A vacina BCG protege contra a tuberculose – doença contagiosa, provocada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. Foi criada em 1.921 por Léon Calmette e Alphonse Guérin, dando origem ao nome BCG. A doença não afeta apenas os pulmões mas, também, ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro). Os sintomas da tuberculose ativa do pulmão são tosse, às vezes com expectoração e sangue, falta de ar, dores no peito, fraqueza, perda de peso, febre e suores, principalmente ao final do dia. Transmissão: Pessoas saudáveis e infectadas podem não apresentar sintomas e, mesmo assim, transmitirem a bactéria. O contágio se dá de uma pessoa para a outra, através de gotículas de saliva da garganta. O compartilhamento de objetos não oferece risco. Pessoas com o sistema imunológico comprometido têm mais chance de desenvolver a doença, em especial, a forma grave e generalizada. Para prevenir a tuberculose é necessário vacinar todas as crianças, a partir do nascimento até os 4 anos de idade. A vacina, em dose única, é oferecida, gratuitamente, nas Unidades Básicas de Saúde. Cuidados antes e após a vacinação: A vacinação não requer qualquer cuidado prévio. Após a administração da vacina, na maioria das vezes, haverá uma reação no local da aplicação com posterior formação de cicatriz. É importante não colocar nenhum produto, medicamento ou curativo, pois trata-se de uma resposta esperada e normal à vacina. Crianças que não apresentarem cicatriz vacinal após receberem a dose contra a tuberculose  não precisam ser revacinadas. A recomendação foi divulgada pelo Ministério da Saúde e está alinhada com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Comitê Técnico Assessor de Imunizações. Saiba mais. Prevenção da tuberculose no Brasil e no mundo: A vacina BCG não oferece eficácia de 100% na prevenção da tuberculose pulmonar, mas sua aplicação em massa permite a prevenção de formas graves da doença, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar (forma disseminada). No Brasil, embora a incidência de tuberculose pulmonar venha aumentando, quase não são mais registradas suas formas graves. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, nos países onde a tuberculose é frequente e a vacina integra o programa de vacinação infantil, previna-se mais de 40 mil casos anuais de meningite tuberculosa. Impacto como este depende de alta cobertura vacinal, razão pela qual é tão importante que toda criança receba a vacina BCG. Além das crianças, a vacina é indicada para pessoas de qualquer idade que convivam com portadores de hanseníase e estrangeiros, ainda não vacinados, que estejam de mudança para o Brasil. Fontes: Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira – IMIP Ministério da Saúde Organização Panamericana da Saúde. Cartilha de vacinas Sociedade Brasileira de Imunizações 01/7 – Dia da Vacina BCG | Biblioteca Virtual em Saúde MS (saude.gov.br)


Para a prestação de serviço de "atendimento domiciliar" você deverá preencher o formulário no final desta página.

  • Este serviço mantém a mesma qualidade que norteia nossas salas de vacinas.

  • Nossos colaboradores possuem formação profissional, treinamentos em sala de vacinas e também utilizam equipamentos de proteção individual.


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Nosso equipamento de atendimento obedece os critérios estabelecidos pela vigilância sanitária quanto a manutenção e eficácia do material, mantendo suas vacinas em temperaturas entre +2º e +8º C, conforme estabelecido pelo fabricantes.

Todo resíduo decorrente do procedimento retorna à clínica em recipiente adequado para descartes.

O "atendimento domiciliar" de vacina está em consonância com a Portaria Nº 985 de 15 de Dezembro de 2020, do Ministério da Saúde e possui autorização da Vigilância Sanitária do Município estabelecida no Alvará Sanitário da Clínica.

Diretor Técnico Responsável - Dr. Rogério João Machado – CRM: 3156
O presidente da OAB/SC, Rafael Horn, e o procurador-Geral de Justiça, Fernando Comin, enviaram um ofício ao presidente da Alesc, deputado Mauro de Nadal (MDB), em que manifestam apoio ao projeto de lei do deputado Felipe Estevão (PSL), que obriga o Estado a divulgar quem já recebeu a vacina contra a Covid-19 em Santa Catarina. O pedido é para que a proposta seja analisada com urgência.

No documento, a OAB e o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) afirmam que o projeto ajuda a “aperfeiçoar a regulação e a organização das ações e serviços de saúde, especialmente diante de momento histórico tão sensível”. O objetivo da proposta é acabar com os casos de ‘fura-fila’, que resultam em menos doses para os grupos vulneráveis. (Por Dagmara Spautz)

Leia a notícia completa no site do NCC
https://tinyurl.com/yd9tbemz

 

 
Em um momento em que a demanda e a consciência em relação à importância da prevenção de diversas doenças por meio de vacinas estão em alta, a Vacinas Santa Catarina demonstra mais uma vez que possui equipamentos que garantem a qualidade e armazenamento das vacinas, bem como as mais completas instalações para aplicação de vacinas do estado, com quatro unidades aptas a oferecer o pleno atendimento às necessidades de planos de vacinação.

Recentemente, a VSC adquiriu mais uma geladeira para vacinas, reforçando seus equipamentos e infraestrutura. O equipamento, chamado RVV2000D, tem: dimensões de 205A x 205L x 79P (em cm); faixa de temperatura de +2°C a +8°C; capacidade 1560 litros úteis; e interior com 12 a 16 prateleiras.

Com capacidade de armazenar 148.000 doses de vacina, o equipamento está alocado na unidade matriz, mas também disponível como apoio para todas as unidades. O equipamento foi desenvolvido especificamente para a guarda científica de vacinas. Sua refrigeração é por compressor hermético, selado, de baixo consumo de energia, com sistema de circulação forçado de ar interno, garantindo uma maior homogeneidade na temperatura interna.

Além disso possui degelo seco automático com evaporação de condensado sem trabalho adicional e câmara interna construída em aço inoxidável para longa vida útil e perfeita assepsia, sem divisórias e/ou paredes verticais.

O equipamento possui alarme visual e sonoro de máxima e mínima temperatura, falta de energia ou porta aberta, dotado de bateria recarregável. Tem sistema de redundância elétrico/eletrônico, garantindo perfeito funcionamento do equipamento. Além de sistema de bateria para acionamento dos alarmes na falta de energia, uma segurança a mais, considerando que a unidade matriz já possui geradores próprios.

A geladeira possui registro na ANVISA classe II, certificação ISO 13485, FDA ou CE.
Os voluntários vacinados com a tríplice viral tiveram redução de 54% na possibilidade de ter sintomas de Covid-19, enquanto o risco de serem internados caiu para 74%. Esses são os dados de uma pesquisa que está sendo realizada pelo Centro de Pesquisa do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU-UFSC), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc). As informações ainda são preliminares.

A tríplice viral, como é conhecida a vacina MMR, que age contra sarampo, caxumba e rubéola, usa microorganismos vivos e atenuados. Vários estudos têm demonstrado que esse tipo de imunizante apresenta uma excelente resposta imunológica a vários outros agentes, a chamada imunidade heteróloga. Desde julho, os pesquisadores catarinenses estão estudando o seu efeito na prevenção e na severidade da Covid-19, causada pelo novo coronavírus.

O Centro de Pesquisa no HU-UFSC está fazendo a pesquisa com 430 voluntários da área da saúde. Uma parte recebe o imunizante e a outra, placebo (substância inativa). O estudo ainda está em andamento, com avaliação clínica e exames PCR dos participantes, com previsão de ser finalizado em março. Os dados acima fazem parte de uma “NOTA PRÉVIA – Análise Interina de Dados”.

De acordo com o professor Edison Natal Fedrizzi, coordenador do estudo, uma “análise interina” é realizada quando já é possível verificar a eficácia de uma substância em relação ao placebo. “Não é a análise final. No decorrer do estudo, vamos fazendo algumas análises para avaliar possíveis efeitos colaterais e a eficácia do tratamento. Quando a gente tem um resultado significante, que está demonstrando a realidade, já começamos a divulgar porque provavelmente ele vai se manter ou melhorar até o final do estudo”, explicou.

A ideia por trás do estudo não é substituir as vacinas específicas, que já estão sendo administradas no Brasil. A tríplice viral, amplamente usada no Sistema Único de Saúde, pode ajudar na estratégia de vacinação. Como mostra a nota: “Estes resultados são bastante animadores, pois trata-se de uma vacina não específica para o novo coronavírus, mas que mostrou resultados de eficácia semelhante a algumas vacinas específicas divulgados recentemente. Em hipótese alguma a vacina tríplice viral irá substituir a vacina específica. No entanto, seria muito útil se fosse possível vacinar os grupos não prioritários com esta vacina até que tenhamos a disponibilidade de vacinar toda a população com as novas vacinas contra a Covid-19”.

O estudo da UFSC também está avaliando por quanto tempo a tríplice viral age contra o novo coronavírus. A hipótese é de que seja de três a seis meses, caso o paciente receba uma dose, ou oito meses a um ano, no caso de duas doses.

Isso porque a tríplice viral, contra o coronavírus, age de uma forma diferente das vacinas específicas. “Estamos usando um efeito deste tipo de vacina que é a primeira fase da imunidade, a imunidade nata. A imunidade de longo prazo é chamada de humoral, associada à produção dos anticorpos específicos contra o microorganismo alvo da vacina. A humoral produz anticorpos. A celular é a produção de células de defesa do nosso organismo no primeiro combate frente a um organismo agressor. É uma proteção contra qualquer infeção”, informou Fedrizzi.

 

Além da Fapesc, o estudo também conta com apoio do Laboratório FioCruz – Bio-Manguinhos, Secretaria Estadual de Saúde (SES – LACEN) e Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SMF).

Investimento da Fapesc


A Fapesc investiu aproximadamente R$ 2,2 milhões em ações contra Covid-19 em Santa Catarina, incluindo pesquisas e desenvolvimento de produtos para combater a pandemia e seus efeitos. O estudo da tríplice viral é um dos cinco projetos aprovados no edital 06/2020 e recebeu cerca de R$ 100 mil para o desenvolvimento.

Há também pesquisas sobre testes mais seguros para diagnósticos da doença, produção de tecido pulmonar humano e ativação de laboratório na Serra catarinense. A conclusão de alguns projetos será divulgada nos próximos meses.

Para o professor Amauri Bogo, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação e presidente em exercício da Fapesc, fica clara a importância da ciência para a sociedade durante a pandemia. “A Fapesc está cumprindo seu papel ao dar suporte a uma série de pesquisas e inovações para o enfrentamento da pandemia. Alguns resultados já foram divulgados, mas, em breve, haverá outros”, afirmou.

Fotos: Cristiano Estrela / Arquivo / Secom[/caption]
Fonte: https://www.sc.gov.br/
A Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) acompanhou e analisou cuidadosamente os resultados do estudo clínico da vacina do Instituto Butantan, divulgados no dia de ontem (12.01.2021), da mesma forma como analisou cuidadosamente os dados de TODOS os estudos de TODAS as vacinas que foram divulgados – tanto resultados interinos como publicados na literatura científica. (mais…)
As vacinas estão entre os produtos farmacêuticos mais seguros, mas ainda assim podem acontecer os chamados “eventos adversos pós-vacinação (EAPV)”. O termo se refere a qualquer ocorrência médica indesejável depois da vacinação, mesmo que não tenha sido causada pela vacina. Às vezes, a relação é apenas coincidência temporal.

EAPVs graves são extremamente raros. São assim classificadas as situações que:

  • requerem intervenção médica prolongada ou hospitalar;

  • resultam em incapacidade persistente e/ou significativa;

  • resultam em uma anomalia congênita;

  • resultam em morte.


De modo geral, em pessoas sem histórico de hipersensibilidade ou de doença que cause imunocomprometimento não há como prever se haverá reação a uma vacina e se será leve ou grave. Para minimizar o risco, é importante seguir as diretrizes de boas práticas em vacinação e identificar, antes da aplicação, se existe ou não contraindicação ou precauções para alguma vacina. Pessoas com história de EAPV grave em vacinação anterior e/ou com condições especiais demandam mais atenção.

Uso da mesma vacina após EAPV


Muitos EAPVs graves são situações pontuais que não se repetem com doses subsequentes da vacina. Dessa maneira, é possível continuar o esquema com a mesma vacina, desde que sob orientação e, eventualmente, supervisão médica rigorosa. A exceção se dá quando há histórico confirmado de anafilaxia à vacina ou a um de seus componentes ─ neste caso, a contraindicação é absoluta.

Cabe ao profissional da saúde, diante de um EAPV, notificar o serviço de vigilância local e o fabricante da vacina, além de acompanhar, avaliar e investigar o caso. Com essas informações em mãos é possível definir se há segurança para a revacinação ou continuidade do esquema vacinal com determinadas vacinas.

Anafilaxia (alergia grave)


Anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade muito rara. No geral, a chance de ocorrer após uma única dose da vacina é de cerca de um caso por milhão, embora o risco varie de acordo com o tipo de vacina. Entre os componentes da vacina mais frequentemente implicados nesse tipo de reação alérgica estão alguns antibióticos, gelatina e proteínas do ovo.

Pessoas alérgicas ao látex (borracha) estão em risco de EAPV caso haja traços da substância no equipamento que contém a vacina, como tampas de frascos e êmbolos de seringa. Assim, antes da vacinação, o profissional da saúde deve consultar as bulas e outros meios de informação sobre os produtos.

Avaliação de pessoas com histórico de alergias


Todo serviço de vacinação deve investigar se há história de alergias e reações anteriores antes de administrar qualquer dose de vacina. Dependendo da alergia, pode ou não haver contraindicação para a vacinação.

Reações alérgicas a algum antibiótico (neomicina, por exemplo) restritas a manifestações de pele (como erupções cutâneas) não são consideradas fatores de risco para uma reação alérgica grave (anafilaxia) a vacinas que contenham esse antibiótico.

Pessoas com alergia a proteína do ovo de galinha (ovalbumina) podem receber as vacinas influenza (gripe), tríplice viral e tetraviral, que contêm quantidade desprezível da substância. No caso da vacina febre amarela, por outro lado, aqueles que apresentam histórico de anafilaxia ao ovo devem ser submetidos a um protocolo especial, pois a quantidade de ovalbumina na fórmula é maior. Para tanto, devem buscar aconselhamento especializado nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).

 

Fonte: Sbim


Thais Cardoso | Orientações de grupo de divulgação científica da USP estão disponíveis no formato de postagens em redes sociais e são baseadas em documento da Organização Mundial da Saúde.

“Negacionistas científicos” parece um termo para descrever figuras distantes de nosso cotidiano, quase de um outro mundo. Mas essas pessoas que rejeitam conceitos provados pela ciência – muitas vezes há séculos – estão mais próximas do que imaginamos. Seja na convivência dos amigos, no grupo de WhatsApp da família e até mesmo entre autoridades, eles se fazem cada vez mais presentes em nosso dia a dia. Afinal, é possível estabelecer um diálogo saudável com quem prefere fechar os olhos para o que é seguro em detrimento de ideologias pessoais e conspiracionistas?

A União Pró-Vacina, por meio de um de seus integrantes, o grupo de divulgação científica da USP Ribeirão Preto Vidya Academics, mostra que sim. Eles criaram um material para mídias digitais com o objetivo de ajudar quem está disposto a se aventurar nessa desafiadora tarefa.

O foco do material é o movimento antivacina, mas boa parte das dicas pode ser aproveitada para qualquer outro tópico, desde a pandemia de covid-19 até o aquecimento global. São oito artes para redes sociais que abordam como lidar com debatedores negacionistas, os principais comportamentos e estratégias que podem ser adotados e ainda dá dicas de como rebater argumentos mais frequentes usados pelos negacionistas.

Os tópicos foram reunidos a partir de um guia em inglês de boas práticas para responder pessoas que são contra vacinas em público, criado pela Organização Mundial da Saúde. Também foram utilizados como fontes artigos publicados nos periódicos Open Forum Infectious Diseases e Nature e na revista Questão de Ciência.

O material oferece ainda links para munir o debatedor com evidências científicas contra as ideias falsas defendidas pelos negacionistas. Entre eles, outro material criado pela União Pró-Vacina, um manual que responde às principais dúvidas, fake news e teorias conspiratórias envolvendo vacinas tradicionais e vacinas contra a covid-19.



 

Lições contra o movimento antivacina








O material destaca que existem três tipos de adeptos ao movimento antivacina: aqueles que rejeitam totalmente as vacinas e seguem convictos de sua opinião, mas que representam apenas uma minoria; os antivacina abertos, que acreditam nas teorias da conspiração, mas são mais propensos ao debate; e os indecisos, que aceitam a maioria das vacinas, porém ainda têm problemas com algumas.














Segundo a União Pró-Vacina, disponibilizar um material como este em português, de forma acessível nas mídias digitais, amplia as estratégias de discussão e disseminação de informações corretas sobre vacinas. “Como as informações corretas não chegam de forma orgânica, devido à politização do tema e ao crescimento de conteúdo antivacinas – e outros movimentos negacionistas -, é necessário que a comunidade científica saiba tomar espaço na discussão pública. Vale ressaltar que se abster do debate e ignorar questões relacionadas, especialmente quando se é cientista ou se reconhece os benefícios da ciência, não é o melhor caminho”, explica o estudante da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP e integrante da União Pro-Vacina Wasim Syed.




Sobre a UPVacina








União Pró-Vacina é uma iniciativa organizada pelo Instituto de Estudos Avançados de Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP em parceria com o Centro de Terapia Celular (CTC), o Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias (CRID), os projetos de divulgação científica Ilha do Conhecimento e Vidya Academics, e o Gaming Club da FEA-RP.

O objetivo é unir instituições acadêmicas e de pesquisa, poder público, institutos e órgãos da sociedade civil para combater a desinformação sobre vacinas, planejando e coordenando atividades conjuntas que exploram as potencialidades de cada instituição participante.

Entre as ações estão: colaboração para elaboração e melhoria de políticas públicas; produção de material informativo; intervenções em escolas, espaços públicos e centros de saúde; eventos expositivos; combate às informações falsas e desenvolvimento de games.

Mais informações: facebook.com/upvacina.

Os posts


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A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) divulgou nota pública no dia 1 de setembro sobre a importância da vacinação regular da população brasileira. O comunicado surgiu em virtude da declaração do presidente da República, Jair Bolsonaro, de que “ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina”.

A SBIm destaca que a “vacinação está entre os instrumentos de maior impacto positivo em saúde pública em todo o mundo, contribuindo de forma inquestionável para a redução de mortalidade e o aumento da qualidade e da expectativa de vida.”

Além disso, reafirma que a “graças à vacinação, foi possível erradicar a varíola e praticamente erradicar a poliomielite, presente, hoje, em apenas dois países.”

A SBIm lembra ainda a relevância do Programa Nacional de Imunizações (PNI) brasileiro. “É considerado um dos mais bem‐sucedidos do mundo. Além da varíola e da pólio, foram eliminadas do território nacional a rubéola, a síndrome da rubéola congênita, o tétano materno e o tétano neonatal,” esclarecendo que “estas e outras tantas conquistas estão atreladas à adesão do brasileiro à vacinação e ao reconhecimento por estes da importância das vacinas na prevenção de graves danos à saúde.

Por fim, a nota conclui:

“A SBIm entende que é dever das autoridades públicas e dos profissionais da saúde conscientizar a população acerca da importância da vacinação, independentemente da obrigatoriedade, sob pena de vivermos retrocessos como a volta do sarampo devido às baixas coberturas vacinais. Entende também que é dever de cada pessoa buscar a vacinação com o objetivo não apenas da proteção individual, mas também coletiva. É essencial lembrar que o artigo 14 do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990) define a obrigatoriedade da vacinação para este grupo, cabendo a aplicação de penalidades pelo descumprimento.”

Veja o PDF da íntegra da nota.

nota-sbim-obrigatoriedade-vacinar-200901

1ª - A sua proteção

2ª - A proteção das pessoas ao seu redor




Sobre a proteção da sua saúde é fácil entender, né?


Sobre a proteção coletiva, funciona assim: quando a maior parte da população está com a vacinação em dia, a circulação de vírus e bactérias que podem ser prevenidos pela vacinação fica muito reduzida, bem como o risco de pessoas não vacinadas ficarem doentes.




Essas pessoas podem ser, por exemplo, bebês ainda sem vacinação ou com vacinação incompleta, crianças, adultos ou idosos que devido a uma doença grave ou tratamento apresentam contraindicações para determinadas vacinas. Ou ainda idosos que, pelo processo natural de envelhecimento, já não têm o sistema imunológico tão eficiente quanto antes. Ou seja, pode ser seu filho, irmão, seus pais, tios... Pode ser alguém que você nem conhece...




Todas dependem da vacinação de outras pessoas para garantir que também estejam protegidas por meio de vacinas.



Fonte: SBIm
A Organização Panamericana da Saúde (OPAS) criou, em 2002, a Semana Mundial da Imunização, com o objetivo principal de divulgar a vacinação como ferramenta de promoção de saúde para toda a população. Em 2012 a Organização Mundial da Saúde (OMS) referendou a iniciativa, estendendo a campanha para todo o planeta.

Neste ano, os temas são “#VaccinesWork” e “Ame, Confie Proteja”, que buscam, justamente, demonstrar o valor das imunizações e suas conquistas. Os avanços e os desafios nos dias de hoje. Após ampla utilização de vacinas, em todo o mundo, vimos erradicar a varíola, estamos em vias de eliminação da pólio, controlamos o sarampo, a febre amarela, a difteria e tantas outras doenças que eram responsáveis por elevadas taxas de mortalidade infantil em todo o mundo.

Infelizmente, temos observado uma queda nas taxas de vacinação em quase todos os países, colocando em risco todos estes avanços. Estas conquistas não podem e não devem retroceder. Falsa sensação de proteção, desconhecimento dos benefícios da vacinação, medo de eventos adversos, dificuldade de acesso aos imunobiológicos e as chamadas “fake news”, têm sido apontadas, em vários estudos, como as principais causas dessa queda nas coberturas vacinais.

A OMS estima que dois a três milhões de crianças sejam salvas no mundo, anualmente, graças às vacinas, e outras dois milhões poderiam ainda ser salvas se aumentássemos a utilização de vacinas. Segundo Tedros Adhanom, Diretor-geral da OMS, o maior impacto da subutilização das vacinas recai justamente sobre as regiões mais pobres do planeta.

No Brasil, nosso Programa Nacional de Imunizações (PNI) é reconhecido como um dos melhores programas de vacinação do mundo, não só pelo número de vacinas oferecidas, mas também por sua capilaridade, num país continental como nosso, tão cheio de desigualdades e dificuldades de acesso; são mais de 35.000 salas de vacinas espalhadas por todo país. Porém são enormes os desafios que ainda enfrentamos: frequentes irregularidades no abastecimento de vacinas, horários pouco flexíveis de funcionamento das unidades de saúde, deficiente capacitação dos profissionais da saúde além de insuficiente comunicação com a população sobre os benefícios e segurança das vacinas.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) tem participado ativamente das discussões a cerca das melhores práticas em imunizações, colaborando intensamente na divulgação da importância da vacinação, sempre destacando o papel protagonista do Pediatra como fonte confiável de informação!

É tempo de comemorar, mas também de agir!

Luciana Rodrigues Silva – Presidente da SBP
Renato Kfouri – Presidente do Departamento Científico de Imunizações da SBP

Leia o documento na integra aqui.
A PARTIR DE SÁBADO (11/4) ESTARÁ DISPONÍVEL EM NOSSA CLÍNICA A VACINA DA GRIPE QUADRIVALENTE.

A nossa unidade Matriz localizada na Rua Prefeito Frederico Busch Junior, 255, sala 2, Garcia, Blumenau – SC terá expediente estendido para melhor atender você e também não fecharemos para almoço. Aos sábados somente esta unidade estará aberta.

Serão distribuídas senhas a partir das 8h, até as 16h.

Não fazemos agendamento de vacinas e nem reservas. Por favor, pedimos que evitem aglomerações em frente a clínica. Os valores da vacina estão na imagem!

MATRIZ


(47) 3041-8444
(47) 9 9748-5544 (Whatsapp)

Horário:

Segunda à Sexta: 8h as 18h (sem fechar para o almoço)
Sábado: 8h as 12h

Rua Prefeito Frederico Busch Junior, 255,
sala 2, Garcia, Blumenau – SC

UNIDADE CENTRO CLÍNICO


(47) 3322-0208

Horário: 

Segunda à Quinta: 8h as 12h / 13h as 18h

Sexta: 8h as 12h / 13h as 17h

Rua Armando Odebrecht, 70
sala 2 – Garcia, Blumenau – SC

UNIDADE CELPINHO


(47) 3232-2830

Horário:


Segunda a quinta

Das 08h50 às 12h e das 13h às 18h50

Sexta: das 9hàs 12h e das 13h às 18h

Rua Engenheiro Paul Werner, 1197, Itoupava Seca, Blumenau – SC

 

UNIDADE GASPAR – SC


47) 3304-0111
(47) 9 9957-0383 (Whatsapp)

Horário:

Das 08:30 as 12:00
Das 13:30 as 18:00
De segunda a sexta-feira!

Rua São José, 196, sala 4, Centro, Gaspar-SC

 
1) A vacina da gripe pode causar gripe?

Não. Por ser inativada, ou seja, sem vírus vivo, não existe possibilidade de a vacina da gripe causar gripe.

2) Quem pode se vacinar gratuitamente?

Devido ao maior risco de adoecimento e complicações, os seguintes grupos foram considerados prioritários pelo Ministério da Saúde em 2020: pessoas de 55 a 60 anos; crianças de 6 meses a menores de 6 anos; gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto); trabalhadores da saúde; professores; povos indígenas; portadores de determinadas doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais; forças de segurança e salvamento; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas; população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

3) Não faço parte dos grupos de risco. Posso/devo me vacinar?

Tanto pode como deve. Mas, se não pertencer aos grupos de risco, precisará recorrer à rede privada. A SBIm recomenda a vacina para todas as pessoas a partir de seis meses de idade.

4) A vacina contra a gripe previne o coronavírus?

Não. A vacina contra a gripe e as pneumocócicas — também citadas em alguns boatos — são extremamente importantes, mas não conferem proteção contra qualquer tipo de coronavírus.

5) Já tomei vacina de H1N1 ano passado. Estou protegido? Não preciso mais tomar?

A revacinação anual contra a gripe é fundamental por dois motivos. O primeiro é que a proteção conferida pela vacina cai progressivamente seis meses depois da aplicação. O segundo é a variação dos subtipos de influenza circulantes. Como eles mudam com frequência, mesmo que o efeito da vacina durasse mais tempo, ela poderia não proteger contra os vírus do inverno seguinte.É importante esclarecer que não há atualmente uma vacina somente contra o H1N1: ele é um dos três ou quatro tipos de vírus influenza contidos nas vacinas disponíveis e, apesar de ter ficado famoso na pandemia de 2009, oferece os mesmos riscos que os demais.

6) Quem já teve H1N1 há dois anos já está imune?

Infelizmente, não. Os vírus que causam a gripe sofrem mutações com alguma regularidade, o que significa que um mesmo tipo pode adquirir características diferentes com o passar do tempo. Por exemplo, o H1N1 de um ano não obrigatoriamente será o mesmo no ano seguinte.Além disso, durante o inverno, circulam outros tipos, como o influenza H3N2, o influenza B etc. Todos podem levar a quadros graves, com risco de internação e até mesmo de morte, dependendo da condição de saúde da pessoa. Vacinar-se contra a enfermidade a cada ano é sempre a melhor proteção.

7) Como vou proteger meu bebê que acabou de nascer e só pode receber a vacina da gripe aos 6 meses de vida?

Os bebês que nascem de mães vacinadas durante a gestação herdam anticorpos que permanecem por alguns meses após o nascimento (conheça todas as vacinas indicadas em: www.vacinasparagravidas.com.br). Mas, se a mãe não se vacinou na gravidez, ainda pode transferir seus agentes protetores pelo leite materno após se vacinar. Lembramos que a vacina também está disponível na Campanha para mulheres no puerpério (até 45 dias após o parto).As demais pessoas que mantêm contato frequente com o bebê — mães após o puerpério, pais, irmãos, avós e babás, por exemplo — também devem estar em dia com a vacinação contra a gripe e outras doenças infectocontagiosas, para reduzir os riscos de transmissão ao recém-nascido.

8) Por que a vacina demora a chegar?

A composição da vacina que previne a gripe precisa ser revisada a cada ano, de acordo com os tipos de vírus da influenza que mais circularam nos hemisfério Norte e Sul. Em setembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) — responsável pela tarefa — define a fórmula para o Hemisfério Sul e a comunica aos fabricantes das vacinas.A partir daí, tem início a produção, que leva cerca de seis meses. Como no Brasil o inverno começa em junho, a previsão é a de que a vacina esteja disponível entre março e abril. Dessa forma, as pessoas podem ser imunizadas antes dos meses de maior circulação dos vírus.

9) Cheguei de viagem dos Estados Unidos, onde me vacinei contra a gripe. Ainda preciso tomar a vacina no Brasil?

Sim. A vacina usada nos Estados Unidos tem formulação específica para o Hemisfério Norte, ou seja, pode não conter os tipos de vírus que irão circular no Brasil.

10) Posso tomar logo Oseltamivir (Tamiflu®), caso fique gripado?

O Oseltamivir (Tamiflu®) é usado para tratamento da infecção pelos vírus da influenza, principalmente nos casos em que há fatores de risco para complicações decorrentes da gripe e para pessoas com diagnóstico de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), portanto, sua indicação requer avaliação médica, já que o uso indiscriminado desse medicamento pode gerar problemas futuros. É importante procurar o profissional nas primeiras 48 horas a partir do início dos sintomas.
A influenza, ou gripe, como é comumente chamada, é prevenível por vacina. Ela ocorre todos os anos e está entre as viroses mais frequentes em todo o mundo. Costuma causar complicações principalmente em crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com comprometimento da saúde (portadores de doença respiratória ou cardíaca, obesidade, diabetes, trissomias, deficiência da imunidade, entre outras).

Estima-se que todos os anos a gripe causada pelo vírus influenza atinja de 5%-10% dos adultos e de 20%-30% das crianças em todo o mundo. A infecção pode acarretar hospitalização e morte, principalmente entre os grupos de maior risco (os muito jovens, idosos ou doentes crônicos). Acredita-se que todas as epidemias anuais de gripe sazonal resultem em aproximadamente 3 a 5 milhões de casos de doenças graves e na morte de cerca de 250 mil a 500 mil pessoas.

A prevenção evita que você adoeça e também que transmita o vírus influenza, e isso aumenta a proteção para todos. A complicação mais frequente e também a principal causa de morte em decorrência da gripe é a pneumonia, na maior parte das vezes causada pela bactéria pneumococo.

A gripe tem início súbito. Sintomas como febre, calafrios, tremores, dor de cabeça, dores no corpo, perda de apetite, tosse (em geral seca), dor de garganta e coriza duram cerca de uma semana.

Transmissão:


Aaaaatchim... Pronto! Lá se vão cerca de 40 mil gotículas de saliva no ar durante um simples espirro. Com elas seguem também os vírus da gripe. Dessa forma eles “viajam” por aí, se “acomodam” nas superfícies de objetos e passam de uma pessoa para outra quando atingem as mucosas de boca, nariz e olhos.
Ilustração gripe
O período de transmissão da gripe começa 24 horas antes dos sintomas e dura de cinco a dez dias após o seu surgimento. Em crianças e pessoas com imunidade comprometida esse período dura até mais de dez dias.

A gripe é causada por mais de um tipo de vírus influenza, classificados como A e B, e cada um possui subtipos. Os associados ao tipo A recebem nomes como, por exemplo, A(H1N1), A(H3N2) e A(H7N9), sendo os dois primeiros os que circulam entre humanos atualmente. Já os vírus tipo B são classificados como de linhagem Victoria e linhagem Yamagata.

Os vírus influenza A também infectam aves, cavalos, porcos, focas, baleias e estão sempre dando um jeito de se modificar, ainda que bem pouquinho, só para enganar os anticorpos — agentes responsáveis pela defesa do organismo. Quando o vírus influenza de um animal se “mistura” com de um humano, origina-se um novo tipo de vírus. Foi o que possibilitou a pandemia de “gripe suína”, causada pelo vírus A(H1N1).

Essa capacidade de produzir novos tipos faz com que seja necessária uma vigilância contínua em todo o mundo, realizada por centros coordenados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A partir dessas informações é definida, anualmente, a composição das vacinas que serão indicadas a quem vive no hemisfério Sul ou no hemisfério Norte. Isso torna necessária a vacinação anual a melhor forma de prevenir contra a gripe.
Para manter a população e profissionais de saúde informados a respeito do coronavírus, o Ministério da Saúde lança, nesta quinta-feira (26), um canal exclusivo e gratuito no WhatsApp, aplicativo de mensagens pertencente ao Facebook. A ferramenta conta com orientações sobre a doença, sobre o tratamento e até protocolo de atendimento para profissionais dos postos de saúde.

Um bot (robô de atendimento automático) receberá perguntas e fornecerá orientações sobre o coronavírus. A programação do robô inclui recomendações sobre como agir frente a casos suspeitos, formas de contaminação, prevenção, ações do Ministério e desmistificação de boatos sobre o vírus.

