes em 2018 na Europa, infectando 82.596 pessoas. A doença também foi responsável pela morte de 72 adultos e crianças. Os índices são de balanço divulgado na quinta-feira (7) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O organismo das Nações Unidas explica que a quantidade de pessoas que contraíram a infecção no ano passado é o maior da década, além de ser 15 vezes maior que o registrado em 2016.

O levantamento da OMS cobre os 53 países que integram a região europeia da agência — incluindo nações como Azerbaidjão, Israel, Cazaquistão, Turquia, Turcomenistão, Quirguistão, Tajiquistão e Uzbequistão. As infecções contabilizadas pela Organização foram notificadas em 47 desses Estados. Em países onde há dados sobre internação, a OMS verificou que 61% de todos os casos de sarampo exigiram a hospitalização.

Na avaliação da agência das Nações Unidas, o surto da doença em 2018 é fruto de disparidades dentro dos países e entre eles, mascaradas pelas taxas nacionais e continentais de vacinação.

Em 2017, a região europeia alcançou a maior cobertura estimada para a segunda dose da vacina contra o sarampo (90%). Também no ano retrasado, o maior número anual de crianças desde 2000 recebeu a série completa das duas doses da imunização no tempo previsto. A cobertura com a primeira dose da vacina também aumentou ligeiramente para 95%, o nível mais alto desde 2013.

“O cenário em 2018 deixou claro que o ritmo atual de progresso no aumento das taxas de imunização será insuficiente para impedir a circulação do sarampo. Embora os dados indiquem uma cobertura vacinal excepcionalmente alta em nível regional, eles também refletem um número recorde de pessoas afetadas e mortas pela doença. Isso significa que as lacunas em nível local ainda oferecem uma porta aberta para o vírus”, explica Zsuzsanna Jakab, diretora regional da OMS para a Europa.

“Não podemos ter populações mais saudáveis globalmente, como prometido na visão da OMS para os próximos cinco anos, se não trabalharmos localmente. Precisamos fazer mais e proteger melhor cada pessoa contra doenças que podem ser facilmente evitadas.”

A OMS lembra as lacunas na proteção da população europeia. Em 34 países em 2017, a cobertura da segunda dose da vacina ficou abaixo dos 95% recomendados para evitar a circulação do sarampo. Um alcance da imunização abaixo do recomendado para qualquer dose cria condições para a transmissão da doença no futuro. A maioria dos países com a cobertura imunológica abaixo do adequado é de renda média.

O plano de ação da Europa para vacinas (EVAP), endossado por todos os 53 Estados-membros, visa eliminar o sarampo e a rubéola até 2020. A estratégia define que ao menos 95% de todas as populações precisam estar imunes por meio de duas doses da vacina ou exposição prévia ao vírus. O objetivo dessa exigência é garantir a proteção da comunidade para todos – incluindo bebês muito novos para serem vacinados e pessoas que não podem ser imunizadas por causa de outras doenças ou condições médicas.

“Ao adotar o EVAP, todos os países da região europeia concordaram que a eliminação do sarampo e da rubéola é possível e também é uma maneira econômica de proteger pessoas de todas as idades do sofrimento evitável e da morte”, afirmou Nedret Emiroglu, da Divisão de Emergências em Saúde e Doenças Transmissíveis do Escritório Regional da OMS para a Europa.

Quarenta e três países europeus interromperam a transmissão local de sarampo por pelo menos 12 meses a partir do final de 2017. Alguns deles também conseguiram limitar a propagação do vírus, após a chegada da infecção de outros países, para pouquíssimos casos em 2017 e 2018. Segundo a OMS, isso mostra que a eliminação do sarampo está ao alcance de toda a região.

“O progresso na obtenção de uma alta cobertura nacional é louvável. No entanto, não pode nos deixar cegos para as pessoas e lugares que ainda estão sendo deixados para trás. É aqui que devemos concentrar esforços crescentes”, concluiu Emiroglu.

A OMS está trabalhando com os países para aprimorar sistemas de imunização e vigilância de doenças. A agência da ONU oferece capacitação e orientação para identificar quem não foi vacinado no passado e alcançar essas pessoas com os meios de prevenção necessários. O organismo também atua para fortalecer a confiança das pessoas nas vacinas e nas autoridades de saúde, além de garantir que os suprimentos médicos estejam disponíveis a tempo e a custos acessíveis.

Fonte: OMS
Para incentivar a população a buscar a vacina, o Ministério da Saúde realiza ações em estados recomendados para a vacinação

Quem mora ou vai viajar para o Sul e o Sudeste do país deve estar vacinado contra a febre amarela. O reforço na recomendação do Ministério da Saúde se dá porque, atualmente, há registro de circulação do vírus nessas regiões. Apesar dos estados do Sul e Sudeste já fazerem parte da área de recomendação para a vacina, todos os estados ainda registram coberturas abaixo da meta 95%. A estimativa de pessoas não vacinadas é de cerca de 36,9 milhões no Sudeste e 13,1 milhões no Sul.

Desde novembro do ano passado, a pasta vem alertando a população sobre a importância da vacina. O Ministério da Saúde promoveu ações específicas de publicidade envolvendo rádios das regiões do Sul e Sudeste. Além disso, foram divulgados cards nas redes sociais enfatizando a vacinação contra a febre amarela. Também está em desenvolvimento uma nova campanha publicitária nessas regiões.

A vacina contra a febre amarela é ofertada no Calendário Nacional de Vacinação e distribuída mensalmente a todos os estados. Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema de dose única da vacina, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde, respaldada por estudos que asseguram que uma dose é suficiente para a proteção por toda a vida. Em 2018, foram enviadas 32 milhões de doses da vacina para todo o país. Em 2019, 1,1 milhão de doses já foram enviadas para atender a demanda dos estados.

O público-alvo para a vacina são pessoas de nove meses a 59 anos de idade que nunca tenham se vacinado ou sem comprovante de vacinação. Atualmente, fazem parte da área de recomendação todos os estados do sudeste, sul, centro-oeste e norte, além do Maranhão, alguns municípios da Bahia, Piauí e Alagoas. Para pessoas que viajam para áreas onde a vacina é recomendada, a orientação é tomar a dose pelo menos 10 dias antes da viagem.

 

Fonte: Ministério da Saúde

Anúncio foi feito nesta segunda-feira (4), dia mundial de combate ao câncer. O câncer de colo de útero, causado pelo vírus, é o terceiro tumor maligno mais frequente entre as mulheres no Brasil.




A vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV) é "segura e indispensável para eliminar o câncer de colo do útero" anunciaram as autoridades da área de saúde nesta segunda-feira (4), dia mundial de combate ao câncer.






"Os rumores infundados sobre as vacinas contra o HPV seguem adiando ou impedindo de modo desnecessário o aumento da imunização, que urgentemente necessário para a prevenção do câncer cervical", disse Elisabete Weiderpass, diretora do Centro Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (CIIC). As informações são da agência de notícias France Presse.





O centro é vinculado à Organização Mundial da Saúde (OMS).





De acordo com os dados do CIIC, em 2018 foram diagnosticados quase 570 mil novos casos de câncer de colo do útero em todo o mundo. "Este é o quarto tipo de câncer mais comum entre as mulheres", recordou o CIIC. A organização calcula que se a prevenção não aumentar, a doença pode provocar 460 mil mortes por ano até 2040.





No Brasil, o câncer de colo de útero é o terceiro tumor maligno mais frequente entre as mulheres, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Foram 16,3 mil novos casos no ano passado e 5,7 mil mortes.






No mundo, mais de 300 mil mulheres morrem a cada ano vítimas da doença.





Até 65% dos indivíduos com febre amarela são assintomáticos - ainda assim, espalham o vírus indiretamente. A prevenção mais eficaz é tomar a vacina.


As notícias da vez sobre febre amarela envolvem os 32 casos confirmados no estado de São Paulo, especialmente na região do Vale Ribeira, e a morte de um macaco pela doença em pleno zoológico da capital paulista. “Isso é só a ponta do iceberg, porque muitas pessoas são infectadas, não desenvolvem sintomas e, assim, ficam de fora dos boletins epidemiológicos”, afirma a médica Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim). “Mas, mesmo sem sinais, elas ajudam a transmitir o vírus”, arremata.

Como o macaco, o ser humano não transmite diretamente a febre amarela. No entanto, uma vez infectado, ele guarda o vírus em seu organismo por um tempo.

Pois é: mesmo sem sintomas, você pode estar com esse inimigo no corpo. E, se for picado por um mosquito (SabethesHaemagogus ou o popular Aedes Aegypti), pode passar o vírus a ele. Aí esse vetor infectado sai voando por aí até encontrar outro azarado para incomodar – e disseminar a febre amarela no processo. Pode ser seu filho, seu pai, sua mãe…

Segundo alguns estudosde 40 a 65% das infecções pelo vírus da febre amarela não provocam sintomasOutros 20 a 30% trazem apenas manifestações leves.

