O que é coqueluche e por que você precisa se proteger contra ela

Doença da “tosse comprida” tem aparecido com mais frequência nos últimos anos — em adultos, ela parece um resfriado comum, mas em crianças pode levar à morte.

Febre baixa, coriza, espirros, falta de apetite, mal-estar e, o mais importante, uma tosse que não vai embora. Parece uma gripe, mas pode ser coqueluche. A doença respiratória, também conhecida como pertussis, é caracterizada por acessos de tosses em que o doente fica sem condições de respirar entre eles.

Provocada pela bactéria Bordetella pertussis, a coqueluche foi bastante controlada a partir da década de 1990 graças à vacinação. Quando a cobertura vacinal chegou a quase 100%, entre 1998 e 2000, a incidência baixou de 10,6 casos a cada 100 mil habitantes para 0,9 casos a cada 100 mil no Brasil.

Mas esse cenário voltou a mudar a partir dos anos 2010, com aumento significativo dos casos entre adultos e adolescentes. Entre 2010 e 2014, o número de infectados cresceu 13 vezes no país. Em 2019, estados como Pernambuco tiveram aumento de 101% nos casos da doença.

Estudos mostram que isso se deve, em grande parte, à falta de imunização — o que é um problema: se no adulto a coqueluche não passa de uma “gripe”, em crianças ela é muito perigosa. O caso é preocupante especialmente em bebês de até 1 ano de idade, que ainda não receberam todas as doses da vacina. Nesses casos, a infecção respiratória pode evoluir para pneumonia, parada respiratória, convulsões e até morte.

A transmissão da bactéria acontece por meio de gotículas eliminadas quando a pessoa fala, tosse ou espirra. Se um adulto infectado faz isso perto de um bebê, portanto, o risco é alto.

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