Um dia para enfatizar a importância da vacinação

Dezessete de outubro é o Dia Nacional da Imunização. Em 2018, a data é ainda mais especial, uma vez que este ano — em setembro — comemoramos os 45 anos do Programa Nacional de Imunizações (PNI), política pública que se tornou referência mundial e levou o Brasil a erradicar a poliomielite e a eliminar o sarampo, a rubéola, a síndrome da rubéola congênita e o tétano materno e neonatal. A erradicação da varíola e a eliminação da febre amarela urbana também foram obtidas graças à vacinação em massa, mas datam de antes da criação do programa.

Embora o momento seja de festa, também é de preocupação. As coberturas vacinais, tradicionalmente baixas em adolescentes e adultos, também caíram drasticamente entre crianças. De acordo com dados do Ministério da Saúde (MS), o índice de vacinados entre menores de um ano em 2017 foi o pior desde 2001, situação que coloca em risco todas as conquistas obtidas ao longo de décadas. Exemplos disso são os surtos de sarampo em Amazonas e Roraima e outros estados e os surtos de febre amarela silvestre.

Não é fácil traçar uma estratégia para melhorar as coberturas vacinais no Brasil, mas há caminhos a seguir. O primeiro é realizar campanhas de comunicação, como as da SBIm e as do MS, recentemente ampliadas. Nesse sentido, vale destacar que a participação das escolas e outras entidades da sociedade civil organizada é fundamental para a educação sobre vacinas. Todos devem contribuir para que a população, incluindo adolescentes e adultos, entenda que as doenças preveníveis por vacina são capazes de matar ou deixar sequelas.

Outro ponto é investir na capacitação de todos os envolvidos no processo de vacinação. Técnicos de enfermagem e enfermeiros devem estar aptos a seguir protocolos e esclarecer dúvidas. Médicos devem se manter atualizados e, principalmente, prescrever as vacinas.

Diversos estudos indicam que a orientação médica é o principal fator que levaria as pessoas a se vacinarem, mas, com exceção de pediatras, poucos prescrevem. Por fim, é necessário lembrar que há leis que tornam a vacinação obrigatória no país, conforme explicitado no Manifesto Conjunto SBIm/SPSP. Precisamos implementá-las.

SBIm 20 anos

A SBIm comemorou 20 anos de fundação durante a XX Jornada Nacional, no Rio de Janeiro, em setembro. As celebrações foram iniciadas com a exibição de um vídeo que apresentava grandes nomes da história das imunizações, a exemplo de Jenner, Pasteur, Oswaldo Cruz e Sabin. Ligadas por sinapses, metáfora de como cada trabalho inspirou novos avanços, as imagens levaram os espectadores à criação da SBIm, em 1998, e destacaram algumas realizações da instituição. Entre elas o estabelecimento de diretorias e representações em 16 unidades da federação, os inúmeros eventos e as ações de comunicação que levaram os sites sbim.org.br e familia.sbim.org.br a serem os primeiros em língua portuguesa certificados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em seguida, subiram ao palco pessoas que contribuíram e contribuem significativamente para o crescimento da SBIm: José Luís da Silveira Baldy, fundador e ex-presidente da SBIm; Datis Hidalgo, ex-secretário administrativo; Renato Kfouri, vice-presidente e ex-presidente da SBIm; Mônica Levi, presidente da Comissão de Revisão de Calendários Vacinais e Consenso; Flávia Bravo, presidente da Comissão de Imunização de Viajantes; Ricardo Feijó, presidente da Comissão de Ensino e Especialização; Maria Aparecida da Costa Neves, presidente da Comissão Fiscal; os 16 presidentes e representantes regionais da SBIm; as funcionárias administrativas Fúlvia Cristiano, Mariane Carvalho e Ediene Alves Ferreira; a equipe Magic-RM Comunicação e Fernanda Prestes Eventos. Vicente Amato Neto, primeiro presidente da SBIm, e Gabriel Oselka, presidente da Comissão de Ética também foram homenageados, mas não puderam comparecer. Renato Kfouri, chamado de incansável pela presidente da SBIm, Isabella Ballalai, aproveitou a ocasião para quebrar o protocolo e parabenizá-la pelas inúmeras oportunidades de idealizar e executar projetos nos últimos quatro anos. Isabella encerra o segundo mandato no fim de 2018 e, consequentemente, deixa a presidência da Sociedade.

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PNI 45 anos

O PNI realizou em 16 de outubro uma homenagem à equipe e a todos os colaboradores que atuam diariamente na construção desta politica pública, que completa 45 anos em 2018. Atualmente, são disponibilizadas gratuitamente, em mais de 36 mil salas de vacinação espalhadas por todo território nacional, 27 vacinas que integram o Calendário Nacional, além da vacina de raiva canina. Por ano, o Ministério da Saúde aplica mais de 300 milhões de doses de vacinas na população brasileira. Há ainda vacinas especiais para grupos em condições clínicas específicas, como portadores de HIV, disponíveis nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). O esforço foi fundamental para a erradicação de doenças no país, como a poliomielite, e a rubéola, por exemplo. Atualmente, o PNI é parte integrante do Programa da Organização Mundial de Saúde, com o apoio técnico, operacional e financeiro da UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e contribuições do Rotary Internacional e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

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Fonte: SBIm

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