O que tirar desses dados? “Não podemos esperar um aumento no número de casos sintomáticos aparecer para, só aí, tomar atitudes preventivas”, ressalta Ballalai. Esperar o número de episódios explodir é ineficiente e perigoso, uma vez que essas infecções sinalizam que o vírus da febre amarela já está circulando pra valer.

Para se prevenir, não há segredo: vacine-se, independentemente da época do ano. Atualmente, a recomendação de tomar a injeção vale para todas as regiões do Brasil. “As doses estão disponíveis, mas a busca está muito abaixo do desejado”, lamenta Ballalai.

Uma vez recebida a vacina convencional, a pessoa está protegida para o resto da vida, segundo o Ministério da Saúde. Eventuais doses de reforço podem ser discutidas com o médico, porém tratam-se de situações pontuais.

O temor da febre amarela urbana


Desde 1942, não há registro oficial da transmissão dessa doença dentro de centros urbanos por meio do Aedes aegypti. No momento, ele é disseminado por mosquitos que habitam regiões de mata ou, no máximo, “intermediárias” – os casos observados em grandes capitais foram importados ou vieram de áreas com muita vegetação.

Porém, passamos pelo pior surto da doença nas últimas décadas. E, com o vírus espalhado por aí, não dá para negligenciar a possibilidade de o Aedes aegyptivoltar a transmitir a febre amarela nas cidades grandes inclusive. Se isso ocorresse, é provável que o número de infecções e de mortes se multiplicasse rapidamente.

De novo, a melhor forma de jogar para longe o risco da febre amarela e tomar a vacina.

Fonte: Saúde Abril
Com dois meses, Dominic já aguarda na fila em um posto de saúde de Florianópolis para fazer as primeiras vacinas obrigatórias depois da maternidade. Os pais sabem da importância das cinco doses que o pequeno está prestes a tomar, que vão protegê-lo contra doenças graves, como paralisia infantil, pneumonia e meningite:

— A gente nem chegou a ter dúvidas da vacinação, estamos seguindo todas orientações do pediatra. Cada família segue uma linha, mas é importante se informar — aconselha a mãe de primeira viagem, a fisioterapeuta Simone Fagundes.

Mas não são todas as famílias que seguem o exemplo de Dominic e estão com a caderneta de vacinação em dia. Santa Catarina teve em 2017 a cobertura vacinal mais baixa dos últimos sete anos em crianças até um ano e não atingiu as metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde. Uma diferença significativa em relação ao ano anterior, quando o Estado bateu praticamente todas – exceto a de poliomielite, que alcançou 92% da população, com meta de 95%. Em 2017, a taxa dessa imunização, que previne contra a paralisia infantil, caiu ainda mais e chegou a 82%.

O Estado não registra casos há mais de 30 anos e, desde 1994, o país é considerado livre da doença. Mas, nesta semana, o Ministério da Saúde fez um alerta: 312 municípios brasileiros estão com cobertura vacinal muito baixa contra poliomielite em crianças menores de um ano em 2018. Das oito cidades catarinenses que aparecem na lista, Palhoça tem a pior taxa, 28,8%. Florianópolis também está na relação, com 40,9%. A baixa cobertura aliada ao fluxo intenso de pessoas, que podem trazer vírus de países que ainda não erradicaram a doença, são fatores que compõem um cenário preocupante.

Prova disso é que Amazonas e Roraima já registraram cerca de 500 casos de sarampo neste ano. O vírus voltou ao país importado da Venezuela e, diante de um grupo não vacinado, a doença se disseminou nos dois estados.

Casos de sarampo não ocorrem desde 2013 em SC

Em Santa Catarina, o último caso de sarampo registrado foi em 2013, importado de São Paulo.  A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, ficou pela primeira vez abaixo da meta no Estado. Apenas 85% das crianças tomaram a dose no ano passado. Isso significa que uma boa parte das crianças catarinenses está suscetível à doença:

— É uma das doenças infecto-contagiosas mais graves que existem, com risco grande de complicações, como pneumonia, encefalite, infecções graves e risco de óbito — explica o infectologista pediatra Aroldo Prohmann de Carvalho.

Os especialistas apontam que diversos fatores explicam a menor procura por vacina, mas o principal estaria no próprio sucesso das campanhas e, consequentemente, na erradicação das doenças:

— Os pais dessas crianças foram vacinados e não viram essas doenças. Há 30 anos o sarampo é raro, mas antes era uma das principais causas de mortalidade infantil. O relaxamento com as coberturas vacinais é um fator de risco para o retorno dessas doenças, porque o mundo não está livre delas — defende a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), Isabella Ballalai.

A gerente de imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de SC (Dive), Vanessa Vieira da Silva, reforça que outro fator que impactou nesta queda dos índices no Estado foi a mudança no sistema de controle das doses aplicadas, que passou a ser nominal. Assim, ela considera que as taxas atuais estejam mais próximas da realidade.

— Quando a gente não atinge a meta, significa que a gente deixou um grupo de crianças muito grande sem vacinar, ou seja, suscetível. Então a gente pode ter a reintrodução dessas doenças no país e no Estado por conta disso — reforça Vanessa.

Para reverter esse quadro, o caminho passa por informar ainda mais a população e exige esforço das secretarias municipais de Saúde, afirma a presidente da SBIM. Ela acredita que mudar os horários de atendimento nos postos, por exemplo, facilitaria o acesso para os pais que trabalham.

Vacinas são seguras e eficazes, defende ministério

Em nota, o Ministério da Saúde reforça que a vacinação é de extrema importância para evitar doenças e sequelas, como surdez, cegueira, paralisia, problemas neurológicos, dentre outros. A pasta defende ainda que, embora em alguns casos as vacinas possam levar a eventos adversos, os efeitos são bem menores do que os malefícios provocados pelas doenças.

"Com o fluxo de turismo e comércio entre países, pessoas não vacinadas podem contrair as doenças e criar condições para o retorno da transmissão, caso não se mantenha elevadas coberturas vacinais em todas as cidades", diz a nota.

O ministério destaca que as doses que integram o Calendário Nacional de Vacinação são seguras e eficazes. A pasta ainda reforça que todos os pais e responsáveis têm a obrigação de atualizar as cadernetas dos filhos, em especial das crianças com menos de cinco anos.

Isso não é um problema para a mãe de Vitor Gabriel, Maria de Oliveira. Ela está sempre de olho no documento do pequeno de um ano e diz que fica mais tranquila com todas as vacinas em dia.

O infectologista pediatra Aroldo Prohmann de Carvalho acrescenta que, além de proteger o filho, a vacinação tem um papel fundamental para a saúde de toda a população, pois restringe a circulação dos vírus:

— A vacinação de uma criança é uma responsabilidade social, como cidadão. A partir do momento que estou vacinando meu filho, não estou só o protegendo, mas toda coletividade.

Fonte: DC
A NOTA INFORMATIVA N° 10/2019 da Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunização informa que a partir de agora NÃO SE DEVE REVACINAR crianças vacinadas com BCG que não desenvolveram cicatriz vacinal INDEPENDENTE DO TEMPO transcorrido da VACINAÇÃO.

As demais indicações da BCG estão mantidas!

Clique para conferir: Nota Informativa 10_2019_CGPNI

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC), vinculada à Superintendência de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SUV/SES), emitiu um alerta na tarde desta quinta-feira reforçando a importância da vacinação contra a febre amarela.


O pedido orienta as equipes regionais e municipais de saúde a intensificarem as ações de vigilância da doença. Além disso, o alerta também ressalta que todos os moradores do Estado, com idade superior a 9 meses de idade, devem procurar um posto de saúde para tomar a vacina contra a doença. Idosos com mais de 60 anos devem procurar orientação médica.


A preocupação se dá por que na última terça-feira, a Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) confirmou o primeiro caso de febre amarela no Estado. Um jovem, de 21 anos, que não havia tomado a vacina, contraiu a doença. Antes disso, as autoridades locais já haviam notificado a morte de dois macacos pelo vírus da febre amarela. Os animais foram encontrados em Antonina, no litoral do Paraná.


A chance é de que, como já está circulando no Estado vizinho, o vírus pode chegar até Santa Catarina, explica o gerente de zoonoses da DIVE/SC, João Fuck.


Desde o segundo semestre de 2018, após recomendação do Ministério da Saúde (MS), toda Santa Catarina tornou-se Área com Recomendação de Vacinação (ACRV) para febre amarela, antes apenas 162 municípios já integravam a área. Com a ampliação, os moradores de todos os 295 municípios catarinenses precisam estar imunizados contra a doença, que pode matar.