O bot criado pelo WhatsApp está sendo oferecido pelo Facebook aos países como forma de auxiliar no combate à pandemia. No Brasil, a parceria fechada com o Ministério da Saúde reforça a estratégia de comunicação do Governo Federal desde o início da crise: transparência, clareza e sistematização nas mensagens mandadas à população.

“Desde o início da circulação do coronavírus no mundo, o Ministério da Saúde trata com total transparência as informações referentes ao tema. Esta ferramenta permitirá mais um contato imediato do cidadão com as diretrizes oficiais e informações verídicas, diretamente da fonte, evitando equívocos em um momento de cuidado extremo”, reforça o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Para acessar o bot do WhatsApp clique aqui (para celular)

Pelo celular, pode ser utilizado o link ou salvar o número +55 (61) 9938-0031 à agenda do telefone e iniciar uma conversa com um "Oi".

O diretor de Operações do WhatsApp, Matt Idema, comenta: "Em momentos difíceis como esse, as pessoas usam o WhatsApp mais do que nunca para se conectar e apoiar seus amigos, familiares e comunidades. Temos o prazer de poder fornecer ao Ministério da Saúde ferramentas de comunicação para ajudá-los a responder às perguntas dos cidadãos sobre o vírus com conselhos de saúde confiáveis e oportunos, a fim de manter as pessoas seguras”.

 
Atenção aos prazos! A vacina contra febre amarela, por exemplo, deve ser tomada, no mínimo, dez dias antes da viagem.

o fazer as malas para viajar, sempre nos esquecemos de alguma coisa. Então, é importante ficar atento, principalmente, com os documentos necessários para embarcar e desembarcar em outro país. Normalmente, quando se fala em viajar para o exterior, de imediato pensamos no passaporte e no visto, exigido por alguns países. No entanto, outro documento fundamental é o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP).



Antes de viajar para exterior verifique todos os documentos necessáriosO que é?


É um documento oficial, conhecido como “carteirinha internacional de vacinação”, que comprova que o passageiro está imune a doenças estabelecidas no Regulamento Sanitário Internacional (RSI).  O objetivo da carteira é prevenir a transmissão de doenças no país de destino ou até mesmo a contaminação com outra doença local.


Atualmente, a febre amarela é a única doença que está especificada no RSI. Portanto, alguns países podem solicitar o documento que comprove que o passageiro está vacinado contra a enfermidade. A falta da comprovação pode ser um impedimento para a entrada da pessoa no país de destino.


“Já aconteceu de eu esquecer algumas vacinas necessárias para entrar em determinado país e tive que mudar a viagem de última hora, pois não tinha as vacinas necessárias para desembarcar”, disse a comissária de bordo Amanda Marques, 21 anos. Hoje em dia, ela diz que sempre faz o planejamento e verifica tudo que é necessário para entrar em outro país.


A jornalista Juliana Rabelo, 33 anos, precisou retirar a carteira de vacinação internacional para entrar na Ásia. “Eu tinha conhecimento porque pesquisei tudo antes de comprar passagem e ir. Sempre fico atenta às recomendações da Anvisa, até porque não quero chegar lá e ser barrada e nem contrair qualquer tipo de doença durante a viagem”, disse.


Já o autônomo Bruno Cavalcante, 34 anos, tomou a vacina contra a febre amarela antes de viajar para a Venezuela. No entanto, o prazo exigido pelo país era de mais de 15 dias de antecedência, e ele foi impedido de entrar. “Apesar de saber da necessidade da vacina, não me liguei nos detalhes”, disse.



Como retirar?


Antes de viajar, confira, no site da Anvisa, se o país para onde você está indo exige o documento. É importante lembrar que a exigência do certificado é restrita a pessoas que estão viajando com destino ou escala/conexão em países que exigem a vacinação.

Em situações como residência temporária ou permanente, o viajante deve ficar atento, pois outras vacinas podem ser solicitadas de acordo com cada país de destino. Nesses casos, é recomendado procurar, junto às respectivas embaixadas, a forma de apresentação da comprovação vacinal, uma vez que não são exigências vacinais nos termos do Regulamento Sanitário Internacional. Ou seja, essas vacinas adicionais não são registradas no CIVP.

Definida a necessidade, o viajante deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou unidade privada credenciada mais próxima de casa e se vacinar contra a febre amarela e outras vacinas preconizadas pelo país de destino. É importante guardar o comprovante de vacinação. Ele é necessário para solicitar o Certificado Internacional. Certifique-se que o Cartão Nacional de Vacinação esteja preenchido corretamente: data de administração, fabricante e lote da vacina, assinatura do profissional que realizou a aplicação e a identificação da unidade de saúde onde ocorreu a aplicação da vacina.

A vacina contra febre amarela deve ser tomada com antecedência de, no mínimo, dez dias antes da viagem.


O viajante precisa também se cadastrar e enviar uma solicitação pelo site de Serviços do Governo Federal. O processo será analisado e, se aprovado, o usuário receberá uma mensagem, de acordo com os dados informados no cadastro. O prazo para emissão online é de até 10 dias úteis.


Aprovada a emissão, a pessoa deve assinar o certificado no local indicado com assinatura digital e imprimir. O processo dispensa a presença física do cidadão em um posto de atendimento.


Mais de cem países exigem o certificado para comprovação, em especial da imunização contra a febre amarela. Alguns países, como Estados Unidos, Reino Unido e Portugal, pedem a apresentação do certificado. Em outros casos, como Austrália, Bahamas e Tailândia, não é permitida a entrada sem o documento, inclusive para uma simples conexão do cidadão que estiver só de passagem.


Com informações da Anvisa e OMS


Fonte: GOV.BR
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirma o segundo caso de febre amarela em humano neste ano. O paciente está internado no Hospital Nereu Ramos, em Florianópolis, unidade referência de infectologia em Santa Catarina. O Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/SC) confirmou o diagnóstico para a doença no último domingo, dia 2.

O homem de 40 anos é morador de Jaraguá do Sul, no Planalto Norte do estado, e não tem registro de vacina no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI).

O primeiro paciente diagnosticado com febre amarela neste ano, no dia 24 de janeiro, também permanece internado no mesmo hospital. Ele tem 47 anos e é morador do município de São Bento do Sul, Planalto Norte, também sem registro de vacina no sistema. Em 2019, o estado registrou duas mortes em humanos por conta da doença.

A febre amarela é uma doença grave, transmitida por mosquitos em áreas silvestres e próximas de matas. A vacinação é a melhor forma de se proteger da doença. A dose é gratuita. Até o momento, a cobertura vacinal do Estado está em 84%, abaixo do que é recomendado pelo Ministério da Saúde, que é de vacinar pelo menos 95% do público-alvo.

“Por isso, reforçamos que todas as pessoas com mais de nove meses, que ainda não receberam a vacina, precisam procurar uma unidade de saúde para se proteger. A vacinação é essencial, sobretudo para as pessoas que residem nos locais onde estão acontecendo as mortes dos macacos” afirma João Fuck, gerente de zoonoses da SES.

Mortes de macacos

A SES também confirmou nesta segunda-feira, 3, mais dois macacos mortos por febre amarela. Os bugios foram localizados em Corupá, no dia 26 de dezembro de 2019, e em Blumenau, no dia 7 de janeiro deste ano.

No total, foram contabilizadas nove mortes de macacos por febre amarela em 2019 (Garuva, Joinville, Indaial, Jaraguá do Sul, São Bento do Sul e Corupá) e dois animais diagnosticados com a doença em 2020 (Blumenau e Pomerode).

Fonte: DIVE
É apenas a segunda ocorrência da doença na cidade desde 2003

Blumenau registrou nesta semana o primeiro caso de sarampo na cidade em 2020. De acordo com a Vigilância Epidemiológica, o paciente é um jovem de 24 anos que esteve no Litoral do Estado e teve contato com uma pessoa que também contraiu a doença.

O homem recebeu tratamento, foi orientado, não teve de ser internado, e passa bem. Esse é apenas o segundo caso de sarampo na cidade em três meses. Em novembro do ano passado, uma mulher de 26 anos também foi diagnosticada com a doença. Ela havia participado de um evento de música na região alguns dias antes.


Desde 2003, esses foram os dois únicos casos no município. Eles são considerados importados, já que o contágio não foi feito em Blumenau. O último caso de transmissão ocorrida dentro da cidade é de 1997.




Vacinação


A vacina contra o sarampo está disponível nas salas de vacinação do município durante todo o ano, seguindo o calendário vacinal.


Crianças entre 6 e 11 meses precisam tomar a dose zero e depois repetir a vacina ao 12 e aos 15 meses; até 29 anos é necessário ter duas doses contra o sarampo registradas na carteira de vacinação; e de 30 a 49 anos, uma dose.


Este ano, a Vigilância Epidemiológica já recebeu 2.721 doses enviadas pelo governo do Estado e as equipes das unidades de saúde já aplicaram 2.417.Em 2019 foram aplicadas mais de 30 mil doses da imunização contra o sarampo em Blumenau.



Sintomas


Os principais sintomas do sarampo são febre, tosse, coriza, aparecimento de manchas vermelhas no corpo e olhos avermelhados.


Fonte: NSC

Quando o seu filho, neto, sobrinho, ou melhor, quando o seu corajoso tomar vacina em alguma das nossas unidades, bata uma foto e nos mande! Você pode enviar as fotos para o e-mail contato@vacinassantacatarina.com.br

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Iniciativa quer unir instituições acadêmicas, poder público e órgãos da sociedade civil para combater a desinformação sobre vacinas





A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que as vacinas evitem entre 2 e 3 milhões de mortes todos os anos. Outras 1,5 milhão de mortes poderiam ser evitadas se a cobertura vacinal alcançasse os índices ideais.

Baseando-se nesses dados, a União Pró-Vacina desenvolveu um contador em tempo real mostrando quantas mortes em todo o mundo já foram evitadas em 2020 pelas vacinas e quantas mais poderiam ser prevenidas com uma taxa maior de vacinação.

O contador pode ser acessado neste link. O objetivo é conscientizar as pessoas a manterem atualizadas suas cadernetas de vacinação e, principalmente, as de seus filhos.

A imunização por meio de vacinas pode ser considerada uma das grandes histórias de sucesso da medicina moderna. Mesmo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), dependem diretamente da expansão do acesso às vacinas. Além de evitar doenças graves como câncer, sarampo e poliomielite, elas estão associadas a resultados positivos na educação e também na economia. Afinal, uma população saudável e livre de doenças tem mais condições de estudar e trabalhar, promovendo assim o desenvolvimento do País.

Sobre a União Pró-Vacina


A União Pró-Vacina é uma iniciativa organizada pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA) Polo Ribeirão Preto da USP em parceria com o Centro de Terapia Celular (CTC), o Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias (Crid), os projetos de divulgação científica Ilha do Conhecimento e Vidya Academics, e o Gaming Club da FEA-RP.

O objetivo é unir instituições acadêmicas e de pesquisa, poder público, institutos e órgãos da sociedade civil para combater a desinformação sobre vacinas, planejando e coordenando atividades conjuntas durante todo o ano de 2020, explorando as potencialidades de cada instituição participante.

Entre as ações que serão realizadas estão: produção de material informativo; intervenções em escolas, espaços públicos e centros de saúde; eventos expositivos; combate às informações falsas e desenvolvimento de games.

Instituições, grupos e associações interessados em integrar a iniciativa e colaborar com os projetos podem entrar em contato pelo e-mail iearp@usp.br.

Fonte: Jornal USP

“Eu só não nasci com a pólio, mas aprendi a conviver com as sequelas. Até mesmo porque eu nunca soube o que é caminhar dentro dos padrões da normalidade. No meu caso, eu adquiri antes mesmo da primeira dose da vacina, que é aos dois meses. Eu não tive acesso a vários esportes, várias outras oportunidades que eu deveria ter eu não tive em virtude da paralisia. A vacina é única prevenção”. O relato é do cirurgião dentista Ricardo Gadelha, que teve poliomielite antes dos dois meses de vida, essa doença, que também é conhecida como paralisia infantil.

No dia 24 de outubro, data que marca o Dia Mundial da Poliomielite, a Comissão Global para Certificação da Erradicação da Poliomielite, assinou o certificado para declarar a erradicação do vírus da poliomielite tipo 3. “Isso é um marco significativo de livrar o mundo de todas os tipos de vírus da poliomelite e garantir que nenhuma criança seja atingida em qualquer lugar”, destacou Francieli Fontana, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI/SVS) do Ministério da Saúde.

Para quem não sabe, existem três tipos de vírus da poliomelite - tipos 1, 2 e 3 e a vacinação é a única forma de prevenção. “O desenvolvimento de vacinas eficazes para prevenir a poliomielite foi um dos principais avanços médicos do século XX”, afirma a coordenadora. Segundo Francieli, o Brasil recebeu o certificado da livre circulação do vírus em 1994. No entanto, até que a doença seja erradicada no mundo (como ocorreu com a varíola), existe o risco de um país ou continente ter casos do vírus e voltar a circular em seu território. “Para evitar isso, é importante manter os altos índices de cobertura vacinal e fazer uma vigilância constante, entre outras medidas”, salientou a coordenadora.

Sequelas da poliomielite

As principais características são a perda da força muscular e dos reflexos. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos. As consequências da doença estão relacionadas com a infecção da medula e do cérebro pelo vírus e que normalmente são motoras e não tem cura, mas tem prevenção com a vacina.

“Eu não desejo nem essa sequela e nem sequelas mais severas a nenhum dos brasileiros. Se a gente não melhorar essas coberturas vacinais do nosso país, corremos um grande risco da reintrodução da poliomielite, da paralisia infantil no nosso país”, comentou o cirurgião dentista.

O tratamento é feito com fisioterapia e exercícios que ajudam a desenvolver a força dos músculos afetados e na postura, melhorando a qualidade de vida e diminuindo seus efeitos. Além disso, pode ser indicado o uso de medicamentos para aliviar as dores musculares e das articulações.

Benefícios futuros da erradicação da pólio

Quando todos os tipos da doença forem erradicadas, o mundo poderá celebrar o fim dessa doença que beneficiará todas as pessoas da mesma forma, não importando onde elas vivam. Já foi constatado que economicamente a erradicação da pólio economizaria, pelo menos, de US$ 40 bilhões a US$ 50 bilhões, principalmente em países pobres. Mais importante ainda: o sucesso significará que nenhuma criança voltará a sofrer os terríveis efeitos da paralisia provocados pela poliomielite ao longo da vida.

Transmissão

Pode ser transmitida diretamente de uma pessoa para outra. A transmissão do vírus acontece pela boca, com material contaminado com fezes (contato por meio de água ou alimentos contaminados pelo vírus) e é pior quando as condições sanitárias e de higiene são ruins.

Crianças mais novas, que ainda não tem completamente hábitos de higiene, correm maior risco de contrair a doença.

A doença também pode ser transmitida pela forma oral-oral, por meio de gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar. O vírus se multiplica, inicialmente, nos locais por onde ele entra no organismo (boca, garganta e intestinos). Em seguida, vai para a corrente sanguínea e pode chegar até o sistema nervoso, dependendo da pessoa infectada. Desenvolvendo ou não sintomas, a pessoa infectada elimina o vírus nas fezes, por isso a importância de sempre ter uma boa higiene.

Blog da Saúde 
O efeito rebanho faz com que mesmo pessoas não vacinadas sejam protegidas contra doenças. Mas só funciona se muita gente se vacinar. Entenda.

Você sabe o que é o “efeito rebanho”, quando a gente fala sobre vacinas? Imagine um grupo em que ninguém foi vacinado para uma determinada doença. Se uma pessoa pega a doença, como sarampo ou caxumba, é muito fácil o micro-organismo infectar as outras pessoas.

Agora, quando a maioria das pessoas de uma comunidade está vacinada, as que não se vacinaram ficam indiretamente imunizadas, porque as pessoas vacinadas formam uma barreira que impede a transmissão do micro-organismo. É o que chamamos de efeito rebanho.

Mas ele só funciona se muitas pessoas se vacinarem. Não caia em fake news. Vacine-se!

O que é sarampo?


Sarampo é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus, que pode ser fatal. Sua transmissão ocorre quando o doente tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas. A única maneira de evitar o sarampo é pela vacina. 

Quais são os sintomas do sarampo?

  • febre acompanhada de tosse;

  • irritação nos olhos;

  • nariz escorrendo ou entupido;

  • mal-estar intenso;


Em torno de 3 a 5 dias, podem aparecer outros sinais e sintomas, como manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que, em seguida, se espalham pelo corpo. Após o aparecimento das manchas, a persistência da febre é um sinal de alerta e pode indicar gravidade, principalmente em crianças menores de 5 anos de idade. 

SE VOCÊ APRESENTA ESTES SINTOMAS, PROCURE UM SERVIÇO DE SAÚDE

Como prevenir o sarampo?

O sarampo é uma doença prevenível por vacinação. Os critérios de indicação da vacina são revisados periodicamente pelo Ministério da Saúde e levam em conta: características clínicas da doença, idade, ter adoecido por sarampo durante a vida, ocorrência de surtos, além de outros aspectos epidemiológicos. 

Quem deve se vacinar contra o sarampo?


  • Dose zero: Devido ao aumento de casos de sarampo em alguns estados, todas as crianças de 6 meses a menores de 1 ano devem ser vacinadas (dose extra).

  • Primeira dose:  Crianças que completarem 12 meses (1 ano).

  • Segunda dose: Aos 15 meses de idade, última dose por toda a vida.


Adulto deve se vacinar contra o sarampo?

Tomou apenas uma dose até os 29 anos de idade:

  • Se você tem entre 1 e 29 anos e recebeu apenas uma dose, recomenda-se completar o esquema vacinal com a segunda dose da vacina;

  • Quem comprova as duas doses da vacina do sarampo, não precisa se vacinar novamente.


 Não tomou nenhuma dose, perdeu o cartão ou não se lembra?

  • De 1 a 29 anos - São necessárias duas doses;

  • De 30 a 49 anos - Apenas uma dose.


Grávidas podem tomar a vacina contra o sarampo?

A vacina é contraindicada durante a gestação pois são produzidas com o vírus do sarampo vivo, apesar de atenuado. A gestação tende a diminuir a imunidade da mulher, o que deixa o sistema imunológico mais vulnerável e, por isso, a vacina pode desenvolver a doença ou complicações.

O recomendado pelo Ministério da Saúde é que a mulher que faça planos de engravidar tome todas as doses da vacina antes, podendo esta ser a tríplice ou a tetra viral, e mantenha toda a rotina prevista no Calendário Nacional de Vacinação atualizada, para se proteger e proteger o bebê.

Quais são as vacinas que protegem do sarampo?

A profilaxia (prevenção) do sarampo está disponível em apresentações diferentes. Todas previnem o sarampo e cabe ao profissional de saúde aplicar a vacina adequada para cada pessoa, de acordo com a idade ou situação epidemiológica.

 Os tipos de vacinas são:

  • Dupla viral - Protege do vírus do sarampo e da rubéola. Pode ser utilizada para o bloqueio vacinal em situação de surto;

  • Tríplice viral - Protege do vírus do sarampo, caxumba e rubéola;

  • Tetra viral - Protege do vírus do sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora).


Onde devo tomar a vacina?

As vacinas são ofertadas em unidades públicas e privadas de vacinação. No SUS, as vacinas são gratuitas, seguras e estão disponíveis nas mais de 36 mil salas de vacinação em postos de saúde em todo o Brasil.

O que causa o sarampo?

A transmissão do vírus ocorre de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O sarampo é tão contagioso que uma pessoa infectada pode transmitir para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.

A transmissão pode ocorrer entre 4 dias antes e 4 dias após o aparecimento das manchas vermelhas pelo corpo. 

Quais as complicações do sarampo?

O sarampo é uma doença grave que pode deixar sequelas por toda a vida ou causar o óbito. A vacina é a única maneira de evitar que isso aconteça.  Algumas das complicações podem ocorrer em determinadas fases da vida:

Crianças

  • Pneumonia - Cerca de 1 em cada 20 crianças com sarampo pode desenvolver pneumonia, causa mais comum de morte por sarampo em crianças pequenas;

  • Otite média aguda (infecções de ouvido) - Ocorre em cerca de 1 em 10 crianças com sarampo e pode resultar em perda auditiva permanente;

  • Encefalite aguda - 1 em cada 1.000 crianças podem desenvolver essa complicação e 10% destas podem morrer;

  • Morte - 1 a 3 a cada 1.000 crianças doentes podem morrer em decorrência de complicações da doença.


Adultos

  • Pneumonia.


Gestante

  • Mulher em idade fértil (10 a 49 anos) não vacinada antes da gravidez pode apresentar parto prematuro e o bebê pode nascer com baixo peso;

  • É importante se vacinar antes da gestação, pois a vacina é contraindicada durante a gestação.


Como é o tratamento do sarampo?

Não existe tratamento específico para o sarampo. Os medicamentos são utilizados para reduzir o desconforto ocasionado pelos sintomas da doença.

Não faça uso de nenhum medicamento sem orientação médica e procure o serviço de saúde mais próximo, caso apresente os sintomas descritos acima. 

 
ALERTA DA SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DO SARAMPO NO BRASIL E ORIENTAÇÕES QUANTO A VACINAÇÃO DOS PACIENTES COM DOENÇAS IMUNOMEDIADAS (REUMATOLÓGICAS, PSORÍASE E DOENÇA INTESTINAL INFLAMATÓRIA) POSICIONAMENTO DAS SOCIEDADES BRASILEIRAS DE REUMATOLOGIA (SBR), INFECTOLOGIA (SBI), IMUNIZAÇÃO (SBIm) E DO GRUPO ESTUDO DII BRASIL (GEDIIB).

Situação epidemiológica atual

Nos primeiros três meses de 2019 o número global de casos de sarampo aumentou em 300% comparados ao mesmo período de 2018, alerta a Organização Mundial de Saúde (OMS). Todas as regiões
do mundo registram aumento no número de casos da doença. Surtos atuais incluem 168 países de todos os continentes com mais de 170.000 casos confirmados.

Considerando que o sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, com taxa de ataque de 90%, e a vacinação é a única maneira de prevenir a doença de forma eficaz, este cenário só será
revertido incrementando a cobertura vacinal até a considerada ideal para conter surtos e evitar a circulação do vírus, ou seja, 95%. A vacina tríplice viral (SCR) que protege contra o sarampo, protege também contra a rubéola e a caxumba.

Acesse o COMUNICADO agora.

Sim. Há casos em que a aplicação conjunta pode gerar interferência na eficácia de uma ou de ambas as vacinas. Um exemplo são as vacinas febre amarela e sarampo, que preferencialmente devem ser aplicadas com um intervalo de 30 dias, exceto se o risco para as duas doenças for grande e não há tempo para esperar 30 dias – no caso de viagem para área onde haja ocorrência de ambas, por exemplo. Diante dessa situação, solicite que seu médico avalie o risco-benefício, ou seja, se é melhor garantir algum nível de proteção do que nenhum.


Fonte: SBIm

Clinicamente, a gripe (influenza) inicia-se com febre, em geral acima de 38°C, seguida de dor muscular e de garganta, prostração, cefaleia e tosse seca. A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de 3 dias.Os sintomas sistêmicos são muito intensos nos primeiros dias da doença.

Com a sua progressão, os sintomas respiratórios tornam-se mais evidentes e mantêm-se em geral por 3 a 4 dias, após o desaparecimento da febre.

Adulto - O quadro clínico em adultos sadios pode variar de intensidade

Criança - A temperatura pode atingir níveis mais altos, sendo comum o achado de aumento dos linfonodos cervicais e também podem fazer parte os quadros de bronquite ou bronquiolite, além de sintomas gastrointestinais

Idoso - quase sempre se apresentam febris, às vezes, sem outros sintomas, mas em geral, a temperatura não atinge níveis tão altos.

Os demais sinais e sintomas da gripe (influenza) são habitualmente de aparecimento súbito, como:

  • Calafrios.

  • Mal-estar.

  • Cefaleia.

  • Mialgia.

  • Dor de garganta.

  • Dor nas juntas.

  • Prostração.

  • Secreção nasal excessiva.

  • Tosse seca.


Podem ainda estar presentes na gripe (influenza) os seguintes sinais e sintomas:

  • Diarreia.

  • Vômito.

  • Fadiga.

  • Rouquidão.

  • Olhos avermelhados e lacrimejantes.

Número de óbitos por influenza passou de 81 para 99. Campanha Nacional de Vacinação segue até 31 de maio e é a melhor forma de evitar agravamento e mortes pela gripe

Novo boletim de monitoramento da influenza divulgado nesta quinta-feira (9) aponta que 535 pessoas foram hospitalizadas por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza em todo o país, com 99 óbitos. Do total de mortes por influenza, 88 (90%) foram em pessoas que apresentam fatores de risco como idosos, pessoas com doença crônica, crianças, gestantes, indígenas e puérperas. Todos esses grupos fazem parte do público-alvo da Campanha Nacional de Vacinação, que vai até o dia 31 de maio. Por isso, o Ministério da Saúde reforça a importância dessa população procurar os postos de vacinação e receber a vacina. A vacinação é a melhor forma de prevenir o agravamento e mortes causadas pelos vírus da gripe, principalmente nestes grupos prioritários.

Os dados do boletim epidemiológico são até o dia 27 de abril. Em relação ao informe anterior (20 de abril), o número de óbitos por influenza passou de 81 para 99. O boletim também indica que o vírus A (H1N1) é predominante no país até o momento e também responsável pela maior parte dos óbitos, com registro de 254 casos e 89 mortes. Foram identificados ainda 54 casos de influenza A (H3N2); 38 de influenza A não subtipado; e 62 casos de influenza B. Outros 127 casos ainda não tiveram o subtipo identificado.

Nos primeiros meses do ano, a circulação de vírus influenza se deu com maior intensidade e de forma localizada no estado do Amazonas, com 139 casos e 35 óbitos. O estado de São Paulo também se destaca, com 107 casos e 7 óbitos. Outros estados registraram mortes: Paraná (11); Pará (7); Espírito Santo (6); Tocantins (5); Rio Grande do Norte (4); Ceará (3); Rondônia (3); Acre (2); Alagoas (2); Sergipe (2); Rio de Janeiro (2); Santa Catarina (2); Mato Grosso do Sul (2); Amapá (1); Bahia (1); Minas Gerais (1); Rio Grande do Sul (1); Mato Grosso do Sul (1), além do Distrito Federal (1).

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza está disponível para 59,5 milhões de pessoas até o dia 31 de maio. A vacina produzida para a campanha de 2019 teve mudança em duas das três cepas que compõem a vacina, e protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da OMS: A/Michigan/45/2015 (H1N1) pdm09; A/Switzerland/8060/2017 (H3N2); B/Colorado/06/2017 (linhagem B/Victoria/2/87). A vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença.

A escolha do público prioritário no Brasil segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

 

Fonte: Ministério da Saúde
Um painel formado por 22 profissionais das sociedades brasileiras de Reumatologia (SBR), Imunizações (SBIm), Infectologia (SBI), Medicina Tropical (SBMT), Dermatologia (SBD) e do Grupo de Estudo de Inflamatória Intestinal do Brasil (GEBIID) publicou na edição de abril de 2019 do periódico científico Advances in Rheumatology oito recomendações para o uso da vacina febre amarela em pessoas com doenças inflamatórias crônicas imunomediadas (DICIM).

A necessidade de diretrizes para esses indivíduos, em tese mais sujeitos a eventos adversos, ficou evidenciada nos últimos três anos, quando a febre amarela silvestre reemergiu no país. Para atender à demanda, os especialistas fizeram uma revisão sistemática da literatura sobre o tema, o que incluiu testes clínicos, estudos observacionais e estudos de caso sobre a segurança da vacina em pacientes com DICIM, sob tratamento ou não.

Foram encontrados 184 trabalhos e, após análise inicial, selecionados 17 que atendiam aos critérios estipulados — 11 eram observacionais (coortes, controles de caso ou transversais) e seis se tratavam de séries de casos. Os observacionais reuniam 692 pessoas com DICIM que receberam a vacina, apesar do diagnóstico, e apontaram que a incidência de eventos adversos pós-vacinais foi semelhante à de indivíduos sadios e que não houve eventos adversos graves.

Em seguida, os pesquisadores responderam anonimamente um questionário para avaliar a segurança do imunobiológico diante de diferentes quadros de imunossupressão. Os itens que obtiveram um consenso de 80% ou mais deram origem a lista apresentada abaixo. É importante ressaltar que o processo de decisão deve ser sempre individual e idealmente compartilhado com o paciente.

Recomendações



  1. A vacina febre amarela não deve ser administrada em indivíduos com DICIM com elevada imunossupressão. Para aqueles com baixa ou nenhuma imunossupressação, é recomendada a avaliação individual do risco da vacinação. Essa análise deve ser feita por um médico, preferencialmente o que acompanha o paciente.

  2. A vacina não deve ser administrada em pacientes com DICIM com alta atividade da doença de base. Por outro lado, não há contraindicação para os pacientes clinicamente estáveis ou com a doença de base sem atividade. Nesse caso, o risco deve ser avaliado por um médico, preferencialmente o que acompanha o paciente.

  3. A vacina não deve ser administrada em pacientes com DICIM que estejam usando altas doses de corticosteroides. O risco a pacientes submetidos a tratamentos com doses baixas deve ser avaliado por um médico, preferencialmente pelo que acompanha a pessoa em questão.

  4. A revacinação com a vacina febre amarela não deve ser feita em pacientes com DICIM sob baixa imunossupresão. Em situações específicas, nas quais o booster é necessário, o risco de vacinar pacientes com baixa ou nenhuma imunossupressão deve ser avaliado individualmente por um médico, preferencialmente pelo que acompanha o paciente.

  5. Em situações de risco epidemiológico, quando a vacina febre amarela é indicada, é recomendado um intervalo mínimo de quatro semanas entre a aplicação e o início ou a retomada do tratamento com drogas imunomoduladoras ou imunossupressoras.

  6. Em situação de risco epidemiológico, quando há indicação da vacina febre amarela, recomenda-se aguardar um período mínimo entre a suspensão dos medicamentos e a aplicação da vacina, que varia de acordo com o grau de imunossupressão. O processo de descontinuação do tratamento deve ser assistido por um especialista e conduzido de forma individual.

  7. Quando a vacina febre amarela é indicada a pacientes com DICIM, recomenda-se não aplicá-la simultaneamente a outra vacina de vírus vivo atenuada, especialmente a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). Se houver necessidade de administração de ambas, a orientação é aguardar um intervalo de 28 dias.

  8. Não há contraindicação da vacinação contra a febre amarela para contactantes de imunodeprimidos, uma vez que não há evidências da transmissão do vírus vacinal sem a participação de vetor, exceto via amamentação, doação de sangue e, possivelmente, acidentes com materiais biológicos.


A íntegra do estudo, em inglês, pode ser acessada aqui.

 

Fonte: SBIm
https://youtu.be/_4WztqGqgKE

Este mês, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) promove a campanha “Abril Azul – Confiança nas Vacinas: Eu cuido, eu confio, eu vacino”, uma iniciativa dos Departamentos Científicos de Imunizações e Infectologia da SPSP, cujo objetivo primordial é levar informações sobre a importância da vacinação, aumentando, assim, a confiança e a valorização das vacinas, além de discutir e mostrar os riscos da recusa vacinal.

De acordo com o pediatra Marco Aurélio Sáfadi, presidente do Departamento de Imunizações da SPSP e coordenador da campanha “Abril Azul”, poucas intervenções em saúde pública tiveram tanto impacto na humanidade como as vacinas. “Os benefícios são inequívocos, com redução de mortes, hospitalizações, sequelas, e especialmente contribuindo para a melhora da qualidade de vida da nossa população”, salienta o médico, comentando que esta história de sucesso iniciou-se no século XVIII, com as pesquisas do médico inglês Edward Jenner, as quais culminaram com o desenvolvimento da vacina contra a varíola, responsável pela erradicação desta doença no mundo no final da década de 1970.

“Para termos uma ideia da magnitude desta conquista, estima-se que a varíola foi responsável pela morte de 300 milhões de pessoas durante o século XX”, explica o pediatra. Ele revela que as vacinas contribuíram, ainda, para a eliminação de doenças, como a poliomielite (hoje restrita a poucos países no mundo), e controle de outras, como o sarampo, a rubéola, a difteria e o tétano (reduzidas a um número muito menor de ocorrências em comparação ao passado). “Neste contexto, a campanha “Abril Azul – Confiança nas Vacinas” tem como objetivo precípuo reforçar a credibilidade das vacinas, destacar a importância de mantermos elevadas coberturas vacinais, impedindo desta forma o ressurgimento destas temidas doenças na nossa comunidade”, declara.

Para Claudio Barsanti, presidente da SPSP, as vacinas têm um papel extremamente importante na erradicação e controle de doenças e a recusa vacinal pode ter um impacto muito negativo para a saúde pública, inclusive contribuindo para emergir doenças que já estavam controladas ou até mesmo erradicadas. “Vale lembrar que a vacina tem também grande relevância na nossa economia e aspecto social. A vacinação leva a uma redução de custos com consultas, tratamentos e internações e proporciona melhores condições de saúde”, afirma o médico.

