SEMANA MUNDIAL DA VACINAÇÃO

A Organização Panamericana da Saúde (OPAS) criou, em 2002, a Semana Mundial da Imunização, com o objetivo principal de divulgar a vacinação como ferramenta de promoção de saúde para toda a população. Em 2012 a Organização Mundial da Saúde (OMS) referendou a iniciativa, estendendo a campanha para todo o planeta.

Neste ano, os temas são “#VaccinesWork” e “Ame, Confie Proteja”, que buscam, justamente, demonstrar o valor das imunizações e suas conquistas. Os avanços e os desafios nos dias de hoje. Após ampla utilização de vacinas, em todo o mundo, vimos erradicar a varíola, estamos em vias de eliminação da pólio, controlamos o sarampo, a febre amarela, a difteria e tantas outras doenças que eram responsáveis por elevadas taxas de mortalidade infantil em todo o mundo.

Infelizmente, temos observado uma queda nas taxas de vacinação em quase todos os países, colocando em risco todos estes avanços. Estas conquistas não podem e não devem retroceder. Falsa sensação de proteção, desconhecimento dos benefícios da vacinação, medo de eventos adversos, dificuldade de acesso aos imunobiológicos e as chamadas “fake news”, têm sido apontadas, em vários estudos, como as principais causas dessa queda nas coberturas vacinais.

A OMS estima que dois a três milhões de crianças sejam salvas no mundo, anualmente, graças às vacinas, e outras dois milhões poderiam ainda ser salvas se aumentássemos a utilização de vacinas. Segundo Tedros Adhanom, Diretor-geral da OMS, o maior impacto da subutilização das vacinas recai justamente sobre as regiões mais pobres do planeta.

No Brasil, nosso Programa Nacional de Imunizações (PNI) é reconhecido como um dos melhores programas de vacinação do mundo, não só pelo número de vacinas oferecidas, mas também por sua capilaridade, num país continental como nosso, tão cheio de desigualdades e dificuldades de acesso; são mais de 35.000 salas de vacinas espalhadas por todo país. Porém são enormes os desafios que ainda enfrentamos: frequentes irregularidades no abastecimento de vacinas, horários pouco flexíveis de funcionamento das unidades de saúde, deficiente capacitação dos profissionais da saúde além de insuficiente comunicação com a população sobre os benefícios e segurança das vacinas.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) tem participado ativamente das discussões a cerca das melhores práticas em imunizações, colaborando intensamente na divulgação da importância da vacinação, sempre destacando o papel protagonista do Pediatra como fonte confiável de informação!

É tempo de comemorar, mas também de agir!

Luciana Rodrigues Silva – Presidente da SBP
Renato Kfouri – Presidente do Departamento Científico de Imunizações da SBP

Leia o documento na integra aqui.

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