A vacinação contra a febre amarela ainda está abaixo do esperado em Santa Catarina. Desde setembro do ano passado, quando foi iniciada a ampliação da vacinação no Estado, até o dia 15 de janeiro deste ano, apenas 10,6% da população catarinense que deveria se vacinar procurou os postos de saúde. Nas quatro primeiras etapas de ampliação, 216.905 pessoas das 2.046.324 que deveriam tomar a vacina foram imunizadas



Ampliação da vacinação


Para facilitar o acesso da população às doses, a ampliação da vacinação está ocorrendo de forma gradativa, em seis etapas. A ampliação começou em setembro de 2018, nos municípios do norte do Estado, e agora chegou aos municípios da Grande Florianópolis. Nas cidades catarinenses em que a ação de ampliação estiver ocorrendo, a vacina contra a febre amarela será oferecida nas unidades de saúde. Nos demais municípios, a vacinação vai continuar ocorrendo nas unidades de referência.


A ampliação será encerrada no próximo mês, quando serão contemplados os municípios do Litoral Sul e Sul do Estado. Conforme Maria Teresa Agostini, diretora da DIVE/SC, mesmo após o término da ampliação, todos os 295 municípios catarinenses vão continuar oferecendo as doses contra a febre amarela nas unidades de saúde. Este ano, Santa Catarina já recebeu 500 mil doses. Portanto, não há falta de doses da vacina.


Fonte: NSC

Para especialistas, a presença do movimento na lista de ameaças evidencia os perigos que ele representa à saúde global


Em seu relatório com os dez maiores desafios de saúde para 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o movimento antivacina. O problema, que vem crescendo nos últimos anos, envolve a mobilização de pessoas e pais que afirmam que as vacinas não são seguras nem eficazes. Essas pessoas não se vacinam e nem imunizam seus filhos, o que causa um grande problema de saúde pública e pode colocar em risco a vida de outras pessoas.

Segundo a OMS, o boicote à vacina tem várias causas, que variam de indivíduo para indivíduo. Para algumas pessoas, o problema reside na segurança das vacinas, principalmente em decorrência de casos isolados em que um cientista mal intencionado divulgou informações falsas para auto-promoção. Outras acreditam que o período entre uma vacina e outra – especialmente no caso das crianças – é muito pequeno e deveria ser mais espaçado. Existem ainda as “teorias da conspiração” que consideram as vacinas como um método de controle populacional utilizado pelos governos.

Qualquer que seja o motivo, as consequências já estão sendo sentidas em todo o mundo, ameaçando reverter décadas de progresso na erradicação de doenças evitáveis e trazendo riscos de vida. Em 17 anos, a vacina contra o sarampo, por exemplo, foi capaz de salvar a vida de 21 milhões de pessoas, diminuindo o número de mortos em 80%.

No entanto, a doença retornou, incluindo em países que estavam próximo de erradicar a doença. O número de casos globais cresceu em 30% nos últimos anos – e um dos motivos é a hesitação vacinal. Especialistas acreditam que a inclusão do movimento anti-vacina na lista de da OMS evidencia os perigos que ele pode representar à saúde global.

Fonte: VEJA
O anúncio foi feito durante evento em comemoração aos 20 anos da Anvisa. O Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia já pode ser emitido pela internet.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, participou nesta terça-feira (29) da comemoração dos 20 anos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Também estiveram presentes no evento o secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, e o diretor-presidente da Anvisa, William Dib, entre outras autoridades. Para marcar a data, o Governo Federal lançou oficialmente o serviço digital para emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CVIP). A novidade representa celeridade dos processos e redução de custos para o Estado e, principalmente, para os cidadãos, podendo chegar a R$ 120 milhões/ano.

“Queremos tornar a Anvisa cada vez mais sólida, para que continue se impondo como uma das melhores agências graduadas. Atualmente, muitas técnicas da Anvisa são usadas como referência mundial. Mas é possível avançarmos ainda mais e atender cada vez melhor toda a população brasileira, colocando-a como primeiro beneficiada”, afirmou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

A Anvisa, órgão vinculado ao Ministério da Saúde, foi criada em 26 de janeiro de 1999 e é responsável pela regulação e consolidação de melhores práticas sanitárias de setores produtivos, como indústria farmacêutica e de alimento, produtos de saúde, entre outros. São setores que representam cerca de 20% do Produto Interno Brasileiro (PIB).

Nas últimas duas décadas, a ANVISA vem acompanhando a evolução dos mercados, dos produtos, dos ambientes e da tecnologia. Entre os principais avanços está o fortalecimento do mercado de medicamentos genéricos, a implantação de padrões de qualidade em locais de atendimento a pacientes, além do monitoramento e controle de eventos adversos, como infecções e resistência microbiana, por meio da formação de redes nacionais de vigilância.

Além de destacar os avanços conquistados nesses 20 anos, também foram debatidos os principais desafios futuros e as ações que podem ser adotadas. Uma das prioridades da Anvisa é estabelecer novos marcos regulatórios – que são regras para o funcionamento do setor. A instituição discute também o fortalecimento do pós-registro dos bens e produtos, para trazer mais segurança à população, uma vez que o uso pode identificar problemas que se apresentam mesmo após a aprovação em testes de segurança, eficácia e efetividade da fase de registro.

CERTIFICADO INTERNACIONAL DE VACINAÇÃO


A partir de agora ficou mais fácil o cidadão obter o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP). Com a transformação digital do serviço, a solicitação, o acompanhamento e o recebimento do certificado têm trâmite totalmente digital no prazo de até 5 dias úteis. A digitalização foi feita em parceria entre a Anvisa e a Secretaria de Governo Digital (SGD) do Ministério da Economia, que estimam uma redução de custos de cerca de R$ 120 milhões/ano para o Estado e para o cidadão.

O Brasil é o primeiro país a ofertar a emissão online do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia de forma gratuita e descentralizada. O documento, que comprova a situação vacinal de cada cidadão, é exigido por mais de 100 países atualmente, em especial pela vacinação contra a febre amarela. Anualmente, são realizadas cerca de 730 mil solicitações do certificado, que até então só era emitido com a presença física do interessado nos pontos de emissão.

A partir de agora, o cidadão pode imprimir o cartão de qualquer lugar do mundo e assinar no local indicado, sem necessidade de se descolar a um ponto de atendimento da Anvisa. O serviço já está disponível no portal https://www.servicos.gov.br/.















ARTE TABELA O QUE MUDA com link 02
ARTE TABELA O QUE MUDA com link 03
ARTE TABELA O QUE MUDA com link 04

 

Medida faz parte de um novo sistema, em etapa final de testes, que deve ser lançado no próximo dia 29 e reduzir o tempo de espera e gastos extras com o documento





Pessoas que planejam viajar para países que exigem comprovante de vacina contra a febre amarela poderão, em breve, solicitar e emitir o certificado internacional de vacinação sem sair de casa. A medida faz parte de um novo sistema, em etapa final de testes pela Anvisa(Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e Secretaria de Tecnologia da Informação do Ministério da Economia (futura Secretaria do Governo Digital). Ao todo, 135 países exigem o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela.




A previsão é de que a ferramenta seja lançada no dia 29 deste mês, segundo informações obtidas pela reportagem. Com a mudança, o processo de solicitação do certificado passará a ocorrer de forma digital. O objetivo é reduzir o tempo de espera e possíveis gastos extras do usuário para obter o documento, que é gratuito.


Hoje, para obter o certificado, viajantes precisam ir a um centro de orientação mantido pela Anvisa em aeroportos e portos ou em serviços conveniados após tomar a vacina. Em alguns hospitais e clínicas privadas, a vacinação é feita no próprio local, seguida da entrega do documento. O problema é que esses centros de emissão não estão disponíveis em todas as cidades – no Amazonas, por exemplo, há apenas quatro destes locais.




Outro impasse é a espera. Em locais que não precisam de agendamento, caso dos centros mantidos pela Anvisa, a média de espera é de uma a duas horas.




Em outros, há exigência de agendamento pela plataforma Civnet, cujo prazo é variável. No ano passado, em meio ao surto de febre amarela no país, a espera para agendamento chegou a ultrapassar três meses em algumas cidades. Atualmente, é possível agendar já para o dia ou semana seguinte.




Com o novo sistema, a ida aos centros só será necessária em alguns casos específicos ou se houver dificuldade em emitir o documento de forma digital. Neste caso, após tomar a vacina, o cidadão deverá se cadastrar no portal de serviços do governo e enviar a solicitação junto com comprovante ou carteira de vacinação.




O pedido será analisado pela Anvisa, que checará a veracidade dos documentos e fará o cruzamento dos dados, como CPF, número e lote da vacina. Em casos de inconsistência, a agência poderá entrar em contato com a unidade de saúde responsável pela vacinação.




Ainda não há informações sobre quanto tempo deve levar essa análise. A expectativa, no entanto, é de que o processo ocorra em até um dia. Após a aprovação, o usuário receberá o certificado online para ser impresso em casa.




O atendimento presencial deve ser mantido em casos de dificuldade de acesso ao processo digital, estrangeiros sem CPF, analfabetos e população indígena.




Redução de gastos




Levantamento do Ministério da Economia estima que, sem os gastos com deslocamento, cada usuário poderá ter redução de até 43% dos gastos na utilização do serviço.