Segundo a pediatra Silvia Regina Marques, presidente do Departamento de Infectologia da SPSP, as vacinas representam a melhor intervenção em saúde em termos de custo-benefício; evitam dois a três milhões de mortes a cada ano em todo o mundo e aumentam a expectativa de vida. “Não vacinar as crianças, coloca-as em risco de desenvolver doenças potencialmente fatais (sarampo, tétano, difteria meningite etc.) e causadoras de sequelas para o resto da vida, como paralisia (poliomielite), surdez (meningite por H influenzae, caxumba), retardo no desenvolvimento, entre outras”, alerta a especialista.

Silvia relembra que a região das Américas foi a primeira do mundo a receber, em 2016, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), o certificado da erradicação do sarampo, rubéola e rubéola congênita. “No entanto, o Brasil acaba de perder esse certificado em março deste ano, considerando o número crescente de casos em alguns Estados brasileiros. As baixas taxas de cobertura vacinal contra a doença foram as responsáveis por este insucesso”, lamenta a médica.

 

Importância do pediatra no aumento da cobertura vacinal

Na opinião de Sáfadi, o profissional de saúde, e o pediatra em particular, sem dúvida nenhuma têm um papel crucial no aumento das taxas de cobertura das vacinas. “Os profissionais de saúde são a principal fonte de informação em relação às vacinas e, portanto, devem receber informações de qualidade para que possam esclarecer e orientar os pais e toda a comunidade da melhor forma possível”, avalia o especialista, esclarecendo que isto deve ser feito de uma forma clara, concisa, com dados corretos, transparência e em uma linguagem compreensível.

De acordo com Silvia, a proposta da SPSP e dos Departamentos de Infectologia e Imunizações é que os pediatras em seus locais de trabalho (hospital, ambulatório, consultório e Universidades) intensifiquem as discussões sobre o calendário vacinal, situação vacinal da população de um modo geral, esclarecimentos sobre a recusa vacinal e a importância da confiança nas vacinas. “O médico pediatra deve se manter atualizado sobre todos os avanços nas vacinas e manter com a família dos seus pacientes estreito laço de credibilidade e confiança”, enfatiza.

Para a infectologista, conhecer o calendário vacinal adotado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) e os produtos disponíveis no serviço privado permitirá ao pediatra atuar com segurança na manutenção da confiança nas vacinas. “O pediatra, além da orientação das vacinas das crianças, deve orientar a vacinação de toda a família, contribuindo indiretamente para a proteção das crianças que não tenham atingido a idade para receber determinadas vacinas e estariam susceptíveis”, afirma.

 

Movimentos antivacinas

Sáfadi explica que a situação do sarampo na Europa ilustra muito bem as consequências negativas de movimentos antivacinas, que insinuavam associações mentirosas e falsos eventos adversos às vacinas, levando à queda das coberturas vacinais. “Em 2018 foram reportados mais de 12 mil casos de sarampo na Europa, com 33 mortes. Recentemente, tivemos a confirmação do primeiro caso de tétano nos últimos 30 anos no Oregon, EUA, em um menino de seis anos não vacinado”, relata.

“Temos ainda o total descaso e abandono das autoridades sanitárias, como o que está ocorrendo atualmente na Venezuela, que fez com que o país tivesse o registro de surtos de sarampo e difteria com centenas de mortes e hospitalizações associadas”, continua o pediatra, informando que a entrada destes imigrantes no Brasil deflagrou o retorno do sarampo ao nosso país, com mais de dez mil casos e pelo menos 12 mortes registradas em 2018. “Isso demonstra a fragilidade das nossas coberturas vacinais e a presença de grandes bolsões de suscetibilidade às doenças imunopreveníveis”, acrescenta.

O especialista diz que por tudo isso, ações como a promoção da campanha “Abril Azul”, para alertar a população sobre os riscos da recusa vacinal, são essenciais. Claudio Barsanti comenta que a SPSP organiza para este mês uma programação especial para ampliar os conhecimentos a respeito de assunto tão importante, como é a questão da vacinação. “Estas ações são fundamentais porque, enquanto sociedade científica, somos formadores de opinião, e não só da sociedade em geral, mas dos médicos pediatras, portanto é nosso dever informar o que está acontecendo e tentar reverter os rumos dessa história da recusa vacinal”, conclui o presidente da SPSP.

Fonte: SPSP
Esta semana foi anunciado que o Brasil vai perder o certificado de erradicação do sarampo, após a confirmação de vários casos da doença. Médico comenta mitos e boatos sobre vacinação.

Confira o vídeo: CLIQUE AQUI.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a gripe um dos grandes desafios da saúde, que afeta todos os países. Por isso, todas as medidas de prevenção e controle devem ser adotadas, sendo a vacinação, a maneira mais eficaz de prevenir a doença, aliada à estratégia de tratamento com antiviral e a adoção de etiqueta respiratória e hábitos saudáveis.

Mas o que é etiqueta respiratória? São medidas simples que podem minimizar a transmissão de doenças infecciosas, como a frequente lavagem das mãos com água e sabão. A etiqueta respiratória ajuda a evitar que você transmita a doença para outra pessoa ou que você seja infectado.


Antes de conferir as medidas de prevenção e controle da doença, é preciso entender que a gripe é causada pelo vírus influenza e é transmitida por meio de gotículas expelidas pela pessoa doente ao falar, espirrar ou tossir. Ao respirar essas partículas, que podem ser levadas a distâncias maiores que 1 metro, você pode se infectar com o vírus influenza. Outra forma de transmissão é levar as mãos à boca, ao nariz e aos olhos após tocar em uma superfície contaminada, como um corrimão ou mesa.

Entenda como se prevenir e como evitar a transmissão caso você esteja doente. Confira:

Como se prevenir da gripe


• Evite o contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe;
• Lave as mãos frequentemente com água e sabão. Se não tiver água e sabão, use álcool em gel;
• Evite tocar a boca, nariz e olhos;
• Limpe e desinfete superfícies que podem estar contaminadas, como mesa e corrimão;
• Mantenha hábitos saudáveis, como alimentação balanceada, ingestão de líquidos e atividade física;
• Se sentir os sintomas da doença (febre, calafrio, dor de cabeça, tosse, dor de garganta, ou outros sintomas) procure um serviço de saúde;
• Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
• Mantenha os ambientes bem ventilados, com portas e janelas abertas.

Como evitar a transmissão, se você estiver doente


• Evite sair de casa enquanto estiver com febre;
• Quando possível, evite contato próximo com outras pessoas para evitar transmissão;
• Adote hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos;
• Lave as mãos frequentemente com água e sabão. Se não tiver água e sabão, use álcool em gel;
• Cubra o nariz e a boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar. Jogue o lenço no lixo e lave as mãos;
• Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
• Evite aglomerações e ambientes fechados, procurando manter os ambientes ventilados;
• Procure um serviço de saúde.

Fonte: Ministério da Saúde

A gripe é um dos vírus que mais circula no Brasil e no mundo. Todos os anos, principalmente, no outono e inverno, ouvimos diversas informações sobre a gripe e sua vacina.

Mas você sabe o que é realmente verdade e o que é mito?

#7 - Mulheres grávidas ou que amamentam não podem se vacinar?


MITO


Ao contrário do que muitos pensam, a vacina não desperta qualquer complicação na amamentação ou na gravidez, independente de qual seja a idade gestacional. Inclusive, as grávidas e puérperas são parte do público-alvo principal das campanhas de vacinação.
Entretanto, é necessário ressaltar que mulheres grávidas só podem tomar a vacina mediante autorização de seu obstetra. Isso porque este médico ou médica é responsável pelo acompanhamento das singularidades do organismo de cada mulher.

Clique aqui para saber mais Mitos & Verdades. 

Fonte: E-book SESI 
A gripe é um dos vírus que mais circula no Brasil e no mundo. Todos os anos, principalmente, no outono e inverno, ouvimos diversas informações sobre a gripe e sua vacina.

Mas você sabe o que é realmente verdade e o que é mito?

#6 - A vacina é recomendada para todas as idades?


VERDADE


A vacina é recomendada dos 6 meses de vida em diante. Recomenda-se que a primeira dose seja tomada o mais cedo possível, assim que a
criança complete os 6 meses de idade. Essa recomendação é dada para suprir a vulnerabilidade ocasionada pelo seu sistema imunológico ainda em amadurecimento.

Não existe idade “máxima” para tomar a vacina. Inclusive, é altamente indicada em todos os estágios da terceira idade).

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Fonte: E-book SESI 
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Mas você sabe o que é realmente verdade e o que é mito?

#5 - Todos podem tomar a vacina?


MITO


A vacina é indicada para a grande maioria da população com mais de 6 meses de idade, exceto para um caso especial: alérgicos a ovo. Isso porque na elaboração da vacina, durante o processamento dos vírus, existe uma etapa em que os vírus crescem em ovos, podendo ocasionalmente levar uma amostra da proteína dos ovos para a vacina.

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Fonte: E-book SESI 
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#4 - Só devo tomar a vacina em casos de epidemia?


MITO


A vacina deve ser tomada todos os anos, justamente para evitar que uma epidemia se instale entre a população. Além disso, a gripe por si só é uma doença que deixa o indivíduo suscetível a complicações mais sérias. Tudo isso pode ser evitado criando imunidade prévia, neste 21caso com a vacina.

Clique aqui para saber mais Mitos & Verdades. 

Fonte: E-book SESI 
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Mas você sabe o que é realmente verdade e o que é mito?

#3 - Preciso tomar a vacina anualmente?

VERDADE


Diferentemente de outras vacinas que oferecem proteção vitalícia, a vacina contra a gripe provoca imunidade por um determinado período.
A razão é porque o vírus da gripe passa por mutações constantemente, exigindo que as vacinas sejam atualizadas para se adequar às novas características virais adquiridas.

Ano após ano, a Organização Mundial da Saúde realiza uma previsão (com base em amostras de pacientes de todo o mundo) de quais tipos de vírus da gripe estarão mais presentes em cada hemisfério.

Assim, são distribuídos os tipos de vacinas de forma condizente com as amostras das estatísticas.

Clique aqui para saber mais Mitos & Verdades. 

Fonte: E-book SESI 
A gripe é um dos vírus que mais circula no Brasil e no mundo. Todos os anos, principalmente, no outono e inverno, ouvimos diversas informações sobre a gripe e sua vacina.

Mas você sabe o que é realmente verdade e o que é mito?

#2 - A vacina pode causar efeitos colaterais?


VERDADE


Depois de tomar a vacina, podem aparecer efeitos colaterais como dor, inchaço e vermelhidão no local da aplicação, bem como febre baixa ou mal-estar momentâneo. Isso acontece porque a vacina nada mais é do que os vírus causadores da gripe atenuados. No entanto, tais efeitos são completamente normais e passageiros, e não devem despertar preocupação. Em casos extremamente raros, pode ocorrer choque anafilático.

Clique aqui para saber mais Mitos & Verdades. 

Fonte: E-book SESI 
A gripe é um dos vírus que mais circula no Brasil e no mundo. Todos os anos, principalmente, no outono e inverno, ouvimos diversas informações sobre a gripe e sua vacina.

Mas você sabe o que é realmente verdade e o que é mito?

#1 - A vacina pode causar gripe?


MITO


Muitas pessoas deixam de tomar a vacina por acreditarem que ficarão gripadas após a aplicação. A vacina não causa gripe em quem é vacinado. O que pode, eventualmente, acontecer é a aparição de alguns sintomas por um curto período. Isso porque a vacina é composta pelo próprio vírus da gripe (enfraquecido, a ponto de não conseguir manifestar a doença).

Assim, o organismo da pessoa vacinada entra em contato com o DNA viral e cria imunidade contra aquela ameaça.

SAIBA MAIS: A vacina pode demorar até duas semanas para surtir efeito. Algumas pessoas ficam gripadas durante este período e acabam por atribuir a doença à vacina. No entanto, isto se trata apenas de uma eventualidade.

Fonte: E-book SESI 
Além da vacinação, algumas atitudes simples protegem você do contágio.

  • Sempre que tossir ou espirrar, cubra o nariz e a boca com lenço de papel

  • Descarte na lixeira os lenços de papel usados.

  • Se você estiver apresentando sintomas da gripe, mantenha distância de, pelo menos, um metro ao conversar com outras pessoas.

  • Lave as mãos frequentemente com água e sabão, higienize-as também com álcool gel.

  • Se não estiver com as mãos lavadas, evite mexer nos olhos, nariz e boca.

  • Evite locais fechados e com muitas pessoas.

  • Se você estiver apresentando sintomas da gripe, evite abraços, beijos e apertos de mão.


Fonte: SESI

Anúncio foi feito nesta segunda-feira (4), dia mundial de combate ao câncer. O câncer de colo de útero, causado pelo vírus, é o terceiro tumor maligno mais frequente entre as mulheres no Brasil.




A vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV) é "segura e indispensável para eliminar o câncer de colo do útero" anunciaram as autoridades da área de saúde nesta segunda-feira (4), dia mundial de combate ao câncer.






"Os rumores infundados sobre as vacinas contra o HPV seguem adiando ou impedindo de modo desnecessário o aumento da imunização, que urgentemente necessário para a prevenção do câncer cervical", disse Elisabete Weiderpass, diretora do Centro Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (CIIC). As informações são da agência de notícias France Presse.





O centro é vinculado à Organização Mundial da Saúde (OMS).





De acordo com os dados do CIIC, em 2018 foram diagnosticados quase 570 mil novos casos de câncer de colo do útero em todo o mundo. "Este é o quarto tipo de câncer mais comum entre as mulheres", recordou o CIIC. A organização calcula que se a prevenção não aumentar, a doença pode provocar 460 mil mortes por ano até 2040.





No Brasil, o câncer de colo de útero é o terceiro tumor maligno mais frequente entre as mulheres, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Foram 16,3 mil novos casos no ano passado e 5,7 mil mortes.






No mundo, mais de 300 mil mulheres morrem a cada ano vítimas da doença.





Até 65% dos indivíduos com febre amarela são assintomáticos - ainda assim, espalham o vírus indiretamente. A prevenção mais eficaz é tomar a vacina.


As notícias da vez sobre febre amarela envolvem os 32 casos confirmados no estado de São Paulo, especialmente na região do Vale Ribeira, e a morte de um macaco pela doença em pleno zoológico da capital paulista. “Isso é só a ponta do iceberg, porque muitas pessoas são infectadas, não desenvolvem sintomas e, assim, ficam de fora dos boletins epidemiológicos”, afirma a médica Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim). “Mas, mesmo sem sinais, elas ajudam a transmitir o vírus”, arremata.

Como o macaco, o ser humano não transmite diretamente a febre amarela. No entanto, uma vez infectado, ele guarda o vírus em seu organismo por um tempo.

Pois é: mesmo sem sintomas, você pode estar com esse inimigo no corpo. E, se for picado por um mosquito (SabethesHaemagogus ou o popular Aedes Aegypti), pode passar o vírus a ele. Aí esse vetor infectado sai voando por aí até encontrar outro azarado para incomodar – e disseminar a febre amarela no processo. Pode ser seu filho, seu pai, sua mãe…

Segundo alguns estudosde 40 a 65% das infecções pelo vírus da febre amarela não provocam sintomasOutros 20 a 30% trazem apenas manifestações leves.

O que tirar desses dados? “Não podemos esperar um aumento no número de casos sintomáticos aparecer para, só aí, tomar atitudes preventivas”, ressalta Ballalai. Esperar o número de episódios explodir é ineficiente e perigoso, uma vez que essas infecções sinalizam que o vírus da febre amarela já está circulando pra valer.

Para se prevenir, não há segredo: vacine-se, independentemente da época do ano. Atualmente, a recomendação de tomar a injeção vale para todas as regiões do Brasil. “As doses estão disponíveis, mas a busca está muito abaixo do desejado”, lamenta Ballalai.

Uma vez recebida a vacina convencional, a pessoa está protegida para o resto da vida, segundo o Ministério da Saúde. Eventuais doses de reforço podem ser discutidas com o médico, porém tratam-se de situações pontuais.

O temor da febre amarela urbana


Desde 1942, não há registro oficial da transmissão dessa doença dentro de centros urbanos por meio do Aedes aegypti. No momento, ele é disseminado por mosquitos que habitam regiões de mata ou, no máximo, “intermediárias” – os casos observados em grandes capitais foram importados ou vieram de áreas com muita vegetação.

Porém, passamos pelo pior surto da doença nas últimas décadas. E, com o vírus espalhado por aí, não dá para negligenciar a possibilidade de o Aedes aegyptivoltar a transmitir a febre amarela nas cidades grandes inclusive. Se isso ocorresse, é provável que o número de infecções e de mortes se multiplicasse rapidamente.

De novo, a melhor forma de jogar para longe o risco da febre amarela e tomar a vacina.

Fonte: Saúde Abril
Com dois meses, Dominic já aguarda na fila em um posto de saúde de Florianópolis para fazer as primeiras vacinas obrigatórias depois da maternidade. Os pais sabem da importância das cinco doses que o pequeno está prestes a tomar, que vão protegê-lo contra doenças graves, como paralisia infantil, pneumonia e meningite:

— A gente nem chegou a ter dúvidas da vacinação, estamos seguindo todas orientações do pediatra. Cada família segue uma linha, mas é importante se informar — aconselha a mãe de primeira viagem, a fisioterapeuta Simone Fagundes.

Mas não são todas as famílias que seguem o exemplo de Dominic e estão com a caderneta de vacinação em dia. Santa Catarina teve em 2017 a cobertura vacinal mais baixa dos últimos sete anos em crianças até um ano e não atingiu as metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde. Uma diferença significativa em relação ao ano anterior, quando o Estado bateu praticamente todas – exceto a de poliomielite, que alcançou 92% da população, com meta de 95%. Em 2017, a taxa dessa imunização, que previne contra a paralisia infantil, caiu ainda mais e chegou a 82%.

O Estado não registra casos há mais de 30 anos e, desde 1994, o país é considerado livre da doença. Mas, nesta semana, o Ministério da Saúde fez um alerta: 312 municípios brasileiros estão com cobertura vacinal muito baixa contra poliomielite em crianças menores de um ano em 2018. Das oito cidades catarinenses que aparecem na lista, Palhoça tem a pior taxa, 28,8%. Florianópolis também está na relação, com 40,9%. A baixa cobertura aliada ao fluxo intenso de pessoas, que podem trazer vírus de países que ainda não erradicaram a doença, são fatores que compõem um cenário preocupante.

Prova disso é que Amazonas e Roraima já registraram cerca de 500 casos de sarampo neste ano. O vírus voltou ao país importado da Venezuela e, diante de um grupo não vacinado, a doença se disseminou nos dois estados.

Casos de sarampo não ocorrem desde 2013 em SC

Em Santa Catarina, o último caso de sarampo registrado foi em 2013, importado de São Paulo.  A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, ficou pela primeira vez abaixo da meta no Estado. Apenas 85% das crianças tomaram a dose no ano passado. Isso significa que uma boa parte das crianças catarinenses está suscetível à doença:

— É uma das doenças infecto-contagiosas mais graves que existem, com risco grande de complicações, como pneumonia, encefalite, infecções graves e risco de óbito — explica o infectologista pediatra Aroldo Prohmann de Carvalho.

Os especialistas apontam que diversos fatores explicam a menor procura por vacina, mas o principal estaria no próprio sucesso das campanhas e, consequentemente, na erradicação das doenças:

— Os pais dessas crianças foram vacinados e não viram essas doenças. Há 30 anos o sarampo é raro, mas antes era uma das principais causas de mortalidade infantil. O relaxamento com as coberturas vacinais é um fator de risco para o retorno dessas doenças, porque o mundo não está livre delas — defende a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), Isabella Ballalai.

A gerente de imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de SC (Dive), Vanessa Vieira da Silva, reforça que outro fator que impactou nesta queda dos índices no Estado foi a mudança no sistema de controle das doses aplicadas, que passou a ser nominal. Assim, ela considera que as taxas atuais estejam mais próximas da realidade.

— Quando a gente não atinge a meta, significa que a gente deixou um grupo de crianças muito grande sem vacinar, ou seja, suscetível. Então a gente pode ter a reintrodução dessas doenças no país e no Estado por conta disso — reforça Vanessa.

Para reverter esse quadro, o caminho passa por informar ainda mais a população e exige esforço das secretarias municipais de Saúde, afirma a presidente da SBIM. Ela acredita que mudar os horários de atendimento nos postos, por exemplo, facilitaria o acesso para os pais que trabalham.

Vacinas são seguras e eficazes, defende ministério

Em nota, o Ministério da Saúde reforça que a vacinação é de extrema importância para evitar doenças e sequelas, como surdez, cegueira, paralisia, problemas neurológicos, dentre outros. A pasta defende ainda que, embora em alguns casos as vacinas possam levar a eventos adversos, os efeitos são bem menores do que os malefícios provocados pelas doenças.

"Com o fluxo de turismo e comércio entre países, pessoas não vacinadas podem contrair as doenças e criar condições para o retorno da transmissão, caso não se mantenha elevadas coberturas vacinais em todas as cidades", diz a nota.

O ministério destaca que as doses que integram o Calendário Nacional de Vacinação são seguras e eficazes. A pasta ainda reforça que todos os pais e responsáveis têm a obrigação de atualizar as cadernetas dos filhos, em especial das crianças com menos de cinco anos.

Isso não é um problema para a mãe de Vitor Gabriel, Maria de Oliveira. Ela está sempre de olho no documento do pequeno de um ano e diz que fica mais tranquila com todas as vacinas em dia.

O infectologista pediatra Aroldo Prohmann de Carvalho acrescenta que, além de proteger o filho, a vacinação tem um papel fundamental para a saúde de toda a população, pois restringe a circulação dos vírus:

— A vacinação de uma criança é uma responsabilidade social, como cidadão. A partir do momento que estou vacinando meu filho, não estou só o protegendo, mas toda coletividade.

Fonte: DC
A NOTA INFORMATIVA N° 10/2019 da Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunização informa que a partir de agora NÃO SE DEVE REVACINAR crianças vacinadas com BCG que não desenvolveram cicatriz vacinal INDEPENDENTE DO TEMPO transcorrido da VACINAÇÃO.

As demais indicações da BCG estão mantidas!

Clique para conferir: Nota Informativa 10_2019_CGPNI

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC), vinculada à Superintendência de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SUV/SES), emitiu um alerta na tarde desta quinta-feira reforçando a importância da vacinação contra a febre amarela.


O pedido orienta as equipes regionais e municipais de saúde a intensificarem as ações de vigilância da doença. Além disso, o alerta também ressalta que todos os moradores do Estado, com idade superior a 9 meses de idade, devem procurar um posto de saúde para tomar a vacina contra a doença. Idosos com mais de 60 anos devem procurar orientação médica.


A preocupação se dá por que na última terça-feira, a Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) confirmou o primeiro caso de febre amarela no Estado. Um jovem, de 21 anos, que não havia tomado a vacina, contraiu a doença. Antes disso, as autoridades locais já haviam notificado a morte de dois macacos pelo vírus da febre amarela. Os animais foram encontrados em Antonina, no litoral do Paraná.


A chance é de que, como já está circulando no Estado vizinho, o vírus pode chegar até Santa Catarina, explica o gerente de zoonoses da DIVE/SC, João Fuck.


Desde o segundo semestre de 2018, após recomendação do Ministério da Saúde (MS), toda Santa Catarina tornou-se Área com Recomendação de Vacinação (ACRV) para febre amarela, antes apenas 162 municípios já integravam a área. Com a ampliação, os moradores de todos os 295 municípios catarinenses precisam estar imunizados contra a doença, que pode matar.


A vacinação contra a febre amarela ainda está abaixo do esperado em Santa Catarina. Desde setembro do ano passado, quando foi iniciada a ampliação da vacinação no Estado, até o dia 15 de janeiro deste ano, apenas 10,6% da população catarinense que deveria se vacinar procurou os postos de saúde. Nas quatro primeiras etapas de ampliação, 216.905 pessoas das 2.046.324 que deveriam tomar a vacina foram imunizadas



Ampliação da vacinação


Para facilitar o acesso da população às doses, a ampliação da vacinação está ocorrendo de forma gradativa, em seis etapas. A ampliação começou em setembro de 2018, nos municípios do norte do Estado, e agora chegou aos municípios da Grande Florianópolis. Nas cidades catarinenses em que a ação de ampliação estiver ocorrendo, a vacina contra a febre amarela será oferecida nas unidades de saúde. Nos demais municípios, a vacinação vai continuar ocorrendo nas unidades de referência.


A ampliação será encerrada no próximo mês, quando serão contemplados os municípios do Litoral Sul e Sul do Estado. Conforme Maria Teresa Agostini, diretora da DIVE/SC, mesmo após o término da ampliação, todos os 295 municípios catarinenses vão continuar oferecendo as doses contra a febre amarela nas unidades de saúde. Este ano, Santa Catarina já recebeu 500 mil doses. Portanto, não há falta de doses da vacina.


Fonte: NSC

Para especialistas, a presença do movimento na lista de ameaças evidencia os perigos que ele representa à saúde global


Em seu relatório com os dez maiores desafios de saúde para 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o movimento antivacina. O problema, que vem crescendo nos últimos anos, envolve a mobilização de pessoas e pais que afirmam que as vacinas não são seguras nem eficazes. Essas pessoas não se vacinam e nem imunizam seus filhos, o que causa um grande problema de saúde pública e pode colocar em risco a vida de outras pessoas.

Segundo a OMS, o boicote à vacina tem várias causas, que variam de indivíduo para indivíduo. Para algumas pessoas, o problema reside na segurança das vacinas, principalmente em decorrência de casos isolados em que um cientista mal intencionado divulgou informações falsas para auto-promoção. Outras acreditam que o período entre uma vacina e outra – especialmente no caso das crianças – é muito pequeno e deveria ser mais espaçado. Existem ainda as “teorias da conspiração” que consideram as vacinas como um método de controle populacional utilizado pelos governos.

Qualquer que seja o motivo, as consequências já estão sendo sentidas em todo o mundo, ameaçando reverter décadas de progresso na erradicação de doenças evitáveis e trazendo riscos de vida. Em 17 anos, a vacina contra o sarampo, por exemplo, foi capaz de salvar a vida de 21 milhões de pessoas, diminuindo o número de mortos em 80%.

No entanto, a doença retornou, incluindo em países que estavam próximo de erradicar a doença. O número de casos globais cresceu em 30% nos últimos anos – e um dos motivos é a hesitação vacinal. Especialistas acreditam que a inclusão do movimento anti-vacina na lista de da OMS evidencia os perigos que ele pode representar à saúde global.

Fonte: VEJA
O anúncio foi feito durante evento em comemoração aos 20 anos da Anvisa. O Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia já pode ser emitido pela internet.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, participou nesta terça-feira (29) da comemoração dos 20 anos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Também estiveram presentes no evento o secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, e o diretor-presidente da Anvisa, William Dib, entre outras autoridades. Para marcar a data, o Governo Federal lançou oficialmente o serviço digital para emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CVIP). A novidade representa celeridade dos processos e redução de custos para o Estado e, principalmente, para os cidadãos, podendo chegar a R$ 120 milhões/ano.

“Queremos tornar a Anvisa cada vez mais sólida, para que continue se impondo como uma das melhores agências graduadas. Atualmente, muitas técnicas da Anvisa são usadas como referência mundial. Mas é possível avançarmos ainda mais e atender cada vez melhor toda a população brasileira, colocando-a como primeiro beneficiada”, afirmou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

A Anvisa, órgão vinculado ao Ministério da Saúde, foi criada em 26 de janeiro de 1999 e é responsável pela regulação e consolidação de melhores práticas sanitárias de setores produtivos, como indústria farmacêutica e de alimento, produtos de saúde, entre outros. São setores que representam cerca de 20% do Produto Interno Brasileiro (PIB).

Nas últimas duas décadas, a ANVISA vem acompanhando a evolução dos mercados, dos produtos, dos ambientes e da tecnologia. Entre os principais avanços está o fortalecimento do mercado de medicamentos genéricos, a implantação de padrões de qualidade em locais de atendimento a pacientes, além do monitoramento e controle de eventos adversos, como infecções e resistência microbiana, por meio da formação de redes nacionais de vigilância.

Além de destacar os avanços conquistados nesses 20 anos, também foram debatidos os principais desafios futuros e as ações que podem ser adotadas. Uma das prioridades da Anvisa é estabelecer novos marcos regulatórios – que são regras para o funcionamento do setor. A instituição discute também o fortalecimento do pós-registro dos bens e produtos, para trazer mais segurança à população, uma vez que o uso pode identificar problemas que se apresentam mesmo após a aprovação em testes de segurança, eficácia e efetividade da fase de registro.

CERTIFICADO INTERNACIONAL DE VACINAÇÃO


A partir de agora ficou mais fácil o cidadão obter o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP). Com a transformação digital do serviço, a solicitação, o acompanhamento e o recebimento do certificado têm trâmite totalmente digital no prazo de até 5 dias úteis. A digitalização foi feita em parceria entre a Anvisa e a Secretaria de Governo Digital (SGD) do Ministério da Economia, que estimam uma redução de custos de cerca de R$ 120 milhões/ano para o Estado e para o cidadão.

O Brasil é o primeiro país a ofertar a emissão online do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia de forma gratuita e descentralizada. O documento, que comprova a situação vacinal de cada cidadão, é exigido por mais de 100 países atualmente, em especial pela vacinação contra a febre amarela. Anualmente, são realizadas cerca de 730 mil solicitações do certificado, que até então só era emitido com a presença física do interessado nos pontos de emissão.

A partir de agora, o cidadão pode imprimir o cartão de qualquer lugar do mundo e assinar no local indicado, sem necessidade de se descolar a um ponto de atendimento da Anvisa. O serviço já está disponível no portal https://www.servicos.gov.br/.















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Medida faz parte de um novo sistema, em etapa final de testes, que deve ser lançado no próximo dia 29 e reduzir o tempo de espera e gastos extras com o documento





Pessoas que planejam viajar para países que exigem comprovante de vacina contra a febre amarela poderão, em breve, solicitar e emitir o certificado internacional de vacinação sem sair de casa. A medida faz parte de um novo sistema, em etapa final de testes pela Anvisa(Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e Secretaria de Tecnologia da Informação do Ministério da Economia (futura Secretaria do Governo Digital). Ao todo, 135 países exigem o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela.




A previsão é de que a ferramenta seja lançada no dia 29 deste mês, segundo informações obtidas pela reportagem. Com a mudança, o processo de solicitação do certificado passará a ocorrer de forma digital. O objetivo é reduzir o tempo de espera e possíveis gastos extras do usuário para obter o documento, que é gratuito.


Hoje, para obter o certificado, viajantes precisam ir a um centro de orientação mantido pela Anvisa em aeroportos e portos ou em serviços conveniados após tomar a vacina. Em alguns hospitais e clínicas privadas, a vacinação é feita no próprio local, seguida da entrega do documento. O problema é que esses centros de emissão não estão disponíveis em todas as cidades – no Amazonas, por exemplo, há apenas quatro destes locais.




Outro impasse é a espera. Em locais que não precisam de agendamento, caso dos centros mantidos pela Anvisa, a média de espera é de uma a duas horas.




Em outros, há exigência de agendamento pela plataforma Civnet, cujo prazo é variável. No ano passado, em meio ao surto de febre amarela no país, a espera para agendamento chegou a ultrapassar três meses em algumas cidades. Atualmente, é possível agendar já para o dia ou semana seguinte.




Com o novo sistema, a ida aos centros só será necessária em alguns casos específicos ou se houver dificuldade em emitir o documento de forma digital. Neste caso, após tomar a vacina, o cidadão deverá se cadastrar no portal de serviços do governo e enviar a solicitação junto com comprovante ou carteira de vacinação.




O pedido será analisado pela Anvisa, que checará a veracidade dos documentos e fará o cruzamento dos dados, como CPF, número e lote da vacina. Em casos de inconsistência, a agência poderá entrar em contato com a unidade de saúde responsável pela vacinação.




Ainda não há informações sobre quanto tempo deve levar essa análise. A expectativa, no entanto, é de que o processo ocorra em até um dia. Após a aprovação, o usuário receberá o certificado online para ser impresso em casa.




O atendimento presencial deve ser mantido em casos de dificuldade de acesso ao processo digital, estrangeiros sem CPF, analfabetos e população indígena.




Redução de gastos




Levantamento do Ministério da Economia estima que, sem os gastos com deslocamento, cada usuário poderá ter redução de até 43% dos gastos na utilização do serviço.




A pasta também prevê economia anual de até R$ 89 milhões para os usuários com base no volume de solicitações nos últimos anos.




Para a Anvisa, a estimativa é de que a entrada do sistema digital traga uma economia de até R$ 30 milhões com a mudança nos serviços. Desde 2017, o Brasil passou a adotar dose única para a vacina de febre amarela, conforme recomendado pela Organização Mundial de Saúde.




