Entidades divulgam carta aberta aos médicos e profissionais de saúde em relação à Febre Amarela

As Sociedades Brasileiras de Medicina Tropical (DBMT), Infectologia (SBI), Imunizações (SBIm) e Pediatria (SBP) divulgam carta aberta para profissionais do setor de saúde. A carta foi elaborada em função da baixa adesão de vacinação contra a febre amarela e do avanço da doença em território brasileiro.

Na carta, algumas considerações estão destacadas, a saber:

– A gravidade e letalidade da febre amarela.
– A epidemia atual: a maior de nossa série história desde 1980.
– O registro da doença desde 2017 em regiões antes não consideradas de risco.
– A difícil previsão, hoje, de próximos municípios de risco.
– O registro de números de casos e óbitos pela doença que vem crescendo.
– O registro de 1131 casos em humanos confirmados e 338 óbitos pela doença no Brasil no período de 01/07/17 a 27/03/2018 (Informe 19 2017/2018 – Ministério da Saúde).
– A letalidade registrada nesse período de cerca de 35-40%.
– Eventos adversos graves são muito raros. O risco é considerado baixo se comparado ao risco de adquirir a doença em área com transmissão. A expansão da circulação viral para áreas densamente povoadas que nunca foram alvo de programas de vacinação.
– O fato de a vacinação contra a febre amarela não permitir a imunidade de rebanho, visto que a infecção é transmitida por vetores e não de pessoa para pessoa.
– Ser fundamental garantir elevadas e homogêneas coberturas vacinais para impedir a expansão da doença e evitar a possibilidade de reurbanização no país.

Na carta, são apresentados os principais pontos e evidências científicas sobre as recomendações, contraindicações, precauções e também sobre o uso da vacina em dose fracionada.

Com o documento, as entidades esperam contribuir para que as metas de cobertura vacinal sejam atingidas em curto prazo para o Brasil se proteger do risco de expansão da febre amarela silvestre e da reurbanização da doença.

Faça o download da carta

 

Ver também:

Download Livro: “Recusa de vacinas causas e consequências”, por Guido Carlos Levi

 

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