A pasta também prevê economia anual de até R$ 89 milhões para os usuários com base no volume de solicitações nos últimos anos.




Para a Anvisa, a estimativa é de que a entrada do sistema digital traga uma economia de até R$ 30 milhões com a mudança nos serviços. Desde 2017, o Brasil passou a adotar dose única para a vacina de febre amarela, conforme recomendado pela Organização Mundial de Saúde.




Com isso, o certificado internacional de vacinação passou a ser válido por toda a vida. Viajantes que nunca tomaram doses, no entanto, precisam fazer isso em até dez dias antes da viagem.




A vacina, porém, é contraindicada em alguns casos, como pacientes oncológicos em quimioterapia, transplantados, com alergia a ovo, entre outros. Neste caso, é possível apresentar atestado médico de isenção da vacinação em inglês e francês.




O QUE É O CIVP (Certificado internacional de vacinação e profilaxia)




Documento oficial que comprova a vacinação contra doenças, sobretudo a febre amarela, exigido por alguns países como requisito para entrada de viajantes estrangeiros.




COMO É HOJE




Atualmente, a emissão do documento é feita de forma gratuita em centros de orientação ao viajante ou serviços conveniados. Para isso, o viajante precisa levar documentos pessoais e comprovante de vacinação, que deve ser feita até 10 dias antes da viagem para quem nunca foi vacinado (com exceção daqueles a quem a vacina é contraindicada). Em alguns casos, é preciso agendamento prévio pelo site Civnet, da Anvisa




COMO DEVE FICAR




A Anvisa, em conjunto com a Secretaria do Governo Digital, deve lançar um sistema digital para solicitar e emitir o documento - o que permitirá ao usuário fazer o pedido sem sair de casa através do portal de serviços.




A previsão inicial é de que o serviço seja lançado no dia 29 deste mês. O atendimento presencial ainda deve ser mantido para casos de dificuldade de acesso ou grupos específicos, como estrangeiros sem CPF e população indígena.

Fonte: GaúchaZH


Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que o mundo está à beira da erradicação global da doença


Há 30 anos, o vírus selvagem da poliomielite paralisava cerca de 350 mil crianças em mais de 125 países todos os anos. Dados divulgados hoje (4) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, em 2018, apenas 30 casos da doença foram notificados em dois países – Afeganistão e Paquistão. O mundo, segundo a entidade, está à beira de um sucesso sem precedentes na saúde pública: a erradicação global da doença.

“A OMS e seus parceiros da Iniciativa Global para Erradicação da Pólio se comprometem a apoiar integralmente os governos do Afeganistão e do Paquistão para combater a doença em seus últimos redutos e livrar-se dessa doença debilitante de uma vez por todas”, destacou a organização, por meio de comunicado.

De acordo com a nota, a erradicação da pólio exige altas coberturas vacinais em todo o planeta para que se consiga bloquear a transmissão de um vírus extremamente contagioso. Infelizmente, segundo a OMS, algumas crianças permanecem sem acesso às doses adequadas por motivos diversos, incluindo falta de infraestrutura, localidades remotas, migração, conflitos, insegurança e resistência à vacinação.

“A meta das equipes em solo no Afeganistão e no Paquistão é muito clara: localizar e vacinar todas as crianças antes que o vírus chegue até elas. Esses países alcançaram enorme progresso. Há 20 anos o poliovírus paralisava mais de 340 mil crianças em todo o Paquistão. Em 2018, apenas oito casos foram reportados em alguns distritos.”

A OMS destacou, entretanto, que o processo de erradicação da pólio deve ser um esforço no sentido “tudo ou nada” e que uma possível falha em acabar com esses últimos redutos poderia resultar no ressurgimento da doença, chegando a até 200 mil novos casos em todo o mundo num prazo de dez anos.

“Estamos no caminho certo para alcançar o sucesso. Um Paquistão e um Afeganistão livres da pólio significam um mundo livre da pólio”, concluiu a organização, citando que a erradicação da doença poderia economizar entre US$ 40 bilhões e US$ 50 bilhões, sendo a maioria em países de baixa renda. “E os benefícios humanitários serão sustentados para as gerações futuras: nenhuma criança jamais seria afetada novamente por essa terrível doença”.

Fonte: R7
Desde o início de 2018 até 8 de janeiro de 2019, o Brasil registrou 10.274 casos confirmados de sarampo. Atualmente, o país enfrenta dois surtos da doença: no Amazonas, onde há 9.778 casos e, em Roraima, onde foram contabilizados 355 ocorrências.

Casos isolados foram anotados em São Paulo (3), Rio de Janeiro (19), Rio Grande do Sul (45), Rondônia (2), Bahia (2), Pernambuco (4), Pará (61) e Sergipe (4), além do Distrito Federal (1).

Foram registrados ainda 12 óbitos por sarampo: quatro em Roraima, seis no Amazonas e dois no Pará.

Os surtos, segundo o Ministério da Saúde, estão relacionados à importação, já que o genótipo do vírus que circula no Brasil é o mesmo da Venezuela, país com surto da doença desde 2017.

Por meio de nota, o ministério informou que a explosão de casos confirmados no Amazonas é resultado de uma força-tarefa realizada no final de 2018 em Manaus, quando mais de 7 mil casos que estavam em investigação foram concluídos.

“Nas últimas semanas, houve diminuição na notificação de casos novos no Amazonas e em Roraima. No Amazonas, a concentração de casos desta semana se deu nos meses de julho e agosto. No estado de Roraima, o pico da doença ocorreu entre fevereiro e março de 2018. Em ambos os estados, no momento, a curva de novos casos é decrescente”, disse o Ministério da Saúde.

Vacinação


De janeiro de 2018 até janeiro deste ano, o ministério encaminhou 15,5 milhões de doses da vacina tríplice viral para atender a demanda dos serviços de rotina e a realização de ações de bloqueio nos seguintes estados: Rondônia, Amazonas, Roraima, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Sergipe, além do Distrito Federal.

Certificado


O Brasil tem até fevereiro deste ano para reverter os surtos de sarampo, sob pena de perder o certificado de eliminação da doença concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em 2016. O alerta foi feito pela assessora regional de Imunizações da entidade, Lúcia Helena de Oliveira, durante a 20ª Jornada Nacional de Imunizações, no Rio de Janeiro.

Ela lembrou que a Venezuela, de onde veio a cepa de sarampo identificada no Brasil, perdeu seu certificado de eliminação em junho deste ano.

O critério adotado pela Opas para conferir transmissão sustentada é que o surto se mantenha por um período superior a 12 meses. As autoridades sanitárias brasileiras, portanto, correm contra o tempo, já que os primeiros casos da doença no Norte do país foram identificados no início de 2018.

“Sabemos que os casos no Brasil são de importação, lamentavelmente, pelas condições de saúde em que vive a Venezuela. Mas só estamos tendo casos de sarampo no Brasil porque não tínhamos cobertura de vacinação adequada. Se tivéssemos, esses casos viriam até aqui e não produziriam nenhum tipo de surto”, destacou a assessora da Opas.

Fonte: Agência Brasil
As vacinas são seguras? A imunidade proporcionada por elas é melhor do que a oferecida pelas infecções naturais? Uma criança pode receber mais de uma vacina por vez? Existe alguma relação entre vacinas e autismo? Confira as respostas da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS)para perguntas frequentes da população sobre imunização.

As vacinas são seguras?


Sim, elas são seguras. Todas as vacinas aprovadas são submetidas a testes rigorosos ao longo das diferentes fases de ensaios clínicos e seguem sendo avaliados regularmente uma vez que comercializadas. Cientistas também monitoram constantemente informações de várias fontes para qualquer sinal de eventos adversos relacionados a alguma vacina. A maioria das reações são leves e temporais, tais como dor no local da injeção ou febre baixa. Raros efeitos colaterais graves são notificados e investigados imediatamente.

É muito mais fácil sofrer graves lesões por uma doença prevenível por vacinação do que por uma vacina. A poliomielite, por exemplo, pode causar paralisia; o sarampo, encefalite e cegueira; algumas doenças como difteria, pneumonia, meningites, tétanos e outras que podem ser evitadas por vacinas podem ser mortais. Embora qualquer ferimento grave ou morte causada por vacinas sejam importantes, os benefícios da vacinação superam amplamente os riscos, considerando que muitas outras doenças e mortes ocorreriam sem as vacinas.

Mesmo tendo uma boa higiene, saneamento e água potável, ainda é necessário me vacinar?


Sim! Uma boa higiene, saneamento a água potável não são suficientes para deter doenças infecciosas, por isso a vacinação continua sendo necessária. Se não mantivermos altas taxas de imunização – o que se chama de imunidade coletiva, as doenças preveníveis por vacinas voltarão. Ainda que melhoras na higiene, saneamento e salubridade da água nos ajudem a nos proteger de doenças infecciosas, muitas delas podem se propagar independentemente de quão asseados somos, originando doenças respiratórias, diarreias e até a morte. Sem vacinação, doenças que hoje são raras (como a poliomielite, o sarampo e a coqueluche) podem reaparecer rapidamente.