Com isso, o certificado internacional de vacinação passou a ser válido por toda a vida. Viajantes que nunca tomaram doses, no entanto, precisam fazer isso em até dez dias antes da viagem.




A vacina, porém, é contraindicada em alguns casos, como pacientes oncológicos em quimioterapia, transplantados, com alergia a ovo, entre outros. Neste caso, é possível apresentar atestado médico de isenção da vacinação em inglês e francês.




O QUE É O CIVP (Certificado internacional de vacinação e profilaxia)




Documento oficial que comprova a vacinação contra doenças, sobretudo a febre amarela, exigido por alguns países como requisito para entrada de viajantes estrangeiros.




COMO É HOJE




Atualmente, a emissão do documento é feita de forma gratuita em centros de orientação ao viajante ou serviços conveniados. Para isso, o viajante precisa levar documentos pessoais e comprovante de vacinação, que deve ser feita até 10 dias antes da viagem para quem nunca foi vacinado (com exceção daqueles a quem a vacina é contraindicada). Em alguns casos, é preciso agendamento prévio pelo site Civnet, da Anvisa




COMO DEVE FICAR




A Anvisa, em conjunto com a Secretaria do Governo Digital, deve lançar um sistema digital para solicitar e emitir o documento - o que permitirá ao usuário fazer o pedido sem sair de casa através do portal de serviços.




A previsão inicial é de que o serviço seja lançado no dia 29 deste mês. O atendimento presencial ainda deve ser mantido para casos de dificuldade de acesso ou grupos específicos, como estrangeiros sem CPF e população indígena.

Fonte: GaúchaZH


Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que o mundo está à beira da erradicação global da doença


Há 30 anos, o vírus selvagem da poliomielite paralisava cerca de 350 mil crianças em mais de 125 países todos os anos. Dados divulgados hoje (4) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, em 2018, apenas 30 casos da doença foram notificados em dois países – Afeganistão e Paquistão. O mundo, segundo a entidade, está à beira de um sucesso sem precedentes na saúde pública: a erradicação global da doença.

“A OMS e seus parceiros da Iniciativa Global para Erradicação da Pólio se comprometem a apoiar integralmente os governos do Afeganistão e do Paquistão para combater a doença em seus últimos redutos e livrar-se dessa doença debilitante de uma vez por todas”, destacou a organização, por meio de comunicado.

De acordo com a nota, a erradicação da pólio exige altas coberturas vacinais em todo o planeta para que se consiga bloquear a transmissão de um vírus extremamente contagioso. Infelizmente, segundo a OMS, algumas crianças permanecem sem acesso às doses adequadas por motivos diversos, incluindo falta de infraestrutura, localidades remotas, migração, conflitos, insegurança e resistência à vacinação.

“A meta das equipes em solo no Afeganistão e no Paquistão é muito clara: localizar e vacinar todas as crianças antes que o vírus chegue até elas. Esses países alcançaram enorme progresso. Há 20 anos o poliovírus paralisava mais de 340 mil crianças em todo o Paquistão. Em 2018, apenas oito casos foram reportados em alguns distritos.”

A OMS destacou, entretanto, que o processo de erradicação da pólio deve ser um esforço no sentido “tudo ou nada” e que uma possível falha em acabar com esses últimos redutos poderia resultar no ressurgimento da doença, chegando a até 200 mil novos casos em todo o mundo num prazo de dez anos.

“Estamos no caminho certo para alcançar o sucesso. Um Paquistão e um Afeganistão livres da pólio significam um mundo livre da pólio”, concluiu a organização, citando que a erradicação da doença poderia economizar entre US$ 40 bilhões e US$ 50 bilhões, sendo a maioria em países de baixa renda. “E os benefícios humanitários serão sustentados para as gerações futuras: nenhuma criança jamais seria afetada novamente por essa terrível doença”.

Fonte: R7
Desde o início de 2018 até 8 de janeiro de 2019, o Brasil registrou 10.274 casos confirmados de sarampo. Atualmente, o país enfrenta dois surtos da doença: no Amazonas, onde há 9.778 casos e, em Roraima, onde foram contabilizados 355 ocorrências.

Casos isolados foram anotados em São Paulo (3), Rio de Janeiro (19), Rio Grande do Sul (45), Rondônia (2), Bahia (2), Pernambuco (4), Pará (61) e Sergipe (4), além do Distrito Federal (1).

Foram registrados ainda 12 óbitos por sarampo: quatro em Roraima, seis no Amazonas e dois no Pará.

Os surtos, segundo o Ministério da Saúde, estão relacionados à importação, já que o genótipo do vírus que circula no Brasil é o mesmo da Venezuela, país com surto da doença desde 2017.

Por meio de nota, o ministério informou que a explosão de casos confirmados no Amazonas é resultado de uma força-tarefa realizada no final de 2018 em Manaus, quando mais de 7 mil casos que estavam em investigação foram concluídos.

“Nas últimas semanas, houve diminuição na notificação de casos novos no Amazonas e em Roraima. No Amazonas, a concentração de casos desta semana se deu nos meses de julho e agosto. No estado de Roraima, o pico da doença ocorreu entre fevereiro e março de 2018. Em ambos os estados, no momento, a curva de novos casos é decrescente”, disse o Ministério da Saúde.

Vacinação


De janeiro de 2018 até janeiro deste ano, o ministério encaminhou 15,5 milhões de doses da vacina tríplice viral para atender a demanda dos serviços de rotina e a realização de ações de bloqueio nos seguintes estados: Rondônia, Amazonas, Roraima, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Sergipe, além do Distrito Federal.

Certificado


O Brasil tem até fevereiro deste ano para reverter os surtos de sarampo, sob pena de perder o certificado de eliminação da doença concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em 2016. O alerta foi feito pela assessora regional de Imunizações da entidade, Lúcia Helena de Oliveira, durante a 20ª Jornada Nacional de Imunizações, no Rio de Janeiro.

Ela lembrou que a Venezuela, de onde veio a cepa de sarampo identificada no Brasil, perdeu seu certificado de eliminação em junho deste ano.

O critério adotado pela Opas para conferir transmissão sustentada é que o surto se mantenha por um período superior a 12 meses. As autoridades sanitárias brasileiras, portanto, correm contra o tempo, já que os primeiros casos da doença no Norte do país foram identificados no início de 2018.

“Sabemos que os casos no Brasil são de importação, lamentavelmente, pelas condições de saúde em que vive a Venezuela. Mas só estamos tendo casos de sarampo no Brasil porque não tínhamos cobertura de vacinação adequada. Se tivéssemos, esses casos viriam até aqui e não produziriam nenhum tipo de surto”, destacou a assessora da Opas.

Fonte: Agência Brasil
As vacinas são seguras? A imunidade proporcionada por elas é melhor do que a oferecida pelas infecções naturais? Uma criança pode receber mais de uma vacina por vez? Existe alguma relação entre vacinas e autismo? Confira as respostas da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS)para perguntas frequentes da população sobre imunização.

As vacinas são seguras?


Sim, elas são seguras. Todas as vacinas aprovadas são submetidas a testes rigorosos ao longo das diferentes fases de ensaios clínicos e seguem sendo avaliados regularmente uma vez que comercializadas. Cientistas também monitoram constantemente informações de várias fontes para qualquer sinal de eventos adversos relacionados a alguma vacina. A maioria das reações são leves e temporais, tais como dor no local da injeção ou febre baixa. Raros efeitos colaterais graves são notificados e investigados imediatamente.

É muito mais fácil sofrer graves lesões por uma doença prevenível por vacinação do que por uma vacina. A poliomielite, por exemplo, pode causar paralisia; o sarampo, encefalite e cegueira; algumas doenças como difteria, pneumonia, meningites, tétanos e outras que podem ser evitadas por vacinas podem ser mortais. Embora qualquer ferimento grave ou morte causada por vacinas sejam importantes, os benefícios da vacinação superam amplamente os riscos, considerando que muitas outras doenças e mortes ocorreriam sem as vacinas.

Mesmo tendo uma boa higiene, saneamento e água potável, ainda é necessário me vacinar?


Sim! Uma boa higiene, saneamento a água potável não são suficientes para deter doenças infecciosas, por isso a vacinação continua sendo necessária. Se não mantivermos altas taxas de imunização – o que se chama de imunidade coletiva, as doenças preveníveis por vacinas voltarão. Ainda que melhoras na higiene, saneamento e salubridade da água nos ajudem a nos proteger de doenças infecciosas, muitas delas podem se propagar independentemente de quão asseados somos, originando doenças respiratórias, diarreias e até a morte. Sem vacinação, doenças que hoje são raras (como a poliomielite, o sarampo e a coqueluche) podem reaparecer rapidamente.

A imunidade proporcionada pelas vacinas é melhor do que a oferecida pelas infecções naturais?


As vacinas interagem com o sistema imunológico e produzem uma resposta imunitária similar àquela gerada por infecções naturais, mas sem causar adoecimento e sem colocar a pessoa imunizada em risco de sofrer as possíveis complicações de uma enfermidade. Por outro lado, o preço a se pagar pela imunização por meio da infecção natural pode consistir em disfunção cognitiva na infecção por Haemophilus influenzae tipo B, condições congênitas no caso da rubéola, câncer hepático na hepatite B ou morte por complicações relacionadas ao sarampo, ao vírus do papiloma humano, ou influenza gripal.

Preciso me vacinar contra doenças que não circulam em minha comunidade ou em meu país?


Por mais que as doenças que podem ser prevenidas por vacinas sejam raras em muitos países, os agentes infecciosos que as causam seguem circulando em outros. Em um mundo tão interconectado como o de hoje, esses agentes podem cruzar fronteiras geográficas e infectar qualquer pessoa que não esteja protegida. Assim, por exemplo, surgiram surtos de sarampo em populações não vacinadas na Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Rússia, França, Grécia, Itália, Reino Unido, Sérvia e Suíça, entre outros.

Os dois principais motivos para se vacinar são: proteger a nós mesmos e às pessoas que nos rodeiam. Programas de vacinação bem-sucedidos dependem da cooperação de cada indivíduo para garantir o bem-estar de todas e todos. Não devemos esperar que as pessoas ao nosso redor impeçam a propagação da doença; nós também devemos fazer o que está ao nosso alcance.

Uma criança pode receber mais de uma vacina por vez?


Evidências científicas mostram que administrar várias vacinas ao mesmo tempo não afeta negativamente o sistema imunológico de uma criança. As crianças são expostas a várias centenas de substâncias estranhas que desencadeiam uma resposta imunológica todos os dias. O simples ato de ingerir alimentos introduz novos antígenos no organismo e numerosas bactérias vivem em nossa boca e em nosso nariz. Uma criança é exposta a muito mais antígenos de um resfriado comum ou uma dor de garganta do que de vacinas.

Quando uma vacinação combinada é possível (para difteria, coqueluche e tétano, por exemplo), a criança receberá menos injeções e isso reduzirá seu desconforto. Além disso, há a vantagem de ter que fazer menos visitas aos estabelecimentos de saúde, o que economiza tempo e dinheiro. Além disso, várias medidas também podem ser tomadas para reduzir a dor da “picada” no momento da vacinação.

Preciso me vacinar contra a gripe?


A gripe é uma doença grave que mata entre 300 mil e 500 mil pessoas em todo o mundo a cada ano. Mulheres grávidas, crianças pequenas, pessoas idosas que possuem problemas de saúde e qualquer pessoa com uma condição crônica, como asma ou doença cardiovascular, correm maior risco de infecção grave e morte. Vacinar mulheres grávidas tem o benefício adicional de proteger seus bebês (atualmente não há vacina para bebês com menos de 6 meses).

As vacinas contra a gripe sazonal oferecem imunidade às três cepas mais prevalentes, que circulam em qualquer época do ano. É a melhor maneira de reduzir as chances de uma gripe mais grave e de disseminá-la para outras pessoas e é usada há mais de 60 anos. Evitar a gripe significa evitar custos adicionais de cuidados médicos e perda de renda por falta de dias de trabalho ou escola.

Quais conservantes são usados nas vacinas?


O tiomersal é um composto orgânico contendo mercúrio adicionado a algumas vacinas como conservante. Seu uso é seguro; trata-se do conservante mais utilizado para as vacinas que são fornecidas em frascos de múltiplas doses. Não há evidências que sugiram que a quantidade de tiomersal usada em vacinas represente um risco à saúde.

Existe alguma relação entre vacinas e autismo?


Um estudo de 1998 levantou preocupações sobre uma possível ligação entre a vacina contra sarampo, rubéola e caxumba (MMR) e o autismo. Descobriu-se posteriormente que esse estudo é seriamente falho e fraudulento. O artigo foi retirado pela revista que o publicou. Sua divulgação desencadeou um pânico que levou à queda das taxas de imunização e aos subsequentes surtos dessas doenças. Não há evidências de uma ligação entre essa vacina e o autismo ou transtorno do espectro autista.

Fonte: ONU
Atualmente, Roraima e Amazonas apresentam surto de sarampo. O Ministério da Saúde presta assistência aos dois Estados

O Ministério da Saúde atualizou, nesta quarta-feira (09), as informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde sobre a situação do sarampo no país. Desde o início de 2018, até 8 de janeiro deste ano, foram confirmados 10.274 casos no Brasil. Atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo: no Amazonas com 9.778 casos confirmados e, em Roraima, com 355 casos. Três estados apresentaram óbitos pela doença: quatro em Roraima, seis no Amazonas e dois no Pará.

Os surtos ocorridos no ano passado estão relacionados à importação, já que o genótipo do vírus (D8), que está circulando no Brasil, é o mesmo que circula na Venezuela, país com surto da doença desde 2017.  Alguns casos isolados, e também relacionados à importação, foram identificados nos estados de São Paulo (3), Rio de Janeiro (19); Rio Grande do Sul (45); Rondônia (2), Bahia (2), Pernambuco (4), Pará (61), Distrito Federal (1) e Sergipe (4). O Ministério da Saúde permanece acompanhando a situação e prestando o apoio necessário aos estados. Cabe esclarecer que as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados.

Os casos confirmados no Amazonas são resultado de uma força-tarefa realizada no final de 2018 em Manaus/AM. Mais de sete mil casos que estavam em investigação foram concluídos. Nas últimas semanas, houve diminuição na notificação de casos novos em Amazonas e em Roraima. No Amazonas, a concentração de casos desta semana se deu nos meses de julho e agosto. No estado de Roraima, o pico da doença ocorreu entre fevereiro e março de 2018. Em ambos os estados, no momento, a curva de novos casos é decrescente.

No Amazonas, para acelerar o encerramento dos casos notificados desde o início do surto, em fevereiro de 2018, uma equipe composta por técnicos do Ministério da Saúde e profissionais da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), avaliaram os resultados laboratoriais e a situação epidemiológica da doença. A ação faz parte do Plano de Enfrentamento do Sarampo.

O Ministério da Saúde vem prestando toda a assistência ao estado e também ao município de Manaus no enfrentamento da doença, desde o início do surto. Desde o início do surto, houve o envio de técnicos para apoiar os gestores na vigilância epidemiológica, nas medidas de imunização e de laboratório in loco. Também houve apoio com equipes de investigação de campo (EpiSUS); realizações de videoconferências, audioconferência com gestores e técnicos; elaboração de notas técnicas informativas; realização de capacitações; repasse de apoio financeiro; envio de kits laboratoriais e envio de vacinas.

Fonte: Ministério da Saúde 

Entre elas estão a tríplice viral, que inclui proteção contra sarampo, hepatites A e B, varicela e tríplice bacteriana; nem todas são oferecidas na rede pública.


Adultos que perderam a carteira de vacinação infantil devem receber as  imunizações previstas para aquela faixa etária — 0 aos 10 anos — que estejam dentro do calendário do adulto, de acordo com a pediatra Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Ela afirma que as vacinas obrigatórias para esse período são a tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), hepatites A e B, varicela (catapora) e tríplice bacteriana (difteria, tétano e coqueluche).

Pessoas entre 20 e 59 anos devem receber ainda as doses de imunizações que não existiam durante sua infância. "São quase todas do calendário dos adultos", explica.

Segundo o pediatra Renato Kfouri, vice-presidente da SBIm, o programa de imunizações começou apenas nos anos 1960 e, no caso da vacina contra o sarampo, por exemplo, pessoas acima de 50 anos não a receberam.

Kfouri afirma que só é considerada imune a pessoa que tomou duas doses da imunização depois do primeiro ano de idade, com o intervalo mínimo de um mês entre elas. Portanto, quem tomou apenas uma dose aos 9 meses não está imune. Ele explica que o Ministério da Saúde aplica duas doses da vacina contra sarampo entre um e 29 anos, e dose única entre 30 e 49 anos.

"Muitos adultos perdem a carteirinha de vacinação, não lembram se tomaram determinada vacina ou juram que tomaram, mas a condição é contrária. Esses adultos devem ser revacinados e não existe o menor problema de isso acontecer", completa Ballalai.

Porém, Ballalai afirma que, por uma questão cultural, essa faixa etária acredita que não precisa se vacinar. "As pessoas entendem que vacina é 'coisa de criança'. A vacina é para qualquer idade", assegura. A médica ainda diz que há também há falta de costume por parte dos médicos de fazer essas recomendações, afetando a conscientização da necessidade de receber tais imunizações.

Segundo o calendário de imunizações da SBIm, adultos entre 20 e 59 anos devem receber as vacinas tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), hepatite A e B, HPV, tríplice bacteriana (difteria, tétano e coqueluche) ou a dupla adulto (difteria e tétano), varicela (catapora), gripe — a vacina deve ser aplicada anualmente pois, além do tempo de proteção expirar, o vírus em circulação muda —, meningocócicas conjugadas, meningocócica B, febre amarela, pneumocócicas e herpes zóster (a partir dos 50 anos).

Entretanto, nem todas essas imunizações estão disponibilizadas na rede pública. O Ministério da Saúde oferece as vacinas tríplice viral, hepatite B, dupla adulto (difteria e tétano), febre amarela, HPV — apenas para adolescentes— e gripe — apenas para grupos de risco em Unidades Básicas de Saúde (UBS). Já clínicas privadas de imunização dispõem de todas as vacinas preconizadas pela SBIm.

Ela afirma que, com orientação médica, as vacinas podem ser tomadas todas no mesmo dia. Para mulheres que pretendem engravidar, as vacinas devem ser tomadas com pelo menos 30 dias de antecedência, também com orientação médica.

A vacina de HPV deve ser tomada por adultos, com variação de idade entre os sexos. Para mulheres, é recomendada a vacinação entre 9 e 45 anos. Para homens, entre 9 e 26 anos.

Segundo Ballalai, o correto é passar antes por uma avaliação médica, para que a pessoa receba orientação sobre a necessidade de tomá-las ou não conforme as restrições individuais.

Fonte: R7
O pediatra Juarez Cunha, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica quais são as restrições e onde encontrar o imunizante

Quem está tomando antibiótico pode se vacinar contra a febre amarela?  Sim. O uso de antibióticos não interfere na ação ou resposta da vacina contra a febre amarela. De acordo com o pediatra Juarez Cunha, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a aplicação da vacina deve ser evitada durante o uso de antibióticos em casos de infecções agudas para evitar a possibilidade de confusão se os sintomas são pela vacina ou pela bactéria no corpo.

Pessoas alérgicas a ovos e leite podem tomar a vacina? O especialista afirma que intolerantes à lactose e alérgicos à leite podem tomar a vacina normalmente. Já pessoas com alergias graves a ovos apresentam contraindicação à vacina, pois o imunizante contém proteínas dos ovos, podendo desencadear um quadro alérgico.

Quais remédios não podem ser tomados quando a vacina for aplicada? O pediatra afirma que antivirais podem interferir na resposta da vacina. Pessoas que fazem uso crônico de corticoides, quimioterápicos e medicamentos biológicos devem ter cuidado ao tomar a vacina, pois tais medicamentos diminuem a imunidade do paciente, procurando antes, recomendação médica.

Vacina da febre amarela interfere no efeito do anticoncepcional? Não. Cunha afirma que nenhuma vacina interfere na ação dos métodos anticoncepcionais, pois se tratam de dois sistemas diferentes.

Para viajar dentro do Brasil é obrigatório levar a carteira de vacinação comprovando a vacina? E em viagens internacionais? Cunha afirma que dentro do país, a comprovação de vacinação contra a doença não é exigida. Já países da América Latina, Austrália, Nova Zelândia e países da África e da Ásia solicitam a vacinação. A recomendação é de que a pessoa seja vacinada pelo menos 10 dias antes da viagem, pois é o tempo que ela leva para fazer efeito.

É possível ingerir álcool no mesmo dia em que a vacina é aplicada? Sim. O especialista afirma que a pessoa não precisa se privar da ingestão de álcool ou de fazer exercícios. Entretanto, Cunha alerta que a pessoa não deve exagerar em nenhum desses hábitos, mesmo sem haver relação com a vacina.

Qual a composição da vacina e quanto tempo demora para fazer efeito? Cunha explica que a vacina é composta pelo vírus da febre amarela atenuado, sendo injetado no corpo de maneira a estimular a produção de anticorpos. Sua ação demora até 10 dias para iniciar. O especialista afirma que as reações à vacina são raras e levam de três a 20 dias para se manifestarem, durando até cinco dias. Entre os sintomas que podem aparecer estão a febre, mal-estar e dor no corpo.

É necessário tomar a vacina mesmo se não for viajar para áreas de mata ou áreas de risco? Sim. Segundo o Ministério da Saúde, desde agosto de 2018, a recomendação é que toda a população seja imunizada contra a febre amarela, salvo exceções como gestantes, imunodeprimidos, lactantes e idosos acima de 60 anos.

Fonte: R7
Manter os filhos protegidos e saudáveis é objetivo de qualquer pai e mãe, mas será que eles sabem como protegê-los de doenças graves?

A vacinação é uma das melhores formas de proteção contra doenças sérias como meningite, coqueluche, sarampo e pneumonia, que podem até levar a óbito, especialmente crianças pequenas.1,2 A meningite meningocócica, por exemplo, é uma infecção bacteriana das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo causar sequelas e até mesmo levar a óbito.3 Ela é causada pela bactéria Neisseria meningitidis que possui 12 tipos identificados, sendo que cinco deles são os mais comuns (A, B, C, W e Y).3,4 As vacinas reduzem o risco de infecção, estimulando as defesas naturais do corpo, ajudando-o a desenvolver a imunidade à doença.1 O Ministério da Saúde orienta a vacinação das crianças de acordo com o calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e todas as vacinas recomendadas no PNI estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde pelo Sistema Único de Saúde (SUS).2,5

Já a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) possuem calendários de vacinação com recomendações que complementam o PNI, abrangendo também vacinas que atualmente só estão disponíveis na rede privada para a imunização das crianças e jovens.6,7,16 Confira abaixo alguns motivos importantes para os pais pensarem na prevenção dos seus filhos.

1 – As vacinas podem proteger os seus filhos de doenças sérias.2,8 De acordo com o Ministério da Saúde, a vacinação ainda é a melhor forma de prevenção das doenças. As vacinas evitam o agravamento de doenças, internações e até mesmo óbitos.2 Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacinação em massa evita entre 2 a 3 milhões de mortes por ano e é responsável pela erradicação de doenças.

2 - Segurança e efetividade das vacinas.9,10 As vacinas são efetivas e protegem contra muitas doenças sérias.2 Antes de serem disponibilizadas ao público passam por rigorosos testes de segurança e eficácia, além de serem avaliadas por órgãos regulatórios (Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA).10 Às vezes após a vacinação algumas pessoas podem apresentar sintomas leves, como vermelhidão no local da injeção e febre, mas esses sintomas são brandos e de curta duração.11 As vacinas ajudam a desenvolver a imunidade sem causar a doença. Elas estimulam o corpo a desenvolver a proteção para que o organismo reconheça e combata a doença.9

3 – A importância da vacinação para a proteção coletiva.12 Alguns bebês e crianças não podem receber determinadas vacinas devido a alergias graves, sistemas imunológicos debilitados ou outras razões. Para ajudar a mantê-los protegidos, é importante que você e seus filhos sejam imunizados. Isso não apenas protege sua família, mas também ajuda a prevenir e evitar a disseminação de doenças para essas pessoas.12

4 – As vacinas não causam autismo.10 Muitos estudos sérios verificaram que não existe relação entre a vacinação e o desenvolvimento do autismo. Em 1998, foi publicado um artigo em que o autor afirmava ter encontrado relação entre uma vacina e o autismo. Mais tarde, descobriu-se que ele havia manipulado os dados. O autor foi criminalmente responsabilizado, teve o registro médico cassado e o artigo foi retirado dos arquivos da revista Lancet, onde fora publicado.10

5 - Receber muitas vacinas não sobrecarrega o sistema imune da criança.11 Pelo contrário, ajuda a oferecer desde cedo a proteção contra as doenças. Mesmo quando o bebê recebe diversas vacinas no mesmo dia, essas vacinas contêm apenas uma pequena fração dos antígenos com os quais ele naturalmente se depara todos os dias em seu ambiente. Lembrando que o sistema imunológico de um bebê saudável luta com sucesso contra milhares de microrganismos todos os dias.11

6 – Entre as doenças graves preveníveis por vacinas, temos a meningite meningocócica.3,4,13 A vacinação é considerada uma forma efetiva na prevenção da doença. Outras formas que podem ajudar na prevenção são evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados e limpos.13,14 Em 2017, os sorogrupos B e C foram responsáveis pela maioria dos casos sorogrupados em crianças abaixo de 5 anos, sendo 53% dos casos pelo B e 25% dos casos pelo C.17 Converse com o seu médico sobre a prevenção da meningite meningocócica. Atualmente, temos a vacina contra a meningite B e a vacina contra os tipos A, C , W e Y disponíveis somente nas clínicas privadas.3,4,5 Nos postos de saúde, a vacina contra a doença causada pelo meningococo C é gratuita para crianças menores de 5 anos de idade e adolescentes de 11 a 14 anos.5,6 Importante ressaltar que a meningite meningocócica não é uma doença só de criança, cerca de 10% dos adolescentes e adultos são portadores da bactéria, mas não desenvolvem a doença.3,15 Apesar disso, podem transmitir a outras pessoas através da saliva e partículas respiratórias.14,15 Por isso a vacinação é um recurso importante para a prevenção das meningites, em crianças, adolescentes e adultos.13

7 - As vacinas recomendadas pelo Ministério da Saúde estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde.5 O Ministério da Saúde orienta a vacinação das crianças de acordo com o calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e todas as vacinas recomendadas no PNI estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde pelo Sistema Único de Saúde (SUS) como BCG (para prevenção das formas graves da tuberculose em crianças); Hepatite B; Penta (vacina contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecção por Haemophilus influenzae tipo B); VIP/VOP (vacina inativada e vacina oral contra poliomielite – paralisia infantil); Pneumocócica(contra a infecção por pneumococo que pode causar meningite, pneumonia e infecção de ouvido - otite); Rotavírus; Meningite C (conjugada); Febre Amarela; Hepatite A; Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); Tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela - catapora); entre outras.5



 

Material destinado ao público em geral. Por favor, consulte o seu médico.

Fonte: GSK
Referências:

1. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Protect your baby with immunization, 2018. Disponível em: < https://www.cdc.gov/features/infantimmunization/index.html >. Acesso em: 29 nov. 2018.

2. BRASIL. Ministério da Saúde. A vacinação ainda é a melhor forma de prevenir doenças. Disponível em: < http://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/52650-a-vacinacao-ainda-e-a-melhor-forma-de-prevenir-contra-doencas >. Acesso em: 29 nov. 2018.

3. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Meningococcal meningitis. Disponível em: < www.who.int/en/news-room/fact-sheets/detail/meningococcal-meningitis >. Acesso em: 29 nov. 2018.

4. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Doença meningocócica (DM). Disponível em: < https://familia.sbim.org.br/doencas/88-doenca-meningococica-dm >. Acesso em: 29 nov. 2018.

5. BRASIL. Ministério da Saúde. Calendário Nacional de Vacinação 2018. Disponível em: < http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/jpg/2018/setembro/17/Calendario-de-Vacinacao-17-09-2018.jpg >. Acesso em: 29 nov. 2018.

6. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Calendário de vacinação da criança: recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) – 2018/2019 [atualizado até 26/08/2018]. Disponível em: < https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-sbim-crianca.pdf >. Acesso em: 29 nov. 2018.

7. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Calendário de vacinação da SBP 2018. Disponível em: < http://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/21273g-DocCient-Calendario_Vacinacao_2018-set.pdf >. Acesso em: 29 nov. 2018.

8. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. SBP e CFM alertam a população e os médicos para a necessidade de estar com o calendário de vacinação em dia. Disponível em: < http://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/sbp-e-cfm-alertam-a-populacao-e-os-medicos-para-a-necessidade-da-estar-com-o-calendario-de-vacinacao-em-dia/ >. Acesso em: 29 nov. 2018.

9. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION, Parents making the vaccine decision. Disponível em: < https://www.cdc.gov/vaccines/parents/vaccine-decision/index.html >. Acesso em: 29 nov. 2018.

10. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Imunização: tudo o que você sempre quis saber. Rio de Janeiro: RMCOM, 2016. 277 p. Disponível em: < https://sbim.org.br/images/books/imunizacao-tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber.pdf >. Acesso em: 29 nov. 2018.

11. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Infantimmunizations FAQs. Disponível em: < http://www.cdc.gov/vaccines/parents/parent-questions.html >. Acesso em: 29 nov. 2018.

12. U.S. DEPARTMENT OF HEALTH &amp; HUMAN SERVICES. Five important reasons to vaccinate your child, 2018. Disponível em: < https://www.vaccines.gov/getting/for_parents/five_reasons/index.html >. Acesso em: 29 nov. 2018.

13. BRASIL. Ministério da Saúde. Meningite: causa, sintomas, prevenção e tratamento, 2018. Disponível em: < http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/meningites >. Acesso em: 29 nov. 2018.

14. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Bacterial meningitis. Disponível em: < https://www.cdc.gov/meningitis/bacterial.html >. Acesso em: 29 nov. 2018.

15. ERVATI, M.M. et al. Fatores de risco para a doença meningocócica. Revista Científica da FMC, 3(2): 19-23, 2008.

16. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Caledário de vacinação do adolescente: recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) – 2018/2019. Disponível em: < https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-sbim-adolescente.pdf >. Acesso em: 29 nov. 2018.

17. Pesquisa realizada na base de dados DATASUS, utilizando os limites "FAIXA ETÁRIA" para Linha, "SOROGRUPO" para Coluna, "CASOS CONFIRMADOS" para Conteúdo, "2017" para Períodos Disponíveis, "MM", "MCC" e "MM+MCC" para Etiologia, e "TODAS AS CATEGORIAS" para os demais itens. Disponível em: < http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?sinannet/cnv/meninbr.def >. Acesso em: 29 nov. 2018.

BR/VAC/0250/18 – NOVEMBrRO/2018

Uma das doenças de maior risco de transmissão no verão é a febre amarela, com registro em áreas com grande contingente populacional desde 2017


Ministério da Saúde faz um alerta aos viajantes neste fim de ano: manter a caderneta de vacinação atualizada é fundamental para ter uma viagem saudável e tranquila. Pelo menos 10 dias antes da viagem, o turista deve atualizar a caderneta de acordo com as orientações do Calendário Nacional de Vacinação. Segundo a pasta, viajantes devem dar atenção especial às vacinas contra sarampo, hepatites A e B, e a febre amarela.

A pasta disponibiliza uma seção em seu site com informações, dicas e orientações sobre a saúde do viajante.

Uma das doenças de maior risco de transmissão no verão é a febre amarela, com registro em áreas com grande contingente populacional desde 2017. Atualmente, mais de 4 mil municípios são considerados áreas com recomendação de imunização. A vacina contra a febre amarela é ofertada gratuitamente no Calendário Nacional de Vacinação, e apenas uma dose é suficiente para a proteção por toda a vida.

Outra vacina importante para quem for viajar é a contra o sarampo. Isso porque o Brasil enfrenta atualmente dois surtos da doença: no Amazonas, com 9.724 casos confirmados e, em Roraima, com 349. Também há registros de casos em São Paulo, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, em Rondônia, Bahia, Pernambuco, no Pará, Distrito Federal e em Sergipe.

Outro alerta da pasta é direcionado aos turistas que necessitem de medicamentos de uso contínuo. O viajante não deve esquecer a prescrição médica e precisa levar a quantidade suficiente para o período em que estará fora de casa. Além disso, é importante esclarecer que o Ministério da Saúde recomenda o uso de repelentes como medida de proteção para quem não pode se vacinar, como as gestantes que não podem tomar a vacina contra a febre amarela.

Horários Final de Ano





MATRIZ: Abre normalmente, fechado apenas nos dia 24/25 e 30/31 de dezembro

UNIDADE CELPINHO: Fechado do dia 24/12/2018 ao dia 14/01/2018 retornando dia 15/01/2018

UNIDADE CENTRO CLÍNICO: Fechado do dia 24/12/2018 ao dia 04/01/2019 retornando dia 07/01/2019



É grande a quantidade de fatos desencontrados sobre o tema. Descubra o que é mito e o que é verdade sobre as vacinas para não cair em fake news na Internet


Elas estão no olho do furacão: com surtos de febre amarelasarampogripe e outras moléstias mundo afora, nunca se debateu tanto o papel das vacinas na prevenção e no controle de diversas infecções. Se entre os especialistas não há dúvidas de que essa estratégia foi responsável direta por melhorias na saúde e no aumento da expectativa de vida, alguns boatos teimam em acusá-la das mais terríveis complicações – sem apontar nenhuma evidência séria disso.