A imunidade proporcionada pelas vacinas é melhor do que a oferecida pelas infecções naturais?


As vacinas interagem com o sistema imunológico e produzem uma resposta imunitária similar àquela gerada por infecções naturais, mas sem causar adoecimento e sem colocar a pessoa imunizada em risco de sofrer as possíveis complicações de uma enfermidade. Por outro lado, o preço a se pagar pela imunização por meio da infecção natural pode consistir em disfunção cognitiva na infecção por Haemophilus influenzae tipo B, condições congênitas no caso da rubéola, câncer hepático na hepatite B ou morte por complicações relacionadas ao sarampo, ao vírus do papiloma humano, ou influenza gripal.

Preciso me vacinar contra doenças que não circulam em minha comunidade ou em meu país?


Por mais que as doenças que podem ser prevenidas por vacinas sejam raras em muitos países, os agentes infecciosos que as causam seguem circulando em outros. Em um mundo tão interconectado como o de hoje, esses agentes podem cruzar fronteiras geográficas e infectar qualquer pessoa que não esteja protegida. Assim, por exemplo, surgiram surtos de sarampo em populações não vacinadas na Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Rússia, França, Grécia, Itália, Reino Unido, Sérvia e Suíça, entre outros.

Os dois principais motivos para se vacinar são: proteger a nós mesmos e às pessoas que nos rodeiam. Programas de vacinação bem-sucedidos dependem da cooperação de cada indivíduo para garantir o bem-estar de todas e todos. Não devemos esperar que as pessoas ao nosso redor impeçam a propagação da doença; nós também devemos fazer o que está ao nosso alcance.

Uma criança pode receber mais de uma vacina por vez?


Evidências científicas mostram que administrar várias vacinas ao mesmo tempo não afeta negativamente o sistema imunológico de uma criança. As crianças são expostas a várias centenas de substâncias estranhas que desencadeiam uma resposta imunológica todos os dias. O simples ato de ingerir alimentos introduz novos antígenos no organismo e numerosas bactérias vivem em nossa boca e em nosso nariz. Uma criança é exposta a muito mais antígenos de um resfriado comum ou uma dor de garganta do que de vacinas.

Quando uma vacinação combinada é possível (para difteria, coqueluche e tétano, por exemplo), a criança receberá menos injeções e isso reduzirá seu desconforto. Além disso, há a vantagem de ter que fazer menos visitas aos estabelecimentos de saúde, o que economiza tempo e dinheiro. Além disso, várias medidas também podem ser tomadas para reduzir a dor da “picada” no momento da vacinação.

Preciso me vacinar contra a gripe?


A gripe é uma doença grave que mata entre 300 mil e 500 mil pessoas em todo o mundo a cada ano. Mulheres grávidas, crianças pequenas, pessoas idosas que possuem problemas de saúde e qualquer pessoa com uma condição crônica, como asma ou doença cardiovascular, correm maior risco de infecção grave e morte. Vacinar mulheres grávidas tem o benefício adicional de proteger seus bebês (atualmente não há vacina para bebês com menos de 6 meses).

As vacinas contra a gripe sazonal oferecem imunidade às três cepas mais prevalentes, que circulam em qualquer época do ano. É a melhor maneira de reduzir as chances de uma gripe mais grave e de disseminá-la para outras pessoas e é usada há mais de 60 anos. Evitar a gripe significa evitar custos adicionais de cuidados médicos e perda de renda por falta de dias de trabalho ou escola.

Quais conservantes são usados nas vacinas?


O tiomersal é um composto orgânico contendo mercúrio adicionado a algumas vacinas como conservante. Seu uso é seguro; trata-se do conservante mais utilizado para as vacinas que são fornecidas em frascos de múltiplas doses. Não há evidências que sugiram que a quantidade de tiomersal usada em vacinas represente um risco à saúde.

Existe alguma relação entre vacinas e autismo?


Um estudo de 1998 levantou preocupações sobre uma possível ligação entre a vacina contra sarampo, rubéola e caxumba (MMR) e o autismo. Descobriu-se posteriormente que esse estudo é seriamente falho e fraudulento. O artigo foi retirado pela revista que o publicou. Sua divulgação desencadeou um pânico que levou à queda das taxas de imunização e aos subsequentes surtos dessas doenças. Não há evidências de uma ligação entre essa vacina e o autismo ou transtorno do espectro autista.

Fonte: ONU
Atualmente, Roraima e Amazonas apresentam surto de sarampo. O Ministério da Saúde presta assistência aos dois Estados

O Ministério da Saúde atualizou, nesta quarta-feira (09), as informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde sobre a situação do sarampo no país. Desde o início de 2018, até 8 de janeiro deste ano, foram confirmados 10.274 casos no Brasil. Atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo: no Amazonas com 9.778 casos confirmados e, em Roraima, com 355 casos. Três estados apresentaram óbitos pela doença: quatro em Roraima, seis no Amazonas e dois no Pará.

Os surtos ocorridos no ano passado estão relacionados à importação, já que o genótipo do vírus (D8), que está circulando no Brasil, é o mesmo que circula na Venezuela, país com surto da doença desde 2017.  Alguns casos isolados, e também relacionados à importação, foram identificados nos estados de São Paulo (3), Rio de Janeiro (19); Rio Grande do Sul (45); Rondônia (2), Bahia (2), Pernambuco (4), Pará (61), Distrito Federal (1) e Sergipe (4). O Ministério da Saúde permanece acompanhando a situação e prestando o apoio necessário aos estados. Cabe esclarecer que as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados.

Os casos confirmados no Amazonas são resultado de uma força-tarefa realizada no final de 2018 em Manaus/AM. Mais de sete mil casos que estavam em investigação foram concluídos. Nas últimas semanas, houve diminuição na notificação de casos novos em Amazonas e em Roraima. No Amazonas, a concentração de casos desta semana se deu nos meses de julho e agosto. No estado de Roraima, o pico da doença ocorreu entre fevereiro e março de 2018. Em ambos os estados, no momento, a curva de novos casos é decrescente.

No Amazonas, para acelerar o encerramento dos casos notificados desde o início do surto, em fevereiro de 2018, uma equipe composta por técnicos do Ministério da Saúde e profissionais da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), avaliaram os resultados laboratoriais e a situação epidemiológica da doença. A ação faz parte do Plano de Enfrentamento do Sarampo.

O Ministério da Saúde vem prestando toda a assistência ao estado e também ao município de Manaus no enfrentamento da doença, desde o início do surto. Desde o início do surto, houve o envio de técnicos para apoiar os gestores na vigilância epidemiológica, nas medidas de imunização e de laboratório in loco. Também houve apoio com equipes de investigação de campo (EpiSUS); realizações de videoconferências, audioconferência com gestores e técnicos; elaboração de notas técnicas informativas; realização de capacitações; repasse de apoio financeiro; envio de kits laboratoriais e envio de vacinas.

Fonte: Ministério da Saúde 

Entre elas estão a tríplice viral, que inclui proteção contra sarampo, hepatites A e B, varicela e tríplice bacteriana; nem todas são oferecidas na rede pública.


Adultos que perderam a carteira de vacinação infantil devem receber as  imunizações previstas para aquela faixa etária — 0 aos 10 anos — que estejam dentro do calendário do adulto, de acordo com a pediatra Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Ela afirma que as vacinas obrigatórias para esse período são a tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), hepatites A e B, varicela (catapora) e tríplice bacteriana (difteria, tétano e coqueluche).

Pessoas entre 20 e 59 anos devem receber ainda as doses de imunizações que não existiam durante sua infância. "São quase todas do calendário dos adultos", explica.

Segundo o pediatra Renato Kfouri, vice-presidente da SBIm, o programa de imunizações começou apenas nos anos 1960 e, no caso da vacina contra o sarampo, por exemplo, pessoas acima de 50 anos não a receberam.

Kfouri afirma que só é considerada imune a pessoa que tomou duas doses da imunização depois do primeiro ano de idade, com o intervalo mínimo de um mês entre elas. Portanto, quem tomou apenas uma dose aos 9 meses não está imune. Ele explica que o Ministério da Saúde aplica duas doses da vacina contra sarampo entre um e 29 anos, e dose única entre 30 e 49 anos.

"Muitos adultos perdem a carteirinha de vacinação, não lembram se tomaram determinada vacina ou juram que tomaram, mas a condição é contrária. Esses adultos devem ser revacinados e não existe o menor problema de isso acontecer", completa Ballalai.

Porém, Ballalai afirma que, por uma questão cultural, essa faixa etária acredita que não precisa se vacinar. "As pessoas entendem que vacina é 'coisa de criança'. A vacina é para qualquer idade", assegura. A médica ainda diz que há também há falta de costume por parte dos médicos de fazer essas recomendações, afetando a conscientização da necessidade de receber tais imunizações.