“Temos observado de perto esse fenômeno das notícias falsas na nossa área e o impacto que isso tem sobre as decisões das pessoas”, reflete a pediatra Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Um levantamento encomendado pela SAÚDE à Área de Pesquisa e Inteligência de Mercado do Grupo Abril e à empresa de pesquisa digital MindMiners mostrou que cerca de 40% dos 1 500 indivíduos entrevistados por um formulário online não sabem que pessoas com doenças crônicas como asma e diabetes fazem parte de grupos de risco e precisam ficar ligados na vacinação.

Além disso, 46% não têm ciência de que é possível prevenir alguns tipos de câncercausados por micro-organismos com uma picadinha.

Chegou a hora de mergulhar nos dados e esclarecer de vez essas questões. Afinal, a informação correta é a melhor vacina que existe para combater os boatos e as fake news. Confira abaixo 16 mitos e verdades sobre as vacinas:

Vacinas são úteis, mas, às vezes, causam mais doenças do que previnem


MITO. Todos esses produtos passam por testes rigorosíssimos antes de chegarem até nós.

Pessoas que vivem em harmonia com a natureza e têm pensamento positivo não precisam tomar vacinas


MITO. O contato com a natureza é ótimo. Mas lembre-se de que os micro-organismos causadores de doenças vivem por lá também.

Vacinas comumente causam efeitos colaterais perigosos


MITO. Algumas até provocam eventos adversos com certa frequência, mas são leves ou moderados. As reações mais graves são raríssimas e, às veze, estão ligadas a contraindicações. Fale com o médico sobre o assunto.

Algumas vacinas ajudam a prevenir câncer


VERDADE. Aquelas que bloqueiam as hepatites e o HPV evitam tumores no fígadoe no colo do útero, respectivamente.

Quem é saudável não precisa se vacinar


MITO. O imunizante serve justamente para que as pessoas continuem saudáveis e livres de infecções da pesada.

Existem vacinas que precisam ser tomadas antes de viagens


VERDADE. Você pode se informar sobre o assunto no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa.

Existem vacinas que precisam ser renovadas de tempos em tempos


VERDADE. É o caso, por exemplo, da que protege contra tétano e difteria, que exige um reforço a cada dez anos.

Hoje confio menos nas vacinas do que confiava no passado


MITO. Não há motivo para isso. Essa área de pesquisa avançou nos últimos tempos e a qualidade das formulações só melhorou.

Pessoas com doenças crônicas (diabetes, hipertensão…) não podem se vacinar


MITO. Pelo contrário! Esses cidadãos fazem parte do grupo de risco e carecem ter mais atenção ainda com as doses.

Não há evidência de que as vacinas sejam seguras e eficazes


MITO. Para serem aprovadas, elas são estudadas em milhares de voluntários e são exigidos resultados satisfatórios.

É perigoso tomar várias vacinas de uma vez


MITO. Com raras exceções, não há risco nenhum em adotar essa estratégia. O sistema imune não fica sobrecarregado.

Vacinas são um instrumento de controle da indústria farmacêutica


MITO. Pura balela. Os grandes programas de imunização foram responsáveis diretos pelos ganhos globais de saúde.

Todas as vacinas estão na rede pública


MITO. Algumas só estão disponíveis em serviços privados, como a do herpes-zóster e a da dengue.

Tomar uma dose de uma vacina que prevê mais doses já garante proteção


MITO. É essencial seguir direitinho o esquema das aplicações para ficar livre da ameaça de vírus ou bactérias.

Vacina pode causar autismo em crianças


MITO. Inúmeros estudos de altíssima qualidade já comprovaram que essa história é uma mentira deslavada.

Se existem outras formas de prevenir uma doença, prefiro segui-las em vez de me imunizar


MITO. Um estilo de vida saudável e hábitos básicos de higiene são vitais. Mas não substituem a vacinação.

Fonte: Saúde Abril
Entre as doenças preveníveis com a vacinação, estão a febre amarela e o sarampo. O Ministério da Saúde possui uma página com orientações para quem vai passar um tempo fora de casa

O Zé Gotinha está preocupado com a viagem dos brasileiros nessas férias. Por isso, faz um alerta: manter a caderneta de vacinação atualizada é fundamental para ter uma viagem saudável e tranquila. Pelo menos 10 dias antes da viagem, o turista deve atualizar a vacinação de acordo com as orientações do Calendário Nacional de Vacinação. Uma atenção especial deve ser dada para o sarampo, hepatites A e B, e a febre amarela. Orientações sobre a preparação, durante e pós-viagem, estão disponíveis no Portal do Viajante, que traz informações valiosas para quem pretende passar um tempo fora de casa e até do país.

Uma das doenças de maior risco de transmissão no verão, e que é totalmente prevenível com a vacina, é a febre amarela. Desde 2017, com o registro da doença em áreas com grande contingente populacional, a vacina é recomendada não só para quem vai a áreas consideradas endêmicas, como a região amazônica. Hoje mais de 4 mil municípios são considerados áreas com recomendação de vacinação. Consulte a página do Ministério da Saúde antes de sua viagem. A vacinação foi ampliada para todos os municípios dos estados do Sul, Sudeste, além do estado da Bahia. “Apesar de alerta permanente, ainda existem locais com grande quantidade de pessoas não vacinadas, ou seja, que estão sob risco de infecção”, alerta Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

De julho a novembro deste ano, período de baixa ocorrência da febre amarela, foram notificados 382 casos humanos suspeitos da doença, sendo que 232 foram descartados, 149 permanecem em investigação e 1 foi confirmado. Também há notificações de 1.509 epizootias em primatas não humanos (PNH) nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso, onde ações de vigilância estão em curso. “Os dados evidenciam a manutenção da circulação viral no período de baixa ocorrência da doença, quando ainda não é o verão. Por isso, as pessoas acima de nove meses devem buscar a vacina já antes do verão”, completa Carla Domingues.

A vacina contra a febre amarela é ofertada gratuitamente no Calendário Nacional de Vacinação. Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema de dose única, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde, respaldada em estudos que asseguram que uma dose é suficiente para a proteção por toda a vida.

Outra vacina que deve estar atualizada para quem for viajar é a contra o sarampo. Isso porque, o Brasil enfrenta atualmente dois surtos da doença: no Amazonas, com 9.724 casos confirmados e, em Roraima, com 349 casos. Também há registros de casos em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Bahia, Pernambuco, Pará, Distrito Federal e Sergipe.

Fonte: Ministério da Saúde

Taxas de cobertura vacinal decaem há três anos no país e polêmicas sobre a eficácia das vacinas contribuem para novos surtos




Aqueda na cobertura vacinal é uma das explicações para o retorno do sarampo no Brasil. Somente neste ano, o país obteve a confirmação de mais de dez mil casos, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, em 28 de novembro. Ao todo, são 12 óbitos pela doença concentrados em três estados: Roraima, Amazonas e Pará.










(Fonte: Ministério da Saúde)



No Rio Grande do Sul, segundo o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), até 8 de novembro, foram confirmados 45 casos. A capital dos gaúchos apresenta o maior número de contração da doença: 38 casos registrados de sarampo.



(Fonte: Centro Estadual de Vigilância em Saúde — CEVS)

A presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai, acredita que um dos principais fatores que justificam a queda dos índices de vacinação é a falta de percepção do risco. “Hoje, é comum as pessoas associarem a falta de registros do sarampo no Brasil com o fato de não haver mais a necessidade de vacinar”, esclarece. “A vacinação deixou de ser uma prioridade para as famílias brasileiras”, salienta a presidente.


A falsa sensação de segurança em relação ao contágio de sarampo também é apontada como uma das explicações para a queda nas coberturas vacinais pelo médico da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), Érico José Faustini. Ao analisar os índices de vacinação contra o sarampo do Estado, ele lembra que as doenças infecto-contagiosas preveníveis pelas vacinas- como é o caso do sarampo — , constituíram-se no passado como importantes causas de morbidade e mortalidade infantil. “A criação das vacinas e o controle das patologias resultaram na falta de memória dessas doenças para as novas gerações. O esquecimento, aliado a informações sobre os efeitos colaterais mínimos das vacinas e a propaganda contra à vacinação, talvez explique a queda nas coberturas vacinais”, esclarece o médico.



O caminho para o retrocesso


Diante do alto número de casos de sarampo no Brasil, questionou-se o motivo pelo qual a doença — que já havia sido eliminada das Américas em 2016 — retornou, de forma tão expressiva, ao país. A partir de um levantamento realizado pela equipe investigativa da Beta Redação, sobre as taxas de coberturas vacinais dos últimos oito anos, percebeu-se que a partir de 2015 houve uma queda considerável nos índices de cobertura vacinal.


Durante três anos consecutivos — entre 2015 e 2017 — , o número de pessoas vacinadas em diversos estados brasileiros, incluindo o Rio Grande do Sul, passou longe do esperado pelo Ministério da Saúde, que desde 1990 prevê a imunização de 95% das crianças menores de 5 anos contra o sarampo. Neste período, o ano de 2017 é considerado o mais crítico, quando houve incidência de surto da doença na Europa e também na Venezuela. À época, tanto o Estado, quanto o Brasil atingiram 86% da meta de cobertura vacinal.


Já neste ano, para que os números fossem favoráveis, e devido a quantidade de casos que se espalharam de norte a sul no país, os estados que não haviam alcançado a meta de imunização foram orientados a prorrogar suas campanhas de vacinação. Desta forma, todos os estados que apresentam casos confirmados de sarampo alcançaram a meta mínima de cobertura vacinal, com exceção do Distrito Federal, que alcançou o percentual de 90,36. Em compensação, o Amapá foi o primeiro estado a atingir 100% da meta de imunização.



Na capital dos gaúchos, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, 97,6% das pessoas infectadas são consideradas não vacinadas ou não tinham o registro de vacinação. A faixa etária mais atingida é a de jovens entre 15 e 29 anos, representando 73,4% das vítimas.

Porém, dados apontam que, desde 2011, novos casos da doença já eram esperados no país. A presidente da SBIm, Isabella Ballalai, afirma que surtos de sarampo eram previstos devido à importação do vírus. “A principal explicação para este retorno do sarampo, além, claro, das pessoas deixarem de lado a imunização, é a importação de vírus da Venezuela, por toda a questão política e territorial que o país está enfrentando e também por ser fronteira com Amazonas e Roraima”, explica a médica.


O Ministério da Saúde informa que os surtos ocorridos esse ano estão relacionados à importação, já que o genótipo do vírus (D8), que está circulando no Brasil, é o mesmo que circula na Venezuela, país com surto da doença desde 2017. Há também a confirmação de alguns casos isolados — não apenas por conta de importação — no país.


A baixa nos índices de vacinação pode estar associada tanto a indivíduos, quanto ao serviço de saúde oferecido à população, conforme afirma a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do CEVS, Tani Ranieri. O número de profissionais atuando, muitas vezes com sobrecarga de demandas, execução de múltiplas tarefas e falta de capacitação são fatores que Tani destaca para que o Calendário Nacional de Vacinação não seja seguido à risca pelas famílias. “Acho que a prática de conversar com os pacientes, recomendar e reavaliar a situação vacinal está muito fragilizada”, confessa a profissional.


Além disso, ela também acredita que o problema está relacionado ao registo de doses aplicadas no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI), que há anos passa por reformulações. “Até o ano passado, era utilizado um sistema de desktop, em que era necessário fazer uma transferência de arquivos. Ao mesmo tempo, haviam muitas falhas no sistema, fazendo com que, às vezes, o arquivo fosse corrompido e, assim, não era possível subir os dados para a plataforma do DATASUS, deixando o sistema de informações desatualizado”, explica Tani.


Já a presidente da SBIm, Isabella, traz outro argumento que pode contribuir para a queda no índices de vacinação: a composição familiar. Geralmente, as mulheres são as encarregadas da tarefa de levar as crianças para vacinar. A médica explica que, hoje, todos os familiares trabalham para o sustento do lar, inclusive as mães e, como não há uma divisão da responsabilidade, torna-se complicado sempre a mulher ter que faltar no emprego para levar à criança para receber a vacina. Em sua opinião, também, seria necessário ajustar o horário das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). “Se os postos de saúde ficam abertos em horários comerciais, e nessas horas as mães estão trabalhando, como elas irão vacinar os seus filhos?”, questiona Isabella.


Continue lendo. 

A médica Isabella Ballalai destaca que, caso cobertura vacinal não cresça, a doença provocará novos surtos e há risco de entrar em áreas urbanas, como as cidades de Rio e São Paulo

RIO - Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai destaca que, sem cobertura vacinal  adequada — que seria de 95% —, a febre amarela tem tudo para provocar novos surtos.

Esta semana, o Ministério da Saúde lançou um alerta , pedindo que a população se vacine antes de dezembro, quando começa o período de maior circulação do vírus. O alerta foi emitido especialmente para as regiões metropolitanas de Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

Confira abaixo a entrevista de Isabella ao GLOBO:

Por que você acredita que as coberturas vacinais de tantas cidades estão tão baixas?

Este ano, a grande maioria das pessoas deixou de procurar a vacina. Parte disso acredito que se deve à enorme quantidade de “fake news” dizendo que a vacina faz mal ou que mata. Soma-se a isso o fato de, durante a divulgação sobre a necessidade de imunização, sempre batermos muito na tecla de que algumas pessoas, como imunodeprimidos e idosos, precisam de avaliação médica antes. Isso acabou soando errado, como se essas pessoas morressem toda vez que tomassem a dose contra a febre amarela. Não é verdade. Houve somente 60 casos de efeitos adversos graves relacionados à vacina em todo mundo, desde 1930, quando ela começou a ser usada. Em comparação, milhões foram salvos da doença pela vacina. Falar muito sobre os possíveis efeitos adversos da vacina, ainda que extremamente raros, foi um erro, porque ofuscou o grande benefício que é tomar a vacina. Isso afugentou muito a população.

Fonte: O Globo

 
[caption id="attachment_601" align="alignright" width="406"] "O  calendário vacinal é de suma importância para que se previna uma série de doenças, evitando-se o risco de se tornar suscetível a adquirir patologias de difícil tratamento e de fácil disseminação." (Dr. Rogério)[/caption]

Dr. Rogério é diretor do Vacinas Santa Catarina. Nesta entrevista, ele fala um pouco da importância da imunização, de como fontes seguras de informação são essenciais e também da importância da utilização rígida do calendário de vacinas. “A crença de que vacina é coisa somente para criança é errônea. Sabemos da importância das vacinas nessa faixa etária, sendo que os adolescentes e adultos jovens devem ser conscientizados da importância de manter seu calendário vacinal em dia.”

Acompanhe a entrevista:

VSC - Qual a importância das vacinas nos dias atuais?

Dr. Rogério - A importância das vacinas ao longo das últimas décadas é incontestável em nosso país. Após a liberação das vacinas para as mais diversas doenças infectocontagiosas, observou-se a queda drástica na incidência de algumas doenças e a erradicação de outras. Com a implantação do Programa Nacional de Imunização (PNI) da década de 1970 e também com a melhora das condições de saneamento básico do país como um todo, é visível a eficácia da prevenção em todo o território nacional.

VSC - Qual a análise técnica que o senhor faz de um boato que se espalhou entre as pessoas de que não se precisa mais de vacinas para algumas doenças?

Dr. Rogério - Algumas doenças infectocontagiosas podem ter sido erradicadas no Brasil. Porém, em muitos outras áreas geográficas do mundo, ainda existem e de forma endêmica. Com o fluxo frequente de pessoas pelas várias regiões do mundo, o risco de contrair a doença e se tornar um transmissor é altamente possível. Por isso, é de suma importância que se mantenha o calendário vacinal rigorosamente em dia para evitar a disseminação.

VSC - Fale-nos um pouco da Vacinas Santa Catarina e sua atuação.

Dr. Rogério - A Sala de Vacinas Santa Catarina é a pioneira no serviço de imunização em nossa região. Desde a sua implantação sempre houve preocupação com a qualidade da prestação do serviço, com pessoal técnico bem treinado, com estrutura física e com ambiente aprazível para receber nossos clientes. Possui ainda câmaras de refrigeração específicas para as vacinas, com manutenção de temperatura adequada para a conservação das mesmas, seguindo um padrão nacional de referência da Rede de Frio para vacinas. Fato este determinante para sermos referência em imunização.

VSC - Muitas pessoas não valorizam como devem o calendário de vacina em todas as idades. O que o senhor poderia comentar a respeito?

Dr. Rogério - O calendário vacinal é de suma importância para que se previna uma série de doenças, evitando-se o risco de se tornar suscetível a adquirir patologias de difícil tratamento e de fácil disseminação.

A crença de que vacina é coisa somente para criança é errônea. Sabemos da importância das vacinas nessa faixa etária, sendo que os adolescentes e adultos jovens devem ser conscientizados da importância de manter seu calendário vacinal em dia, ficando atentos as campanhas educativas através dos meios de comunicação quanto a novas vacinas e aos chamados para atualizações das cadernetas com objetivo de manterem-se livres destas doenças preveníeis com vacinas.

VSC - Na sua opinião, o que cada um deve fazer para o combate aos boatos nessa área de vacinação?

Dr. Rogério - Desde a família, a escola e os serviços de saúde público e privado devem tomar atitudes de esclarecimento da necessidade das vacinas na prevenção e proteção da saúde.

Uma atitude adotada recentemente na rede escolar e de grande valor para a vacinação é a necessidade de que se tenha a carteira de vacinação em dia para a realização de rematrícula nas escolas para o próximo ano.

E, claro, compartilhar informações de fontes seguras.


pneumonia matará quase 11 milhões de crianças menores de cinco anos até 2030 se as tendências atuais forem mantidas, alertaram na segunda-feira (12) especialistas em ocasião do Dia Mundial dedicado a esta infecção pulmonar.




De um total de 10,8 milhões de mortes previstas, 1,7 milhão poderiam ser registradas em apenas dois países, Nigéria Índia, segundo as projeções da Universidade Johns-Hopkins, dos Estados Unidos, e da ONG Save the Children. Um total de 700 mil crianças poderão morrer da doença no Paquistão e 635 mil na República Democrática do Congo.


A pneumonia é uma infecção respiratória aguda que afeta os pulmões e pode ser causada por vírus, bactérias e fungos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é a primeira causa infecciosa de mortalidade entre as crianças e causa 15% das mortes entre menores de cinco anos. A OMS estima que pelo menos 922 mil crianças menores de cinco anos morreram de pneumonia em 2015 no mundo.




A organização ainda ressalta que "a prevenção é possível graças à vacinação, a um estado nutricional satisfatório e a uma melhora dos fatores ambientais".




Segundo o estudo, 4,1 milhões de crianças poderiam ser salvas pondo em prática estas medidas: aumentar a cobertura mundial de vacinação, garantir o acesso aos antibióticos e melhorar a alimentação das crianças mais expostas a esse risco.




— É incrível que quase um milhão de crianças morram a cada ano devido a uma doença que temos a capacidade de vencer — disse Kevin Watkins, responsável da Save the Children.

Fonte: Gaucha ZH


O  período de maior transmissão da febre amarela é de dezembro a março. Regiões metropolitanas do RJ, MG e SP estão entre as áreas sob risco de infecção.



A população que mora em áreas recomendadas para a vacina da febre amarela deve buscar a vacinação antes do início do verão, período de maior risco de transmissão da doença. O alerta do Ministério da Saúde se dá porque áreas recém-afetadas e com grande contingente populacional, como as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Minas Gerias e São Paulo, ainda possuem um quantitativo elevado de pessoas não vacinadas, ou seja, que estão sob risco de adoecer. A doença tem alta letalidade, em torno de 40%, o que torna a situação mais grave.

A população que mora em áreas recomendadas para a vacina da febre amarela deve buscar a vacinação antes do início do verão, período de maior risco de transmissão da doença. O alerta do Ministério da Saúde se dá porque áreas recém-afetadas e com grande contingente populacional, como as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Minas Gerias e São Paulo, ainda possuem um quantitativo elevado de pessoas não vacinadas, ou seja, que estão sob risco de adoecer. A doença tem alta letalidade, em torno de 40%, o que torna a situação mais grave.

A vacina contra febre amarela é ofertada no Calendário Nacional de Vacinação e distribuída mensalmente aos estados. Neste ano já foram enviados, para todo o país, 30 milhões de doses da vacina de febre amarela. Apesar dessa disponibilidade, há uma baixa procura da população pela vacinação. As pessoas devem tomar a dose pelo menos 10 dias antes do deslocamento para as áreas recomendadas.

“A necessidade dessa vacinação preventiva é fundamental na febre amarela porque se a maioria da população dessas áreas recomendadas estiver vacinada, quando houver o pico da doença em dezembro, a necessidade será apenas de um bloqueio vacinal e não veremos correria e enormes filas em busca da vacina”, afirma Carla Domingues.

O público-alvo para vacinação são pessoas a partir de nove meses de idade, que não tenham comprovação de vacinação. “Convocamos a todos da faixa etária das áreas recomendadas a buscarem as salas de vacinação. Não adianta vacinar um grupo e outro não, já que a febre amarela é uma doença transmitida por um mosquito infectado e ele pode picar qualquer pessoa. Não devemos esperar pelo aparecimento da doença”, enfatiza Carla Domingues.

Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema de dose única da vacina, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde, respaldada em estudos que asseguram que uma dose é suficiente para a proteção por toda a vida.

NÚMEROS FEBRE AMARELA


Segundo o novo boletim epidemiológico, de 1º de julho a 8 de novembro deste ano, foram notificados 271 casos humanos suspeitos de febre amarela, dos quais 150 foram descartados, 120 permanecem em investigação e 1 foi confirmado. Também neste período, foram notificadas 1.079 epizootias em primatas não humanos. O novo período de monitoramento é de 1º de julho de 2018 a 30 de junho de 2019. Os dados evidenciam a manutenção da circulação viral no período de baixa ocorrência (junho a setembro), quando as baixas temperaturas e pluviosidade geralmente implicam em condições menos favoráveis à transmissão.

O boletim ainda traz a confirmação do primeiro óbito por febre amarela no segundo semestre deste ano. O caso foi registrado em São Paulo, com local provável de infecção no município de Caraguatatuba, onde casos em macacos (epizootias) haviam sido detectados meses antes da ocorrência do caso. Neste novo período de monitoramento também foram registradas epizootias em macacos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso, onde ações de vigilância estão em curso.

Diante disso, o Ministério da Saúde alerta a rede de serviços de saúde de vigilância epidemiológica e ambiental para antecipar a resposta e prevenir a ocorrência da doença em humanos. Entre as orientações para a intensificação da vigilância, estão: avaliar as coberturas vacinais nos municípios da Área com recomendação de Vacina (ACRV) e vacinar pessoas a partir de 9 meses de idade antes do período sazonal da doença; orientar viajantes com destino à ACRV sobre a importância da vacinação preventiva (pelo menos 10 dias antes da viagem), sobretudo aqueles que pretendem realizar atividades em áreas silvestres ou rurais; sensibilizar instituições e profissionais dos setores de saúde e extra saúde (meio ambiente, agricultura/pecuária, entre outros) sobre a importância da notificação e investigação da morte em macacos.

No período de monitoramento anterior (de 1º de julho de 2017 a 30 de junho de 2018), foram confirmados 1.376 casos de febre amarela no país e 483 óbitos. Ao todo, foram notificados, neste período, 7.518 casos suspeitos, sendo que 5.364 foram descartados e 778 continuam em investigação. Desde o início do ano (de 1º de janeiro a 8 de novembro), foram confirmados 1.311 casos de febre amarela no país e 450 óbitos. No mesmo período do ano passado, foram notificados 795 casos e 262 mortes.

Fonte: Ministério da Saúde

As meninges são as membranas que envolvem todo o sistema nervoso central. A meningite ocorre quando há alguma inflamação desse revestimento.




A meningite é uma doença que pode ser confundida com a gripe, mas as sequelas são graves e ela pode até matar. Em Santa Catarina, 10 pessoas morreram este ano. Existe vacina, mas nem todas estão no Sistema Único de Saúde (SUS).






As meninges são as membranas que envolvem todo o sistema nervoso central. A meningite ocorre quando há alguma inflamação desse revestimento, causado por micro-organismos, alergias a medicamentos, câncer e outros agentes.





A meningite tem uma alta taxa de mortalidade e sequelas, como surdez, perda dos movimentos e danos ao sistema nervoso. As crianças são a faixa etária mais atingida, e os pacientes devem ter um acompanhamento por pelo menos 6 meses depois da doença.









Confira a matéria do Bem Estar sobre "Meningite pode se manifestar de várias formas" é só clicar aqui ou na imagem.

















Meningite pode se manifestar de várias formas


Fonte: Bem Estar





Algumas doenças só acontecem uma vez. A catapora, por exemplo: quem 'pega', nunca mais vai ter catapora. As vacinas também protegem tanto assim?


Nem toda doença gera proteção para sempre. O mesmo ocorre com as vacinas. Algumas geram proteção para a vida toda, como as vacinas hepatite A, sarampo, caxumba e hepatite B, por exemplo. Outras vacinas necessitam de doses periódicas de reforço – como a difteria, o tétano e a coqueluche. Mas toda doença infectocontagiosa, mesmo as que geram proteção permanente, oferece risco de complicações que podem deixar sequelas e levar algumas pessoas a necessitarem de internação, com possibilidade de óbito. Esse risco as vacinas não oferecem.

Fonte: SBIm

O que é câncer de próstata?


O câncer de próstata é o mais frequente entre os homens, depois do câncer de pele. Embora seja uma doença comum, por medo ou por desconhecimento muitos homens preferem não conversar sobre esse assunto. As estimativas apontam 68.220 novos casos em 2018. Esses valores correspondem a um risco estimado de 66,12 casos novos a cada 100 mil homens, além de ser a segunda causa de morte por câncer em homens no Brasil, com mais de 14 mil óbitos. Na presença de sinais e sintomas, recomenda-se a realização de exames. A doença é confirmada após fazer a biópsia, que é indicada ao encontrar alguma alteração no exame de sangue (PSA) ou no toque retal, que somente são prescritos a partir da suspeita de um caso por um médico especialista.

As células são as menores partes do corpo humano. Durante toda a vida, as células se multiplicam, substituindo as mais antigas por novas. Mas, em alguns casos, pode acontecer um
crescimento descontrolado de células, formando tumores que podem ser benignos ou malignos (câncer). O câncer de próstata, na maioria dos casos, cresce de forma lenta e não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem. Em outros casos, pode crescer rapidamente, se espalhar para outros órgãos e causar a morte. Esse efeito é conhecido como metástase.

O que é a próstata?


A próstata é uma glândula presente apenas nos homens, localizada na frente do reto, abaixo da bexiga, envolvendo a parte superior da uretra (canal por onde passa a urina). A próstata não é responsável pela ereção nem pelo orgasmo. Sua função é produzir um líquido que compõe parte do sêmen, que nutre e protege os espermatozoides. Em homens jovens, a próstata possui o tamanho de uma ameixa, mas seu tamanho aumenta com o avançar da idade.

Fatores de risco para desenvolvimento do câncer de próstata


Existem alguns fatores que podem aumentar as chances de um homem desenvolver câncer de próstata. São eles:

  • Idade: o risco aumenta com o avançar da idade. No Brasil, a cada dez homens diagnosticados com câncer de próstata, nove têm mais de 55 anos.

  • Histórico de câncer na família: homens cujo o pai, avô ou irmão tiveram câncer de próstata antes dos 60 anos, fazem parte do grupo de risco.

  • Sobrepeso e obesidade: estudos recentes mostram maior risco de câncer de próstata em homens com peso corporal mais elevado.


Como prevenir o câncer de próstata?


Já está comprovado que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco de câncer, como também de outras doenças crônicas não-transmissíveis. Nesse sentido, outros hábitos saudáveis também são recomendados, como fazer, no mínimo, 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar.

Entre os fatores que mais ajudam a prevenir o câncer de próstata estão:

  • Ter uma alimentação saudável.

  • Manter opeso corporal adequado.

  • Praticar atividade física.

  • Não fumar.

  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas.


Sinais e sintomas do câncer de próstata


Na fase inicial, o câncer de próstata pode não apresentar sintomas e, quando apresenta, os mais comuns são:

  • dificuldade de urinar;

  • demora em começar e terminar de urinar;

  • sangue na urina;

  • diminuição do jato de urina;

  • necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite.


Esses sinais e sintomas também ocorrem devido a doenças benignas da próstata. Por exemplo:

  • Hiperplasia benigna da próstata é o aumento benigno da próstata. Afeta mais da metade dos homens com idade superior a 50 anos e ocorre naturalmente com o avançar da idade.

  • Prostatite é uma inflamação na próstata, geralmente causada por bactérias.



IMPORTANTÍSSIMO: Na presença de sinais e sintomas, recomenda-se a realização de exames para investigar o câncer de próstata.


Quais exames são feitos para investigar o câncer de próstata?


Para investigar os sinais e sintomas de um câncer de próstata e descobrir se a doença está presente ou não, são feitos basicamente dois exames iniciais.

  • Exame de toque retal: o médico avalia tamanho, forma e textura da próstata, introduzindo o dedo protegido por uma luva lubrificada no reto. Este exame permite palpar as partes posterior e lateral da próstata.

  • Exame de PSA: é um exame de sangue que mede a quantidade de uma proteína produzida pela próstata - Antígeno Prostático Específico (PSA). Níveis altos dessa proteína podem significar câncer, mas também doenças benignas da próstata.


Qual exame confirma/diagnostica o câncer de próstata?


Para confirmar o câncer de próstata é preciso fazer uma biópsia. Nesse exame são retirados pedaços muito pequenos da próstata para serem analisados no laboratório. A biópsia é indicada caso seja encontrada alguma alteração no exame de PSA ou no toque retal.

Homens sem sinais ou sintomas precisam fazer exames para o câncer de próstata?


Alguns especialistas são contra de se fazer exames de rotina em homens sem sintomas, pois pode trazer tanto benefícios quanto riscos à saúde. Outros, no entanto, são a favor.

  • Benefícios: realizar o exame pode ajudar a identificar o câncer de próstata logo no inicio da doença, aumentando assim a chance de sucesso no tratamento. Tratar o câncer de próstata na fase inicial pode evitar que se desenvolva e chegue a uma fase mais avançada.

  • Riscos: ter um resultado que indica câncer, mesmo não sendo, gera ansiedade e estresse, além da necessidade de novos exames, como a biópsia. Diagnosticar e tratar um câncer que não evoluiria e nem ameaçaria a vida. O tratamento pode causar impotência sexual e incontinência urinária. Os riscos desses exames estão relacionados às consequências dos seus resultados e não à sua realização.



DESTAQUE: O Ministério da Saúde, assim como a Organização Mundial da Saúde (OMS), não recomenda que se realize o rastreamento do câncer de próstata, ou seja, não é indicado que homens sem sinais ou sintomas façam exames. Procure conhecer os riscos e os benefícios que envolvem a realização desses exames de rotina e converse com um profissional de saúde da sua confiança para decidir se deseja ou não realizá-los.









Ver um filho crescer saudável é o sonho de qualquer pai, não é mesmo? Afinal, queremos sempre o melhor para nossos filhos. Mas quando o assunto é a saúde dos pequenos e as formas de protegê-los contra doenças graves, muitas dúvidas ainda surgem.1

Para a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), manter a caderneta de vacinação das crianças em dia é a forma mais eficaz para o controle de diversas doenças com prevenção através da vacinação como sarampo e poliomielite.1

O Ministério da Saúde recomenda que todas as crianças sejam vacinadas conforme o calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI). As vacinas estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde pelo Sistema Único de Saúde (SUS).2,8

A vacinação é uma das formas mais seguras para evitar diversas doenças como meningite, sarampo, rubéola, caxumba, poliomielite, pneumonia, entre outras.3

A meningite meningocócica é uma infecção bacteriana das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo causar sequelas e até mesmo levar a óbito.4,5 É causada pela bactéria Neisseria meningitidis que possui 12 sorogrupos identificados, sendo que cinco deles são os mais comuns (A, B, C, W e Y).4,5

Esta bactéria é transmitida de pessoa para pessoa, por meio de secreções respiratórias e da saliva durante contato próximo com o portador. A meningite meningocócica tem início repentino e evolução rápida, podendo levar a óbito em até 24h. Os sintomas iniciais dessa doença são inespecíficos, como febre alta, dor de cabeça e vômitos. Se não for rapidamente tratada, podem aparecer sintomas como rigidez de nuca, sensibilidade à luz e confusão mental.4,5

A meningite meningocócica pode ser prevenida por meio da vacinação.4 O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda a vacinação contra o meningococo C para crianças menores de 5 anos de idade e adolescentes de 11 a 14 anos.8 Manter bons hábitos de higiene, evitar compartilhamento de utensílios como talheres e copos e evitar aglomerações podem ajudar na prevenção dessa doença também.6,7

Material destinado ao público em geral. Por favor, consulte o seu médico.