Segundo o calendário de imunizações da SBIm, adultos entre 20 e 59 anos devem receber as vacinas tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), hepatite A e B, HPV, tríplice bacteriana (difteria, tétano e coqueluche) ou a dupla adulto (difteria e tétano), varicela (catapora), gripe — a vacina deve ser aplicada anualmente pois, além do tempo de proteção expirar, o vírus em circulação muda —, meningocócicas conjugadas, meningocócica B, febre amarela, pneumocócicas e herpes zóster (a partir dos 50 anos).

Entretanto, nem todas essas imunizações estão disponibilizadas na rede pública. O Ministério da Saúde oferece as vacinas tríplice viral, hepatite B, dupla adulto (difteria e tétano), febre amarela, HPV — apenas para adolescentes— e gripe — apenas para grupos de risco em Unidades Básicas de Saúde (UBS). Já clínicas privadas de imunização dispõem de todas as vacinas preconizadas pela SBIm.

Ela afirma que, com orientação médica, as vacinas podem ser tomadas todas no mesmo dia. Para mulheres que pretendem engravidar, as vacinas devem ser tomadas com pelo menos 30 dias de antecedência, também com orientação médica.

A vacina de HPV deve ser tomada por adultos, com variação de idade entre os sexos. Para mulheres, é recomendada a vacinação entre 9 e 45 anos. Para homens, entre 9 e 26 anos.

Segundo Ballalai, o correto é passar antes por uma avaliação médica, para que a pessoa receba orientação sobre a necessidade de tomá-las ou não conforme as restrições individuais.

Fonte: R7
O pediatra Juarez Cunha, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica quais são as restrições e onde encontrar o imunizante

Quem está tomando antibiótico pode se vacinar contra a febre amarela?  Sim. O uso de antibióticos não interfere na ação ou resposta da vacina contra a febre amarela. De acordo com o pediatra Juarez Cunha, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a aplicação da vacina deve ser evitada durante o uso de antibióticos em casos de infecções agudas para evitar a possibilidade de confusão se os sintomas são pela vacina ou pela bactéria no corpo.

Pessoas alérgicas a ovos e leite podem tomar a vacina? O especialista afirma que intolerantes à lactose e alérgicos à leite podem tomar a vacina normalmente. Já pessoas com alergias graves a ovos apresentam contraindicação à vacina, pois o imunizante contém proteínas dos ovos, podendo desencadear um quadro alérgico.

Quais remédios não podem ser tomados quando a vacina for aplicada? O pediatra afirma que antivirais podem interferir na resposta da vacina. Pessoas que fazem uso crônico de corticoides, quimioterápicos e medicamentos biológicos devem ter cuidado ao tomar a vacina, pois tais medicamentos diminuem a imunidade do paciente, procurando antes, recomendação médica.

Vacina da febre amarela interfere no efeito do anticoncepcional? Não. Cunha afirma que nenhuma vacina interfere na ação dos métodos anticoncepcionais, pois se tratam de dois sistemas diferentes.

Para viajar dentro do Brasil é obrigatório levar a carteira de vacinação comprovando a vacina? E em viagens internacionais? Cunha afirma que dentro do país, a comprovação de vacinação contra a doença não é exigida. Já países da América Latina, Austrália, Nova Zelândia e países da África e da Ásia solicitam a vacinação. A recomendação é de que a pessoa seja vacinada pelo menos 10 dias antes da viagem, pois é o tempo que ela leva para fazer efeito.

É possível ingerir álcool no mesmo dia em que a vacina é aplicada? Sim. O especialista afirma que a pessoa não precisa se privar da ingestão de álcool ou de fazer exercícios. Entretanto, Cunha alerta que a pessoa não deve exagerar em nenhum desses hábitos, mesmo sem haver relação com a vacina.

Qual a composição da vacina e quanto tempo demora para fazer efeito? Cunha explica que a vacina é composta pelo vírus da febre amarela atenuado, sendo injetado no corpo de maneira a estimular a produção de anticorpos. Sua ação demora até 10 dias para iniciar. O especialista afirma que as reações à vacina são raras e levam de três a 20 dias para se manifestarem, durando até cinco dias. Entre os sintomas que podem aparecer estão a febre, mal-estar e dor no corpo.

É necessário tomar a vacina mesmo se não for viajar para áreas de mata ou áreas de risco? Sim. Segundo o Ministério da Saúde, desde agosto de 2018, a recomendação é que toda a população seja imunizada contra a febre amarela, salvo exceções como gestantes, imunodeprimidos, lactantes e idosos acima de 60 anos.

Fonte: R7

Em 2018, após 18 anos sem registro de sarampo autóctone (adquirido dentro do país), sendo três sem os decorrentes de pacientes vindos de outras localidades, o Brasil voltou a registrar casos desta doença infecciosa aguda, de natureza viral e altamente contagiosa, que pode ser transmitida por meio de tosse, fala e espirro.


Pelos dados do Ministério da Saúde (MS), foram 10.262 confirmações do início de janeiro até 10 de dezembro. Hoje, o país enfrenta um surto no Amazonas, com 9.779 casos, e outro em Roraima, com 349. Até agora, foram 12 óbitos em três Estados: quatro em Roraima, seis no Amazonas e dois no Pará. A maioria das vítimas tinha menos de 5 anos.

No novo ano, ao que tudo indica, a enfermidade, 100% prevenível com vacina, deve continuar. Mas há também outras patologias no radar das autoridades nacionais, que podem "voltar" ou até piorar nos próximos meses?

Em nota, o Ministério da Saúde afirma que, com exceção do sarampo, "não há qualquer previsão de retorno de doenças eliminadas ou erradicadas". Ainda assim, garante que é fundamental a manutenção de coberturas vacinais altas e homogêneas - o ideal é atingir 95% do público-alvo -, pois muitos vírus continuam em circulação em outros países.

Além disso, o órgão comenta que "com o fluxo de turismo e comércio entre nações, pessoas não vacinadas podem contrair doenças e criar condições para o retorno da transmissão das mesmas, caso não se mantenham elevadas coberturas vacinais em todas as cidades".

Para ficar de olho


Apesar das declarações do Ministério da Saúde, o ressurgimento do sarampo ligou um alerta no Brasil. Segundo Rivaldo Venâncio, coordenador dos Laboratórios de Referência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o momento é de preocupação substancial em relação a todas as doenças imunopreveníveis, ou seja, preveníveis com vacina.

Entre elas, Venâncio destaca a difteria - patologia transmissível aguda, toxi-infecciosa e imunoprevenível, causada por bactéria, que se aloja principalmente nas amígdalas, faringe, laringe, nariz e, ocasionalmente, em outras mucosas do corpo e na pele, e é transmissível por meio de contato direto entre as pessoas.

A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) também está apreensiva com a possibilidade do seu retorno nas Américas. Nos últimos anos, foram registradas ocorrências no Brasil (quatro casos em 2016 e cinco em 2017) e na Colômbia, e surtos na Venezuela, com 1.602 casos suspeitos entre 2016 e 2018, e no Haiti.

"Por aqui, como a vacina que usamos contra essa enfermidade também protege contra coqueluche e tétano, é recomendável ter atenção com as três", informa o especialista. Segundo o Ministério da Saúde brasileiro, em 2015 foram registrados 1.333 casos de coqueluche em todo o território; em 2016, 3.110, e, em 2017, 1.900.

Essa doença infecciosa aguda e transmissível é provocada pelo bacilo Bordetella pertussis e compromete especificamente o aparelho respiratório. Sua transmissão se dá pelo contato direto do doente com uma pessoa suscetível, por meio de gotículas de secreção eliminadas por tosse, espirro ou até mesmo ao falar.

De tétano, foram 243 confirmações em 2016, e 230 em 2017. A enfermidade também é infecciosa, porém não contagiosa, e ocorre, geralmente, pela contaminação de um ferimento da pele ou da mucosa com os esporos do bacilo Clostridium tetani.

Outra patologia que está no radar é a poliomielite, que permanece endêmica no Afeganistão, na Nigéria e no Paquistão, com registro de 12 casos. Conhecida popularmente como paralisia infantil, ela é contagiosa e pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas doentes.

No território nacional não há circulação de poliovírus selvagem, seu causador, desde 1990, mas em julho deste ano, a pasta da Saúde divulgou que 312 municípios brasileiros estavam com cobertura vacinal abaixo de 50%, fazendo o alerta ser acionado.

"Dos três ou quatro programas de saúde coletiva mais exitosos que o Brasil produziu nos últimos 40 ou 50 anos, certamente o de imunizações é o carro-chefe, um exemplo para o mundo. Só que depois de décadas de sucesso, tanto a população quanto os sistemas de saúde acabaram se descuidando", alerta Venâncio, da Fiocruz.

E ele acrescenta: "O surto do sarampo, por exemplo, mesmo tendo ficado localizado na região Norte e sido fruto de importação - o genótipo do vírus (D8) que está circulando no país é o mesmo da Venezuela -, nos pegou de surpresa e mostrou que houve falha na cobertura vacinal. Agora é hora de fazer ajustes a fim de evitar novos problemas".

Questionado sobre este assunto, o Ministério da Saúde afirma que "recomendar a cobertura vacinal homogênea no país é um trabalho constante e que periodicamente a coordenação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) emite notas técnicas para Estados e municípios sobre seu monitoramento e avaliação e, para os Estados que estão abaixo da meta, orienta que organizem suas redes, inclusive com a possibilidade de readequação de horários mais compatíveis com a rotina da população brasileira".

Continue lendo na BBC.

Já há algum tempo, cientistas do mundo todo têm chamado a atenção para o impacto das mudanças climáticas no meio ambiente.


Em novembro, um relatório publicado pela revista científica britânica The Lancet fez um alerta para as graves consequências das ondas de calor também para a saúde humana.

O dossiê, chamado The Lancet Countdown: Tracking Progress on Health and Climate Change (Contagem regressiva: Saúde e Mudanças Climáticas, Acompanhando a Evolução), é publicado anualmente desde 2016.

A publicação cita problemas gerados pelo aumento das temperaturas como o estresse por calor, insuficiência cardíaca e lesão renal aguda por desidratação.

Afirma ainda que, no ano passado, cerca de 157 milhões de pessoas em todo o mundo estiveram em situação de vulnerabilidade por conta das ondas de calor, um aumento de 18 milhões de indivíduos em relação a 2016.

E, em média, cada pessoa foi exposta de 1 a 4 dias adicionais de ondas de calor entre 2000 e 2017, comparado com a base 1986-2005.

São problemas que se pronunciam também no Brasil com a a proximidade do verão, cujo início oficial será em 21 de dezembro – embora ele pareça já ter começado em muitos lugares do país, que já sofrem com o calor extremo.

Depois do início da estação, a previsão é de temperaturas ainda mais elevadas que as registradas nos últimos dias.

Segundo Josefa Morgana Viturino de Almeida, meteorologista chefe do Centro de Análise e Previsão do Tempo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a estação deve ser entre 0,4º a 0,6º mais quente do que a média do verão passado, com exceção de áreas pontuais, como o extremo sul do Brasil e regiões serranas.

"No geral, a tendência é de calor acima da média e bastante chuva. Também há uma probabilidade de 75% a 80% de estabelecimento do El Niño (aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico Equatorial) a partir de dezembro deste ano e início de 2019", comenta a especialista.

Confira abaixo os principais males para a saúde decorrentes das altas temperaturas.

Estresse por calor


São vários os males provocados ou agravados pelo clima quente. Muitos deles, inclusive, são citados no documento da Lancet, como o estresse por calor (ou estresse térmico).

Como explica Mayara Floss, da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), uma das organizações brasileiras que participaram da elaboração do relatório, quando exposto a temperaturas elevadas, o corpo humano sente dificuldade para se adaptar, e aí precisa promover algumas alterações para se defender.

"Nesta situação, o calor produzido dentro do corpo é transferido para a superfície da pele através do sistema circulatório e do contato interno dos tecidos. Ocorre, por exemplo, a dilatação dos vasos para aumentar o fluxo de sangue e a eliminação de suor para equilibrar a temperatura. O corpo também pode perder água e sais minerais e desidratar", relata.

Se a pessoa continuar exposta ao sol, o caso tende a ficar mais grave, transformando-se em insolação. "Nosso corpo não pode chegar a 40 graus. Se isso acontece, órgãos param de funcionar, levando ao coma e até a morte", acrescenta a especialista, destacando que o perigo é maior para crianças, idosos, grávidas, trabalhadores de áreas externas e pessoas que já tenham algum problema de saúde, como doenças respiratórias, mentais, renais e cardiovasculares.

O importante para evitar o estresse por calor e seus agravantes é se manter bem hidratado, com a ingestão de água e isotônicos; evitar a exposição solar entre 10h e 16h, evitar excesso de álcool e os exercícios extremos; usar roupas leves e soltas e passar o máximo de tempo possível em ambientes frescos.

Floss também recomenda pensar mais no planeta: "As pessoas devem plantar árvores, não desmatar, trocar o carro pelo transporte público e a bicicleta e tornar os espaços urbanos mais verdes."

Mosquitos transmissores de doenças


Outra grande preocupação no verão são as enfermidades como dengue, chikungunya, zika e febre amarela, transmitidas por mosquitos vetores.

Só para se ter uma ideia, de acordo com um dado publicado no The Lancet Countdown, a capacidade de transmissão do vírus da dengue global em 2016, levando em conta que ela é influenciada por umidade, chuva e temperatura, foi a mais alta já registrada: subiu 9,1% para o Aedes aegypti e 11,1% para o Aedes albopictus (tipo silvestre) em relação ao ano anterior.

"Os mosquitos vetores gostam do calor. Quanto mais quente, melhor para eles", diz Enrique Barros, médico de família e também membro da SBMFC. "E não só isso. As questões ecológicas (urbanização desordenada, falta de saneamento e desmatamento) também estão totalmente relacionadas a este problema", complementa.

Entre as medidas individuais para passar longe das doenças citadas estão: tomar vacina quando houver este tipo de proteção; não circular em áreas de risco; usar repelente e roupas que cubram a maior extensão possível de pele; e instalar mosquiteiros nos quartos e telas nas janelas. Junto a isso, é preciso manter as casas e as ruas limpas, fechar bem os lixos e não deixar água parada - habitat ideal para reprodução dos insetos.

Problemas vasculares e de pele


Embora o relatório da Lancet não cite especificamente os problemas vasculares como consequência do aumento das temperaturas no mundo, eles são muito verificados no Brasil, de acordo com Breno Caiafa, presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro (SBACV-RJ).

"Como o calor provoca vasodilatação, há sobrecarga da circulação, principalmente nas pessoas que já possuem histórico de varizes, trombose e insuficiência venosa. Isso pode causar edemas (inchaços) nas pernas, devido ao acúmulo de líquido fora dos vasos, bem como dores, sensação de peso, ardência e coceiras", relata o médico.

As altas temperaturas ainda aumentam o risco de alergias e erisipela, infecção na derme e no tecido subcutâneo, ocasionada pela proliferação de bactérias e que pode provocar alterações dos vasos linfáticos (vasos auxiliares na drenagem dos membros inferiores).

Nesta época, Caiafa indica o reforço dos hábitos saudáveis, o que inclui alimentação equilibrada e, de preferência, com pouco sal, boa hidratação, praticar atividade física regularmente, não ficar longos períodos na mesma posição, fazer massagem e drenagem linfática, não usar roupas muito apertadas e evitar o consumo de álcool.

"Quem tem problema vascular também precisa procurar o cirurgião vascular ou o angiologista no verão para mais orientações e regulação dos medicamentos", complementa o especialista - o mesmo vale para os hipertensos, já que na estação mais quente do ano é comum haver queda da pressão arterial.

Abrão Cury, cardiologista e clínico geral do HCor (Hospital do Coração), de São Paulo, orienta que as pessoas fiquem mais atentas à alimentação nos dias de calor intenso, pois as altas temperaturas favorecem a proliferação de bactérias em certos itens, como maionese, molhos, condimentos e frutos do mar, aumentando o risco de contaminação.

O importante, então, é assegure-se da procedência e da qualidade do que será consumido, armazenar os produtos corretamente e descartar os que estiverem com aspecto ou cheiro estranho, em especial na praia.

Mais uma preocupação que vem com os dias quentes é o câncer de pele, doença que, pelos dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia, representa um terço de todos os diagnósticos de câncer no Brasil.

"O verão é o período de maior intensidade dos raios ultravioletas, tornando a exposição solar mais perigosa, especialmente para as pessoas de pele clara. Claro que se for algo pontual não há tanto problema, mas, quando se torna frequente, as chances aumentam bastante", afirma.

Cury informa que a melhor forma de se proteger é com exposição solar moderada, evitando os horários das 10h às 16h, e uso de filtro solar adequado, com alto fator de proteção, ressaltando que é fundamental seguir as especificações dos fabricantes e reaplicar nos prazos indicados.
Manter os filhos protegidos e saudáveis é objetivo de qualquer pai e mãe, mas será que eles sabem como protegê-los de doenças graves?