Referências:

1 - SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Vacinação é ferramenta mais eficaz para controlar doenças, diz especialista, 2016. Disponível em: < https://familia.sbim.org.br/noticias/148-vacinacao-e-ferramenta-mais-eficaz-para-controlar-doencas-diz-especialista >. Acesso em: 03 out. 2018.
2 - BRASIL. Ministério da Saúde. Alerta: 312 cidades têm baixa cobertura vacinal da pólio. Disponível em: < http://portalms.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/43797-ministerio-da-saude-alerta-para-baixas-coberturas-vacinais-para-polio >. Acesso em: 03 out. 2018.
3 - BRASIL. Ministério da Saúde. A vacinação ainda é a melhor forma de prevenir doenças. Disponível em: < http://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/52650-a-vacinacao-ainda-e-a-melhor-forma-de-prevenir-contra-doencas >. Acesso em: 03 out. 2018.
4 - WORLD HEALTH ORGANIZATION. Meningococcal Meningitis. Disponível em: < www.who.int/en/news-room/fact-sheets/detail/meningococcal-meningitis > Acesso em: 03 out. 2018.
5 - SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Doença meningocócica (DM). Disponível em: < https://familia.sbim.org.br/doencas/88-doenca-meningococica-dm >. Acesso em: 03 out. 2018.
6 - CASTIÑEIRAS, T.M.P.P. et al. Doença meningocócica. In: CENTRO DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE PARA VIAJANTES. Disponível em: < http://www.cives.ufrj.br/informacao/dm/dm-iv.html >. Acesso em: 03 out. 2018.
7 - SÃO PAULO. CENTRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA Prof. Alexandre Vranjac. O que você precisa saber sobre meningite. 2013. Disponível em: < ftp://ftp.cve.saude.sp.gov.br/doc_tec/ resp/MENI_SOBRE.pdf >. Acesso em: 03 out. 2018.
8 - BRASIL. Ministério da Saúde. Calendário nacional de vacinação 2018. Disponível em: < http://portalms.saude.gov.br/acoes-e-programas/vacinacao/calendario-vacinacao >. Acesso em: 03 out. 2018.

 

Fonte: GSK
O livro “SBIm 20 anos — Conectando conhecimentos e promovendo a prevenção”, lançado durante a XX Jornada Nacional de Imunizações, no Rio de Janeiro, já pode ser baixado gratuitamente na seção Publicações. Acesse.

Nas 144 páginas da obra, a trajetória e as conquistas da SBIm são contadas com o auxílio de imagens, documentos e 26 depoimentos de profissionais e representantes de instituições que de alguma forma contribuíram para o desenvolvimento da Sociedade. Leia a apresentação:
A História é a chave para se compreender o passado, melhor viver o presente e antever o futuro. Todo processo de evolução está intrinsecamente atrelado a ela. Ao olharmos para trás, reavaliamos resultados, identificamos e reconhecemos mais precisamente os erros e acertos. E conseguimos ampliar a compreensão sobre os fatos que costuraram os acontecimentos, criando a cada segundo, na linha do tempo, o que passamos a chamar de presente.

Ao resgatar e registrar 20 anos de existência, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) tem a oportunidade de analisar o percurso até aqui. Ao longo desse período, foram muitas as decisões tomadas ─ a vida é feita de escolhas e definir as melhores é, possivelmente, o maior de todos os desafios, pois apenas no futuro saberemos se estávamos certos. Mas também é fato que a superação de obstáculos é a matéria-prima essencial para a construção de toda história.

Nessa trajetória, a SBIm tem contado com o apoio e o saber de mentes brilhantes, seja em colaborações individuais ou por meio de instituições representativas de diversas áreas do conhecimento. Nomeá-las significaria abrir espaço para o risco inadmissível da imprecisão, motivo pelo qual registramos aqui, de forma ampla, nosso agradecimento pela inestimável contribuição não apenas de diretores, representantes e associados, mas de todos os que têm nos apoiado. Sem esses parceiros, nossa história não alcançaria tanto sucesso.

Continuaremos em nossa missão de divulgar a importância dos imunobiológicos, trabalhando para avançar de forma sustentável no combate às doenças preveníveis por vacinas. E desejamos que os registros neste livro comemorativo sejam uma relevante fonte de informação para todos os interessados no tema imunizações.

Isabella Ballalai, presidente da SBIm
Renato Kfouri, vice-presidente da SBIm

Fonte: SBIm
Até 22 de outubro, foram confirmados 2.425 casos de sarampo no país. A pasta permanece acompanhando a situação e fazendo bloqueio vacinal quando necessário 

O Ministério da Saúde atualizou, nesta quarta-feira (24), as informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde sobre a situação do sarampo no país. Até o dia 22 de outubro, foram confirmados 2.425 casos. Atualmente, o Brasil enfrenta dois surtos de sarampo: no Amazonas são 2.000 casos confirmados e 7.606 em investigação, e em Roraima, com o registro de 332 casos confirmados da doença, sendo que 68 continuam em investigação.

Os surtos estão relacionados à importação, já que o genótipo do vírus (D8) que está circulando no país é o mesmo que circula na Venezuela, país que enfrenta um surto da doença desde 2017.  Alguns casos isolados e relacionados à importação foram identificados nos estados de São Paulo (3), Rio de Janeiro (19); Rio Grande do Sul (43); Rondônia (2), Pernambuco (4), Pará (17), Distrito Federal (1) e Sergipe (4).

O Ministério da Saúde permanece acompanhando a situação e prestando o apoio necessário aos Estados. Cabe esclarecer que as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados.

Até o momento, no Brasil, foram confirmados 12 óbitos por sarampo, sendo quatro óbitos no estado de Roraima (3 em estrangeiros e 1 em brasileiro), 6 óbitos no estado do Amazonas (todos brasileiros, sendo três do município de Manaus, dois do município de Autazes e um no município de Manacapuru) e dois no Pará (indígena venezuelano).

IMUNIZAÇÃO SARAMPO


O Ministério da Saúde, de janeiro a outubro de 2018, encaminhou aos Estados de Rondônia, Amazonas, Roraima, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Sergipe e Distrito Federal o quantitativo de 13,2 milhões de doses da vacina tríplice viral, para atender a demanda dos serviços de rotina e a realização de ações de bloqueio, intensificação e campanha de vacinação para prevenção de novos casos de sarampo. Em relação à Campanha Nacional de Vacinação contra sarampo, todos os estados que apresentam casos confirmados de sarampo alcançaram a meta mínima de 95% de cobertura vacinal, com exceção do Distrito Federal.

Fonte: Ministério da Saúde

No estado, foram diagnosticados 64 casos da doença. Prevenção e diagnóstico precoce são as melhores formas de combater a enfermidade.




Dez pessoas já morreram por causa da meningite em Santa Catarina neste ano, segundo dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC). Desde janeiro, foram confirmados 64 casos da doença, que afeta o sistema nervoso, em 31 municípios. Especialistas alertam que a prevenção e o diagnóstico precoce ainda são as melhores formas de combater a enfermidade.





Das 10 mortes, quatro foram de crianças, sendo que três delas tinham menos de um ano de idade.





Diferentemente de outras doenças, a meningite pode ser causada tanto por vírus, fungos, quanto por um tipo de bactéria.





As vacinas oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) protegem contra quatro tipos, incluindo a meningite tipo C, que já foi muito presente, mas que atualmente com a vacinação atinge menos a população. Para os outros tipos da doença é preciso procurar a prevenção em clínicas particulares.





Os sintomas da meningite começam com uma dor de cabeça e febre, e vão evoluindo em poucas horas para vômito, diarreia, manchas na pele e o que os médicos consideram como diferencial: o paciente começa a sentir que a nuca vai ficando rígida e é difícil fazer movimentos para cima e para baixo com a cabeça. Nesses casos, é preciso procurar uma unidade de saúde o quanto antes.





"Dependendo do tipo de bactéria essa doença pode ter uma evolução muito rápida. No caso da doença meninocócica, mais conhecida como meningite, a pessoa ter uma evolução rápida em 24 ou 48 horas. Mas o importante mesmo é o diagnóstico precoce e o tratamento precoce", disse o médico infectologista Antônio Miranda.





A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC) atualizou a recomendação para todos os profissionais de saúde que fazem esse primeiro atendimento.





"Os profissionais devem ficar atentos quando identificarem um caso suspeito de doença meningocócica e agir prontamente, principalmente no tratamento ao paciente, na coleta da amostra laboratorial para que a gente possa identificar o meningococo, e também a população para ficar atenta: aos primeiros sintomas, procurar uma unidade de saúde", disse Eduardo Macário, Diretor da Dive-SC.








"As pessoas têm que se cuidar, têm que estar bem alimentadas, ter uma atividade física, tem que evitar ou minimizar o excesso de estress, estar em ambientes bem ventilados, evitando a aglomeração, porque é dessa forma que os vírus e as bactérias se transmitem", disse Miranda.






Municípios que tiveram registros da doença:






  • Florianópolis: 8 casos

  • Blumenau: 5 casos

  • Joinville: 4 casos

  • Criciúma, Lages, Itajaí, Tubarão, Içara e São José: 3 casos

  • Brusque, Gaspar, Braço do Norte e Jaraguá do Sul: 2 casos

  • Balneário Camboriú, Biguaçu, Barra Velha, Camboriú, Correia Pinto, Içara, Imbituba, Lauro Muller, Palhoça, Piçarras, Presidente Getúlio, Rancho Queimado, Santa Rosa de Lima, São Joaquim, São João Batista, Urussanga, Urubici e Xaxim: 1 caso cada


Fonte: G1

Dezessete de outubro é o Dia Nacional da Imunização. Em 2018, a data é ainda mais especial, uma vez que este ano — em setembro — comemoramos os 45 anos do Programa Nacional de Imunizações (PNI), política pública que se tornou referência mundial e levou o Brasil a erradicar a poliomielite e a eliminar o sarampo, a rubéola, a síndrome da rubéola congênita e o tétano materno e neonatal. A erradicação da varíola e a eliminação da febre amarela urbana também foram obtidas graças à vacinação em massa, mas datam de antes da criação do programa.

Embora o momento seja de festa, também é de preocupação. As coberturas vacinais, tradicionalmente baixas em adolescentes e adultos, também caíram drasticamente entre crianças. De acordo com dados do Ministério da Saúde (MS), o índice de vacinados entre menores de um ano em 2017 foi o pior desde 2001, situação que coloca em risco todas as conquistas obtidas ao longo de décadas. Exemplos disso são os surtos de sarampo em Amazonas e Roraima e outros estados e os surtos de febre amarela silvestre.

Não é fácil traçar uma estratégia para melhorar as coberturas vacinais no Brasil, mas há caminhos a seguir. O primeiro é realizar campanhas de comunicação, como as da SBIm e as do MS, recentemente ampliadas. Nesse sentido, vale destacar que a participação das escolas e outras entidades da sociedade civil organizada é fundamental para a educação sobre vacinas. Todos devem contribuir para que a população, incluindo adolescentes e adultos, entenda que as doenças preveníveis por vacina são capazes de matar ou deixar sequelas.

Outro ponto é investir na capacitação de todos os envolvidos no processo de vacinação. Técnicos de enfermagem e enfermeiros devem estar aptos a seguir protocolos e esclarecer dúvidas. Médicos devem se manter atualizados e, principalmente, prescrever as vacinas.

Diversos estudos indicam que a orientação médica é o principal fator que levaria as pessoas a se vacinarem, mas, com exceção de pediatras, poucos prescrevem. Por fim, é necessário lembrar que há leis que tornam a vacinação obrigatória no país, conforme explicitado no Manifesto Conjunto SBIm/SPSP. Precisamos implementá-las.

SBIm 20 anos


A SBIm comemorou 20 anos de fundação durante a XX Jornada Nacional, no Rio de Janeiro, em setembro. As celebrações foram iniciadas com a exibição de um vídeo que apresentava grandes nomes da história das imunizações, a exemplo de Jenner, Pasteur, Oswaldo Cruz e Sabin. Ligadas por sinapses, metáfora de como cada trabalho inspirou novos avanços, as imagens levaram os espectadores à criação da SBIm, em 1998, e destacaram algumas realizações da instituição. Entre elas o estabelecimento de diretorias e representações em 16 unidades da federação, os inúmeros eventos e as ações de comunicação que levaram os sites sbim.org.br e familia.sbim.org.br a serem os primeiros em língua portuguesa certificados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em seguida, subiram ao palco pessoas que contribuíram e contribuem significativamente para o crescimento da SBIm: José Luís da Silveira Baldy, fundador e ex-presidente da SBIm; Datis Hidalgo, ex-secretário administrativo; Renato Kfouri, vice-presidente e ex-presidente da SBIm; Mônica Levi, presidente da Comissão de Revisão de Calendários Vacinais e Consenso; Flávia Bravo, presidente da Comissão de Imunização de Viajantes; Ricardo Feijó, presidente da Comissão de Ensino e Especialização; Maria Aparecida da Costa Neves, presidente da Comissão Fiscal; os 16 presidentes e representantes regionais da SBIm; as funcionárias administrativas Fúlvia Cristiano, Mariane Carvalho e Ediene Alves Ferreira; a equipe Magic-RM Comunicação e Fernanda Prestes Eventos. Vicente Amato Neto, primeiro presidente da SBIm, e Gabriel Oselka, presidente da Comissão de Ética também foram homenageados, mas não puderam comparecer. Renato Kfouri, chamado de incansável pela presidente da SBIm, Isabella Ballalai, aproveitou a ocasião para quebrar o protocolo e parabenizá-la pelas inúmeras oportunidades de idealizar e executar projetos nos últimos quatro anos. Isabella encerra o segundo mandato no fim de 2018 e, consequentemente, deixa a presidência da Sociedade.

Saiba mais.

PNI 45 anos


O PNI realizou em 16 de outubro uma homenagem à equipe e a todos os colaboradores que atuam diariamente na construção desta politica pública, que completa 45 anos em 2018. Atualmente, são disponibilizadas gratuitamente, em mais de 36 mil salas de vacinação espalhadas por todo território nacional, 27 vacinas que integram o Calendário Nacional, além da vacina de raiva canina. Por ano, o Ministério da Saúde aplica mais de 300 milhões de doses de vacinas na população brasileira. Há ainda vacinas especiais para grupos em condições clínicas específicas, como portadores de HIV, disponíveis nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). O esforço foi fundamental para a erradicação de doenças no país, como a poliomielite, e a rubéola, por exemplo. Atualmente, o PNI é parte integrante do Programa da Organização Mundial de Saúde, com o apoio técnico, operacional e financeiro da UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e contribuições do Rotary Internacional e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Continue a ler.

Fonte: SBIm


No dia 17 de outubro é celebrado o Dia Nacional da Vacinação. A data, criada pelo Ministério da Saúde, busca promover uma reflexão sobre a importância da vacina, já que um grande número de  doenças deixaram de ser um problema de saúde pública no Brasil graças as estratégias de vacinação promovidas pelo Programa Nacional de Imunizações, que, este ano, está completando 45 anos.



Doenças como poliomielite, rubéola e o tétano neonatal são alguns exemplos de enfermidades que, com o surgimento das vacinas, desapareceram da nossa história. Mas, infelizmente, o desconhecimento por parte da população da importância da vacinação, pela ausência de muitas dessas doenças e a propagação das chamadas Fake News, notícias falsas que acabam criando um movimento contrário a vacinação, tem criado um cenário de queda na cobertura vacinal no Brasil e acendido alertas sobre risco da reintrodução dessas doenças em todo país, como é o caso do sarampo.

Por isso, com o objetivo de alertar sobre o perigo de não se vacinar, a nova campanha promovida pelo Ministério da Saúde traz o conceito “Porque contra arrependimento não existe vacina”, onde as peças publicitárias mostram casos reais de pessoas que sofrem com as consequências de não terem se vacinado. Confira a campanha aqui.

Uma família destruída pelo sarampo


Neusa Costa é um dos personagens apresentados na campanha de vacinação deste ano. Durante uma epidemia de sarampo que aconteceu no final dos anos 60 na cidade onde vivia , ela perdeu cinco irmãos. “Meus irmãos morreram praticamente no mesmo tempo, eu era muito nova, mas me lembro de muitos caixões na casa e muito sofrimento. Naquela época, eu não entendia realmente o que estava acontecendo, nem tinha ideia da gravidade do sarampo”, lembra.

O trauma das perdas deixou marcas para a vida toda em Neusa, que hoje é uma das maiores incentivadoras da vacinação. “Tenho dois filhos e hoje reconheço mais do que nunca a importância da vacinação. Desde pequenos eu acompanhava todas as campanhas de vacinação, a história carreguei me serviu de exemplo para vida toda. Eu não tive infância, nunca tive brinquedos e toda minha infância foi marcada por essas tragédias. Não desejo isso para eles e nem para ninguém”, explica.

Além disso, ela diz que se sente muito feliz de fazer parte da campanha, que, segundo ela é de utilidade pública, servindo para alertar e salvar outras pessoas. “As pessoas costumam dar o jeitinho brasileiro, deixam as doenças piorarem para depois procurar o médico. Acham que sarampo é uma doença boba e nem procuram saber do que se trata. Os pais precisam vacinar os filhos. É uma questão de saúde pública, não podemos admitir que alguém morra de sarampo nos dias de hoje”, esclarece.



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Fonte: Ministério da Saúde.
O ditado popular “melhor prevenir do que remediar” se aplica perfeitamente à vacinação. Muitas doenças comuns no Brasil e no mundo deixaram de ser um problema de saúde pública por causa da vacinação massiva da população. Poliomielite, sarampo, rubéola, tétano e coqueluche são só alguns exemplos de doenças comuns no passado e que as novas gerações só ouvem falar em histórias.

O que não tem remédio, para seus filhos ou dos outros, é espalhar fake news sobre saúde.

Confira o vídeo do Ministério da Saúde:

Sob o conceito “Porque contra arrependimento não existe vacina”, as peças publicitárias mostram casos reais de pessoas que sofrem pela não vacinação. Ministério da Saúde quer mostrar as consequências de não se vacinar 



A queda na cobertura vacinal no Brasil, nos últimos dois anos (2016 e 2017), acendeu alerta em função do risco da reintrodução de doenças já eliminadas ou erradicadas no país, como a poliomielite, sarampo e rubéola. Atento a este cenário, o Ministério da Saúde lança, nesta quinta-feira (11), uma campanha publicitária impactante que alerta para a importância de manter sempre a vacinação em dia. O objetivo é mostrar que as baixas coberturas vacinais podem ser perigosas, já que abrem caminho para a reintrodução de doenças já eliminadas no país e que podem até matar.

Dados preliminares, até agosto de 2018, mostram que a cobertura vacinal de crianças menores de dois anos deste ano ainda não é a ideal, gira em torno de 50% e 70%. O Ministério da Saúde preconiza a cobertura acima de 90% ou 95%, a depender da vacina. “Mesmo não sendo definitivos, já que estados e municípios podem registrar os dados no sistema até final de março do ano que vem, os índices de vacinação são considerados muito baixos”, avalia a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

Sob o conceito “Porque contra arrependimento não existe vacina”, as peças publicitárias são impactantes e mostram casos reais de pessoas que sofrem até hoje pela não vacinação. Pela primeira vez, a mascote das campanhas de vacinação do Ministério, o Zé Gotinha, aparece em um tom sério e preocupado. “Há uma tendência de queda na vacinação, são dois anos consecutivos de redução. Nós precisamos reverter esse cenário e não entrar no terceiro ano de baixas coberturas vacinais”, pontuou Carla Domingues.

A campanha conta com 2 filmes de 60” e 30”, spots de rádio, anúncios de jornal e revista, mobiliários urbanos, painéis e diversas ações na internet e nas redes sociais, com o Zé Gotinha assumindo um papel de influenciador digital. Além disso, serão produzidos materiais com o calendário de vacinação para serem distribuídos para todas as unidades de saúde do Brasil. Para facilitar a busca, todo o conteúdo pode ser acessado procurando pela hashtag #FalaGotinha e encontrado na página: saude.gov.br/vacinacao.

Os depoimentos de pessoas que sofreram consequências pela falta da vacinação é o ponto alto da campanha publicitária. Um dos filmes, traz um caso emblemático, o de Eliana Zagui, que tem 44 anos e há 42 anos sofre de uma paralisia severa que a obriga a viver dentro do Hospital das Clínicas de São Paulo. Eliana é tetraplégica e respira com a ajuda de aparelho. Quando criança, não foi vacinada contra a poliomielite por estar com febre. Apesar das dificuldades, Eliana se tornou artista (pintando com a boca), já escreveu um livro e hoje faz questão de dar o seu depoimento para mostrar a importância da vacinação para não deixar que outras pessoas sofram com a enfermidade que a privou de uma vida fora do hospital.

Outro filme, retrata o drama de Neuza Costa, que tem 57 anos. Quando criança, ela perdeu cinco irmãos, que morreram por consequência das complicações do sarampo, uma doença de alto grau de contágio e que já registra um número importante de casos no país. Veja o último boletim.

Fonte: Ministério da Saúde
As vacinas são o meio mais seguro e eficaz de nos protegermos contra certas doenças infecciosas, e são obtidas a partir de partículas do próprio agente agressor, sempre na forma atenuada (enfraquecida) ou inativada (morta).

Quando nosso organismo é atacado por um vírus ou bactéria, nosso sistema imunológico — de defesa — dispara uma reação em cadeia com o objetivo de frear a ação desses agentes estranhos. Infelizmente, nem sempre essa ‘operação’ é bem-sucedida e, quando isso ocorre, ficamos doentes.

O que as vacinas fazem é se passarem por agentes infecciosos de forma a estimular a produção de nossas defesas, por meio de anticorpos específicos contra o “inimigo”. Assim, elas ensinam o nosso organismo a se defender de forma eficaz. Aí, quando o ataque de verdade acontece, a defesa é reativada por meio da memória do sistema imunológico. É isso que vai fazer com que a ação inimiga seja muito limitada ou, como acontece na maioria das vezes, totalmente eliminada, antes que a doença se instale.

Fonte: SBIm
O número de casos de doença meningocócica - o tipo de meningite bacteriana com maior potencial de surtos - saltou em Santa Catarina neste ano. Até 30 de setembro de 2018, foram 64 pessoas infectadas. O número deste ano é o maior desde 2007, quando foram registrados 74 casos. No ano passado inteiro, foram 59 casos. Atualmente a taxa de incidência da doença é de 0,90 casos por 100 mil habitantes.

Os dados do relatório mensal da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de SC (Dive-SC) apontam que houve um aumento no número casos a partir de julho e desde então os casos têm ultrapassado a zona considerada de alerta:

— Isso significa que está acima do que é esperado para a época. Neste ano, tivemos um inverno mais rigoroso e mais longo, mas os casos estão todos sob controle, não tem surto, eles estão espalhados pelo Estado. Todas as medidas de vigilância foram tomadas — reforça Vanessa Vieira da Silva,  gerente de imunização da Dive-SC.

Neste ano, até o momento, 10 catarinenses morreram em função da doença. Mas a letalidade ainda é considerada baixa (15,6%), considerando-se que é uma doença grave, cuja taxa de letalidade pode variar de 20 a 25%.

O boletim aponta que neste ano a faixa etária com maior número de casos é acima de 30 anos, que corresponde a 26,6% dos casos, seguida pela faixa etária de 20 a 29 anos (25%). Já  a letalidade se apresentou maior na faixa etária de menores de um ano, com uma taxa de 50%.

Os 64 casos confirmados de doença meningocócica ocorreram em 31 municípios catarinenses. Florianópolis teve o maior número, com oito casos, seguido por Blumenau (cinco) e Joinville (quatro).

Vanessa que a principal medida de prevenção é manter a vacinação em dia e também procurar uma unidade de saúde assim que aparecerem os sintomas.  Mesmo com problemas no envio das vacinas  meningocócica C - o Ministério da Saúde tem enviado cotas mensais abaixo do necessário -, Vanessa diz que o problema é recente e não reflete nos casos, que atingem principalmente outras faixas etárias. A situação da vacina em SC deve ser regularizada neste mês.

O que é meningite


A meningite é um processo inflamatório das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, as meninges. Pode ser causada por bactérias, vírus, parasitas e fungos, ou, ainda, por processos não infecciosos.Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dor ou rigidez de nuca e vômitos frequentes. A recomendação é procurar uma unidade de saúde próxima o mais rápido possível.

A doença meningocócica é causada pela bactéria Neisseria meningitidis (meningococo). Ela é classificada em 12 genogrupos, de acordo com sua composição. Os genogrupos A, B, C, Y, W e X são responsáveis por praticamente todos os casos da doença no mundo e infectam apenas humanos.

Como se prevenir


Manter a carteira de vacinação em dia. A vacina contra meningite C está disponível na rede pública de saúde para crianças a partir de três meses de idade até menores de cinco anos  e adolescentes de 11 a 14 anos

Ao aparecerem sintomas como febre, dor de cabeça, vômitos, rigidez da nuca e outros sinais de irritação meníngea, convulsões e/ou manchas vermelhas no corpo, uma unidade de saúde deve ser procurada

Manter todos os ambientes bem ventilados, se possível ensolarados, principalmente salas de aula, locais de trabalho e no transporte coletivo

Lavar as mãos frequentemente com água e sabão

Manter higiene rigorosa com utensílios domésticos

Evitar transitar com crianças em ambientes fechados e mal ventilados.

Fonte: DC
A partir de agora, todos os moradores de Santa Catarina com idade entre 9 meses e 59 anos devem tomar a vacina contra a  febre amarela. A medida é preventiva e foi recomendada  em março pelo Ministério da Saúde com o objetivo de antecipar a proteção contra a doença para toda a população em caso de aumento da área de circulação do vírus. A previsão é que 3,3 milhões de  pessoas sejam vacinadas em Santa Catarina.

Antes, 162 municípios catarinenses já integravam a Área de Recomendação de Vacinação (ACRV) contra febre amarela. A ampliação da vacinação para os demais municípios está sendo realizada de forma gradativa, em seis etapas, com início em setembro de 2018 e previsão de término em fevereiro de 2019. O cronograma de vacinação foi divulgado nesta quarta-feira pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de SC (Dive-SC).

Quem já tomou uma dose da vacina não precisa tomar uma nova, já que, desde abril de 2017, a recomendação do Ministério da Saúde é de dose única.

Nos municípios catarinenses em que a ação de ampliação estiver ocorrendo, conforme o cronograma, a vacina contra a febre amarela será oferecida nas unidades de saúde. Nos demais municípios, a vacinação vai continuar nas unidades de referência, para evitar a perda de doses – após abertura do frasco, a utilização da vacina deve ocorrer em até, no máximo, seis horas. Ou seja, independentemente do calendário, quem não tomou a vacina pode procurar a unidade de saúde a qualquer momento.

A única forma de evitar a febre amarela é através da vacinação.

Cronograma de ampliação da vacinação:


- Setembro/2018 (Joinville, Araquari, Balneário Barra do Sul, Barra Velha, Garuva, Itapoá, São Francisco do Sul, São João do Itaperiú)

- Outubro/2018 (Jaraguá do Sul, Corupá, Guaramirim, Massaranduba, Schroeder, Blumenau, Timbó, Indaial, Pomerode, Rio dos Cedros)

- Novembro/2018 (Apiúna, Botuverá, Brusque, Gaspar, Gabiruba, Ascurra, Doutor Pedrinho, Rodeio, Benedito Novo, Agrolândia, Agronômica, Atalanta, Aurora, Braço do Trombudo, Chapadão do Lageado, Dona Emma, Ibirama, Imbuia, Ituporanga, José Boiteux, Laurentino, Lontras, Mirim Doce, Petrolândia, Pouso Redondo, Presidente Getúlio, Presidente Nereu, Rio do Campo, Rio do Oeste, Rio do Sul, Salete, Santa Terezinha, Taió, Trombudo Central, Vidal Ramos, Vitor Meireles, Witmarsum, Balneário Piçarras, Ilhota, Luiz Alves, Penha)

- Dezembro/2018 (Itajaí, Balneário Camboriú, Bombinhas, Camboriú, Itapema, Navegantes, Porto Belo, Angelina, Antônio Carlos, Biguaçu, Canelinha, Leoberto Leal, Major Gercino, Nova Trento, São João Batista, Tijucas)

- Janeiro/2019 (Águas Mornas, Alfredo Wagner, Anitápolis, Florianópolis, Governador Celso Ramos, Palhoça, Rancho Queimado, Santo Amaro da Imperatriz, São Bonifácio, São José, São Pedro de Alcântara)

- Fevereiro/2019 (Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota, Ermo, Jacinto Machado, Maracajá, Meleiro, Morro Grande, Passo de Torres, Praia Grande, Santa Rosa do Sul, São João do Sul, Sombrio, Timbé do Sul, Turvo, Capivari de Baixo, Gravatal, Jaguaruna, Pedras Grandes, Sangão, Treze de Maio, Tubarão, Garopaba, Imaruí, Imbituba, Laguna, Paulo Lopes, Pescaria Brava, Armazém, Braço do Norte, Grão Pará, Rio Fortuna, Santa Rosa de Lima, São Ludgero, São Martinho, Balneário Rincão, Cocal do Sul, Criciúma, Forquilhinha, Içara, Lauro Muller, Morro da Fumaça, Nova Veneza, Orleans, Siderópolis, Treviso, Urussanga.)

Situação da febre amarela em SC


Desde o início deste ano, um caso da doença foi confirmado, que foi a morte da moradora de Gaspar em janeiro, mas a doença foi contraída em viagem a São Paulo. No ano passado inteiro, foram 17 casos suspeitos em SC, todos descartados.


Quem não pode tomar a vacina?


Crianças menores de nove meses, mulheres amamentando crianças menores de seis meses, pessoas com alergia grave ao ovo, pessoas que vivem com HIV, pessoas em tratamento com quimioterapia ou radioterapia, portadores de doenças autoimunes.

Febre amarela: perguntas e respostas sobre a doença

Que grupos precisam ser avaliados antes da vacinação?


Pessoas com doenças agudas febris moderadas ou graves devem adiar a vacinação até a resolução do quadro, para não se atribuir à vacina as manifestações da doença; pessoas a partir de 60 anos nunca vacinadas; pessoas infectadas pelo HIV, sem sinais e sintomas da doença e com imunossupressão moderada, de acordo com a contagem de células.

Quantas doses são necessárias?


Desde 2017, o Ministério da Saúde resolveu seguir orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e recomenda apenas uma dose da vacina. Então aqueles que já tomaram uma dose da imunização não precisam mais se preocupar. Os viajantes que têm o certificado internacional da vacina contra a febre amarela já emitido, mesmo que esteja escrito que a validade está vencida, também não precisam fazer a renovação, segundo a OMS.

Fonte: DC

O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil.




Começou o Outubro Rosa e o Bem Estar desta segunda-feira (1) falou sobre câncer de mama. Convidamos o presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica Sérgio Simon e o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia Antônio Frasson para falar sobre o câncer de mama, sintomas, tratamentos, prevenção e diagnóstico.



Câncer de mama





O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil. Ele não tem uma causa única. São vários fatores que podem aumentar o risco de desenvolver a doença, como fatores endócrinos/história reprodutiva, fatores comportamentais/ambientais e fatores genéticos/hereditários.





Mulheres mais velhas, sobretudo a partir dos 50 anos, são mais propensas a desenvolver a doença, mas isso tem mudado. Houve um aumento na incidência de câncer de mama em mulheres jovens na última década. Em mulheres com menos de 35 anos, a incidência no Brasil hoje está entre 4% e 5% dos casos.





Sintomas





A principal manifestação da doença é o nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor. Ele está presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher. Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja também é sintoma, assim como alterações no mamilo. Fique atenta também se aparecer algum nódulo na axila ou no pescoço e a qualquer saída de líquido anormal das mamas. Vale lembrar que grande parte dos casos são assintomáticos.






As mulheres devem procurar imediatamente um serviço para avaliação diagnóstica ao identificarem alterações persistentes nas mamas.






Autoexame





O autoexame deve ser praticado mensalmente entre o 7º e o 10º dia contados a partir do 1º dia da menstruação. As mulheres que não menstruarem devem escolher um dia do mês.






  • Mama - Para examinar a mama esquerda, coloque a mão esquerda atrás da cabeça e apalpe com a mão direita. Para examinar a mama direita, coloque a mão direita atrás da cabeça e apalpe com a mão esquerda.

  • Mamilo - pressione os mamilos suavemente. Verifique se há alguma secreção.

  • Axilas - após examinar as mamas, apalpe toda a área debaixo dos braços.




Hereditariedade





Se alguém na família teve câncer de mama, você também pode ter? O Bem Estar contou a história da família da empresária Socorro Silveira. Ela é a quinta das cinco irmãs a encarar o câncer de mama. A primeira foi a Maria do Carmo, a mais velha, que morreu por causa de complicações da doença, 22 anos atrás. A Fátima ainda se recuperava da perda da irmã quando recebeu o diagnóstico.





Depois dos primeiros casos, as outras irmãs passaram a fazer exames regulares. Isso ajudou a Olímpia a descobrir o câncer logo no início. Pela idade, Cândida deveria ter sido a última a ter a doença, mas furou a fila e também foi diagnosticada.





O câncer de mama de origem hereditária representa de 5% a 10% dos casos da doença no país. A explicação é uma mutação nos genes. “Acontece na célula germinativa e é passada de geração em geração. Então um filho de um portador com a mutação tem a chance de herdar 50%”, explica a mastologista Cláudia Studart.





Cada paciente representa uma família inteira em risco. A partir daí essas famílias têm que ter um acompanhamento médico e um aconselhamento genético.






Diagnóstico





O diagnóstico precoce é fundamental no tratamento contra qualquer tipo de câncer. A realização anual da mamografia para mulheres a partir de 40 anos é importante para que o câncer seja diagnosticado precocemente.





Autoexame: o autoexame é muito importante para que a mulher conheça bem o seu corpo e perceba com facilidade qualquer alteração nas mamas e assim procure rapidamente um médico. Vale lembrar que o autoexame não substitui exames como mamografia, ultrassom, ressonância magnética e biopsia, que podem definir o tipo de câncer e a localização dele.





Prevenção





A prevenção do câncer de mama não é totalmente possível em função da multiplicidade de fatores relacionados ao surgimento da doença e ao fato de vários deles não serem modificáveis.





De modo geral, a prevenção baseia-se no controle dos fatores de risco e no estímulo aos fatores protetores. Alimentação, controle do peso e atividade física podem reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver o câncer de mama. Também deve-se evitar o consumo de álcool e tabaco.







Tratamento





O câncer de mama tem pelo menos quatro tipos mais comuns e alguns outros mais raros. Por isso, o tratamento não deve ser padrão. Cada tipo de tumor tem um tratamento específico, prescrito pelo médico oncologista.






Apoio





A FEMAMA – Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama – é formada por 74 associações de pacientes em todas as regiões do Brasil capazes de fornecer suporte em diversas frentes. Clique aqui e veja onde encontrar as ONGs mais próximas.


Fonte: G1







[caption id="attachment_506" align="alignright" width="319"] Dra. Sônia: o desafio de tornar as vacinas acessíveis a toda a população.[/caption]

Dra. Sônia Maria de Faria participa nesse sábado (29.09) do XVI Congresso Catarinense de Pediatria, que acontece em Blumenau. No evento, ela profere uma miniconferência com o tema Calendário Vacinal.

A médica é Mestre em Pediatria pela UNIFESP, Infectologista Pediatra do Hospital Infantil Joana de Gusmão de Florianópolis e Professora de Pediatria da UNISUL.

Mesmo com a agenda ocupada do fim de semana, entre outro congresso que acontece no Rio de Janeiro e esse de Blumenau, ela atendeu a reportagem do portal Vacinas Santa Catarina para uma entrevista.

Falou sobre calendário de vacina em todas as idades, desafios na área de prevenção nas redes públicas e privadas, sobre as expectativas do congresso, além do movimento antivacina. “Participar desses movimentos significa ignorar a erradicação de doenças que já foram importante causa de mortalidade, como poliomielite, difteria, tétano e outras,” diz.

Confira na íntegra a entrevista.

VSC - Quais as principais vantagens de as pessoas adotarem um calendário completo de vacina em todas as idades?

A principal vantagem é obter proteção de longa duração contra uma série de doenças. Ao vacinar-se em todas as idades, a tendência é ter o que chamamos de imunidade coletiva, ou seja, proteção ampla da população em geral.

VSC - Qual a sua opinião de movimentos antivacinas que surgiram no Brasil  e no mundo?

É difícil entender o que leva uma pessoa a se engajar em movimentos antivacinas, considerando que os benefícios da vacinação são muito claros e evidentes.

Participar desses movimentos significa ignorar a erradicação de doenças que já foram importante causa de mortalidade como poliomielite, difteria, tétano e outras.

A erradicação dessas doenças só foi possível graças à obtenção de altas taxas de cobertura vacinal. Quando essas taxas de cobertura vacinal caem, temos o risco do ressurgimento de doenças, como o que está ocorrendo com o sarampo no momento, com mais de 60.000 casos na Europa em 2018 e surto no Brasil com aproximadamente 2.000 casos até a presente data.

Dessa forma, não consigo encontrar justificativas para os movimentos antivacinas.

VSC - Qual maior desafio na área na área de prevenção que enfrenta hoje o serviço público e privado de saúde?

Na rede pública, tornar as vacinas acessíveis a toda a população. E para isso há necessidade de flexibilização nos horários de funcionamento dos postos de saúde, que em geral permanecem abertos nos dias úteis até as 17:00h, enquanto a maioria da população trabalha até após esse horário. Esse fator limita a ida ao posto de saúde para vacinação do adulto e da criança, que depende de um responsável.

Na rede privada, o maior desafio e oferecer a um preço acessível as vacinas licenciadas que ainda não estão disponíveis na rede pública. Facilitar a aquisição dessas vacinas.

VSC - Qual a sua expectativa com o Congresso de Pediatria em Blumenau?

A expectativa com o Congresso de Blumenau é ter expressiva participação de pediatras, residentes e estudantes e que os mesmos possam aplicar no seu dia a dia as informações obtidas no Congresso. Que seja uma importante oportunidade de aquisição e troca de conhecimentos, além, é claro, de confraternização entre colegas das diferentes regiões do estado de Santa Catarina.

Site do Congresso:
Acesse

Entrevista a Manoel Fernandes Neto, jornalista.
No Brasil não há obrigatoriedade de comprovação vacinal para entrada no país. No entanto, o Ministério da Saúde do Brasil recomenda que os turistas internacionais atualizem a sua situação vacinal previamente à chegada ao Brasil, conforme as orientações do calendário de vacinação do país de origem ou residência, em especial, as vacinas contra febre amarela, poliomielite, sarampo e rubéola, difteria e tétano.

  • Febre amarela


A vacina febre amarela é indicada para residentes e/ou viajantes que se destinam às Áreas com Recomendação de Vacinação (ACRV), com pelo menos 10 dias de antecedência da data da viagem, tempo necessário para que a vacina confira proteção contra a infecção. Municípios com recomendação para vacinação contra febre amarela no Brasil

  • Sarampo


Por se tratar de uma doença potencialmente grave e de alta transmissibilidade, é importante que os turistas atualizem sua situação vacinal contra o sarampo antes de se deslocarem para o Brasil.

  • Difteria, tétano e poliomielite


Recomenda-se que os turistas estrangeiros venham ao Brasil com esquema de vacinação completo para difteria, tétano e poliomielite, de acordo com as indicações preconizadas no país de origem.

Não deixe que doenças já erradicadas no país voltem. Vacine-se!


O ditado popular “melhor prevenir do que remediar” se aplica perfeitamente à vacinação. Muitas doenças comuns no Brasil e no mundo deixaram de ser um problema de saúde pública por causa da vacinação massiva da população. Poliomielite, sarampo, rubéola, tétano e coqueluche são só alguns exemplos de doenças comuns no passado e que as novas gerações só ouvem falar em histórias.

Com respaldo técnico de equipes especializadas, o Ministério da Saúde garante que a vacinação é segura, sendo que seu resultado não se resume a evitar doenças. Vacinas salvam vidas. A recomendação é: não dê ouvidos às notícias falsas e vacine-se.

Não vamos deixar que doenças já erradicadas no Brasil voltem a assombrar as nossas crianças! Lembrem-se que a saúde não é uma responsabilidade exclusiva do Ministério da Saúde, das secretarias, dos profissionais e dos médicos. É de todos nós. Mantenham o cartão de vacinas atualizado!

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Fonte: Ministério da Saúde
O objetivo é reunir em um único lugar todas as informações relacionadas ao acompanhamento da saúde da criança e do adolescente, do nascimento aos 19 anos de idade

Neste mês de setembro, quando comemora-se o Dia Nacional da Saúde de Adolescentes e Jovens (22/09), o Ministério da Saúde lança página temática dentro do Portal Saúde, na internet, voltada à população mais jovem. O objetivo da pasta é reunir em um único lugar todas as informações relacionadas à saúde da criança (do nascimento aos 9 anos de idade) e do adolescente (de 10 a 19 anos) e sobre os serviços disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) para esses públicos. O conteúdo já encontra-se disponível na página ‘Criança e Adolescente: o que fazer para cuidar’.

Com o objetivo de tornar a informação mais atrativa e dinâmica, a página traz vídeos, podcast (conteúdo em áudio) e infográficos. Entre as abordagens estão conceitos das duas fases da vida: criança e adolescente; e informações sobre aleitamento materno, uso de chupetas, de mamadeira, dieta da mãe que amamenta, e orientação sobre alimentação saudável para toda a família.

Também estão disponíveis os conteúdos das cadernetas da Criança e do Adolescente, que estão disponíveis na página para impressão, tanto pela população em geral quanto pelos gestores e profissionais de saúde. Esses documentos são instrumentos norteadores e de acompanhamento da saúde no período, do nascimento aos 19 anos de idade. Para o adolescente (menino e menina), a caderneta traz, de forma complementar, material autoinstrutivo sobre suas demandas em saúde e contexto de vida.

A página detalha ainda a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança, criada pelo Ministério da Saúde, com o objetivo de promover e proteger a saúde da criança e o aleitamento materno. A página também aborda o que é e a importância da primeira infância (0 a 6 anos), período muito importante para o desenvolvimento mental e emocional e de socialização da criança.

GUIA ALIMENTAR


É importante que a criança chegue à adolescência com hábitos alimentares bem consolidados. Por isso, para auxiliar que toda a família adote hábitos alimentares saudáveis e, com isso, crie  ambiente favorável de promoção à saúde, o Ministério da Saúde disponibiliza o Guia Alimentar para a População Brasileira, que pode ser acessado pela página ‘Criança e Adolescente: o que fazer para cuidar’.

As recomendações vão da escolha de alimentos a orientações de como combiná-los, sem esquecer outros detalhes importantes como tempo, companhia durante as refeições e demais fatores que objetivam uma vida mais saudável.

Fonte: Ministério da Saúde
Ao final da Campanha, 10,7 milhões do público-alvo foi vacinado contra a poliomielite e sarampo. Os estados que não atingiram a meta devem continuar a vacinação

O Brasil ultrapassou a meta de vacinar, pelo menos, 95% das crianças de um a menores de cinco anos contra poliomielite e sarampo. O balanço divulgado nesta segunda-feira (17) mostra que a Campanha Nacional de Vacinação, encerrada no dia 14, registrou uma cobertura vacinal de 95,4% para a pólio e de 95,3% para sarampo. Mais de 4,4 mil municípios cumpriram a meta estipulada pelo Ministério da Saúde. Segundo o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI), alimentado pelos estados, foram aplicadas no país 21,4 milhões de doses das vacinas (10,7 milhões de cada). Quinze estados atingiram a meta para as duas vacinas. Outros dois, São Paulo e Tocantins, conseguiram o índice na vacinação de pólio.

O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, agradeceu o empenho de toda a população e profissionais de saúde para atingir a meta de vacinar o público-alvo da campanha. “O sucesso da campanha é responsabilidade de todos que entenderam a importância de mantermos elevadas coberturas vacinais para evitar que doenças eliminadas voltem a circular no país, como tem acontecido com o sarampo. A vacina é a forma mais eficaz de proteger nossas crianças contra essas doenças”, enfatizou o ministro.

A Campanha deste ano é indiscriminada, por isso, todas as crianças de um ano a menores de cinco anos tiveram que se vacinar independente da situação vacinal. Os estados de Alagoas, Rio Grande do Norte, Amazonas, Bahia, Acre, Pará, Piauí, Roraima, Rio de Janeiro e o Distrito Federal ainda não atingiram a meta de vacinar 95% do público-alvo. Com relação aos municípios, 1.180 não alcançaram o índice e, por orientação do Ministério da Saúde, devem buscar alternativas para vacinar 95% das crianças. Cerca de 516 mil crianças ainda não tomaram as vacinas contra as duas doenças. A única faixa etária que não chegou ao índice de 95% foi a de um ano de idade, cuja cobertura está em 88%.

Os gestores têm até o dia 28 de setembro para informar no SI-PNI do Ministério da Saúde os dados de vacinação da campanha. Portanto, estados e municípios tem até esse período para buscar a meta da Campanha e vacinar as crianças de um a menores de cinco anos.

Fonte: Ministério da saúde
O HPV

Existem mais de 100 tipos de HPV (papilomavírus humano) que são causa frequente de infecção entre homens e mulheres. Cerca de 80% das pessoas sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento da vida.

Estima-se que 10% da população infectada apresentará verrugas genitais. Os HPVs podem causar câncer em várias regiões anatômicas de homens e mulheres.

São responsáveis por quase 100% dos casos de câncer do colo do útero, doença que todos os anos atinge 16 mil mulheres e mata outras 5 mil no nosso país.

SOBRE A VACINA


Os estudos pré-lançamento das vacinas demonstraram alta eficácia (98%) para prevenir os tipos de HPV cancerígenos 16 e 18 (presentes na​ vacina bivalente e na ​quadrivalente) e os tipos 6 e 11 (vacina quadrivalente)​. Eles são responsáveis, respectivamente, por 70% dos casos de câncer de colo do útero e 90% das verrugas genitais - importante problema de saúde pública.

A vacina contra o HPV já foi inserida nos calendários públicos de vacinação de 74 países. Em alguns, desde 2006.

Em todo o mundo, já foram aplicadas mais de 270 milhões de doses.

A vacina é considerada extremamente segura pelo Comitê Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas (GACVS, na sigla em inglês), órgão independente que auxilia a Organização Mundial da Saúde (OMS) na tomada de decisões. O risco de anafilaxia (reação alérgica grave) foi estimado em aproximadamente 1,7 casos para cada milhão de doses aplicadas, e a síncope (desmaio) foi estabelecida como uma consequência da ansiedade ou do estresse causado pelo medo da injeção. A reação é comum e pode acontecer com qualquer vacina.

Não existe a prática rotineira de triagem para outros tipos de câncer relacionados ao HPV (para mulheres ou homens)como existe para o de colo do útero, o que muitas vezes impede o diagnóstico precoce de lesões silenciosas que podem evoluir para o câncer. Este é mais um motivo que faz da vacinação uma grande aliada da sua saúde.

CONQUISTAS

Países com altas coberturas vacinais e longo tempo de vacinação já colhem os primeiros resultados.

Os dados de vigilância precoce mostram um impacto positivo na redução da incidência de verrugas genitais e do câncer do colo do útero nos anos seguintes à introdução da vacinação contra o HPV nos programas de vacinação feminina:

1. Na Inglaterra, onde meninas de 12 a 18 anos são vacinadas desde 2008, houve redução da ocorrência da infecção pelos HPVs 16 e 18 e de verrugas genitais em 75%, 86% e 62%, respectivamente.

2. Na Austrália, onde a vacina é oferecida desde 2006 para meninas de 9 a 26 anos e para meninos de 9 a 13 anos, registra-se desde 2013:

  • 59% de redução no diagnóstico de verrugas genitais em mulheres.

  • 48% de queda na incidência de lesões do colo do útero de alto grau (risco de evolução para o câncer) em meninas com menos de 18 anos.

  • 88% de redução nas taxas de infeção oral por HPV.14


Por essas razões, a vacinação é defendida pela (OMS) como a principal forma de prevenir o HPV.

Fonte: Onda Contra Câncer
MITO. O mercúrio é um dos componentes do timerosal, o conservante mais utilizado em vacinas multidoses. Ele é empregado desde 1930 em concentrações muito baixas e os estudos mostram que não há risco para a saúde, pois é expelido rapidamente do organismo. De qualquer forma, o timerosal já não faz parte da formulação de nenhuma vacina em apresentação monodose, estando presente apenas em vacinas multidoses (mais de uma dose por frasco).

Em 1998, foi publicado um artigo em que o autor afirmava ter encontrado relação entre a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e o autismo. Mais tarde, descobriu-se que ele havia recebido pagamento de escritórios de advocacia envolvidos com processos de indenização contra indústrias farmacêuticas. O autor foi criminalmente responsabilizado, teve o registro médico cassado e o artigo foi retirado dos arquivos da revista Lancet, onde fora publicado.

Inúmeros estudos sérios têm sido conduzidos para verificar a relação entre a vacina e a doença e nenhum encontrou qualquer evidência. Um dos maiores foi divulgado em 2015 e avaliou 95.727 crianças nos Estados Unidos, entre 2001 e 2012. A análise dos dados mostrou que a vacinação com uma ou duas doses da tríplice viral não estava associada com um risco aumentado de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em qualquer idade.

SAIBA MAIS:



O desenvolvimento de uma vacina segue altos padrões de exigência e qualidade em todas as suas fases, o que inclui a pesquisa inicial, os testes em animais e humanos sob rigoroso protocolo de procedimentos éticos, até o processo de avaliação de resultados pelas agências reguladoras governamentais.

No Brasil, o órgão responsável pela avaliação dos resultados de segurança e eficácia de uma vacina e seu registro é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A Anvisa, por meio da Resolução (RDC) n. 55, de 16 de dezembro de 2010, estabelece os requisitos mínimos para o registro de produtos biológicos, entre eles as vacinas. As fases de desenvolvimento exigidas por essa RDC são semelhantes às exigidas pelo Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC). São elas:

  • Fase exploratória ou laboratorial: Fase inicial ainda restrita aos laboratórios. Momento em que são avaliadas dezenas e até centenas de moléculas para se definir a melhor composição da vacina.

  • Fase pré-clínica ou não clínica: Após a definição dos melhores componentes para a vacina, são realizados testes em animais para comprovação dos dados obtidos em experimentações in vitro.

  • Fase clínica: Segundo a Agência de Medicina Europeia (EMA), um estudo ou ensaio clínico é “Qualquer investigação em seres humanos, objetivando descobrir ou verificar os efeitos farmacodinâmicos, farmacológicos, clínicos e/ou outros efeitos de produto(s) e/ou identificar reações adversas ao(s) produto(s) em investigação, com o objetivo de averiguar sua segurança e/ou eficácia”. Esta etapa é dividida em outras três:

    • Fase 1: É a primeira avaliação do produto e tem como objetivo principal analisar a segurança e se induz alguma resposta imunológica. O grupo de voluntários costuma ser pequeno, de 20 a 80 pessoas — em geral, adultos saudáveis.

    • Fase 2: Nesse momento, o objetivo é avaliar a eficácia e obter informações mais detalhadas sobre a segurança. O número de pacientes que participa é de algumas centenas.

    • Fase 3: Aqui, o objetivo é avaliar a eficácia e a segurança no público-alvo, aquele ao qual se destina a vacina, ou seja, se ela realmente protege da doença. O número de voluntários aumenta, chegando a milhares

    • Fase 4: Após a aprovação pela Anvisa, o laboratório obtém o registro que o autoriza a produzir e distribuir a vacina em todo o território nacional. Como os estudos clínicos são realizados com um número de pessoas inferior ao que receberá a vacina, o laboratório continua acompanhando os resultados, a exemplo do que ocorre com outros medicamentos. O objetivo é monitorar a ocorrência dos eventos adversos.




Essas fases são conduzidas pelo laboratório fabricante e os resultados, quando demonstradas a eficácia e segurança da vacina, passam a integrar um dossiê que é encaminhado para a apreciação da Anvisa.

Esse acompanhamento também é realizado pelo Ministério da Saúde, por meio do Sistema de Vigilância de Eventos Adversos Pós-vacinação (EAPV) do Programa Nacional de Imunizações (PNI). O objetivo é quantificar e qualificar os eventos adversos para não haver dúvidas de que os riscos de complicações graves causadas pelas vacinas são nulos ou muito menores que os oferecidos pelas doenças contra as quais elas oferecem proteção.

Como existem sistemas de vigilância em diversos países, surgiu a necessidade de se estabelecer protocolos e definições uniformizadas, que permitam a comparação dos eventos adversos e outras informações a eles relacionadas. Para suprir esta necessidade, especialistas em segurança de vacinas organizaram o grupo Brighton Collaboration, que atualmente conta com a participação de mais de 3.100 pessoas de 124 países e já concluiu o processo de uniformização da definição de casos de 23 EAPV.

Todo esse cuidado é para garantir que o melhor produto seja disponibilizado à população, possibilitando, assim, a prevenção, o controle e até mesmo a erradicação de doenças, caso das vacinas contra varíola e poliomielite.



Fonte: Família SBIm
Mais de dez milhões de crianças de um a menores de cinco anos foram vacinadas com 20,8 milhões de doses de pólio e sarampo. No entanto, a meta de 95% ainda não foi atingida

Dados preliminares do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI), alimentado pelos estados, indicam que a média nacional de vacinação está em 93%. Foram aplicadas em todo país cerca de 20,8 milhões de doses das vacinas (10,4 milhões de cada vacina). Onze estados atingiram a meta do Ministério da Saúde de vacinar, pelo menos, 95% do público-alvo, para as duas vacinas. Mais de 4 mil (72%) municípios do país cumpriram a meta.

A Campanha deste ano é indiscriminada, por isso, todas as crianças nessa faixa etária devem se vacinar independente da situação vacinal. Cerca de 800 mil crianças ainda não tomaram as vacinas contra as duas doenças. Na faixa etária de 3 e 4 anos, a cobertura vacinal está acima da meta, com 96,95% e 95,44%, respectivamente. A maior preocupação é com faixa de um ano de idade, cuja cobertura ainda está em 85,45%.

VACINA SARAMPO E POLIOMIELITE


O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, destaca a importância da mobilização de toda a sociedade para atingir a meta de vacinação. “A Campanha termina na próxima sexta-feira (14). Pais e responsáveis devem buscar os postos de vacinação. A vacina é a forma mais eficaz de proteger nossas crianças contra doenças já eliminadas no país”, enfatizou o ministro.

Os estados do Mato Grosso do Sul, Alagoas, Ceará, Goiás, Paraíba, Maranhão, Sergipe, Espírito Santo, Santa Catarina, Pernambuco, Rondônia e Amapá já atingiram a meta de 95% das crianças vacinadas. O esforço dos profissionais de saúde e da população tem apresentado bons resultados em capitais como Recife (PE), Macapá (AP), Porto Velho (RO) e Vitória (ES), que superaram a meta da campanha. Manaus, que iniciou a vacinação antes devido o surto de sarampo na região, também já vacinou 95% do público-alvo, com 103% de cobertura vacinal contra o sarampo, e de 95,23%, para a poliomielite.

Os gestores públicos têm até 15 dias para informar no SI-PNI quantas doses das vacinas foram aplicadas. Para mais informações, acesse a página especializada sobre vacinação no portal do Ministério da Saúde.

Fonte: Ministério da Saúde
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês) publicaram nesta segunda-feira (3) um estudo sobre a eficiência da vacina da gripe na prevenção da morte de crianças. De acordo com os cientistas, a aplicação da dose reduz em 65% o risco de morte devido à doença em pessoas saudáveis que tenham entre 6 e 17 anos.

No caso de crianças com condições médicas de alto risco, como pneumonia e bronquite, a vacina reduziu o risco de morte em 51%. Os cientistas fizeram a estimativa da eficácia da vacina para prevenir os óbitos relacionados à gripe usando cruzamentos de dados relacionados à cobertura vacinal com dados de diferentes grupos de crianças. Esses grupos foram obtidos a partir de relatórios nacionais e uma base de dados particular.

O órgão norte-americano analisou os dados de quatro temporadas de alta da gripe entre 2010 e 2014. Das 358 mortes notificadas associadas à gripe com confirmação laboratorial, 291 tinham estado de vacinação conhecido - negativo ou positivo. Deste número, 74% não tinham tomado a dose contra a gripe.

De acordo com os CDC, "os resultados do estudo ressaltam a importância de que todas as crianças devem receber uma dose anual da vacina".

No Brasil, como as cepas dos vírus são diferentes, há um tipo diferente de vacina. É feita uma atualização anual das doses, assim como nos Estados Unidos. De acordo com o Ministério da Saúde, entre o dia 1º de janeiro e 18 de março deste ano, 31 pessoas morreram devido aos vírus influenza. Destes, 12% eram crianças.

Fonte: Família SBIm
Dados preliminares indicam que a média nacional de vacinação está em 88%. Sete estados atingiram a meta do Ministério da Saúde de vacinar, pelo menos, 95% do público-alvo



Estados e municípios que ainda estão abaixo da meta de vacinar, pelo menos, 95% das crianças de um a menores de cinco anos contra pólio e sarampo, terão mais 15 dias para ofertar as duas vacinas na rede pública de saúde. O Ministério da Saúde prorrogou até dia 14 de setembro a Campanha Nacional de Vacinação. Até o momento, mais de 1,3 milhão de crianças não recebeu o reforço dessas vacinas. A recomendação é que estados e municípios façam busca ativa para garantir que o público-alvo da campanha seja vacinado. Até esta segunda-feira (3/9), 88% das crianças receberam as vacinas contra a pólio e o sarampo em todo o país.

Segundo informado no sistema, Amapá, Santa Catarina, Pernambuco, Rondônia, Espírito Santo, Sergipe e Maranhão atingiram a meta de vacinação do Ministério da Saúde. Mas, doze estados ainda estão abaixo da média nacional de 88% das crianças vacinadas contra as duas doenças. O Rio de Janeiro continua com o menor índice de vacinação, seguido por Roraima, Pará, Piauí, Distrito Federal, Acre, Bahia, Rio Grande do Sul, São Paulo, Alagoas, Rio Grande do Norte e Amazonas. Em todo o país, foram aplicadas mais de 19,7 milhões de doses das vacinas (cerca de 9,8 milhões de cada). A Campanha deste ano é indiscriminada, por isso, todas as crianças nessa faixa etária devem se vacinar, independente da situação vacinal.

“Estamos dando mais uma oportunidade para que essas crianças sejam vacinadas contra a pólio e o sarampo. Vinte estados ainda não atingiram a meta da campanha. É preciso que os gestores de saúde, bem como pais e responsáveis, se conscientizem da importância da vacinação contra essas doenças. Para estarmos protegidos contra a pólio e sarampo é preciso atingir a meta de 95% nacionalmente”, convoca o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

Os dados de algumas capitais mostram que o esforço dos vacinadores e da população nessa reta final tem apresentado bons resultados. No fim de semana passado, os estados de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Maranhão, Espírito Santo e Amapá promoveram mais um dia de mobilização para vacinação. As capitais Recife (PE), Macapá (AP), Porto Velho (RO) e Vitória (ES) superaram a meta da campanha. Já Manaus, que iniciou a vacinação antes devido o surto de sarampo na região, já atingiu a meta de vacinação para a doença (103%).

Continue lendo: Portal Ministério da Saúde
Até o momento, a média nacional de vacinação está em 72%. Ministério da Saúde orienta que estados e municípios, que não atingiram a meta, abram os postos de vacinação no sábado

Em todo o país, 11 estados estão abaixo da média nacional de cobertura vacinal da Campanha de Vacinação Contra a poliomielite e sarampo. Até esta quinta-feira (30), cerca de 72,9% das crianças brasileiras foram vacinadas. Em todo o país, foram aplicadas mais de 16,3 milhões de doses das vacinas (cerca de 8,2 milhões de cada). Segundo a última atualização enviada pelos estados, o Rio de Janeiro está com o menor índice de vacinação, seguido pelo Distrito Federal, Roraima, Pará, Acre, Amazonas, Bahia, Piauí, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Mato Grosso. A campanha termina nesta sexta-feira (31/8) e o Ministério da Saúde orienta estados e municípios, que não atingiram a meta, a abrir os postos de vacinação no sábado, 1º de setembro.

A orientação é para que os gestores locais realizem uma nova mobilização e a vacina consiga ser aplicada em mais de três milhões de crianças de um a menores de cinco anos, que ainda não estão protegidas contra as duas doenças. A organização da mobilização no sábado (1º/09) é de responsabilidade de cada município, portanto é necessário verificar com as Secretarias Municipais de Saúde quais postos estarão abertos neste sábado para vacinar contra poliomielite e sarampo.

“Esses 11 estados precisam intensificar suas ações de vacinação para alcançar a meta da campanha, de vacinar 95% do público-alvo. É por meio da vacinação que vamos impedir que doenças já eliminadas retornem ao Brasil. É preciso que os gestores de saúde, bem como pais e responsáveis, se conscientizem da importância da vacinação contra essas doenças”, avalia o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

Até o momento, apenas o estado do Amapá atingiu a meta do Ministério da Saúde, de vacinar 95% do público-alvo. Os dados de algumas capitais mostram que o esforço dos vacinadores e da população nessa reta final tem apresentado bons resultados. No fim de semana passado, os estados de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Maranhão, Espírito Santo e Amapá promoveram mais um dia de mobilização para vacinação. As capitais Macapá (AP) e Porto Velho (RO) superaram a meta da campanha. Macapá vacinou 100,3% para pólio e 99,8% para sarampo e Porto Velho 98,3% pólio e 98,3% sarampo.

CAMPANHA

Para a poliomielite, as crianças que ainda não tomaram nenhuma dose da vacina na vida serão vacinadas com a Vacina Inativada Poliomielite (VIP). As crianças que já tiverem tomado uma ou mais doses receberão a gotinha (Vacina Oral Poliomielite - VOP). Em relação ao sarampo, todas as crianças devem receber uma dose da vacina tríplice viral, independente da situação vacinal. A exceção é para as que tenham sido vacinadas nos últimos trinta dias, que não necessitam de uma nova dose.

O Ministério da Saúde oferta todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ao todo, são 19 para combater mais de 20 doenças, em todas as faixas etárias. Por ano, são cerca de 300 milhões de doses de imunobiológicos distribuídos em todo o país.

CASOS DE SARAMPO

Até o dia 28 de agosto, foram confirmados 1.553 casos e 6.975 permanecem em investigação. Atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo: no Amazonas que já computa 1.211 casos e 6.905 em investigação, e em Roraima, com o registro de 300 casos da doença, sendo que 70 continuam em investigação. Entre os confirmados em Roraima, 9 casos foram atendidos no Brasil e estão recebendo tratamento, mas residem na Venezuela.

Os surtos estão relacionados à importação, já que o genótipo do vírus (D8) que está circulando no país é o mesmo que circula na Venezuela, país que enfrenta um surto da doença desde 2017.  Alguns casos isolados e relacionados à importação foram identificados nos estados de São Paulo (2), Rio de Janeiro (18); Rio Grande do Sul (16); Rondônia (2), Pernambuco (2) e Pará (2). O Ministério da Saúde permanece acompanhando a situação e prestando o apoio necessário aos Estados.

Até o momento, no Brasil, foram confirmados 7 óbitos por sarampo, sendo 4 óbitos no estado de Roraima (3 em estrangeiros e 1 em brasileiro) e 3 óbitos no estado do Amazonas (todos brasileiros, sendo 2 do município de Manaus e 1 do município de Autazes).

SARAMPO NO MUNDO

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os casos de sarampo chegaram a um número recorde na Europa. Os dados, divulgados pela organização nesta segunda-feira (20/08), apontam que mais de 41 mil crianças e adultos na Região Europeia foram infectados com sarampo nos primeiros seis meses de 2018. O número total de casos para esse período excede os 12 meses reportados em todos os outros anos desta década.

Desde 2010, o ano de 2017 foi o que teve o maior número de casos: 23.927. Em 2016, registrou-se a menor quantidade: 5.273. Além disso, pelo menos 37 pessoas morreram devido à doença neste ano. Sete países da região tiveram mais de uns mil casos neste ano (França, Geórgia, Grécia, Itália, Rússia, Sérvia e Ucrânia). A Ucrânia foi a mais atingida com mais de 23 mil pessoas afetas, o que representa mais da metade da população do país.
Canal no WhatsApp possibilitará que a população consulte se a notícia que recebeu nas redes sociais é verdadeira ou falsa

Para combater as Fake News sobre saúde, o Ministério da Saúde, de forma inovadora, abre mais um canal de comunicação com a população. Qualquer cidadão brasileiro poderá adicionar gratuitamente no celular o WhatsApp do Ministério da Saúde — (61) 99289-4640. Ele servirá exclusivamente para verificar com os profissionais de saúde nas áreas técnicas da Pasta se um texto ou imagem que circula nas redes sociais é verdadeiro ou falso. Ou seja, é um canal exclusivo e oficial para desmascarar as notícias falsas e certificar as verdadeiras.

“As notícias falsas, ou Fake News como estão sendo mais conhecidas, são uma praga da modernidade. Vem sendo usadas de toda forma para manipular, enganar, iludir, prejudicar. No caso da saúde, é muito mais grave, porque a notícia falsa mata. Então, o novo canal do Ministério da Saúde chega para servir como uma nova e poderosa camada de segurança na informação sobre saúde pública, com a vantagem de ter sido criada especificamente para o WhatsApp, que é o principal veículo de transmissão das notícias falsas”, explica o diretor de Comunicação Social do Ministério da Saúde, Ugo Braga.