A vacinação é uma das melhores formas de proteção contra doenças sérias como meningite, coqueluche, sarampo e pneumonia, que podem até levar a óbito, especialmente crianças pequenas.1,2 A meningite meningocócica, por exemplo, é uma infecção bacteriana das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo causar sequelas e até mesmo levar a óbito.3 Ela é causada pela bactéria Neisseria meningitidis que possui 12 tipos identificados, sendo que cinco deles são os mais comuns (A, B, C, W e Y).3,4 As vacinas reduzem o risco de infecção, estimulando as defesas naturais do corpo, ajudando-o a desenvolver a imunidade à doença.1 O Ministério da Saúde orienta a vacinação das crianças de acordo com o calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e todas as vacinas recomendadas no PNI estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde pelo Sistema Único de Saúde (SUS).2,5

Já a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) possuem calendários de vacinação com recomendações que complementam o PNI, abrangendo também vacinas que atualmente só estão disponíveis na rede privada para a imunização das crianças e jovens.6,7,16 Confira abaixo alguns motivos importantes para os pais pensarem na prevenção dos seus filhos.

1 – As vacinas podem proteger os seus filhos de doenças sérias.2,8 De acordo com o Ministério da Saúde, a vacinação ainda é a melhor forma de prevenção das doenças. As vacinas evitam o agravamento de doenças, internações e até mesmo óbitos.2 Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacinação em massa evita entre 2 a 3 milhões de mortes por ano e é responsável pela erradicação de doenças.

2 - Segurança e efetividade das vacinas.9,10 As vacinas são efetivas e protegem contra muitas doenças sérias.2 Antes de serem disponibilizadas ao público passam por rigorosos testes de segurança e eficácia, além de serem avaliadas por órgãos regulatórios (Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA).10 Às vezes após a vacinação algumas pessoas podem apresentar sintomas leves, como vermelhidão no local da injeção e febre, mas esses sintomas são brandos e de curta duração.11 As vacinas ajudam a desenvolver a imunidade sem causar a doença. Elas estimulam o corpo a desenvolver a proteção para que o organismo reconheça e combata a doença.9

3 – A importância da vacinação para a proteção coletiva.12 Alguns bebês e crianças não podem receber determinadas vacinas devido a alergias graves, sistemas imunológicos debilitados ou outras razões. Para ajudar a mantê-los protegidos, é importante que você e seus filhos sejam imunizados. Isso não apenas protege sua família, mas também ajuda a prevenir e evitar a disseminação de doenças para essas pessoas.12

4 – As vacinas não causam autismo.10 Muitos estudos sérios verificaram que não existe relação entre a vacinação e o desenvolvimento do autismo. Em 1998, foi publicado um artigo em que o autor afirmava ter encontrado relação entre uma vacina e o autismo. Mais tarde, descobriu-se que ele havia manipulado os dados. O autor foi criminalmente responsabilizado, teve o registro médico cassado e o artigo foi retirado dos arquivos da revista Lancet, onde fora publicado.10

5 - Receber muitas vacinas não sobrecarrega o sistema imune da criança.11 Pelo contrário, ajuda a oferecer desde cedo a proteção contra as doenças. Mesmo quando o bebê recebe diversas vacinas no mesmo dia, essas vacinas contêm apenas uma pequena fração dos antígenos com os quais ele naturalmente se depara todos os dias em seu ambiente. Lembrando que o sistema imunológico de um bebê saudável luta com sucesso contra milhares de microrganismos todos os dias.11

6 – Entre as doenças graves preveníveis por vacinas, temos a meningite meningocócica.3,4,13 A vacinação é considerada uma forma efetiva na prevenção da doença. Outras formas que podem ajudar na prevenção são evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados e limpos.13,14 Em 2017, os sorogrupos B e C foram responsáveis pela maioria dos casos sorogrupados em crianças abaixo de 5 anos, sendo 53% dos casos pelo B e 25% dos casos pelo C.17 Converse com o seu médico sobre a prevenção da meningite meningocócica. Atualmente, temos a vacina contra a meningite B e a vacina contra os tipos A, C , W e Y disponíveis somente nas clínicas privadas.3,4,5 Nos postos de saúde, a vacina contra a doença causada pelo meningococo C é gratuita para crianças menores de 5 anos de idade e adolescentes de 11 a 14 anos.5,6 Importante ressaltar que a meningite meningocócica não é uma doença só de criança, cerca de 10% dos adolescentes e adultos são portadores da bactéria, mas não desenvolvem a doença.3,15 Apesar disso, podem transmitir a outras pessoas através da saliva e partículas respiratórias.14,15 Por isso a vacinação é um recurso importante para a prevenção das meningites, em crianças, adolescentes e adultos.13

7 - As vacinas recomendadas pelo Ministério da Saúde estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde.5 O Ministério da Saúde orienta a vacinação das crianças de acordo com o calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e todas as vacinas recomendadas no PNI estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde pelo Sistema Único de Saúde (SUS) como BCG (para prevenção das formas graves da tuberculose em crianças); Hepatite B; Penta (vacina contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecção por Haemophilus influenzae tipo B); VIP/VOP (vacina inativada e vacina oral contra poliomielite – paralisia infantil); Pneumocócica(contra a infecção por pneumococo que pode causar meningite, pneumonia e infecção de ouvido - otite); Rotavírus; Meningite C (conjugada); Febre Amarela; Hepatite A; Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); Tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela - catapora); entre outras.5



 

Material destinado ao público em geral. Por favor, consulte o seu médico.

Fonte: GSK
Referências:

1. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Protect your baby with immunization, 2018. Disponível em: < https://www.cdc.gov/features/infantimmunization/index.html >. Acesso em: 29 nov. 2018.

2. BRASIL. Ministério da Saúde. A vacinação ainda é a melhor forma de prevenir doenças. Disponível em: < http://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/52650-a-vacinacao-ainda-e-a-melhor-forma-de-prevenir-contra-doencas >. Acesso em: 29 nov. 2018.

3. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Meningococcal meningitis. Disponível em: < www.who.int/en/news-room/fact-sheets/detail/meningococcal-meningitis >. Acesso em: 29 nov. 2018.

4. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Doença meningocócica (DM). Disponível em: < https://familia.sbim.org.br/doencas/88-doenca-meningococica-dm >. Acesso em: 29 nov. 2018.

5. BRASIL. Ministério da Saúde. Calendário Nacional de Vacinação 2018. Disponível em: < http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/jpg/2018/setembro/17/Calendario-de-Vacinacao-17-09-2018.jpg >. Acesso em: 29 nov. 2018.

6. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Calendário de vacinação da criança: recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) – 2018/2019 [atualizado até 26/08/2018]. Disponível em: < https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-sbim-crianca.pdf >. Acesso em: 29 nov. 2018.

7. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Calendário de vacinação da SBP 2018. Disponível em: < http://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/21273g-DocCient-Calendario_Vacinacao_2018-set.pdf >. Acesso em: 29 nov. 2018.

8. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. SBP e CFM alertam a população e os médicos para a necessidade de estar com o calendário de vacinação em dia. Disponível em: < http://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/sbp-e-cfm-alertam-a-populacao-e-os-medicos-para-a-necessidade-da-estar-com-o-calendario-de-vacinacao-em-dia/ >. Acesso em: 29 nov. 2018.

9. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION, Parents making the vaccine decision. Disponível em: < https://www.cdc.gov/vaccines/parents/vaccine-decision/index.html >. Acesso em: 29 nov. 2018.

10. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Imunização: tudo o que você sempre quis saber. Rio de Janeiro: RMCOM, 2016. 277 p. Disponível em: < https://sbim.org.br/images/books/imunizacao-tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber.pdf >. Acesso em: 29 nov. 2018.

11. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Infantimmunizations FAQs. Disponível em: < http://www.cdc.gov/vaccines/parents/parent-questions.html >. Acesso em: 29 nov. 2018.

12. U.S. DEPARTMENT OF HEALTH &amp; HUMAN SERVICES. Five important reasons to vaccinate your child, 2018. Disponível em: < https://www.vaccines.gov/getting/for_parents/five_reasons/index.html >. Acesso em: 29 nov. 2018.

13. BRASIL. Ministério da Saúde. Meningite: causa, sintomas, prevenção e tratamento, 2018. Disponível em: < http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/meningites >. Acesso em: 29 nov. 2018.

14. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Bacterial meningitis. Disponível em: < https://www.cdc.gov/meningitis/bacterial.html >. Acesso em: 29 nov. 2018.

15. ERVATI, M.M. et al. Fatores de risco para a doença meningocócica. Revista Científica da FMC, 3(2): 19-23, 2008.

16. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Caledário de vacinação do adolescente: recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) – 2018/2019. Disponível em: < https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-sbim-adolescente.pdf >. Acesso em: 29 nov. 2018.

17. Pesquisa realizada na base de dados DATASUS, utilizando os limites "FAIXA ETÁRIA" para Linha, "SOROGRUPO" para Coluna, "CASOS CONFIRMADOS" para Conteúdo, "2017" para Períodos Disponíveis, "MM", "MCC" e "MM+MCC" para Etiologia, e "TODAS AS CATEGORIAS" para os demais itens. Disponível em: < http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?sinannet/cnv/meninbr.def >. Acesso em: 29 nov. 2018.

BR/VAC/0250/18 – NOVEMBrRO/2018