O projeto “Saúde Sem Fake News” é organizado pela equipe multimídia da Pasta. A partir dos recebimentos das mensagens, o conteúdo será apurado junto às áreas técnicas do órgão e devolvido ao cidadão com um carimbo que informa se é Fake News ou não. Dessa maneira, será possível compartilhar a informação de forma segura. As notícias analisadas pela equipe também estarão disponíveis no Portal Saúde no endereço saude.gov.br/fakenews e nos perfis do Ministério da Saúde nas redes sociais.



A saúde, em especial, tem sido alvo de muitas Fake News. Informações sem respaldo científico disseminam supostos tratamentos milagrosos para doenças graves como câncer; afirmam que vacinas podem ser prejudiciais a saúde, gerando insegurança e possibilitando o retorno de doenças já erradicadas no país.

É importante lembrar que o canal é exclusivo para o recebimento de Fake News e não deve ser utilizado como um serviço de atendimento ao cidadão. Informações sobre o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) devem ser direcionadas à Ouvidoria Geral do SUS, no número 136, ou as secretarias municipais e estaduais de saúde.

O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, disse neste sábado (18), em Belo Horizonte, que a erradicação de doenças não pode dar a falsa impressão de que a imunização não é necessária.






Occhi acompanhou, em um posto de saúde da capital mineira, a vacinação de crianças de 1 a 5 anos neste Dia D de multivacinação contra o sarampo e a poliomielite, mais conhecida como paralisia infantil.





“Normalmente, é falsa essa ideia de que a doença não existe porque você não a vê do seu lado. Mas nós temos uma preocupação permanente com relação à vacinação e este é o apelo que fazemos aos pais, às mães, aos professores”, disse o ministro sobre a importância da vacinação.





Desde fevereiro, já foram confirmados 1.237 casos de sarampo no país e outros 5.731 ainda estão em investigação. Seis mortes pela doença foram confirmadas. Os casos foram registrados no Amazonas e em Roraima.





O avanço do sarampo é registrado menos de dois anos após o Brasil ter recebido um certificado de eliminação da doença pela Organização Pan-Americana de Saúde.





Os casos acontecem em meio a uma queda recorde nas taxas de coberturas vacinais. Em 2017, o Brasil teve o mais baixo índice de vacinação de crianças em mais de 16 anos.





A expectativa do Governo Federal é vacinar, em todo o país, 11 milhões de crianças na faixa etária da campanha, que começou no dia 6 de agosto.





Até a tarde deste sábado (18), 40% deste universo havia recebido as doses das vacinas contra o sarampo e a poliomielite em Minas Gerais. A mesma prévia se repete no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. A meta é, até o fim deste sábado, dobrar este percentual. O balanço de vacinação deve ser divulgado durante a semana.





Em relação à paralisia infantil, a vacinação é uma precaução, já que 312 cidades estão abaixo da meta definida para o controle da doença e um caso foi registrado na Venezuela em junho. Não há, contudo, casos de paralisia infantil no Brasil desde 1989.





A campanha vai até o dia 31 de agosto. Mas as vacinas são oferecidas pelos postos de saúde durante o ano inteiro.






Quem deve ser vacinado?






  • Contra a poliomelite: crianças de 1 até 5 anos independentemente de quantas doses já tomou. Em casos de nenhuma dose, será aplicada a Vacina Inativada Poliomielite. Em caso de uma ou mais doses, será aplicada a Vacina Oral Poliomielite, a famosa "gotinha".

  • Contra o sarampo: crianças de 1 até 5 anos independentemente de quantas doses já tomou.

  • Não devem ser vacinadas: crianças de 1 até 5 anos que tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias.


Fonte: G1






ENTREVISTA GUIDO CARLOS LEVI

Infectologista diz que a recusa à vacinação se tornou fenômeno das classes mais altas e intelectualizadas no Brasil

 

Aos 74 anos de idade, o infectologista paulista Guido Carlos Levi dedica parte do seu tempo a esclarecer dúvidas de pessoas que ainda desconfiam dos benefícios das vacinas. Na semana em que recebeu a reportagem em seu consultório na capital paulista, teve de convencer a duras penas uma mulher de 85 anos, que jamais havia sido vacinada, a se imunizar contra a gripe a fim de evitar o vírus H1N1. Ela estava acompanhada do marido, que recorreu ao médico na esperança de que ela mudasse de ideia. Referindo-se a vacinas como um “veneno sujo”, a mulher finalmente capitulou ante as explicações de Levi. “Contei a ela que, graças às vacinas, foi possível erradicar doenças como a varíola, que matou milhões de pessoas na Europa e nas Américas”, diz.

A rejeição às vacinas é tema do livro Recusa de vacinas – Causas e consequências, publicado por Levi em 2013

Historicamente associada a populações pouco esclarecidas, a resistência mudou de perfil e hoje se tornou um fenômeno das classes sociais mais altas, segundo o médico. “Trata-se da população que tem mais acesso a tratamentos alternativos, como a homeopatia ou a medicina antroposófica, que muitas vezes não recomendam a vacinação.”Doutor em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde lecionou na Faculdade de Ciências Médicas, Levi é membro do comitê técnico do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, estabelecido em 1973. “O programa é referência internacional. A cobertura vacinal no Brasil é, em média, superior a 95%, com doses disponibilizadas gratuitamente em mais de 35 mil postos da rede pública”, conta. Na gestão pública, dirigiu o Instituto de Infectologia Emílio Ribas entre 1995 e 2001. É diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações e um dos fundadores da Cedipi, em São Paulo, uma clínica particular estabelecida em 1972 que oferece vacinas, algumas das quais ainda não disponíveis na rede pública, como a de herpes-zóster. Na entrevista a seguir, Levi fala do problema da recusa às vacinas na população e de pesquisas em torno de novas imunizações.

Como surgiu seu interesse por vacinas?
Fiz residência no Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo na década de 1960 e lá participei de uma iniciativa a convite do professor Vicente Amato Neto. Tratava-se de um trabalho voluntário em comunidades carentes na serra do Mar, que não tinham acesso a saneamento básico. Eram milhares de pessoas com doenças que podiam ser tratadas com medicamentos simples para combater parasitas. Outras moléstias podiam ser evitadas por meio da vacinação. Montamos clínicas ambulantes e uma das ações era vacinar principalmente as crianças. O índice de internação daquelas pessoas diminuiu cerca de 90%. Nossa equipe cresceu e passamos a atender outros locais da periferia de São Paulo. Essa experiência também resultou na publicação de artigos científicos nas áreas de parasitologia, imunização e saúde pública.

O senhor é autor de um livro sobre a recusa de vacinas. Qual o tamanho desse problema?
Com a internet, circulam muitos dados imprecisos, que confundem a população. No caso das vacinas, é comum ver informações equivocadas sobre seus efeitos colaterais que influenciam a decisão das pessoas de se imunizarem ou não. Um exemplo: a vacina contra o vírus influenza A [H1N1], de origem suína, não contém mercúrio, como dizem por aí. O mercúrio é usado como conservante em quantidades microscópicas apenas nas vacinas que são disponibilizadas em frascos de 10 doses. Em vacinas individuais, como a da H1N1, não há. E mesmo em relação àquelas que levam mercúrio há estudos que mostram que a quantidade presente em algumas vacinas não é tóxica. Ainda assim há gente afirmando que a vacina da gripe faz mal porque contém mercúrio.

Além da falta de informação, há também casos de má-fé, não?
Sim. Um dos casos mais emblemáticos é o de Andrew Wakefield, um ex-pesquisador britânico que, em 1998, publicou um artigo na revista The Lancet estabelecendo uma suposta relação entre a vacina tríplice viral e o autismo em 12 crianças. De acordo com Wakefield, isso ocorreria por má absorção de vitaminas essenciais e outros nutrientes, facilitando, porém, a absorção de proteínas que poderiam causar encefalopatia, levando ao aparecimento de autismo. O estudo recebeu críticas e, como os autores eram prestigiados em suas áreas e houve ampla repercussão, várias investigações foram feitas para verificar a veracidade dessas conclusões. Pesquisas realizadas em vários locais, como Estados Unidos e Ásia, não encontraram relação entre a vacina e o autismo. Descobriu-se então que Wakefield havia recebido pagamentos de um escritório de advogados que tinha interesse em processar laboratórios e médicos. Em 2010, a The Lancet cancelou o artigo, considerado fraudulento. Wakefield passou por um julgamento no Reino Unido e, em 2014, teve o registro profissional cassado.

A resistência às vacinas é atribuída a um perfil específico na população?
A resistência é curiosa. Observa-se que, atualmente, se trata de um fenômeno das classes mais altas e intelectualizadas. Há um estudo feito por um grupo da Universidade de São Paulo que reforça essa tese. Em épocas mais recentes, os movimentos antivacinacionistas perderam muito da base religiosa que tinham no passado. As classes mais altas têm mais acesso a tratamentos alternativos e às medicinas homeopática e antroposófica, que muitas vezes não recomendam a vacinação. Entre os homeopatas há uma divisão entre os favoráveis e os contrários às vacinas. Nenhum autor clássico da homeopatia se contrapôs à vacinação. O próprio Samuel Hahnemann, pai da homeopatia, era um entusiasta da vacina contra a varíola. Mesmo assim há muitos homeopatas que não recomendam. Já na medicina antroposófica, uma doutrina filosófica e mística fundada pelo austríaco Rudolf Steiner no início do século XX, existe um posicionamento desfavorável à vacinação, ainda que não encontremos literatura nem favorável nem contrária às imunizações. Há também uma comunidade chamada Christian Science, fundada nos Estados Unidos, da qual surgiu um caso de sarampo em 1994 que provocou uma epidemia nos estados de Missouri e Illinois. Essa comunidade proíbe o uso não só de vacina, mas de qualquer tipo de medicamento com o argumento de que “ninguém pode ir contra a vontade de Deus”.

São grupos pequenos. São influentes?
São minorias, de fato. O problema é que, quando uma pessoa toma uma vacina, não está protegendo apenas a si mesma, mas também sua comunidade. Se um grupo, por menor que seja, deixa de ser vacinado, há chances de desencadear um surto, afetando pessoas que ainda não foram vacinadas. Em 2011, por exemplo, houve um surto de sarampo em São Paulo, originado em uma escola de linha antroposófica no bairro do Butantã, onde muitas crianças não haviam sido vacinadas por opção dos pais. Segundo essa linha de pensamento, acredita-se que basta uma alimentação saudável para manter a saúde das crianças.

Há quem afirme que o excesso de vacinas poderia sobrecarregar o sistema imunológico. Há evidências disso?
Existem as controvérsias científicas, mas é preciso deixar claro que muitas vezes não há ciência por trás de vários argumentos. Por exemplo, o médico Robert Sears, autor do best-seller The vaccine book: Making the right decision for your child, de 2007, sugere que, nos atuais esquemas vacinais, ocorre sobrecarga imunológica com a administração combinada ou simultânea de vacinas. Isso ainda seria agravado por excesso de alumínio, albumina purificada de sangue humano e timerosal, uma substância usada como conservante de medicamentos. Sears propõe um esquema alternativo, em que as vacinas seriam aplicadas em um tempo mais espaçado e separadamente. Mas, se você analisa em profundidade o livro de Sears, não consegue achar pesquisa dando lastro a essas conclusões. Não há nada. Por exemplo, ao afirmar que a tríplice viral contém albumina purificada derivada de sangue humano ele revela desconhecer que esse produto é obtido por cultura de tecidos, e não derivado de sangue. Há argumentos que não resistem a uma análise baseada em evidências científicas.

A alegada sobrecarga imunológica, então, não existe?
A sobrecarga nunca foi comprovada. Se eu aplicar, hipoteticamente, 10 mil vacinas simultaneamente em uma criança, ela tem capacidade de responder a todas, sem ter sobrecarga. O argumento da sobrecarga diz o seguinte: ao ser vacinado muitas vezes, o organismo sobrecarregaria todo o seu sistema imunológico para responder às vacinas, não conseguindo dar respostas a outras ameaças. Esse conceito pressuporia que seres humanos, particularmente os de mais baixa idade, seriam incapazes de responder eficazmente e com segurança ao grande número de antígenos vacinais administrados. Mas veja: a criança, quando nasce, tem em poucas horas o intestino inteiramente povoado por bactérias. A quantidade de antígenos que ela tem é milhares de vezes maior do que os antígenos que vêm por meio da vacinação. Se a sobrecarga imunológica existisse, as crianças morreriam nos primeiros dias de vida, porque a própria colonização de bactérias no pós-parto seria suficiente para matar o bebê.

No passado, o que levava as pessoas a rejeitarem vacinas?
Em 1904 tivemos a Revolta da Vacina, no Rio de Janeiro, marcada por conflitos e protestos populares. A principal causa foi a campanha de vacinação compulsória contra a varíola, realizada pelo governo brasileiro e coordenada pelo médico sanitarista Oswaldo Cruz. A maioria da população era pobre e não tinha informações sobre como funcionam as vacinas. Portanto, a revolta não era contra a vacina em si, mas contra a imposição da vacinação. No final do século XIX, a Inglaterra decidiu abolir a obrigatoriedade das vacinas. Em vez do número de pessoas vacinadas cair, observou-se o contrário: as pessoas aceitaram vacinar-se voluntariamente.

Obrigar a vacinar ainda é um problema?
A vacinação compulsória é uma questão ética, moral e cultural. Nos Estados Unidos, 48 estados permitiam que se recusasse a vacinação dos filhos se fosse apresentado um argumento religioso ou filosófico, por exemplo, ou restrições médicas. As duas exceções eram os estados de West Virginia e Mississipi, onde a vacinação é compulsória. Lá, é necessário comprovar a vacinação das crianças para poder entrar na escola.  Recentemente a Califórnia também passou a exigir a vacinação básica para matrícula escolar. A Austrália há três anos adotou outra estratégia, ao perceber que os índices de vacinação na população estavam caindo para níveis perigosos. A solução foi oferecer recompensas financeiras para os pais que vacinassem os filhos.

O Brasil optou por recomendar e oferecer vacinas em vez de estabelecer obrigatoriedade. Está correto na sua opinião?
No Brasil, fizemos uma discussão sobre isso no Ministério da Saúde. Minha opinião é de que, num país como o nosso, recusar a matrícula de uma criança na escola porque ela não está com as vacinas em dia é algo muito ruim. O acesso à educação aqui é lamentável e não há por que torná-lo mais difícil. Na Austrália, antes de adotarem o modelo de recompensa, permitiam que uma criança não vacinada frequentasse a escola. Mas, se tivesse algum surto de uma doença, essa criança poderia ser afastada das aulas, independentemente de isso durar um mês ou um ano. Aqui ainda temos muito trabalho a ser feito usando informação. Podemos solicitar, por exemplo, que os pais façam inscrição da criança na escola e apresentem a carteirinha de vacinação. Se a carteirinha não estiver em dia, os pais são chamados e se explica a eles a importância da vacinação, indicando os postos de saúde no bairro onde possam vacinar os filhos gratuitamente. Nesse caso, a escola não iria simplesmente recusar a matrícula do aluno, mas sim informar os pais e indicar minimamente como eles poderiam proceder. Se fizermos isso, poderemos melhorar os índices de vacinação no Brasil. Eles são bons, e podem melhorar.

Há ressalvas com embasamento científico às vacinas?
Existem alguns fenômenos históricos de falhas na produção de vacinas, hoje em dia bem raros. Por exemplo, no início da década de 1960, foi distribuído um lote contaminado da vacina Sabin. Hoje em dia há uma série de etapas, como a verificação de impurezas e os testes em humanos em diversas fases. É difícil, portanto, ter efeitos colaterais não previstos ou verificados durante os testes. As etapas de produção de uma vacina são semelhantes às de um medicamento e pode levar mais de 10 anos até que um imunizante chegue ao mercado. Já os efeitos colaterais das vacinas não são muito expressivos. Pode haver, eventualmente, por exemplo, uma convulsão febril em crianças, mas não é comum. Outro exemplo: quando se toma a vacina pneumocócica pela primeira vez, começa-se a formar anticorpos. Quando se toma a segunda dose, caso a pessoa tenha muito anticorpo, pode haver uma reação local na pele e ficar dolorido por uns três dias. O problema é que muitas pessoas tomam a vacina e não são informadas sobre esse efeito colateral. Assustadas com a reação, vão a um pronto-socorro e, no atendimento, acabam sendo tratadas como se estivessem com alguma infecção.

Qual sua avaliação sobre as pesquisas com vacinas contra a dengue?
Em breve deverá estar nas clínicas de todo o país uma vacina desenvolvida pela empresa Sanofi Pasteur. Mas é uma vacina de eficácia não muito elevada, de mais ou menos 60% de proteção. Os estudos mostram que essa vacina tem uma eficácia maior nas populações que já tiveram dengue. São três doses com seis meses de intervalo entre uma dose e outra. Se você tem um surto, num determinado lugar, será difícil bloqueá-lo com uma vacina dessas. O Programa Nacional de Imunizações na atualidade não pensa em adquirir essa vacina. O fato é que existem outras vacinas contra a dengue sendo pesquisadas, que parecem ter eficácia maior. O Instituto Butantan desenvolveu uma delas em conjunto com os Institutos Nacionais de Saúde, maior agência financiadora de pesquisa médica dos Estados Unidos, que está na fase 3 de testes clínicos [a FAPESP, em parceria com o CNPq e o Ministério da Saúde, financiou o desenvolvimento inicial dessa vacina entre 2008 e 2011 no âmbito do Programa Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica, Pite]. O Centro de Processamento de Vacinas, o Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz [Fiocruz], no Rio de Janeiro, também está processando uma vacina que promete ser eficiente para combater a dengue. Nos próximos anos, teremos boas vacinas contra a doença.

A indústria farmacêutica não se sente atraída pela produção de vacinas. O que fazer para garantir o desenvolvimento e a fabricação de imunizantes?
Antigamente, um país rico podia demonstrar pouco interesse em produzir um medicamento ou uma vacina para determinada doença típica de países em desenvolvimento, por exemplo. Mas agora o mundo está globalizado. As pessoas circulam mais e isso facilita a disseminação de vírus. A dengue não está mais restrita a países do hemisfério Sul, existem alguns casos nos Estados Unidos, assim como há registros de malária e ebola na Europa. Todos os países precisam estar preparados. Por isso, nos últimos anos, assistimos a um aumento das parcerias entre empresas, instituições de pesquisa e organizações não governamentais como forma de acelerar o desenvolvimento de vacinas e medicamentos. Mas ainda é preciso mais incentivos para esse tipo de colaboração.

Como avalia a produção de vacinas no Brasil?
Temos a produção de vacina para a febre amarela, pela Fiocruz, e a da gripe, pelo Instituto Butantan, ainda que parte dela seja feita pelo laboratório Sanofi Pasteur. Mas, no geral, a produção ainda está engatinhando. Não somos autossuficientes. Uma coisa inteligente que se está fazendo são as parcerias que envolvem transferência de tecnologia. Uma instituição brasileira compra, por exemplo, vacina pneumocócica de um laboratório internacional, com a condição de que o laboratório transfira a tecnologia. Assim, daqui a cinco anos, o Brasil poderá produzir a vacina.

A vacina contra o vírus HPV pode ajudar a combater alguns tipos de cânceres. A relação entre vírus e câncer está sendo mais aceita?
A hipótese viral foi suficientemente importante para o governo federal ter incluído no calendário nacional a vacina contra o HPV, que é muito cara. O HPV está relacionado a casos de câncer de faringe, laringe, reto, pênis, ânus e colo do útero. Eu acho que essa perspectiva, que relaciona o câncer a causas virais, deveria ser mais levada a sério. Podemos dizer que a vacina de HPV é, indiretamente, contra o câncer. Há pessoas que dizem que faltam provas de que essa vacina combate o câncer. Mas, claro, há várias etapas entre a infecção pelo vírus e o desenvolvimento de um câncer. A ideia é que a vacina evite o avanço dessas etapas intermediárias. Daqui a 20 anos, por exemplo, saberemos com certeza se a vacina ajudou a evitar casos de câncer.

Para evitar o contágio e reinfecções pelo HPV, estão sendo vacinadas meninas a partir dos 9 anos de idade. Para o controle ser mais eficiente, não deveriam ser levados em consideração também os meninos?
Essa diferenciação é por razões econômicas. O Brasil fez um esforço enorme para promover a vacina. A primeira etapa da vacinação teve 100% do grupo-alvo atendido. O foco nas meninas é porque o câncer do colo do útero é o mais grave. Em países onde o dinheiro não é problema, os dois sexos são vacinados, como ocorre hoje na Austrália. Eu mesmo vacinei minhas netas e meus netos; não estou preocupado com estatísticas, que mostram que o câncer do colo do útero é mais incidente do que o de laringe. E daí? Deve-se combater todos os tipos de câncer.

Se o país conta com uma rede pública de distribuição de vacinas, qual é o sentido de manter clínicas particulares, como a Cedipi?
A clínica tem vacinas que ainda não estão disponíveis no sistema público. Nós adquirimos a vacina tríplice viral muito antes de ser incorporada pela rede pública. Conseguimos antecipar algumas vacinas negociando diretamente com os laboratórios. Por exemplo, a rede privada tem vacina contra a meningite B, que não existe na rede pública, assim como temos a destinada à prevenção do herpes-zóster, que também não foi, ainda, incorporada pelo SUS [Sistema Único de Saúde]. Além disso, embora a Cedipi não realize pesquisa, muitos de nossos profissionais têm atuação em instituições de pesquisa e de órgãos como a Secretaria Estadual de Saúde e o Ministério da Saúde. Não é porque somos uma clínica particular que deixamos de lutar para que mais vacinas sejam incorporadas pela rede pública. Pelo contrário.

Idade
74 anos

Especialidade
Infectologia

Formação
Graduação na Faculdade de Medicina de Sorocaba (PUC) e doutorado em Medicina na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Produção científica
Autor de mais de 100 artigos científicos; escreveu ou organizou cerca de 40 livros

Publicado originalmente na Revista Fapesp , em maio de 2016.

 

Confira a Norma técnica da Sociedade Brasileira de Pediatria, Sociedade Brasileira de Imunizações e Sociedade Brasileira de Infectologia clicando aqui.


 
Frente aos casos de sarampo e poliomielite caracterizando surto no país, o Ministério da Saúde inicia campanha nesta segunda feira dia 06/08/18.

Quem deve receber vacinas?

Todas Crianças de 1 a 5 anos devem receber as vacinas contra pólio e sarampo, e pôr as demais vacinas do calendário atualizadas. Até as crianças já vacinadas devem receber estas vacinas.

Duração da campanha

Período de 06 e 31 de agosto de 2018.

Vacinas que será aplicada

  • Pólio oral para crianças com vacinas em dia disponível apenas na Rede Pública.

  • Crianças que não receberam nenhuma dose de vacina contra Poliomielite receberão uma
    dose da pólio injetável.

  • Vacina contra SARAMPO será feita a Vacina Tríplice Viral que protege contra sarampo, rubéola e caxumba.

  • Crianças que receberam esta vacina a menos de trinta dia ficam dispensados.


Importante: Pais trazer as carteiras para anotarem as vacinas e ver se calendário está em dia.

Adultos deverão receber vacinas?

SIM.

Apesar de não estarem no público alvo da campanha recomenda-se:

- Adultos com até 29 anos de idade e não tem calendário completo (2 doses na carteira ou desconheçam se recebeu ou tiveram a doença), para Sarampo deve receber 2 doces da tríplice viral.
- Adultos com idade entre 30 e 49 anos devem receber uma dose da Tríplice Viral.

Importante: Pessoas que não tiveram varicela (catapora) devem receber a vacina tetra viral que protege além do sarampo, rubéola e caxumba será protegido também contra a varicela.

Confira aqui a Norma técnica Sociedade Brasileira de Pediatria, Sociedade Brasileira de Imunizações e Sociedade Brasileira de Infectologia.

Fonte: Secretaria da Saúde, SBP e SBIM.
Campanha começa em seis de agosto e vai até o final do mês. Objetivo é aumentar coberturas vacinais do país e evitar reintrodução dessas doenças, já eliminadas no Brasil

A nova Campanha Nacional de Vacinação Contra a poliomielite e sarampo começa na próxima segunda-feira, 6 de agosto, e vai até o dia 31/08. Em São Paulo, o público-alvo da campanha é de aproximadamente 2,2 milhões de pessoas. Em todo o país, 11,2 milhões de crianças devem ser vacinadas. Todas as crianças de um ano a menores de cinco do país devem se vacinar contra a pólio e sarampo, independente da situação vacinal. O dia D de mobilização nacional será sábado, 18 de agosto, quando os mais de 36 mil postos de vacinação no país estarão abertos ofertando as vacinas. A meta é vacinar, pelo menos, 95% das crianças para diminuir a possibilidade de retorno da pólio e reemergência do sarampo, doenças já eliminadas no país. A madrinha da campanha deste ano é a Xuxa, eterna rainha dos baixinhos.

A prioridade da campanha são as crianças de um até menores de cinco anos, público mais suscetíveis às doenças e suas complicações. Para atender a esse público, foram adquiridas 28,3 milhões doses das vacinas, um total de R$ 160,7 milhões. Todos os estados do país já estão abastecidos com 871,3 mil doses da Vacina Inativada Poliomielite (VIP), 14 milhões da Vacina Oral Poliomielite (VOP) e 13,4 milhões da Tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba. Para o estado de São Paulo foram distribuídas 5,58 milhões de doses das três vacinas.

A campanha de vacinação deste ano é indiscriminada, ou seja, pretende vacinar todas as crianças dessa faixa etária no país e para manter coberturas homogêneas de vacinação. Para a poliomielite, as que não tomaram nenhuma dose durante a vida receberão a VIP. Já os menores de cinco anos que já tiverem tomado uma ou mais doses da vacina, receberão a VOP, a gotinha. Em relação ao sarampo, todas as crianças receberão uma dose da vacina Tríplice viral, independente da situação vacinal, desde que não tenham sido vacinadas nos últimos trinta dias.

Nos estados que registraram casos de sarampo, a vacinação foi antecipada como medida de bloqueio para interromper a circulação do vírus. Em Roraima, a campanha iniciou em março e envolveu pessoas de 6 meses a 49 anos. Já em Manaus (AM), aconteceu em abril e o público vacinado foi de 6 meses a 29 anos de idade. E, em Rondônia, a vacinação está em andamento para crianças de 6 meses a menores de cinco anos. Durante a mobilização nacional, esses estados devem convocar novamente as crianças de um a menores de cinco anos para receber a imunização.

O Ministério da Saúde oferta todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no Calendário Nacional de Vacinação. Ao todo, são 19 para combater mais de 20 doenças, em todas as faixas etárias. Por ano, são cerca de 300 milhões de doses de imunobiológicos distribuídos em todo o país.

CAMPANHA PUBLICITÁRIA


Para mobilizar a população, o Ministério da Saúde aposta neste ano na Xuxa, a eterna rainha dos baixinhos. Não é a primeira vez que ela é madrinha de uma campanha de vacinação do Ministério da Saúde. Nos anos 1980, Xuxa também estrelou uma campanha de vacinação que bateu recordes e foi reconhecida até pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

As peças para TV, rádio, impressos e redes sociais, serão exibidas de 1º a 31 de agosto. O filme, gravado em 3D, faz uma viagem ao passado, nas décadas de 80/90, quando nasceu o Zé Gotinha e também quando o Brasil assumiu o compromisso de eliminar o sarampo e a poliomielite. Xuxa e o Zé Gotinha contarão com o apoio da Galinha Pintadinha e dançarinos do game Just Dance.

QUEDA NA VACINA


Desde que observou redução nas coberturas vacinais do país, o Ministério da Saúde tem alertado sobre o risco da volta de doenças que já não circulavam no Brasil, como é o caso do sarampo. Entre as principais causas, pode-se apontar o próprio sucesso do Programa Nacional de Vacinação, que causou no país, a falsa sensação de que não há mais necessidade de se vacinar. Outros fatores são: desconhecimento individual de doenças já eliminadas; horários de funcionamento das unidades de saúde incompatíveis com as novas rotinas da população; circulação de notícias falsas na internet e Whats App causando dúvidas sobre a segurança e eficácia das vacinas; bem como a inadequada alimentação dos sistemas de informação.

Para os estados que estão abaixo da meta de vacinação, o Ministério da Saúde tem orientado os gestores locais que organizem suas redes, inclusive com a possibilidade de readequação de horários mais compatíveis. Outra orientação é reforçar as parcerias com creches e escolas, ambientes que potencializam a mobilização sobre a vacina por envolver professores e a família. A Pasta ainda alerta para a importância de manter os sistemas de informação devidamente atualizados.

SARAMPO


O Brasil recebeu, em 2016, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo, e atualmente empreende esforços para manter o certificado, principalmente por meio do fortalecimento da vigilância epidemiológica, da rede laboratorial e de estratégias de imunização.

No mundo, há registros de casos de sarampo em alguns países da Europa e das Américas. Em 2017, foram 173.330 casos registrados. Em 2018 (até maio), 81.635 casos confirmados, a maioria em países do Sudeste Asiático e Europa. Atualmente, o Brasil enfrenta dois surtos de sarampo: em Roraima e no Amazonas. Além disso, alguns casos isolados foram identificados nos estados de Rio de Janeiro (14); Rio Grande do Sul (13); Pará (2), Rondônia (1) e São Paulo (1).

O reaparecimento da doença está relacionado às baixas coberturas e a presença de venezuelanos no país, comprovado pelo genótipo do vírus (D8) identificado, que é o mesmo que circula na Venezuela. Até o dia 17 de julho, foram confirmados 822 casos de sarampo no Amazonas e em Roraima.

POLIOMIELITE


De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), três países ainda são considerados endêmicos (Paquistão, Nigéria e Afeganistão). O Brasil está livre da poliomielite desde 1990. Em 1994, o país recebeu, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem.
1.686 casos de sarampo foram notificados entre janeiro e junho.

[caption id="attachment_365" align="alignleft" width="335"] (Crédito: Lucas Silva/Semcom)[/caption]

Nesta terça-feira (31/7), o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, anunciará o lançamento da Campanha Nacional de Vacinação contra a poliomielite e sarampo. A campanha começa na próxima segunda-feira (6) e termina no final do mês.

Desde que observou redução nas coberturas vacinais do país, o Ministério da Saúde tem alertado sobre o risco da volta de doenças que já não circulavam no Brasil, como é o caso do sarampo. O lançamento da Campanha Nacional de Vacinação contra a pólio e sarampo será na Sede do Ministério da Saúde, em Brasília.

No ano passado, o Brasil não registrou casos de sarampo, mas 1.686 casos foram notificados entre janeiro e junho desse ano, conforme números da OMS (Organização Mundial da Saúde).Os estados do Amazonas e Roraima passam por um surto da doença.

O Ministério da Saúde afirma que o vírus veio importado da Venezuela e casos isolados ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia e Pará.

Fonte: Meio Norte
As sociedades brasileiras de Imunizações (SBIm), Pediatria (SBP) e Infectologia (PNI) — em parceria com Rotary Internacional e com o apoio do Programa Nacional de Imunizações (PNI) — assinam, no dia 26 de julho, no auditório do Instituto Emílio Ribas, em São Paulo, um manifesto no qual alertam a população, sociedade civil organizada e entes públicos sobre a real possibilidade de retorno da pólio e da reemergência do sarampo em território nacional.

Em 1988, quando a Iniciativa Global de Erradicação da Pólio (GEPI) foi instituída, a poliomielite paralítica atingia mais de 1.000 crianças no mundo diariamente. Desde então, mais de 2,5 bilhões de crianças foram imunizadas contra a doença, graças à colaboração de mais de 200 países e de 20 milhões de voluntários, apoiados por um investimento internacional superior a 11 bilhões de dólares. A incidência global da doença foi reduzida em 99% e apenas três países, Afeganistão, Nigéria e Paquistão, ainda não conseguiram eliminar a circulação do vírus selvagem.

O Rotary International  é um dos fundadores do GEPI, instituição da qual também fazem parte a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Centro para o Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) e a Fundação Bill e Melinda Gates.

No Brasil, o último caso de poliomielite aconteceu em 1989. Em 1994, o continente americano recebeu o certificado de erradicação.

Sarampo


Uma das principais causas de mortalidade infantil no passado, o sarampo foi sendo gradativamente controlado no Brasil graças às políticas de vacinação conduzidas ao longo de décadas, com destaque para o Plano Nacional de Eliminação do Sarampo, de 1992, que tinha como objetivo eliminar a doença do território nacional até o ano 2000. Exatamente no ano 2000, o último caso autóctone — ou seja, não importado nem relacionado à importação — ocorreu no país, no Mato Grosso do Sul. Casos e surtos importados, no entanto, aconteciam eventualmente.

Em 2016, um ano depois do fim do surto importado que atingiu 916 pessoas no estado do Ceará entre 2013 e 2015, o Brasil e as Américas receberam da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) o certificado de áreas livres do sarampo. Em fevereiro de 2018, contudo, a enfermidade voltou ao país por meio do contato de brasileiros não vacinados com pessoas infectadas na Venezuela. Do início de julho para cá, dois grandes surtos no Amazonas e Roraima somam mais de 600 casos. Também houve registros no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia e São Paulo.

Fonte: SBIM